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A nuvem pública pode ser mais segura, diz Gartner

Na contramão do que prega o senso comum, consultoria sustenta que trabalhar dados na nuvem pública é normalmente mais seguro do que fazê-lo em suas próprias instalações

Antes de começar a ler este texto, provavelmente você já tenha respondido à pergunta do título. E, mais provável ainda, de maneira negativa. Afinal, dizer que a nuvem pública é menos segura do que, por exemplo, servidores locais, já virou uma “pós-verdade” — adjetivo que, segundo o dicionário Oxford, faz referência a “circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais”.

No entanto, durante a Conferência Gartner Segurança & Gestão de Risco, ocorrida nos dias 8 e 9 deste mês, em São Paulo, o que seu ouviu foi justamente o oposto. Claudio Neiva, vice-presidente de pesquisas da consultoria, reiterou o posicionamento por ela mantido nos últimos três anos.

Na contramão do que prega o senso comum, o Gartner sustenta que trabalhar dados na nuvem pública é normalmente mais seguro do que fazê-lo em suas próprias instalações, “no data center que você tem dentro de casa”, como reforçou Neiva.

Isso porque, justificou ele, inexistem “evidências” sobre a debilidade em termos de segurança por parte dos mais renomados provedores de serviço (CSPs): “Os problemas observados estavam relacionados a falhas cometidas pelos usuários, a exemplo de senha e autenticação fracas”. 

Neiva também chamou atenção para o reflexo da infraestrutura — com processos estabelecidos, qualidade, escalabilidade — dos principais provedores (hoje em torno de 15, classificados pelo Gartner como “Tier 1”), tanto em recursos técnicos quanto operacionais: “Sua capacidade de acesso a profissionais mais qualificados para manter a estrutura de segurança do ambiente, com um nível de maturidade maior que a maioria das empresas pode encontrar no mercado, também é um fato.”

“Geralmente, estamos preocupados tecnicamente com a segurança. Mas, do ponto de vista de utilização, de saúde financeira (dos CSPs), de verificar se esses provedores vão ter condição de sustentar tal serviço por muito tempo, às vezes, esquecemos desses detalhes”, completou Neiva.

Controle da informação, a grande questão
Sim, a preocupação com a maturidade de segurança da nuvem – com vistas a endereçar todos os processos e mecanismos de seu acesso e utilização – é de suma importância.  Mas não o principal, segundo o analista do Gartner. “A questão mais importante é a criação de uma política de utilização da nuvem: o que eu posso e o que eu não posso colocar lá. (…)O provedor de nuvem tem a obrigação de manter segura a infraestrutura que suporta a visualização de todos os clientes. Já [a segurança] do conteúdo é obrigação do cliente” — cujos profissionais de segurança, privacidade, conformidade e gerenciamento de riscos devem ser competentes nesse tipo de ambiente”, disse Neiva.

A virtualização e o papel do DevSecOps
Dentro do que efetivamente vai para a nuvem, a partir de processos de virtualização, como fica a segurança em meio a demandas – por exemplo, aplicações, que cada vez mais demandam agilidade e, por isso, não podem esperar muito tempo pela avaliação da área? Ou, como disse Neiva, “ainda mais do CISO”?  

A resposta é o DevSecOps, metodologia — tida como uma das principais tendências tecnológicas — que implica o envolvimento, à luz de uma mentalidade ágil, da equipe de segurança da informação ao longo de todo o processo do desenvolvimento – do planejamento até a codificação, testes, implementação, operação e monitoramento.

Conforme orientação do Gartner, sob a perspectiva da abordagem Carta (Continuous Adaptive Risk and Trust Assessment, ou análise continua e adaptável de risco e confiança), no tocante a novas aplicações é preciso que as empresas busquem, em meio a bibliotecas, vulnerabilidades conhecidas, neutralizando a maior parte dos riscos. Já para códigos proprietários, deve-se buscar um equilíbrio entre a velocidade e segurança exigidas pelo negócio.

Outras tendências apontadas pelo Gartner

– Até o final desta década, 50% das empresas irão requerer uma aprovação, em caráter de exceção, de cargas de trabalho (workloads) em casa, ou seja, fora de uma infraestrutura de nuvem não pública.

– As organizações irão parar de se referir a computação em nuvem como “exceção” e, em vez disso, a computação local se tornará o cenário menos comum até 2022.

“Temos evidências suficientes que as coisas estão indo por esse caminho. Simplesmente dizer não à adoção de nuvem não será uma solução para todo mundo. O que precisamos entender é como fazer isso de forma homeopática”, de olho na evolução das soluções oferecidas nesse ambiente, resumiu Neiva, que também compartilhou um plano de ação, que pode ser conferido abaixo, em uma de suas apresentações na Conferência Segurança & Gestão de Risco:

– Defina uma estratégia de nuvem de, no mínimo, três anos e alinhada aos objetivos da empresa;

– Identifique quais cenários já estão propícios à migração e quais necessitam de certos investimentos para garantir sua visibilidade, conformidade, entre outros requisitos do negócio;

– Estude políticas de utilização da nuvem: por quem, como e quando ela será acessada;

– Desenvolva competências técnicas e operacionais relacionadas à virtualização. Entre elas, o entendimento de DevOps e seu conjunto de ferramentas.

– Descubra quais as falhas, dentro do seu conjunto de ferramentas, que afetem a visibilidade ao mudar para a nuvem;

– E desenvolva competências de trabalho diferentes daquelas associadas ao ambiente tradicional

Fonte: CIO

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Como as boas práticas te afastam da inovação

As boas práticas servem para nos guiar por mares tranquilos e para nos levar a portos conhecidos. A inovação nos guia por mares turbulentos porém nos leva a portos inimagináveis para o mediano.

