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Cinco Mitos sobre a Transformação Digital

Você já ouviu o que é a transformação digital. Que tal conversarmos um pouco sobre o que ela não é?

Os gerentes de TI podem ser perdoados por sentirem-se pressionados para transformar digitalmente suas organizações.

Acadêmicos e empresas de pesquisa estão convencidos de que as organizações podem melhorar radicalmente seu desempenho e identificar novas áreas de negócios aplicando estrategicamente as tecnologias digitais aos seus processos organizacionais e operacionais.

No entanto, apesar de todo o hype e de décadas de investimentos em infraestrutura de TI, poucas empresas dizem ter atingido o  estágio desejado.

Dos 196 gerentes de TI, diretores e executivos que responderam ao COMPUTERWORLD Tech Forecast 2017, apenas 11% disseram já estar 100% digitais, 40% ‘bem em seu caminho’, o que significa ter mais de metade da organização já na Era Digital, e 49% “a menos da metade do caminho”. E  mais da metade desses mesmos executivos, quando solicitados a dar uma nota para os esforços de sua organização em prol da Transformação Digital, deram-se um C ou uma letra menor.

Os analistas e a diretoria executiva têm anunciado a ideia de que todas as empresas devem se transformar em empresas digitais para se manterem competitivas. Mas determinar o que a Transformação Digital significa para qualquer organização, estabelecer um roteiro para chegar lá e, em seguida, conseguir um nível significativo de transformação não são feitos pequenos.

Para reverter a mudança organizacional que a transformação exige, as empresas e a liderança de TI são susceptíveis a enfrentar em uma série de desafios – de orçamentos que restringem o quanto podem conseguir, até a falta de habilidades de TI necessárias para iniciativas com tecnologia. Inclusive, esbarrar em inúmeros equívocos sobre o que a Transformação Digital é, de fato, e o que ela requer. Para esclarecer essa confusão e repor as expectativas, a COMPUTERWORLD pediu a vários CIO experientes e analistas da indústria que apontassem cinco mitos mais comuns em torno da Transformação Digital.

Mito 1: Transformação significa reformar completamente o negócio
“A Transformação Digital não significa que você precise se tornar uma empresa online”, diz Larry Wolff, presidente e diretor de operações da Ouellette & Associates Consulting, também um ex-CIO. Em vez disso, ele diz, a Transformação Digital significa “aproveitar a tecnologia não apenas para eficiência e eficácia, mas para transformar o negócio e permitir novas oportunidades. Não muda fundamentalmente o negócio em que você está, mas o petencializa”.

Wolff diz que a verdadeira transformação digital não é necessariamente sobre se tornar uma empresa completamente diferente, mas sim usar a tecnologia para melhorar e expandir os principais pontos fortes do negócio. “É uma peça ofensiva para criar uma vantagem competitiva e, ao mesmo tempo, um jogo defensivo que o impedirá de ficar obsoleto”, acrescenta.

Mito 2: A transformação digital é um projeto específico ou uma  iniciativa única
Líderes de TI dizem que não definem a “transformação” como o término bem sucedido de uma implementação específica da tecnologia ou a conquista de um marco estratégico. A transformação é um processo contínuo para colocar todas as peças certas no lugar, remover tecnologias legadas obsoletas, explorar o que é novo e investir nas tecnologias em evolução para manter suas organizações competitivas.

Pegue o setor bancário, que sofreu uma transformação digital passando de um sistema de caixa e talões de cheque para uma experiência digital quase onipresente, que possibilita às pessoas transacionar dinheiro através de smartphones.

Essa jornada pode parecer revolucionária, mas Paul Willmott, co-líder global digital da McKinsey, ressalta que a transformação aconteceu através de múltiplos passos incrementais ao longo de quase duas décadas.

“Essas mudanças levam tempo, nada disso acontece durante a noite”, diz Willmott.

 O CIO DA Hitachi Data Systems, Renée McKaskle,  diz que a transformação de uma empresa de hardware para uma empresa de soluções de TI mais ampla está em andamento. E significou tirar proveito da computação em nuvem, construir as capacidades de internet da empresa e, agora, investir em Inteligência Artificial e a robótica. Essas novas tecnologias ajudarão as várias equipes da empresa a acessar os dados de que precisam para gerar decisões inteligentes.

“Há um platô em que você pode descansar, mas você nunca para. E o tempo de descanso é muito mais curto”, diz ela.

Mito 3: É possível transformar digitalmente o negócio, sozinho
Não! Você não pode fazê-lo sozinho.

“Muitas vezes, a Transformação Digital é conduzida pela organização de TI. Mas ainda há um nível de receptividade no negócio [liderança], muito importante. É aí que a TI tem que criar credibilidade e respeito para obter o respeito das outras áreas e liderar a organização”, Diz Wolff. “Os líderes de TI precisam educar e informar”.

A Ouellette & Associates, que desenvolveu a Curva de Maturidade da TI com base em um estudo de um ano com o Babson College , lista quatro estágios pelos quais as organizações devem passar: prestação de serviços básicos e soluções confiáveis nos estágios 1 e 2; a oferta de valor comercial como parceiro estratégico no estágio 3; chegando a ser um “antecipador” da inovação no estágio 4.

Wolff diz que aqueles no estágio 4 são capazes de transformar suas organizações porque têm a visão estratégica, visibilidade e o respeito de sua organização e a capacidade de vender sua visão de como suas organizações podem ser. Eles não são os convidados para a primeira reunião – eles são os organizadores dessa reunião.

