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Organizações esperam impacto significativo com IoT

De acordo com o Gartner, mais de 40% das organizações esperam que a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) transforme seus negócios ou ofereça novas oportunidades de receita e redução de custos em curto prazo, ao longo dos próximos três anos. O restante das empresas (60%) acredita que isso ocorrerá em longo prazo, ou seja, a partir de cinco anos.

Por outro lado, os entrevistados disseram que as suas organizações não têm uma estratégia de negócios estabelecida nem liderança técnica direcionando esforços para as iniciativas em Internet das Coisas. “A pesquisa confirmou que a Internet das Coisas ainda é algo novo e ‘imaturo’ e que muitas organizações começaram a experimentar agora a novidade”, disse Nick Jones, Vice-Presidente e Analista do Gartner.

“Apenas uma pequena minoria tem implantado soluções em um ambiente de produção. No entanto, os custos decrescentes de networking e processamento indicam que há poucos inibidores econômicos para adicionar sensores e comunicações para produtos de baixo valor. O verdadeiro desafio da Internet das Coisas é menos a fabricação de produtos ‘inteligentes’ e mais a compreensão das oportunidades de negócios geradas por esses produtos e novos ecossistemas”, acresenta.

O levantamento foi composto por 463 líderes de TI e de negócios que tinham conhecimento da estratégia IoT das suas organizações.

Fonte: Decision Report

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Privacidade em IoT: luz no fim do túnel?

Relatório produzido pela Comissão Federal de Comércio dos EUA pode servir como norte para a discussão sobre coleta, armazenamento e transmissão de dados em dispositivos conectados

Enquanto todos os holofotes da indústria de TI estão voltados para Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), muitas questões emergentes sobre a privacidade de dados ainda não estão nada definidas. Como não há uma regra ou lei que estabelece como os dados serão tratados pelas empresas, um guia de recomendações divulgado esta semana pelaComissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) pode servir como uma luz no fim do túnel para CIOs de organizações que, em algum momento, fazem parte da cadeia de IoT.

Grande parte do relatório trata da proteção de dados de consumidores, apoiada pela ideia de que a Internet das Coisas só vai decolar se os consumidores puderem confiar nela. O guia também prevê que a FTC poderá monitorar as empresas no futuro e fiscalizar como elas vão utilizar esses dados.

Analistas enxergam o relatório como um alerta para quem irá prover serviços aos consumidores e como o CIO estará envolvido nesse processo. Por exemplo, quando a onda dos wearables decolar: o CIO de um hospital será responsável por gerenciar os dados capturados por dispositivos utilizados pelos seus pacientes.

O objetivo, segundo a FTC, é fazer as empresas pensarem em como se comunicam com o consumidor. Tome por exemplo um sistema de conteúdo e informação implantado em um carro conectado: uma série de empresas pode fornecer tecnologias para esse sistema que o cliente possui no carro, mas quem é a responsável por gerenciar os dados que vêm de fora e comunicar essas práticas com o usuário?

A questão é que mesmo se uma empresa não fornece o dispositivo diretamente ao consumidor, ela pode ter acesso às informações coletadas por ele. Daí o dever de o CIO investigar regras de privacidade, definir como será a coleta e a análise de dados e onde os mecanismos de controle de segurança serão integrados – seja no processo de coleta, transmissão de dados ou armazenamento.

As sugestões do órgão norte-americano de proteção ao consumidor podem ser encaradas como um guia de melhores práticas não só para o que tange a privacidade do consumidor, mas também da segurança corporativa de modo geral. E elas fazem mais sentido quando pensamos o que está por vir, com diversas coisas como termostatos, sensores, câmeras, eletrodomésticos conectados à rede.

Contudo, dentre as recomendações, uma chama atenção: pensar a segurança de produtos desde o início. Isso envolve pensar em parceiros, já que eles também terão acesso aos dados. A FTC também aconselha atualizar regularmente os dispositivos, bem como informar aos consumidores sobre a forma como os seus dados são usados. Outra orientação é limitar a quantidade de dados sobre o consumidor que serão coletados e, quando necessário, descartar dados após um período.