É comum em qualquer projeto a adoção das boas práticas. As boas práticas nos dão um norte, nos ajudam a começar e nos levam ao nosso objetivo de maneira tranquila e calma.

Porém, se o que você busca é a inovação, as boas práticas serão seu pior inimigo. Elas limitarão sua capacidade de criar, sua capacidade de enxergar o valor do novo, sua capacidade de gerar resultados exponenciais. As boas práticas são a principal arma das pessoas medianas para que possam manter sua média.

A boa prática tem suas origens no fordismo, e seu objetivo é formar operários repetidores de tarefas, repudiando a criatividade. Quanto maior a habilidade em repeti-la, mais efetiva sua execução será e mais estável será o caminho pelo qual ela te conduzirá.

Porém, quando você busca exceder a média, entregar um resultado inimaginável, criar conceitos e abrir novos caminhos, a primeira coisa que você precisará fazer é se liberar das algemas das boas práticas.

Uma boa prática é algo já testado e aprovado por um grande grupo de pessoas que, se executado conforme definido te levará a um resultado esperado, com poucos riscos, com um alto grau de certeza e, principalmente, com um forte argumento para justificar suas falhas, afinal, fiz exatamente o que todo mundo faz… Não sei por quê não deu certo.

Seguir uma boa prática é assumir para si uma inteligência alheia. Você abre mão de desenvolver a sua própria inteligência em prol de uma inteligência de outrem, já testada e comprovada, cujo resultado, por mais medíocre que seja, já é conhecido e é aceitável para você.

Pessoas medianas tendem a pensar pela média. Qualquer pessoa mediana irá comparar uma ideia inovadora com as boas práticas e fazer seu julgamento sobre a qualidade desta baseando-se nos princípios definidos pela sua experiência na execução das boas práticas, responsáveis por guiar suas ações a vida toda e, na maioria absoluta das vezes, seu veredicto será certo: Que ideia absurda.

O Princípio da inovação é o desconhecido. Existe uma frase interessante de Albert Einstein:

“Se, a princípio, a ideia não parecer absurda, então não há esperança para ela”

Quando você inova, o futuro é incerto. A certeza do sucesso se torna algo tão abstrato que até mesmo você tem dúvidas, porém continua em frente porque, apesar das incertezas, você consegue enxergar o valor no novo.

Inovar não é uma tarefa que qualquer um aceite. Inovação não é uma visão que qualquer pessoa possua. Esses são atributos de pessoas que enxergam além da média… enxergam além dos caminhos pelos quais as boas práticas conduzem.

Se você tem o DNA da inovação, você vai sentir dificuldade em explicar suas ideias. Os benefícios que parecem óbvios para você serão absurdamente abstratos para outras pessoas. Você se sentirá um forasteiro em uma terra desconhecida.

Você que é inovador, aprenda uma coisa: A inovação é um dom dado a você, e somente a você. Não adianta tentar convencer outros dos benefícios que sua visão inovadora pode trazer. Utilize esse dom para você, crie a inovação para você e não para os outros. Capitalize os resultados da inovação na sua própria conta. Não perca tempo tentando elevar a média de pessoas que não querem abrir mão de seus pré conceitos para que deixem de ser medianas. Aquele que vê valor na boa prática jamais verá valor na prática inovadora, afinal, ela conduz exatamente pelo caminho que ele quer evitar: O caminho da incerteza.

Existe uma frase interessante de Peter Senge sobre esse tema:

“A raiz da inovação está na teoria e nos métodos, não na prática. Absorver as melhores práticas, como tem estado em moda, não gera aprendizagem real. A organização que aprende não é uma máquina de clonagem das melhores práticas de outros.”

Esse texto é interessante porque nos leva à seguinte reflexão:

  • A prática nos leva por caminhos conhecidos; a teoria nos leva por caminhos inexplorados. Foi a teoria que revolucionou o mundo e não a prática.
  • O aprendizado real vem do gerar conhecimento e não do assimilar e aperfeiçoar o conhecimento alheio. Boa prática não é aprendizado, é doutrinação e repetição.
  • A organização que aprende é justamente aquela que investe para criar o conhecimento novo e não para fortalecer conhecimento velho. Fortalecer conhecimento velho pode até te tornar eficiente, mas jamais te tornará eficaz.

Uma boa prática dura até que outra boa prática a substitua. Boas práticas são volúveis e mudam constantemente. O que é bom hoje não será amanhã. Seguir a boa prática irá te tornar obsoleto toda vez que uma boa prática for substituída por outra.

Somente a mente inovadora permanece, pois é ela que cria o futuro que os outros seguirão.

Afinal, como disse Peter Drucker: “Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo

Você acredita que poderá criar o futuro vivendo de boas práticas?

Fonte: Administradores.com

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SAP firma parceria com startup focada em contratar mulheres

Plataforma SheWorks! usa IA para combinar talentos e clientes, além de fornecer ferramentas para monitoramento e gestão de equipes remotas

A SAP anunciou nesta semana que iniciará uma colaboração com a startup SheWorks!, uma nova plataforma digital que combina tecnologias como machine learning e big data para conectar mulheres a oportunidades de trabalho remoto. O anúncio da parceria foi dado durante o SAP Executive Partner Summit, realizado na Riviera Maya, no México, entre 15 e 17 de agosto.

Fundada em 2016 pela empreendedora Silvina Moschini, a startup visa aumentar a empregabilidade de mulheres e, consequentemente, ajudar a reduzir o abismo entre gêneros que ainda ocupa o mercado de trabalho.

Há anos, gigantes do setor de tecnologia têm trabalhado para endereçar o desequilíbrio entre gêneros em suas equipes a medida que a pauta se torna cada vez mais pública. Apesar das companhias salientarem seus esforços para criar políticas e programas de diversidade entre seus contratados, mulheres ainda são subrepresentadas no setor. 