Mito 4: A área de TI pode ser adaptar aos poucos
Os CIOs que desejam transformar suas organizações precisam ter visão, mas as grandes ideias não irão longe se a infraestrutura necessária e os conjuntos de habilidades adequados para implementar sua estratégia não estiverem presentes.

Larry Freed, CIO da Overhead Door,  em Lewisville, Texas, diz que durante seu mandato de seis anos ele testemunhou sistemas legados e abordagens desatualizadas que dificultam a empresa em suas habilidades para melhorar a experiência do cliente e oferecer qualidade usando as tecnologias integradas críticas nessa Era digital.

Na opinião de Freed, as fases iniciais da transformação tecnológica dizem respeito à condução de melhorias de processos e ao aumento da eficiência e da produtividade.  Freed enfatiza que construir uma base melhor ao longo dos últimos anos foi fundamental para avançar, criar melhores experiências de clientes e abrir novas oportunidades para transformar a empresa de 96 anos.

Só depois da cara arrumada é possível Investir na tecnologia certa permitirá que a empresa colete e analise os dados necessários para gerar oportunidades de negócios.

“Estamos em um ambiente muito competitivo, e se não fizermos investimentos para melhorar, nossos concorrentes o farão”, diz ele.

Analistas, conselheiros e CIOs que ajudaram a transformar suas organizações concordam que é preciso ter os blocos de construção adequados para mudar o poder. Eles precisam sair do legado, adotando tecnologias mais novas, como recursos em nuvem e Analytics, empregando trabalhadores tecnológicos que podem pensar de forma criativa sobre soluções empresariais, e desenvolver uma cultura que se mova tão rápido quanto as empresas e seja capaz de assumir riscos através do DevOps e princípios organizacionais semelhantes.

Muitas áreas de TI ainda não estão neste nível, segundo os analistas.

“A transformação digital “implica focar na própria tecnologia, e acho que é aí que as pessoas podem ter um papel preponderante”, diz Seth Robinson, diretor sênior de análise de tecnologia do grupo da indústria CompTIA . “Essas questões são pertinentes, mas também é preciso investir também na capacidade de pensar além da aquisição de tecnologia. Parte do jeito que você chegará lá passa por garantir que você tenha uma boa alfabetização tecnológica, então quando a nova tecnologia entrar, você terá pessoas prontas para lidar com o novo.”

A maioria das organizações se dá notas baixas nesta área. Quando perguntados sobre os esforços em direção à transformação digital, apenas 6% dos inquiridos se avaliou com um A, observando que estão à frente da curva. Outros 39% deram-se um B; 39% C, por manterem o ritmo, apesar de alguns obstáculos; 11% D, por o processo não está indo bem; e 5%, um F por não terem feito nenhum progresso.

Mito 5: O papel do CIO está garantido, porque a transformação digital depende da tecnologia.
Sim, a tecnologia dirige a Transformação Digital. No entanto, a Deloitte descobriu que muitos CIOs não estão prontos para exercer o seu papel nessa jornada. Por isso, a Deloitte divide os CIOs em três categorias: a primeira é do operador de confiança, onde o CIO dirige um jogo de eficiência tradicional; depois vem o co-criador de negócios, onde o CIO é mais um estrategista e se alinha com a liderança; e a terceira é o instigador da mudança, onde o CIO lidera a transformação. “Uma porcentagem significativa de CIOs ainda está naquela primeira categoria”, diz ele, acrescentando que os líderes de TI, no entanto, devem perseguir estar na terceira.

Os CIOs precisam ser visionários, caso contrário, eles serão encarregados de lidar com o encanamento, enquanto suas empresas criam novas posições (nomeadamente o papel deDigital Officer) para lidar as áreas capazes de impulsionar a transformação.

Não deixe isso acontecer, diz Scott Strickland, CIO global da Denon + Marantz Electronics , fabricante de equipamentos de áudio e vídeo.

“Se você está sentado com o negócio, o desenvolvimento de produtos, marketing e vendas, e você está trazendo para eles o estado da arte para  proporcionar  o uso da tecnologia para fazer as coisas de forma diferente, então você ganhou. Caso contrário, corre o risco de ser afastado do centro decisório”, diz ele.

Como outros CIOs, Strickland diz que sua área de TI se transformou ao longo do tempo, implementando uma gama de tecnologias de ponta. Esses investimentos em andamento, diz ele, têm sido fundamentais para mudar radicalmente o serviço ao cliente e o desenvolvimento de produtos.

Ele aponta especificamente para o aumento da Internet das Coisas. A maioria dos produtos da sua empresa está habilitada para IoT, então, quando os consumidores os compram e os inicializam em casa, eles também podem registrá-los facilmente. Por isso, diz Strickland, a empresa agora tem uma conexão com esse cliente – um relacionamento que não era possível no passado quando, os clientes lidavam apenas com varejistas vendendo o equipamento.

Strickland descreve como a TI e a IoT, em particular, transformaram o que a empresa pode oferecer, apontando para um problema recente com um produto de consumo. Um dos seus altofalantes HEOS desenvolveu uma questão de memória. Aproveitando os recursos de IoT incorporados aos alto-falantes, a empresa conseguiu fazer um teste para todos os seus produtos nessa linha – mesmo aqueles que já estavam vendidos e nas casas dos clientes. Este teste identificou cerca de 300 alto-falantes que precisavam ser substituídos. Strickland diz que a empresa entrou em contato com os clientes, alertando-os para o problema e enviando-lhes substituições antes que os próprios clientes já tivessem experimentado um problema.