A iniciativa da FTC foi vista com ressalvas por alguns grupos, especialmente pela abordagem ampla, e pela possibilidade de barrar a inovação em IoT antes mesmo que ela decole. Desse modo, o objetivo do IT Forum 365é acompanhar as discussões sobre IoT que acontecerão pela frente e trazê-las para você, CIO!

*Com informações do The Wall Street Journal

Fonte: IT Forum

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Brasil precisa correr para não perder a vez na Internet das Coisas

O ritmo lento de adesão das redes brasileiras ao novo protocolo da Internet – o IPv.6 poderá pesar no bolso delas próprias. O Gartner prevê que, até 2020, as corporações vão gastar US$ 40 bilhões no mundo projetando, implementando e operadora a Internet das Coisas. A consultoria projeta ainda que, em cinco anos, as principais empresas terão mais de meio milhão de objetos enderaçáveis IP. “O Brasil precisa andar com o IPv.6. Não pode perder esse momento. A mudança se faz necessária e rápido”, adverte o vice-presidente da Consultoria, Cassio Dreyfuss.

De acordo ainda com o Gartner, os sensores responderão por 30 bilhões de objetos conectados nos próximos cinco anos. “Esse é um mercado em franca expansão”, sustenta o especialista. Durante o Gartner Symposium Expo, que acontece essa semana, em São Paulo, Betsy Burton, vice-presidente da consultoria, mandou um duro recado aos gestores de Tecnologia da Informação.

“Não há mais bite e byte. Não é mais a melhor arquitetura. Há a necessidade de pensar o negócio. A tsunami de dados é realidade, mas o CIO será aquele que vai saber identificar qual dado é relevante ou não. Há dados para serem tratados e há dados para não serem tratados. Esse profissional que está aparecendo vai determinar o sucesso do negócio da corporação”, frisou a especialista.

Com relação à Internet das Coisas, Dreyfuss admite que há muita projeção, mas diz que a competitividade global impõe ao Brasil ficar no ritmo dos demais países do mundo. “É pensar globalmente ou ficar fora do mercado. O IPv.6 é crucial para a conexão desses novos objetos”, completou. Ainda segundo o Gartner, a Internet das Coisas vai causar uma ‘tensão política’ entre operações, desenvolvimento de produtos e TI. “Essas áreas estão paradas no tempo. Precisam correr e buscar novos caminhos. O IoT está chegando e não há mais como voltar atrás”, completou.

Fonte: Convergência Digital

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BYOD, Internet das Coisas e biometria desafiam a TI

As vulnerabilidades desafiam os líderes de TI e começam a pressionar os gestores de negócios. Uma pesquisa, conduzida pela LightspeedGMI, a pedido da Fortinet, revela que 90% dos CIOs e CTOs acreditam que o trabalho de manter suas empresas seguras está se tornando cada vez mais difícil. O estudo contou com respostas de profissionais de TI do Brasil, Colômbia e México.

O levantamento mostra que a pressão da diretoria cresceu nos últimos 12 meses. Dentre os tomadores de decisão de TI que registraram sofrer maior pressão, 63% admitem abandonar ou adiar pelo menos uma nova iniciativa de negócios por causa de preocupações de segurança da Tecnologia.

A internet das coisas (IOT) e a biometria (97%), assim como a mobilidade dos empregados /BYOD e a crescente complexidade de ameaças (ambos 95%) representam o maior desafio para líderes. As respostas brasileiras são mais altas do que as médias percentuais globais, que são de 88% para ambas variáveis.

Segundo ainda a pesquisa, a maioria dos tomadores de decisão já sofreu algum tipo de ataque, aumentando a preocupação com a privacidade dos dados e com iniciativas de proteção de big data em 94% para ambos. Em grande parte dos casos, isso significou novos investimentos em segurança de TI. As vulnerabilidades têm sido a dor de cabeça desses gestores.

Fonte: Convergência Digital

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Internet das Coisas precisará de uma nova arquitetura

Modelo atual não está pronto para o tamanho que a IoT deverá atingir e algumas mudanças serão necessárias para atingir as expectativas.