Na América Latina e no Caribe, onde países lutam para ganhar fôlego em suas economias e gerar empregos, a desigualdade é ainda maior. Relatório de desenvolvimento da ONU de 2015 destacou que, na região, as mulheres ganhavam, em média, 19% a menos que os homens para desempenhar o mesmo trabalho. Ainda segundo o relatório, menos de 20% das posições de liderança de empresas na América Latina são ocupadas por mulheres. Dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento apontam que mulheres em posição de destaque no mundo executivo ganham, em média, a metade do que os colegas homens.

“Não há dúvida de que temos um grande desafio no campo do desenvolvimento profissional. A América Latina continua sendo a região mais desigual, economicamente falando, no mundo, e mais de 20 milhões de jovens – um a cada cinco – estão desempregados ou fora da escola”, ressalta Claudio Muruzabal, presidente da SAP América Latina.

O acordo entre SAP e SheWorks! prevê que as profissionais cadastradas no banco de talentos recebam treinamento em soluções da SAP relacionadas com a transformação digital dos negócios. Após treinamento, as profissionais estarão habilitadas e oficialmente certificadas para serem contratadas pela própria empresa, por seus parceiros de negócios ou por seus clientes, segundo a companhia de software alemã.

A parceria visa também conectar programadoras, desenvolvedoras, designers e cientistas de dados através da educação, diz Silvina. Alianças semelhantes a da SAP foram firmadas com o Google e Microsoft.

“Milhões de mulheres competentes deixam seus empregos porque não conseguem encontrar a flexibilidade de que precisam para conciliar suas vidas pessoal e profissional”, explica Silvina defendo que a startup visa apresentar empregos que se adaptem às vidas das mulheres. “Nossa proposta é reduzir drasticamente as taxas de desemprego feminino contando com as oportunidades da nova economia digital: competências digitais e trabalho remoto”.

A base de talentos da SheWorks! visa não só reunir, como também incentivar profissionais aptas para um mercado de trabalho digital. A medida que empresas passam cada vez mais a adotar o trabalho remoto, a plataforma surge como um marketplace alinhado com uma nova cultura corporativa e um “escritório” onde não há limites geográficos.

Em coletiva para jornalistas, Silvina compara o SheWorks! a um marketplace de talentos, onde empresas, da mesma forma como o Uber, também avaliarão o desempenho das profissionais que elas contratam. Para a empreendedora, as competências de uma candidata atuam como uma espécie de moeda na economia digital.

Como funciona – Interessadas devem cadastrar seu perfil, informar suas habilidades e histórico profissional. Há também testes que visam validar competências informadas. Usando algoritmos, a plataforma cruzará dados dos perfis e tentará encontrar as profissionais que melhor se adequariam para novas vagas. Do outro lado, empresas contratam a plataforma para ofertar vagas para posições fixas ou mesmo projetos. Quando o “match perfeito” aparecer, a startup entrará em contato com a candidata. Para elas, não há cobrança de taxas ou mensalidade. A plataforma também fornece ferramentas para monitoramento e gestão de equipes remotas.

Desde que foi lançada, a plataforma conta com uma base de 5 mil usuárias cadastradas. Crescimento que, segundo Silvina, foi orgânico. A startup, baseada em Miami (EUA), agora planeja lançamentos oficiais em outros mercados na América Latina, além de buscar ampliar parcerias estratégicas com outras companhias que possam capacitar mulheres para diferentes funções.

Em cinco anos, a startup deseja reunir e promover 100 mil mulheres com habilidades digitais a trabalhos e empregos à distância.

Fonte: Computerworld

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Novo Banco assume forte impacto da transformação digital

Os benefícios são visíveis em várias frentes da actividade, nomeadamente nas aplicações de “mobile banking” e nas novas soluções de pagamento, afectando particularmente as componentes de relação com o cliente.

Mais do que um processo que afecta o sector bancário, a transformação digital “é uma dinâmica transversal a toda a sociedade e aos diferentes sectores de actividade”. A ideia é defendida por Duarte Pupo Correia, director do departamento de Desenvolvimento e Marketing de Retalho – Canais Directos do Novo Banco.

Este responsável lembra que termos como “mobilidade, digitalização de processos, georreferenciação, ‘augmented reality’, Internet das Coisas, ‘big data’ e muitos outros passaram a fazer parte do nosso léxico quotidiano e, mais do que isso, a trazer alterações e benefícios tangíveis em muitos momentos e situações do dia-a-dia de todas as pessoas”.

No caso específico da banca, Duarte Pupo Correia acredita que “este processo de transformação tem impacto numa grande diversidade de sistemas”, embora defenda que “afecta particularmente as componentes de relação directa com o cliente”.

Nesse sentido, a transformação digital “constitui uma oportunidade singular para que cada banco possa repensar os seus processos, sistemas, soluções e produtos, enfocando-os nas reais necessidades e preferências de cada cliente”, diz o director do Novo Banco. Desta forma, está-se igualmente a trabalhar “para incrementos de qualidade, satisfação e geração de valor”.

Em termos do dia-a-dia particular do Novo Banco, a verdade é que este tipo de políticas associadas à modernização tecnológica asseguram “um forte impacto em várias frentes da actividade”, nomeadamente, “nas aplicações de ‘mobile banking’ e nas novas soluções de pagamento, que têm vindo a ocupar um papel cada vez mais preponderante na relação quotidiana de um cada vez maior número de clientes”.

Sublinha Duarte Pupo Correia que “também os processos de comunicação e promoção de produtos e serviços são hoje fortemente potenciados por esta nova dinâmica digital, que permite beneficiar de mecanismos que simplificam e melhor direccionam a informação disponibilizada ao cliente”.