Na verdade, o estudo Global Digital IQ Survey, da PwC , divulgado em fevereiro de 2017, descobriu que, de 2.216 líderes de TI e de negócios de 53 países, apenas 52% classificavam seu coeficiente Digital como forte. Índice menor do que o dos útimos dois anos: 67% em 2016 e 66% no ano anterior.

A PwC, que define o índice dogital digital como “habilidades de uma organização para aproveitar e lucrar com a tecnologia”, reconhece que a tarefa não é fácil.

Fonte: CIO

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Plano de Internet das coisas vai priorizar cidades inteligentes, saúde e áreas rurais

Cidades Inteligentes, Saúde e Rural. Essas serão as áreas prioritárias de direcionamento de iniciativas e políticas públicas para o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) no Brasil, de acordo com as conclusões da fase 2 do estudo técnico Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil, que é capitaneado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Além dessas três áreas, foram definidos os segmentos das indústrias de base (Petróleo & Gás e Mineração) e manufatureira (Têxtil e Automotivo) para compor o rol de prioridades, como setores mobilizadores para a indústria em geral. Esses quatro segmentos foram escolhidos devido à sua relevância para a economia brasileira e por sua agenda de inovação já em curso.

As conclusões do estudo – que é financiado pelo BNDES e está sendo desenvolvido por um consórcio liderado pela consultoria McKinsey, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto Macedo – vão subsidiar o Plano Nacional de Internet das Coisas, que deverá ser anunciado pelo MCTIC até o fim do ano.

A aspiração do Plano de IoT, definido a partir de contribuições da sociedade recebidas pela Internet e diversos fóruns de discussão, é “Acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Para chegar à conclusão sobre os ambientes das Frentes Prioritária e Mobilizadora, a equipe técnica adotou, além da aspiração, critérios como demanda, oferta e capacidade de desenvolvimento de cada segmento. Além disso, foram consideradas experiências internacionais, consultas públicas, eventos com especialistas, fóruns de governança e pesquisas digitais, que foram consolidados pelo Comitê Gestor do estudo.

Paralelamente, foram definidas as frentes horizontais de trabalho, que perpassam todos os segmentos selecionados. São elas: Capital Humano; Investimento, Financiamento e Fomento; Ambiente de Negócios; Governança e Internacionalização; Infraestrutura de Conectividade; Aspectos Regulatórios; Privacidade de Dados; e Segurança de Dados.

A terceira e última fase do estudo técnico está prevista para terminar em setembro. Nela, serão mapeados os desafios e definidos os planos de ação de cada frente de trabalho proposta para o Plano de Internet das Coisas.

Fonte: Convergência Digital

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Na Internet, você enxerga menos a cada dia!

Pode parecer contraditório, mas da maneira como as coisas estão sendo construídas, a Internet, que deveria nos abrir uma porta para o mundo, nos limita a vermos cada vez mais do mesmo.

Você provavelmente já passou pela experiência de ter visitado um website de comércio eletrônico e perceber que aquele produto que você viu começou a te perseguir em outros websites. É o que chamamos de remarketing e que tem sido utilizado cada vez mais pelas lojas virtuais para conseguir impactar os seus clientes, mesmo após eles terem saído de seus domínios.

Isso já aconteceu comigo e fez com que eu me tornar-se cliente. Após visitar alguns websites de móveis, toda vez que entrava na internet, via o anúncio do e-commerce visitado mostrando exatamente aquele móvel que estava pesquisando. E isso se repetiu por alguns dias. Não resisti e acabei comprando.

A mesma técnica aplicada ao comércio eletrônico também está presente em todo tipo de website.

Os algoritmos das redes sociais e de diversos websites podem funcionar mostrando para você conteúdos muito semelhantes àqueles que você interagiu. A lógica é: já que você gosta de determinado tipo de conteúdo continuará recebendo outros semelhantes. Assim, essas empresas aumentam a chance de obter o seu engajamento.

Até mesmo em sites de filmes isso pode acontecer. Quando determinado sistema de streaming resolve te recomendar somente aqueles tipos de filme que você já assistiu, você vai perder a chance de conhecer outros títulos que podem “fugir um pouco” do seu perfil. Isso pode tomar uma proporção maior, quando você percebe que todos ao seu redor estão assistindo as mesmas coisas.

A inteligência artificial ou simplesmente os algoritmos presentes nos diversos websites que você frequenta – e não exclua o Google da sua lista- te mostrarão cada vez mais opções parecidas com o que você consome. A consequência disso é que você será cada vez menos exposto ao novo, ao diferente e ao não usual para o seu perfil.

Imagine como seria um mundo onde os computadores te conhecem tão bem, que a sua vida acaba sendo ditada pelo o que os algoritmos determinaram que é melhor para você e para seus amigos. Ruim, não?

Mas existe uma solução?

Talvez para um ou outro website você consiga fazer uma navegação anônima ou desabilitar os cookies, mas o fato é que estamos entrando na era da internet das coisas (IOT). Sua geladeira, se ainda não está, poderá muito em breve estar conectada à internet e automaticamente quando as suas cervejas acabarem esses sistemas preencherão sua lista de compras. E se você quiser simplesmente mudar seus hábitos e tomar um bom vinho?