As previsões que vem sendo anunciadas sobre a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), onde bilhões de dispositivos vão compartilhar informações e completar tarefas para melhorar a eficiência da vida cotidiana, dependem do acesso à internet atingir uma escala mundial. Infelizmente, a arquitetura atual não atende às necessidades que a IoT irá demandar.

Segundo o Gartner, em um futuro próximo, o número de dispositivos conectados a partir do conceito de Internet das Coisas irá chegar a 26 bilhões, produzindo US$ 300 bilhões em receitas. Alguns dos dispositivos que serão parte da IoT incluem sensores e atuadores em cidades inteligentes, tags inteligentes em diversos objetos familiares, sensores vestíveis de monitoramento da saúde, smartphones, carros e aplicações domésticas inteligentes. A IoT irá integrar vários tipos de robôs domésticos, drones e até robôs voadores extremamente pequenos. As mudanças no nosso cotidiano serão imensas. Como exemplo, a IoT irá conduzir um gerenciamento mais preciso e sustentável de força e distribuição de água em cidades inteligentes e trazer melhorias no cuidado com a saúde, como a interrupção da propagação de doenças epidêmicas.

 

Entretanto, a tecnologia de hoje não está pronta para ser aplicada na escala massiva e dinâmica que a IoT necessita no futuro, considerando a enorme quantidade de dados transmitidos do mundo físico e o novo padrão de comunicação que ela cria. Nós precisamos de novas programações, capacidade de entrega e abordagens de gerenciamento de rede. O que virá a seguir será uma proposta, de um framework ainda em desenvolvimento para uma arquitetura global de IoT.

 

Um problema predominante com as arquiteturas IoT existentes é que elas foram projetadas para pequenas ilhas de IoT – redes paralelas, assim como um operador de usina de energia puxando dados de “uma turbina – em protocolos proprietários. Essas “coisas” implantadas de maneira ampla coisas não podem colaborar de forma dinâmica entre essas “ilhas” para executar tarefas distribuídas que envolvem detecção, acionamento e computação.

 

Então, como podemos avançar o atual estado da IoT para atingir seu verdadeiro potencial? O caminho é repensar a inteligência embutida na arquitetura IoT.

 

Em conjunto com o National Institute of Informatics (NII, na sigla), do Japão, foi feita uma pesquisa sobre como alavancar tecnologias de cloud computing e Redes Definidas por Software (SDN, na sigla em inglês) para promover efetivamente e eficientemente a distribuição para serviços IoT. A investigação me levou a acreditar que o futuro da IoT deveria se desenvolver organicamente no topo da internet existente e implementar uma nova arquitetura de distribuição inteligente chamada 3DIA – uma “arquitetura de distribuição inteligente” de três camadas.

 

A 3DIA é baseada em três princípios:

 

•              Executar distribuição dos serviços IoT

•              Redes IoT inspiradas por princípios SDN

•              Suporte penetrante na nuvem para IoT

 

Ao implementar a 3DIA, dispositivos IoT estarão habilitados para executar distribuição sensitiva e serviços de computador com ajuda da nuvem, que pode encaminhar os problemas relatados para avaliação, limitação de recursos, bandwidth, latência e gerenciamento.

 

Três camadas de uma internet global

 

A 3DIA é dividida em três níveis: inteligência global, inteligência regional e inteligência local. Alguns esforços enfrentaram as questões da IoT nas camadas regionais e locais.

 

Global: A camada do topo fornece inteligência global na nuvem para serviços escaláveis, gerenciamento de internet, programação de serviços e interação de dispositivos. Por exemplo, esta camada iria permitir uma coordenação global entre dispositivos IoT em uma cidade grande (ativos de utilidade pública ou pertencentes a indivíduos, por exemplo) e para uma execução de distribuição de serviços eficiente. Atualmente, isso não é possível por causa das diferentes redes de IoT, que não interagem entre si. Além disso, a camada global iria simplificar as interações entre usuários e serviços através do fornecimento de um serviço altamente disponível na ponta através da nuvem. O problema inseparável da distribuição natural de serviços, tal como falha de dispositivos ou quedas de conexão devido à mobilidade, deveriam ser transparentes para usuários que interagem com esse serviço na ponta.