Contas feitas, o banco “está cada vez mais capacitado, quer pelos canais quer por via de novos formatos disponíveis, para fornecer informação e apoio mais relevantes e dirigidos a cada um dos seus clientes, adaptando-se melhor ao seu perfil, preferências e necessidades”.

Finalmente, “também as actividades de balcão e outros processos internos do banco têm vindo a ser significativamente optimizados, potenciando grandes ganhos de eficiência, fundamentais para garantir uma maior qualidade de serviço e aumentar o nível de satisfação” dos clientes, refere o director do Novo Banco.

Na realidade, a transformação digital “é determinante no aumento da eficiência e qualidade em componentes como a transaccionalidade nos clientes, na recolha de informação mais completa e actualizada e na disponibilização de produtos mais adaptados aos diversos perfis”. Tal tem vindo a permitir “uma mudança no paradigma, através do qual o cliente beneficia cada mais de uma experiência de utilização e menos de um processo simples de compra”.

Iniciativas com futuro

De acordo com Duarte Pupo Correia, actualmente estão em desenvolvimento “novas iniciativas de transformação digital, que impactarão quase todas as áreas de actividade do banco, seja na relação directa com os clientes, seja nos seus processos internos”. Em todas elas se procura “uma optimização de custos e melhoria de processos que tornem o banco mais eficiente e focado em criar valor para o cliente”.

Da teoria à prática: três exemplos do Novo Banco

  1. NB smart app. Trata-se de uma solução de “mobile banking” para smartphones, através da qual o número de clientes, utilizadores de canais digitais, praticamente duplicou face a padrões anteriores, apesar de em quantidade ainda inferior ao “homebanking” PC, mas já representando mais de 50% do volume dos acessos mensais. De acordo com Duarte Pupo Correia, director do departamento de Desenvolvimento e Marketing de Retalho – Canais Directos do Novo Banco, “tanto o número de utilizadores das soluções de ‘mobile banking’ como o volume de consultas e operações encaminhados através delas têm aumentado de forma muito expressiva, por comparação com outros canais mais tradicionais”.
    Este crescimento na utilização da NB smart app, “que ultrapassou já a fasquia dos 200.000 utilizadores frequentes, foi possível por via de um desenho totalmente enfocado na obtenção de uma experiência de utilização cada vez mais eficiente, rápida e segura”.

    2. No contexto dos meios de pagamento, o Novo Banco tem disponibilizado soluções como o NB Micro Cartão Contactless, “único em Portugal, que permite fazer pagamentos por todo o país, bastando estar colado no telemóvel ou em qualquer outro objecto que acompanhe o cliente diariamente, com a mesma segurança dos cartões bancários com tecnologia contactless”. 

    3. Um outro exemplo é a solução de Orçamento Familiar: trata-se de um serviço disponibilizado no NBnet, que, agregando informação de diferentes meios de pagamento e bases de informação, permite categorizar automaticamente despesas e receitas e assim fornecer aos clientes informação que lhes permite ter uma visão mais concreta dos seus padrões de consumo e gerir melhor as suas finanças no dia-a-dia.

Fonte: Negócios

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Agrotis e SAP firmam parceria inédita para atuação no segmento agrícola

Sistemas das empresas serão integrados para ampliar soluções tecnológicas no campo brasileiro

Referência em desenvolvimento de software para o agronegócio, a Agrotis Agroinformática firmou parceria inédita para a integração de soluções tecnológicas no segmento com a SAP, uma das maiores fornecedoras de soluções de gestão do mundo. Pelo acordo, o SAP Business One será customizado para atender as necessidades específicas do segmento do o agronegócio.

Manfred Schmid, diretor-geral da Agrotis Agroinformática, comemora a parceria e afirma que as atividades das empresas serão complementares. “As duas empresas têm culturas muito similares e são referência em excelência no que fazem. A SAP se beneficiará com uma maior penetração no segmento agrícola e a Agrotis vai ganhar em escala para atender a todo o Brasil”.

O diretor de vendas da solução Business One na SAP Brasil, Ricardo Blancas, também está otimista com essa aliança entre as empresas. “A parceria da SAP com a Agrotis vai acelerar o nosso desempenho nessa vertical, onde o know-how do parceiro associado à expertise SAP Business One oferecerá uma grande contribuição para o crescimento do setor no país”.

A SAP Business One é uma solução de gestão empresarial voltada para pequenas e médias empresas alinhado com as melhores práticas de gestão do mundo com um preço acessível ao mercado brasileiro. O sistema, já consolidado em vários segmentos, terá uma versão especialmente voltada para os setores em que a Agrotis atua, como sementes, armazenamento, rações, grãos, fertilizantes, agroindústria e receituário agronômico.

As aplicações de gestão fiscal, contábil e financeira do SAP Business One virão embarcadas e serão totalmente integradas aos módulos Agrotis, para ampla utilização em todos os segmentos do agronegócio.

“Estamos vivendo uma mudança tecnológica, com os dados caminhando para a nuvem, o que permite que a tecnologia chegue amplamente no campo”, reforça Schmid. 

Sobre a Agrotis Agroinformática

Há 26 anos, a Agrotis Agroinformática inova no agronegócio. A empresa foi fundada em Curitiba (PR) por um grupo de engenheiros agrônomos. Hoje, a Agrotis atende milhares de profissionais e empresas em diversas regiões do Brasil, nas áreas de controle da produção rural a gestão estratégica, apresentando soluções completas para os clientes. A Agrotis atua nos setores de agroindústria, sementes, armazenamento, receituário agronômico e fertilizantes.