Por isso, como consumidor, fique atento ao seu redor para não ficar refém da tecnologia. Esperamos que no futuro os computadores também saibam que, de tempos em tempos, sentimos prazer em descobrir o novo, experimentar novas sensações, comprar diferentes produtos e viajar para lugares ainda não explorados.

Experimente desconectar-se da internet e ter novas experiências que fujam um pouco do seu perfil, como por exemplo, comer em um restaurante diferente ou conhecer um novo museu, sem nunca ter visto algo a respeito on-line. Também vai fazer bem para você!

Fonte: ADNEWS

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6 aspectos da transformação digital que impactarão as operações e a vida das pessoas

Computação cognitiva e inteligência artificial são as disrupções do momento

Todo início de ano apresenta um verdadeiro rali de conferências ao redor do mundo para nós, players das indústrias de TI e Telecom, e provedores de serviços de comunicação (CSPs). São tendências e novas tecnologias que estão saindo do papel, e que, nos meses seguintes, marcarão presença nas grandes operações e também na vida das pessoas.

Após a principal leva de eventos do primeiro semestre, que inclui a CES, em Las Vegas (EUA) e o MWC, em Barcelona (Espanha), reuni aqui seis aspectos da transformação digital que já começaram e impactarão ainda mais fortemente toda a economia global desde já.

1. Cognição e Inteligência Artificial são as disrupções do momento

A computação cognitiva não é necessariamente uma nova tecnologia, mas a chegada de grandes empresas a este mercado, com plataformas e produtos próprios, e a disponibilização de poder computacional sem par na história, tornaram a inteligência artificial real e efetiva.

A aplicação dessas tecnologias em conjunto com tecnologias de automação, estão mudando o panorama da indústria. O uso de uma interface homem-máquina baseada em linguagem natural e a utilização de dados não estruturados habilitam novos casos de uso.

Essas disrupções afetam as organizações em diversas frentes, inclusive o que elas criam e o seu processo de inovação. A habilidade de aplicar essas tecnologias de forma efetiva para resolver problemas reais será, agora, um diferencial. E, provavelmente em pouco tempo, se tornará questão de sobrevivência.

2. Analytics e Machine Learning chegaram pra valer à gestão de redes

A aplicação de analytics e machine learning nas operações dos CSPs (Communications Service Providers, em inglês), incluindo atividades de monitoração e reparo de redes, atendimento a clientes, e serviços de campo, tem ganhado cada vez mais visibilidade e importância.

A capacidade de identificar padrões de comportamento, e desvios de padrões, além da recomendação de ações em sistemas de suporte a tomada de decisões, trarão grande impacto na operação, custos e qualidade de serviço dos CSPs.

3. IoT gerando transformação em diferentes indústrias

Indústrias como moda, saúde e automotiva, por exemplo, estão gerando cada vez mais casos de uso de IoT (internet das coisas).

Os sistemas de telemetria utilizados em carros de corrida, como nos da Fórmula 1, são um caso de uso conhecido e consolidado de IoT. Estes já estão disponíveis para carros de rua através de aplicativos, que permitem que o proprietário do veículo realize diagnósticos (através de múltiplos sensores), interaja e até mesmo manobre seu veículo utilizando apenas seu smartphone. Além disso, carros de condução semiautônoma e autônoma já estão entre nós. Montadoras como Volvo e BMW já vendem carros no mercado brasileiro com tecnologias de condução semiautônoma, e em cidades como Boston, Las Vegas e Chandler, nos Estados Unidos, já se encontra, ainda que em testes, carros e ônibus autônomos rodando nas ruas.

Além de serem os fornecedores naturais dos meios para IoT, os CSPs também poderão se beneficiar desta tecnologia e das capacidades de sensorização e atuação, tanto na oferta de novos produtos, como na forma em que presta os serviços atuais.

4. Embora incipiente, o 5G está entre nós

Apesar das apostas no 5G apontarem apenas para 2020, a tecnologia de internet de quinta geração se mostra neste momento mais madura. Os aspectos tecnológicos foram mais desenvolvidos, mas ainda estamos procurando casos de sucesso que justifiquem o uso dessa novidade.

Alguns estudos apontam que a tecnologia deverá se basear na experiência do usuário, na melhoria dos serviços e em novos modelos de negócio. Neste sentido, a maior promessa é a aplicação da internet ultrarrápida em Realidade Virtual/Realidade Aumentada (VR/AR, nas siglas em inglês).

Além disso, Machine-to-Machine (M2M) e Internet das Coisas deverão ter papel central no desenvolvimento desta tecnologia – alguns já dizem que o uso de vídeo atrelado a IoT será o gatilho para os requerimentos desta nova banda, ao demandar confiabilidade e latência reduzida.

5. Virtualização e Convergência de Infraestrutura Tecnológica

No mundo de TI, termos como virtualização e nuvem são uma realidade amplamente difundida. A novidade está na previsão de que redes definidas por software e infraestruturas virtualizadas deverão “puxar a fila” dos novos investimentos dos CSPs. O objetivo é aumentar a flexibilidade, a resiliência e a agilidade e, com isto, a similaridade entre as infraestruturas de Telecom e TI deve aumentar, possibilitando maiores convergência e sinergias no futuro.

Além disto, para um uso mais efetivo desta infraestrutura, práticas como DevOps serão necessárias. No entanto, os sistemas atuais continuam em operação sem data no horizonte para a descontinuação, o que resulta em ambientes ainda mais heterogêneos e deverá ser considerado na evolução do modelo operacional.