 

Regional: A camada do meio fornece inteligência regional para manusear as dinâmicas IoT de forma efetiva, engenharias de tráfego de internet e alocação de recursos wireless, os quais são implementados em acessos a redes wireless que estejam aprimoradas com computação e recursos de armazenamento para formar um novo tipo de infraestrutura de nuvem permissiva. Nós chamamos isso de “stratus clouds”. Essa camada iria, por exemplo, fornecer gerenciamento efetivo de recursos dependentes de localização. Um exemplo típico de tais recursos são os escassos recursos de radiofonia, que tem uma forte dependência no local. Neste caso, a “stratus cloud’ irá operar protocolos SDR que irão ajudar na alocação de espectros de radio. Como exemplo, isto poderia ser útil em um cenário de desastre onde muitos usuários iriam aglomerar certas regiões tentando evacuar, sendo necessárias alocações de espectro eficientes para evitar interferências. A “stratus cloud” permitiriam o desenvolvimento deste tipo de software de gerenciamento regional de IoT.

 

Local: A camada inferior fornece inteligência local, que consiste em softwares operando em dipositivos IoT para deixar que eles interajam com a stratus cloud e com outros nós para entregar serviços IoT escaláveis, assim como para interagir com toda a infraestrutura de nuvem para redes de contatos eficientes, entrega de conteúdo e alocação de recursos wireless. Esta última camada consiste em elementos físicos do ambiente, tais como smartphones, veículos inteligentes e computadores. Um exemplo de suas funções é formar redes ad hoc inteligentes entre dispositivos IoT quando tais redes são necessárias em situações como desastres naturais.

 

Nós estamos trabalhando atualmente para construir um protótipo de 3DIA. Para obter sucesso, essa arquitetura precisa de controles SDN na nuvem global e na stratus cloud para fornecer suporte às redes de contato. Esses controles irão manipular todas as decisões relacionadas à comunicação dispositivo para dispositivo, tais como roteamento, agendamento de tráfego e redes ad hoc em relação às decisões de comunicação de internet. Como os controles SDN são processos operando em máquinas virtuais na nuvem, elas podem ser facilmente escaláveis para cima ou para baixo e movidas entre diferentes locações na nuvem para seguir os potenciais dispositivos IoT móveis ou de usuários. Idealmente, a escalabilidade IoT poderia ser preservada mesmo para um substancial número de dispositivos.

 

Questões que não podemos responder

 

Na pesquisa, ainda existem questões que não foram respondidas. Por exemplo, como a arquitetura de três camadas pode funcionar sem problemas sobre diferentes tecnologias de acesso por rádio, enquanto minimiza interferências e poder de consumo?

 

Podemos criar caminhos mais inteligentes para dispositivos visando uma conexão espontânea através de arquiteturas IoT, para que serviços IoT dinâmicos possam ser criados sob demanda?

 

Como é possível compartilhar dispositivos concorrentes entre múltiplos serviços enquanto damos prioridade para serviços em tempo real sem atrasar outros?

 

E como gerenciamos a privacidade em uma IoT massiva, composta por dispositivos pertencentes a várias organizações e indivíduos?

 

Embora ainda estejam pesquisando por respostas para cumprir as expectativas propostas para a IoT até 2020, onde bilhões de dispositivos estão se comunicando sem problemas e solucionando muitas das ineficiências do cotidiano, está claro que uma arquitetura IoT mais inteligente é necessária. A abordagem busca embutir mais inteligência na arquitetura na forma de recursos na nuvem e de redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês).

 

Assim como as cidades inteligentes que nós esperamos criar a partir da IoT, a arquitetura 3DIA pode ser incrementalmente implantada sobre a internet atual. Portanto, ela pode ser prototipada rapidamente e amplamente adotada pela indústria. Nós acreditamos que este objetivo está ao nosso alcance.

 

Fonte: IT Forum