Fonte:  SAP News Center

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Investimento em inovação é porta de saída para a crise, mostra série do JN

Drone ajuda agricultor a ver como anda a sua lavoura.Com aplicativo, consumidor faz compra sem passar pelo caixa

Na segunda reportagem que o Jornal Nacional apresenta nesta semana sobre o esforço de brasileiros para inovar, Sandra Passarinho mostra que o investimento em inovação é uma porta de saída para a crise e uma entrada para talentos no mercado de trabalho.
Lá vem o drone, uma aeronave não tripulada, dirigida por controle remoto, com múltiplas utilidades. Nesta versão, ele é usado para ajudar o agricultor a ver como a lavoura está indo.

No começo, foi difícil para a Embrapa emplacar essa ideia nova com o dinheiro público.
“Achavam que nós estávamos brincando. E que na verdade era um projeto tecnológico e não de pesquisa”, contou Lúcio André de Castro Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação.
Essa tecnologia só decolou mesmo de dois anos para cá com o objetivo de aumentar a produtividade e os lucros do setor agrícola, sem atingir o meio ambiente.

A novidade é que foram acoplados sensores ao drone. A equipe também criou programas que leem as imagens captadas e podem ser baixados de graça no site da Embrapa. É possível entender as doenças, as pragas. 
“Olhando por cima, fica mais fácil identificar. Nitidamente esta área tem mais verde, tem mais biomassa, tem mais alimento para o gado. Se eu colocar meu gado aqui, como tá sendo manejado, aqui tem falhas e ele vai ter uma perda de peso provavelmente”.
A crise econômica no país não atrapalhou o projeto: o programa já foi baixado mais de 70 mil vezes.
“Muitos agricultores têm nos procurado, porque, justamente num momento difícil, é onde a inovação pode contribuir com aquele salto”, disse Lúcio.
Se o agricultor tem uma tecnologia, o consumidor também pode ter a dele.
“Tá sempre azeda. Muito difícil, muito raro eu comprar uma fruta dessas, e ela estar doce”, diz a dona de casa Simone Eugênio, escolhendo ameixas num supermercado.

Não dá para abrir nem experimentar a ameixa ali na hora, mas dá para descobrir a qualidade das frutas em segundos com a ajuda de uma máquina.
“Seria perfeito. Porque assim o que a gente compra não vai ter o desperdício dentro da nossa casa”, concorda Simone.
Nós fomos atrás desta inovação neste laboratório da Embrapa, em São Carlos, interior de São Paulo. O princípio de funcionamento é semelhante ao de um aparelho de ressonância magnética usado para exames médicos.
“Pegamos a fruta e colocamos ela dentro do ímã que onde vai ser feita a análise. Agora vou colocar outra laranja. O vermelho é uma laranja doce, e o preto, uma laranja que não é doce”, explica Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa.

E dá para testar também o azeite e até a qualidade da carne.
A máquina não substitui a fiscalização da vigilância sanitária, mas ajudaria o consumidor a escolher os produtos. 
Cada vez mais se pensa em inovações para facilitar o dia a dia das pessoas. Quem nunca ficou numa fila grande? 
“Vou ficar sem almoço porque estou na fila”, diz a jovem.

O engenheiro Fábio Piva teve uma ideia para tentar acabar com as filas nas lojas. Numa livraria de Campinas, ele me mostra como funciona o protótipo de um aplicativo para celular, que permite ao consumidor fazer uma compra sem ter que passar pelo caixa.
“Você aproxima esse aplicativo do produto, obtém informações sobre a história do livro, o preço exato. Isso, ai aparece um botão de compra, você clica nesse botão, se você concordar em comprar, e aí tem um passo extra, que é o diferencial, que você aproxima mais uma vez da etiqueta e aparece a liberação do produto. Então, isso significa que essa etiqueta agora ela não vai mais disparar os alarmes da porta. Cada etiqueta tem a sua senha, então você não pode comprar um produto de 10 reais e tentar desativar uma etiqueta de 200”, explicou Fábio.

O projeto de Fábio está em avaliação numa empresa privada 

Uma reserva ideias vale centavos, não vale nada no mercado. O começo do caminho é definir uma estratégia: o que é possível jogar fora para ficar só com aquilo que poderá fazer uma diferença no mundo real.
“Se você investir em dez projetos, e apenas um der certo, esse único projeto é capaz de cobrir todas as perdas nos outros nove projetos”, disse Caetano Penna, economista da UFRJ.
Para poder tirar uma ideia da cabeça e colocá-la em prática é preciso ter apoio desde cedo, como o próprio Fábio teve.
“Existe uma necessidade de prestar muita atenção nas novas gerações. O aluno de iniciação cientifica de hoje vai buscar uma bolsa, se ele não encontrar, ele vai terminar a graduação dele, talvez ele vai trabalhar fora do país, e aí você perdeu um talento. Então é muito importante a gente cativar e proteger os nossos inovadores”, disse ele.

Fonte: g1.globo.com

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NF-e 4.0: o que mudou e por quê?

O que era genérico vai se tornando cada vez mais específico para atender a novas necessidades advindas da evolução econômica

layout das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) irá sofrer uma nova atualização. A partir de 2 de outubro de 2017 passa a ser obrigatória, para o ambiente de produção, o modelo 4.0 do documento. Em julho, a nota já havia sido implementada para ambientes de homologação, e agora todos tem até 2 de abril 2018 para adequar suas emissões, quando o antigo modelo 3.10 será desativado.

Muitas coisas foram alteradas na nota, mesmo que, na maioria dos casos, isso não interfira na rotina do usuário final. As alterações geralmente são bienais ou anuais, e sempre vem para realizar adequações como novos campos incluídos, alterações em cálculos, dentre diversas necessidades que dialogam com as alterações legais, de impostos e do consumidor.