6. Transformação digital e a jornada do consumidor

Todo este contexto nos direciona a uma nova discussão: como os provedores de serviços de comunicação evoluirão para se tornarem, cada vez mais, empresas de tecnologia e software? E como prover a experiência que seus clientes/usuários esperam?

Isso faz parte da transformação digital, um processo já em curso no mercado de telecomunicações. Porém, para permitir que o cliente tenha uma boa experiência, há ainda um outro aspecto que muitas vezes é negligenciado: como a transformação digital deve impactar as operações para que elas evoluam e sustentem uma boa experiência para os clientes?

Todo este processo e toda essa transformação precisam ser internalizados pelas operações e trazem consigo, além das tecnologias mencionadas aqui, uma mudança estrutural na organização dos CSPs. O que inclui uma mudança no perfil de seus profissionais e nas capacidades dos fornecedores contratados. Automação, IoT, cognição, inteligência artificial, analytics e software como diferenciação estão entre os tópicos que devem ter maior atenção para que a transformação ocorra de ponta a ponta nas operações.

E, para quebrar os paradigmas e silos atuais, devemos nos lembrar que o centro de tudo isto não é somente a experiência, mas sim toda a jornada do usuário (Customer Journey). Ela deve ser simples, personalizada, agradável e realmente digital, e isto também deve constar nas discussões sobre a transformação digital.

O mercado de telecom está novamente no centro das atenções

Apesar de estar em evidência, isto não significa que a vida dos profissionais dessa indústria será mais fácil. A Era Digital começa a requerer capacidades ainda não existentes. Empresas e profissionais que forem mais ágeis e efetivos terão a oportunidade de liderar este processo de disrupção e inovação.

E quer você queira ou não, quer você seja um profissional da área ou um usuário dos serviços e produtos dessas indústrias, uma coisa é fato: a transformação digital é muito mais real do que pode parecer, e você já está inserido nela. Portanto, estejamos atentos!

Fonte: IT Forum 365

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Especialistas debatem riscos e oportunidades de internet das coisas no Brasil

Resultados preliminares do estudo encomendado pelo BNDES diz que potencial da Internet das Coisas no Brasil gira em torno de US$ $ 50 a R$ 200 bilhões; US$ 4 a US$ 11 trilhões no mundo.

O mercado de IOT, suas oportunidades e desafios, foi alvo de discussão nesta quinta-feira, 29, em São Paulo. Reunidos pela TI INSIDE, especialistas apontaram diferentes visões sobre as oportunidades geradas pela tecnologia.

Abrindo o painel “O Desenvolvimento de IOT no Brasil”, Irecê Fraga Kauss Loureiro, chefe do departamento de Tecnologia e Comunicações do BNDES, detalhou o estudo e parte do Plano Nacional de IOT que está sendo conduzido pelo governo, ressaltando que preliminarmente já se sabe que a oportunidade de Internet das Coisas no Brasil gira entre US$ 50 e US$ 200 bilhões, frente à variação de US$ 4 US$ 11 trilhões de oportunidades globais.

“Teremos um número mais acurado ao final do estudo”, explicou a especialista. Segundo ela, o Plano Nacional de IOT, encabeçado pelo governo federal, definirá uma indústria que estimular a indústria nacional. “O plano”, disse Irecê, “está sustentado em duas ambições: as empresas nacionais precisam se posicionar neste setor (ambição 1); e qualquer ação nesta área deve privilegiar a melhorar qualidade de vida (ambição 2)”.

Com essa missão em pauta, investimentos, incentivos e até uma eventual regulamentação, deve zelar por essas premissas. Ainda exemplificando as oportunidades, a especialista do BNDS citou que o mercado brasileiro pode ser entendido com um potencial de 9,9 milhões de conexões máquina/máquina (M2M).

Como fraquezas, Irecê pontuou o acesso à banda larga, lacunas no ambiente de inovação e a escassez de mão de obra formada.

Os especialistas que sucederam Irecê também enfatizaram as oportunidades de IOT, alegando que se trata de uma tecnologia ou conceito que vai afetar todos os setores da economia. Vinícius Garcia de Oliveira, coordenador do estudo nacional de IOT junto ao CPQD, citou como exemplo, o caso de sucesso das lojas Brascol, distribuidora de roupas infantis instalada no bairro do Brás, em São Paulo.

A redução de preços das tags de RFID (identificação por radiofrequência) permitiu que a varejista instalasse etiquetas em todas as peças de roupas vendias aos lojistas, inclusive meias e outras pequenas peças. Assim, as perdas de antes, ocasionadas por problemas no checkout, foi dissipada. “O carrinho de compras identifica as tags e soma a compra antes de o lojista se dirigir ao caixa. Assim ele pode usar integralmente os recursos reservados para o reabastecimento da loja”, contou o executivo. “Essa é uma das vantagens de IOT”, confirmou.

Representando a academia, o professor Alberto Albertin, da FGV narrou o projeto que a Fundação está desenvolvendo na área de IOT, incluindo pesquisa e a formação de mão de obra. Albertin também citou a parceria fechada com a Oi e disse que a expectativa inicial de redução do gap entre a evolução tecnológica e a sua efetiva aplicação não deve se confirmar este ano. “Minha visão desde o ano passado é que o gap aumentou, ou seja, temos muita tecnologia e a assimilação demandará um certo tempo”, afirmou, justificando este prolongamento pela crise econômica pela qual passa o País.