O mais interessante é que as mudanças são simples. Como esse é um programa que vem evoluindo, o que era genérico vai se tornando cada vez mais específico para atender a novas necessidades advindas da evolução econômica – e melhorar o que antes era feito de um jeito funcional, mas não ideal.

Basicamente, a nota evolui par melhor atender aos usuários nas necessidades em constante mudança no cenário comercial. A Nota Técnica 2016.002 – v 1.20 (atualizada em 31/05/2017) informa todos os detalhes da mudança, e pode ser vista no portal da Nota Fiscal Eletrônica. Para quem emite é necessário que se atualize seu emissor.

O preenchimento incorreto gerará rejeição da nota e, isso pode causar problemas futuros para a empresa. De forma resumida, o que muda no quesito layout é que ao campo indicador de presença foi adicionada uma 5ª opção “Operação presencial, fora do estabelecimento”. Isso diz respeito a vendas ambulantes, mostrando como as notas buscam cada vez mais se adequar à realidade do comércio e sua evolução orgânica no mundo real.

Um novo grupo foi criado, o “Rastreabilidade de produto”, que serve para produtos sujeitos a regulações sanitárias, para que eles sejam rastreados. Exemplos disso são produtos veterinários, odontológicos, remédios e bebidas. O mesmo serve para produtos que sofreram recall, e também agrotóxicos. O grupo pede as informações de lote e data de fabricação. Aqui, um aspecto interessante é da abrangência às necessidades específicas de determinados produtos. Isso é valioso como conhecimento para fornecedor e consumidor, sem falar das medidas de segurança envolvidas.

Outro campo criado é o “Fundo de Combate à Pobreza”, que deve ser preenchido para operações internas ou interestaduais com substituição tributária. Foi também criado o campo “Grupo Total da NF-e”, onde será fornecido o valor total do IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados). Ele é usado quando há a devolução de mercadoria por estabelecimentos que não contribuam com essa taxa.

O campo “Grupo X-Informações do Transporte da NF-e” agora aceita duas novas modalidades, o Transporte Próprio por Conta do Remetente e o Transporte Próprio por Conta do Destinatário. O campo “Formas de Pagamento” agora se chama apenas “Pagamento”, onde também está incluso o valor do troco, enquanto o campo “Forma de Pagamentos do Grupo B” não existe mais.

Foi criado ainda, no campo de “Medicamento”, uma área para informar o código de produto da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para remédios e matérias-primas farmacêuticas. Também foram retirados os campos específicos de medicamento, os quais, agora, integram o “Grupo Rastreabilidade de Produto”. Há também o “Grupo LA” que recebe o campo para indicar os percentuais de mistura do GLP.

Detalhes técnicos sobre cada campo e alteração podem ser vistos na NT. Para o contador e o empreendedor, as mudanças significam atualização de sua plataforma de emissão e preenchimentos novos, embora muitos deles sejam cálculos automáticos. É importante estar a par de como tudo acontece, a fim de saber se não há nada errado com as emissões de uma empresa. Além disso, há detalhes técnicos envolvendo novas regras, alterações de campos e validações sendo feitas de forma diferente, algo que não é simples de se considerar manualmente, daí a importância de um sistema de confiança. A comunicação com o SEFAZ sofre mudanças sempre e é complexo estar atualizado.

Considerando todas essas mudanças, a verdade é que se deve levar em conta que essa é uma medida que começou há mais de dez anos, e vem sempre se renovando e se tornando cada vez mais um reflexo da realidade. O que o consumidor precisa saber, assim como SEFAZ e emissor, está lá, devidamente categorizado e organizado. Há uma importância clara no uso das documentações eletrônicas, que é a da praticidade em se adequar com velocidade, sem custo adicional para a empresa, e sem dor de cabeça diante da legislação.

Como sociedade evoluímos sempre, e a tecnologia vem acompanhar nossos passos para lidarmos com o mundo de uma maneira mais prática e rápida, e mesmo que muito disso seja automático, é importante estar atento para demandar correções, e entendendo-as, se aproveitar da tecnologia para um maior desenvolvimento no mercado. Isso ressalta ainda mais a necessidade de um bom e confiável emissor de notas, que garanta todas as adequações para seu serviço.

Fonte: CIO

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Marketing na era digital

As profundas transformações tecnológicas impuseram novos desafios aos responsáveis de marketing. Importa perceber qual o caminho que se deve seguir neste campo.

O marketing mudou! Mudou nos últimos 20 anos, nos últimos 10, mas, acima de tudo, mudou nos últimos cinco anos talvez mais do que em toda a sua existência, fruto das profundas alterações tecnológicas que se vão impondo dentro das organizações.

Esta é uma área que tem, obrigatoriamente, de se adaptar, de evoluir e de abraçar novas formas de comunicar e de fazer chegar a sua mensagem ao público-alvo.

Hoje em dia torna-se praticamente impossível não apontar o impacto que a transformação digital acabou por ter no mundo do marketing. Não estamos a falar de um conceito para o futuro, mas antes de algo ao qual as empresas actuais devem dar o máximo de atenção para se manterem competitivas e de boa saúde no mercado.

Grosso modo, a transformação digital poderá ser entendida como um processo em que as organizações recorrem às TIC para melhorar o seu desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados superiores. Em meio a todo este processo, a tecnologia assume aqui um papel principal numa mudança que é, cada vez mais, estrutural dentro das empresas.

Na área do marketing, especificamente, são vários os desafios que se apresentam e as tendências a seguir. Deixamos três ideias.

Marketing de conteúdo

Trata-se de uma forma de envolver a marca com o seu público-alvo e fazer crescer a rede de clientes e/ou potenciais clientes por via da criação de conteúdos que sejam, efectivamente, relevantes para quem a eles acede.
Não se trata apenas de colocar um “post” numa rede social ou de escrever um texto num blogue. O marketing de conteúdo prevê a conjugação de diferentes plataformas como as acima mencionadas, associadas a outras como as “newsletters”, os vídeos, os eBooks, os infográficos, entre várias possibilidades.
Dizem os especialistas que passar ao lado do marketing de conteúdo é o caminho mais rápido para uma empresa se tornar totalmente invisível no mercado em que actua.

Investir em várias iniciativas digitais e novas capacidades

Além do marketing de conteúdo, há outras iniciativas digitais associadas à transformação digital que importa ter em conta e explorar. O segredo passa exactamente por saber equilibrar aquilo que se pretende fazer com o que acabará por ser mais relevante para o negócio de cada empresa e, a partir daí, desenvolver novas e importantes capacidades de comunicação.

Por outro lado, torna-se indispensável ajudar todos os elementos da organização no desenvolvimento de iniciativas que possam, de alguma forma, vir a ser importantes na relação com o cliente.

Compreender o cliente e a sua jornada

Hoje em dia já não basta disponibilizar aplicações móveis bonitas e comunicar através delas com os seus clientes. A verdade é que, mais do que esperarem esta possibilidade de interacção com as marcas, os clientes querem que estas mesmas marcas os reconheçam em todos os “touchpoints” e os tratem de forma personalizada.

Conhecer o cliente é, assim, indispensável para uma estratégia de marketing bem-sucedia em plena era digital. Nesse sentido, importa saber trabalhar conceitos como o “big data” com eficácia e tirando partido de tudo o que são ferramentas de analítica que se apresentam, aliás, como a espinha dorsal de uma estratégia de marketing bem-sucedida.

Não falamos aqui apenas na capacidade de analisar e cruzar dados, mas também de identificar tendências e responder a perguntas que ainda não foram formuladas. Trata-se, em última análise, de marketing preditivo, outra tendência segura em tempos de transformação digital.

Fonte: Negócios

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Sua política de segurança de dados está no caminho certo?

As boas práticas de segurança da informação compartilhadas por analistas do Gartner durante a Conferência Segurança e Gestão de Risco 2017, em São Paulo

Que a moeda corrente da nova ordem econômica global são os dados, o “novo petróleo”, já não é mais novidade. O que, sim, desponta como algo novo em relação a esse ativo é a maneira como a segurança pode — aliás, deve — ser trabalhada daqui para frente.

Segundo o Gartner, CISOs e suas equipes têm a missão de adaptar técnicas de segurança para a era digital, marcada por soluções disruptivas (na esteira de recursos como big data, analytics, DevOps e blockchain), e onde os dados (e os perímetros, as linhas imaginárias que separam uma empresa — seus computadores, servidores, etc. — de outras redes, geralmente a internet) permeiam quase todos os lugares.

“A verdade é que nós tínhamos uma visão de mundo binária que não existe mais. Branco ou preto, bom ou mau, a resposta é que não temos certeza em qualquer extremo. Pode ser qualquer um dos dois. Ou os dois. (…) Ambiguidade é a nova realidade. Adotem o cinza”, orientou Claudio Neiva, vice-presidente de pesquisas do Gartner, durante o keynote de abertura da Conferência Segurança & Gestão de Risco 2017, nos dias 8 e 9 de agosto, em São Paulo.

Em outras palavras, deve-se trabalhar uma visão holística de cibersegurança. Uma política que seja não apenas abrangente, mas também flexível e adaptável. Que, resiliente, esteja em sintonia com velocidade dos negócios. Sempre preparada para a mudança.

Na definição do Gartner, tal postura é refletida pela abordagem Carta (Continuous Adaptive Risk and Trust Assessment, ou análise continua e adaptável de risco e confiança), conforme publicou, em primeira mão, o Computerworld.

“Dados não são gerados da mesma forma, logo não podem ser tratados de maneira padrão”

Essa foi uma das principais orientações passadas por Brian Reed, diretor de pesquisas da entidade, durante a sessão que traçou o panorama da segurança de dados em 2017 para além das tendências — como big data, analytics, inteligência artificial e machine learning.
Assim como outros oradores do evento, Reed destacou o crescimento exponencial de diferentes objetos conectados à Internet (calcula-se mais de 20 bilhões até 2020), chamando atenção para a necessidade de um tratamento diferenciado pelas equipes de segurança às peculiaridades, frequências e protocolos associados a cada um deles.

Por isso, alertou ele, “deve-se mudar a abordagem tradicional, centrada na proteção da infraestrutura [a partir de soluções como firewall e IDS], e direcioná-la à segurança do dado em si. Pois, se você tiver um parceiro que acessa suas informações remotamente, tais recursos serão insuficientes”.

Preconizada pela Carta, essa abordagem de segurança da informação puxada pelos negócios digitais mescla adaptação da arquitetura (atenta ao contexto) e práticas eficazes de segurança (orientadas por políticas e controles claros), conforme modelo abaixo.

Mas, para proteger o “dado em si”, em primeiro lugar é necessário saber o que se está protegendo: qual o valor, a sensibilidade, a importância das informações em jogo. “Mas infelizmente muitas empresas esperam o pior acontecer para depois criar uma política de classificação de dados”, lamentou Reed.

Trabalho em cadeia

O cuidado com a informação, segundo o diretor de pesquisas do Gartner, deve envolver toda a organização, do baixo ao alto escalão, assim como terceiros. Uma política de segurança que englobe o negócio de ponta a ponta, horizontal e verticalmente.

“A informação está em todo lugar — e deve estar. Não apenas em seus data centers. Ela é difusa, em constante movimento e transformação, criando, assim, desafios à segurança da informação”, contextualizou Reed. “E não há um único fornecedor ou produto que vá resolver essas questões. O importante é que você tenha em mente onde ela está e como controlá-la, quem a está acessando e como preservar a segurança do tráfego”, completou.