Pensando na legislação e regulamentação do setor, o advogado Caio Mario da Silva Pereira Neto, do escritório Pereira Neto | Macedo e Advogados apontou que, nesta área há três grandes pontos de atenção. “Precisamos monitorar se há algum espaço regulatório onde a regulação pode ser impeditivo do mercado; identificar a regulação que deva ser ajustada para viabilizar IOT; e se há necessidade de novos espaços regulatórios para viabilizar IOT no Brasil”, elencou.

Werter Padilha, líder do Comitê de IOT da ABES, encerrou o painel reforçando a necessidade de os empreendedores brasileiros não perderem o “bonde” de IOT.

Fonte: IPNews

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IoT é prioridade para impulsionar a transformação digital

A Inmarsat, fornecedor mundial de comunicações móveis via satélite, divulgou os resultados do estudo “O Futuro da IoT nas Empresas – 2017″, em que 92% das organizações inquiridas dizem que a Internet das Coisas (IoT) é a tecnologia líder da transformação digital.

O estudo do Programa de Pesquisas da Inmarsat, realizado pela Vanson Bourne, entrevistou 500 executivos de empresas vários setores de atividade que referiram que, além da IoT, o machine learning(38%), a robótica (35%) e a impressão 3D (31%) também são requisitos essenciais para a entrega efetiva da transformação digital nas empresas.

Os principais resultados revelam que 97% dos entrevistados estão a experienciar, ou esperam experimentar, significativas vantagens da implementação de tecnologias IoT nas suas empresas. A melhoria da capacidade de entrega de serviços (47%), melhor saúde e segurança em toda a organização (46%) e maior produtividade da força de trabalho (45%) foram identificadas como as três principais vantagens.

No entanto, a pesquisa também destaca preocupações com segurança, falta de skills e conectividade, sendo estas referidas como os principais desafios na realização de projetos de IoT. Quase metade (47%) dos entrevistados acredita que as suas organizações vão necessitar de melhores estratégias de segurança de dados e fazer investimentos para assegurar todos os requisitos de segurança da IoT.

“O desenvolvimento e a implementação da IoT é um fenômeno novo que se espalhou por todos os setores em todas as partes do mundo, e esta pesquisa confirmou que a IoT é a tecnologia líder em transformação digital, com uma firme liderança à frente das outras formas de inovação. A IoT atua como os olhos e os ouvidos das organizações, e o seu valor vem de como os dados coletados são usados para melhorar a eficácia em toda a organização. Como tal, não é surpreendente que tantas organizações estejam a implementar a IoT para impulsionar as suas iniciativas de transformação digital”, indicou, em comunicado, Paul Gudonis, presidente da Inmarsat Enterprise.

“Isso não significa, porém, que os desafios estejam ausentes. A pesquisa aponta claras preocupações, principalmente com segurança, habilidades e conectividade. A crescente interconectividade de dispositivos, juntamente a um cenário de elevada segurança cibernética e uma falta de habilidades relevantes, trazem uma série de problemas. Para superar esses desafios, a colaboração é fundamental”, acrescentou o executivo.

“A Inmarsat está a trabalhar globalmente com a nossa rede de parceiros para impulsionar a inovação através da nossa experiência em soluções IoT e de conectividade via satélite”, concluiu Gudonis.

Fonte: B!T Magazine

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Melhores práticas de segurança para manter sua empresa a salvo

Segurança da informação é composta por pessoas, processos e tecnologias. Por isso, não basta comprar aquele firewall ou antivírus de última geração se a empresa não for capaz de acompanhar a evolução de ameaças

É fato que a informação tem grande valor para a humanidade e é fator determinante para o fortalecimento de nações e de potências comerciais. Nos dias atuais, o volume de informações alcança proporções astronômicas, assim como também aumenta sua importância e a necessidade de protegê-las. A criação de mecanismos para classificar, avaliar e tratar cada tipo de informação representa direcionar recursos e esforços diferentes para cada uma delas.

Uma pesquisa realizada pela consultoria PwC revela um crescimento de 274% no número de ataques cibernéticos no Brasil. Vimos, desde o começo do ano, ataques a grandes empresas como UOL, Google, divulgação de senhas do governo e até mesmo o Sisu não foi poupado, tendo inscrições de candidatos alteradas. Esses são apenas alguns exemplos de ataques que aconteceram em território nacional.

Sabemos que todas as empresas impactadas por esses ataques possuem grandes soluções de segurança implementadas, times de segurança da informação bem estruturados assim como investimentos consideráveis em segurança. Ao passo que os ataques cibernéticos estão cada vez mais elaborados e sofisticados as empresas, por sua vez, têm de acompanhar esse cenário e desenvolver mecanismos capazes de antecipar esses ataques, bem como reagir de forma adequada para cada tipo de incidente.

Precisamos mesmo ser tão reativos?

Boas práticas não faltam no mercado, assim como soluções tecnológicas complexas e caras, que prometem proteções eficazes contra diversos tipos de ataques e vulnerabilidades. Mas será que somente isso basta? Se temos soluções de alta tecnologia, grandes empresas por trás delas, times de segurança (que deveriam ser bem treinados), bases de conhecimento abertas, por que então em vez dos ataques diminuírem eles só aumentam? Ou melhor, por que temos a sensação de que não conseguimos combater ou nos anteciparmos aos ciberataques de forma eficaz?