Melhores práticas: checklist

 

Nesse sentido, concluiu Reed, é necessário que a área de segurança se dedique tanto à visualização e interpretação dos dados quanto a tomadas de decisão neles baseadas.

Para ajudá-lo a se preparar para o novo mindset de política de segurança de dados, o Computerworld separou abaixo um conjunto de dicas passadas por Reed ao final de sua apresentação no evento:

— Envolva stakeholders, usuários finais, profissionais de segurança e risco, e outras partes interessadas;

— Alinhe a governança de segurança de dados com a de governança de dados;

— Priorize controles para mitigar riscos e potenciais ameaças;

— Determine os ativos de dados e o apetite de risco do negócio:

— Descubra os ativos de dados existentes, classifique-os, e determine as necessidades de acesso a eles:

— Tome atitude ao descobrir esses dados, não o faça apenas pela descoberta em si;

— Acompanhe o fluxo de dados, a intersecção de silos e a transformação decorrente: explore as capacidades que você eventualmente já possua e trabalhe ferramentas de DCAP para combinar silos de dados e infraestrutura;

— Comece pequeno, aprenda ao mesmo tempo em que estiver trabalhando, depois expanda.

Fonte: Computerworld

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Gestão de pessoas é a chave para a inovação, afirma especialista em RH

Deli Matsuo aponta as diferenças entre as grandes empresas de TI e porque elas conseguem faturar tanto em comparação com as outras. Mais do que tecnologia, elas investem em capital humano e ele explica como isso pode ser feito.

Durante o 7º Seminário de Gestão de Empresas de Serviços Contábeis (GESCON), promovido pelo sindicato do setor, o Sescon-SP, ontem (8/8), Deli Matsuo explicou que a adoção da tecnologia não é a chave para a inovação nas empresas. Diretor da Appus, companhia especializada em Recursos Humanos, Matsuo comenta que manter os colaboradores engajados é o segredo para o desenvolvimento tecnológico e explica como fazer isso.

Em seu painel “H.R. Analytics”, o especialista mostrou que as empresas de TI estão cada vez mais valorizadas devido ao capital intelectual. “Por que a Amazon vale tanto? Pois sua rentabilidade é maior por fazer mais com menos”, disse. O valor não está mais nos ativos físicos, e sim nos funcionários. Além disso, por contar com equipes menores, essas companhias têm menor custo com folha de pagamento.

Mas o que a tecnologia tem a ver com a gestão de pessoas? Matsuo disse que a transformação digital vai fazer com que todas as empresas de todos os segmentos se tornem uma empresa de tecnologia. Ele lembra que a Amazon se tornou a maior varejista sem ter um mercado (mesmo que agora tenha adquirido uma rede de supermercados), enquanto o Facebook é a maior empresa de mídia sem precisar produzir um conteúdo se quer. “O que essas empresas tinham era a vontade de inovar e uma equipe disposta a fazer isso”, afirmou.

Dessa forma, o foco dos gestores deve ser em atrair “cabeças pensantes” que estejam alinhados com os valores e a missão de sua empresa e dar espaço para a inovação, independente do segmento em que se encontra.

Com uma equipe de três ou quatro pessoas, já é possível montar um time voltado à inovação, sem precisar fazer grandes investimentos em software, já que se pode utilizar os algoritmos abertos divulgados por empresas como o Facebook e o Google, de acordo com Matsuo. “Imaginem o que uma empresa contábil pode fazer utilizando as tecnologias desenvolvidas por esses desenvolvedores com os dados que vocês tem de seus clientes?”, questionou à plateia, formada por contabilistas.

Mas para que isso dê certo, o especialista destaca que a cultura das empresas precisa mudar. A nova geração de trabalhadores não deseja apenas ganho financeiro, querem qualidade de vida aliada a um emprego que dê sentido à vida. Ele apontou três passos para que isso seja possível engajar colaboradores que pensam assim:

  • Deixar as crianças crescerem: a nova mão de obra deseja participar mais da empresa, ser mais ativo e quer poder de decisão. Por isso, é preciso que eles sejam treinados para que aprendam como lidar com a responsabilidade e que possam errar sem serem crucificados. “Mas é preciso saber qual tipo de poder esse colaborador pode ter, sem deixar tomar grandes decisões que possam impactar a empresa”, aconselhou Matsuo.
  • Gerente incrível: como comentado no primeiro item, é preciso que os colaboradores sejam treinados e eles querem isso. Segundo Matsuo, colaboradores querem um acompanhamento e feedbacks sobre sua atuação para se sentirem motivados. Além disso, eles valorizam um ambiente amigável dentro das empresas, desde o chefe até seu nível.
  • Qualidade de vida: e não estamos falando de menos serviço ou videogame no horário de trabalho. Cada pessoa é uma e, enquanto a diminuição da carga horária pode ser um motivador para um, outro colaborador pode reagir melhor a mais trabalho, desde que ele sinta algum valor no que faz. “Dar liberdade para que o funcionário escolha o que deseja fazer em parte do horário do trabalho, seja relaxar na sala de descanso durante meia hora ou participar de realizar alguma atividade não relacionada ao seu trabalho, como o desenvolvimento de um novo negócio.”

Para Matsuo, seguindo estes passos, é possível que qualquer empresário tenha a capacidade de transformar sua empresa e até mesmo o seu setor, basta ter uma ideia inovadora e investir em capital humano. “Mas a zona de conforto faz com que as empresas não se movam. O resultado será o colapso, como acontece no mercado de mídia hoje. Eu acredito que a maioria de vocês retornará às suas empresas e não vão aplicar o que eu disse, mas estejam atentas, porque o mercado irá cobrar vocês no futuro”, finalizou.

Fonte: IP News