A resposta é simples: Segurança da informação é composta por pessoas, processos e tecnologias, ou seja, não basta comprar aquele firewall, SIEM, IPS ou antivírus de última geração se a estratégia de implementação, ciclo de vida, sustentação e resposta a incidentes não forem capazes de acompanhar a evolução de ameaças nos dias de hoje.

Muitas empresas montam seus planos e estratégias de proteção baseadas em dados que não refletem o cenário atual de ameaças ou que não endereçam de forma adequada a proteção de pessoas, processos e tecnologias. Implementações de frameworks como ISO 27001, PCI-DSS, HIPAA e SOX não alcançam seu objetivo real se a motivação para os adotar tiver propósito apenas comercial, em vez de ter como objetivo atender ao que cada um desses frameworks se propõe. Implementar uma metodologia de proteção de dados simplesmente porque a empresa terá vantagem comercial não significa dar importância à segurança da informação.

Muitos C-levels enxergam ou investem mais em tecnologias de segurança e menos em campanhas de conscientização ou em processos e controles internos.

Melhores práticas podem ajudar?

Não existe uma receita pronta ou um método 100% eficaz para se aplicar de forma generalizada em todas as empresas ou em seus ambientes, mas de uma forma geral, a definição de uma boa estratégia de segurança começa pelo entendimento correto de seu escopo, ou seja, definir o alcance real de proteção do que será protegido. Na sequência, análises críticas, de risco e maturidade de processos dará a visibilidade dos principais pontos fracos e fortes de sua empresa.

Com esse mapeamento definido é possível identificar e classificar os tipos de informações a serem protegidas e os níveis de proteção mais adequados para cada uma delas. Otimizando os recursos dessa forma é possível gerenciá-los e direcioná-los de acordo com as necessidades de cada empresa.

Implementar um sistema de gestão de segurança da informação ou algum framework de segurança não impede que incidentes aconteçam, mas endereçam diversas medidas que diminuem suas probabilidades, além de propor métodos capazes de medir se a implementação dos controles e processos adotados são eficazes ou não. Campanhas de conscientização, desenvolvimentos de políticas e procedimentos bem balanceados ainda são os grandes aliados para prevenir incidentes de segurança.

Fonte: ComputerWorld

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Business Intelligence para empresas em crescimento acelerado

São muitos os desafios enfrentados pelas empresas em crescimento acelerado para se estabelecer no mercado e obter sucesso. A economia digital permitiu simplificar muitos processos e criou um cenário favorável para novos negócios, ao mesmo tempo em que ajudou a tornar o mercado mais competitivo.

Com isso, as plataformas de Business Intelligence (BI) se tornaram um grande diferencial para o desenvolvimento de negócios e estratégias. No caso das PMEs, esses recursos são ainda mais importantes e estratégicos e, o melhor, também são acessíveis.

Recursos de Business Intelligence por muito tempo foram associados apenas a grandes corporações, pois esse tipo de tecnologia exigia muitos recursos, como espaço, equipe dedicada e altos investimentos financeiros. Atualmente, esses recursos se tornaram mais acessíveis e escaláveis. Ou seja, uma pequena empresa pode adquirir soluções de BI de acordo com a sua demanda e poder aquisitivo. As plataformas também estão se tornando mais simples e práticas, personalizadas para o usuário final.

Entre as principais vantagens do Business Intelligence para empresas em crescimento acelerado, podem citar:

Respostas rápidas para questões críticas

Dados são facilmente coletados de todos os processos do negócio, são estruturados e organizados em um único ponto de acesso, e podem ser facilmente acessados graças à nuvem. Tudo isso permite que os gestores acessem rapidamente informações essenciais para solucionar da melhor forma e com maior rapidez as questões críticas da empresa.

Economia de tempo e custos

Os recursos de BI economizam tempo de coleta e manipulação de dados, além de outras tarefas repetitivas e maçantes que os colaboradores deveriam exercer. Dessa forma, a força de trabalho tem mais tempo para se dedicar a tarefas criativas e estratégicas para o negócio. Com Business Intelligence também é possível enxergar melhor os processos da empresa, e com maior transparência financeira, os gestores podem identificar áreas de redução de custos. Como as PMEs operam com recursos limitados, essa possibilidade faz uma grande diferença nos números finais.

Melhor colaboração e melhoria de processos

Com os recursos de exportação e compartilhamento de dados das soluções de BI, os setores da empresa conseguem conversar melhor entre si. O setor de vendas, por exemplo, tem acesso em tempo real ao status do estoque, ganhando assim maior autonomia e velocidade para fazer negócios sem precisar confirmar se uma venda é possível. Já o setor de compras pode alinhar o histórico de estoque e venda para antecipar a demanda de pedidos sem precisar esperar o fechamento de cada setor.

Embora algumas PMEs ainda acreditem que Business Intelligence é algo complexo e caro, muitas já enxergam as transformações no cenário e sabem que a mudança será inevitável para as PMEs. Adotar esses recursos o quanto antes significa antecipar as tendências e adquirir vantagens significativas diante de outras empresas em crescimento acelerado.

 

Fonte: SAP News Center

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Mercado brasileiro de IoT valerá US$ 3,29 bi em 2021, segundo estudo

Um estudo realizado no ano passado mostrou que o Brasil movimentou US$ 1,35 bilhão no mercado da Internet da Coisas (IoT), tendo as indústrias automotiva e as verticais de manufatura como as mais relevantes. Já quanto às previsões para o ano de 2021, os especialistas acreditam que o mercado no país alcançará receitas de US$ 3,29 bi.

A pesquisa “O Mercado industrial brasileiro de Internet das Coisas, Cenário para 2021” entende como IoT objetos de uso cotidiano que são conectados à internet e também conectados uns aos outros, e a estimativa de valor considera hardware, software e serviços diretamente ligados a soluções IoT.

De acordo com Renato Pasquini, diretor de pesquisa e consultoria em transformação digital da Frost & Sullivan para América Latina, “a tecnologia começa a ser embarcada nos produtos, junto com módulos de conectividade, permitindo às empresas extrair informações sobre a experiência do consumidor, analisar e definir ações”. Ainda segundo o executivo, “é uma revolução centrada no consumidor, direcionada pela transformação digital”.

O estudo prevê que a indústria automobilística espera gastar mais em IoT já nos próximos dois anos, e que a logística e o transporte no Brasil serão baseados principalmente em rodovias, por conta da limitada rede ferroviária do país, prevendo, ainda, que roubos de veículos e cargas serão a principal preocupação. Por outro lado, há oportunidades significativas também em mercados como cidades inteligentes, utilities, agricultura e saúde.

Para Rita Ragazzi, gerente de pesquisas em saúde transformacional da empresa que conduziu o estudo, “enquanto a indústria automobilística e de manufatura estarão maduras em 2021, a expectativa é que a da saúde tenha as mais altas taxas de crescimento anual composta, gerando uma trilha reversa em outros mercados, começando por negócios B2C, e, então, envolvendo empresas”. A analista acredita, ainda, que “tecnologias voltadas aos pacientes são mais fáceis de serem adotadas, como serviços móveis, apps e dispositivos que levarão o mercado de saúde B2C a atingir a soma de US$ 610 milhões em 2020”.

O relatório, por fim, observa que o mercado de IoT no Brasil ainda é fragmentado, havendo desafios de se ampliar a capacidade de consultoria e integração para que as empresas do mercado de tecnologia brasileiro ofereçam soluções de ponta em IoT.

Fonte: Canaltech

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Malware que afeta dispositivos Android está sendo distribuído pelo Google Play

Nesta segunda-feira (12), a Kaspersky Lab anunciou a descoberta de um novo malware incomum sendo distribuído pela Play Store. Batizado como cavalo de troia Dvmap, o malware é capaz de acessar a raiz de smartphones Android, assumindo o controle do dispositvo a partir da injeção de código malicioso na biblioteca do sistema. De acordo com as informações, o cavalo de Troia já foi baixado mais de 50 mil vezes desde março de 2017, mas felizmente já foi removido da loja.

Distribuído na Play Store como um jogo, o Dvmap conseguiu ser disseminado burlando as verificações do Google porque seus desenvolvedores carregaram um aplicativo limpo no final de março. A partir disso, eles atualizaram o aplicativo com uma versão maliciosa e, posteriormente, carregaram mais uma versão limpa. Segundo os especialistas, essa movimentação se repetiu pelo menos cinco vezes em apenas quatro semanas.

Para os analistas, a injeção de código é uma nova evolução para dispositivos móveis bastante perigosa para dispositivos móveis. Um dos aspectos importantes sobre o assunto, é que esse tipo de método é capaz de executar módulos maliciosos mesmo que o acesso à raiz seja eliminado. Por conta disso, tanto aplicações de segurança quanto de bancos que tenham sido instalados depois da infecção não conseguem identificar o vírus.

A empresa explica que a instalação do Dvmap acontece em dois estágios. Na primeira, o malware busca acessar a raiz do smartphone e, ao conseguir, instala uma série de ferramentas. Um dos módulos é um app responsável por conectar o vírus ao seu servidor de comando e controle, o “com.qualcomm.timeservices”. Ainda nessa fase, o malware executa um arquivo que verifica a versão do Android instalada e decide onde o código será injetado. A partir disso, o dispositivo afetado passa por uma segunda etapa, em que o código existente acaba sendo substituído pelo malicioso.

Com a infecção, as bibliotecas do sistema passam a executar um módulo malicioso com capacidade de desativar a ferramenta VerifyApps, verificação de aplicativos. Com isso, o vírus ativa a configuração Unknown sources, que permite a instalação de apps de qualquer origem, incluindo publicidade e programas maliciosos.

“O cavalo de Troia Dvmap representa uma nova evolução perigosa dos malwares para Android, em que o código malicioso se injeta nas bibliotecas do sistema, onde é mais difícil detectá-lo e removê-lo. Os usuários que não têm uma solução de segurança para identificar e bloquear a ameaça antes dessa invasão terão problemas graves. Acreditamos ter descoberto esse malware em um estágio bastante precoce. Nossa análise mostra que os módulos maliciosos informam cada movimento aos invasores, e existem técnicas capazes de violar os dispositivos infectados. A rapidez é essencial para evitar um ataque massivo e perigoso”, explicou Roman Unuchek, analista sênior de malware da Kaspersky Lab.

Quem suspeita que pode ter sido vítima do Dvmap, deve fazer backup dos dados e efetuar a restauração de fábrica do dispositivo. É necessário, também, manter o sistema operacional atualizado, bem como os aplicativos baixados.

Fonte: Canaltech