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Implantação do eSocial para empresas começa em janeiro

A Receita Federal anunciou nesta quarta-feira, 29, o cronograma de implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para empresas. De acordo com o assessor especial da Receita Federal para o eSocial, Altemir Melo, o programa, que inicialmente foi criado para o registro de empregados domésticos, será implantado para empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões a partir do dia 8 de janeiro de 2018. De acordo com a Receita, 13.707 empresas se enquadram no perfil dessa primeira fase.

A segunda etapa terá início em 16 de julho de 2018 e abrangerá os demais empregadores, incluindo micros, pequenas empresas e micro empreendedores individuais (MEIs). No caso dos entes públicos, ele será implantado a partir de 14 de janeiro de 2019. “Esses entes serão detalhados em uma resolução que publicaremos [provavelmente] amanhã (30)”, acrescentou o representante da Receita no comitê gestor do eSocial, Clóvis Peres.

Segundo Melo, “a principal premissa do eSocial é a entrada única de dados que alimentará a base de dados dos entes de controle”, disse ele referindo-se a Receita Federal, Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Ministério do Trabalho. “Nossa base de dados contará também com a participação dos próprios contribuintes. E a grande mudança de paradigma é que o eSocial será agora um fluxo. O sistema que as empresas têm hoje está sendo ajustado para se comunicar com a base nacional. Assim, cada evento registrado na empresa, como a admissão de um trabalhador, será replicado para a base nacional do eSocial, a fim de compartilhar os dados com os entes de controle”.

O eSocial Empresas é um novo sistema de registro feito pelo governo federal com o objetivo de desburocratizar e facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores, de forma a simplificar a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Por meio dele, pretende-se também reduzir custos e tempo da área contábil das empresas na hora de executar 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Com as informações coletadas por cerca de 8 milhões de empresas, será criado um banco de dados único administrado pelo governo, abrangendo mais de 40 milhões de trabalhadores. Ao ser implantado, o eSocial pretende garantir direitos previdenciário e trabalhistas, além de simplificar o cumprimento de obrigações, eliminando redundâncias no que se refere a informações de pessoas físicas e jurídicas.

De acordo com a Receita, para o empregador, o eSocial terá como vantagem reduzir penalidades e sanções por incorreções e discrepâncias, além da unificação e padronização de obrigações. A Receita aponta, como vantagens, a maior garantia de efetivação de direitos trabalhistas e previdenciários; maior agilidade para o acesso de benefícios; e maior transparência em relação às informações do contrato de trabalhos.

Para o governo, o eSocial terá como vantagens a ampliação da capacidade de fiscalização; a possibilidade de implementar programas sociais lastreados em dados mais qualificados; e a possibilidade de usar informações com mais qualidade, padronização, consistência, unicidade e validação prévia.

Fonte: Infonet

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11 Indústrias nas quais a realidade virtual tem potencial

A realidade virtual tem um enorme potencial além do entretenimento. Com a RV é possível mudar a forma como se fabrica, compra, experimenta, comunica e até conduz negócio.

O que é realidade virtual? O objectivo é alterar a percepção humana através de sistemas virtuais. Basicamente, a informação sensorial parece tão realista para o cérebro que este é enganado para interpretar o virtual como realidade. A adopção por parte do consumidor ainda está numa fase embrionária, mas a tecnologia já foi aplicada com sucesso na indústria dos jogos. Agora, com o balanço, mais negócios estão a identificar maneiras de também utilizar a realidade virtual. Aqui estão alguns dos campos que já se beneficiaram com o uso de VR.

Indústria automóvel

A realidade virtual na indústria automóvel mudou processos de design, segurança e compra. Os elementos realistas da RV permitem aos designers e engenheiros verificar como é que o automóvel ficaria e funcionaria sem ter de construir de facto vários modelos.

Ao replicar o ambiente exterior virtualmente é igualmente possível fazer ensaios de segurança sem gastar tempo, dinheiro e energia em testes reais. Marcas como a Ford, a Volvo e a Hyundai estão a utilizar a RV no processo de construção, mas também nas vendas. Há gamas de veículos disponíveis para que os clientes possam experimentar vários aspectos do automóvel desde experimentar recursos a fazer testes de condução. A necessidade de “showrooms” poderá ficar obsoleta com a utilização da tecnologia da realidade virtual.

Saúde

Com ambientes virtuais realistas e modelos virtuais da anatomia humana, os profissionais da saúde podem obter informação sobre o que vão enfrentar antes de realmente trabalhar num corpo humano. É útil, não apenas para os estudantes, mas também para os profissionais experientes que pretendem realizar procedimentos novos ou de alto risco. As cirurgias podem ser visualizadas em 360º, em tempo real, em qualquer parte do mundo através de aplicações de realidade virtual como a Medical Realities. As cirurgias podem ser observadas em RV, mas a cirurgia robótica é também uma possibilidade com a tecnologia. A oportunidade do cuidado descentralizado do paciente é também incrivelmente útil. As aplicações de RV estão a ser projectadas para aprender sobre os pacientes e para os examinar do mesmo modo que um profissional de saúde faria. O tempo e as receitas poupadas com estes procedimentos podem ser significativos.

Turismo

A realidade virtual permite fazer visitas guiadas a partir de qualquer lugar no mundo. Combinado com os avanços da indústria turística, as pessoas podem agora “testar antes de comprar” destinos. Estas soluções vão ajudar especialmente lugares mais pequenos ou menos conhecidos, uma vez que os viajantes poderão observar o que cada destino tem para oferecer.

As empresas de “travel and hospitality” poderão ter uma montra de destinos e alojamentos. A tecnologia interactiva permite aos potenciais hóspedes de um hotel ou resort explorar o local antes de fazer a reserva. Algumas empresas têm ido tão longe como recriar o ambiente do alojamento usando estimulantes reais (vento, aromas, etc) sobre o cliente potencial durante a experiência virtual. A colaboração entre a Thomas Cook e o Samsung Gear VR é um exemplo que apresenta uma representação real dos empreendimentos da Thomas Cook em todo o mundo. O investimento já representou receitas de quase 12 mil libras (aproximadamente 13.450 euros) e 40% de retorno doo investimento em apenas três meses.

Arquitectura

Tal como na construção automóvel, a realidade virtual tem o potencial de mudar a forma como os arquitectos projectam edifícios. Os arquitectos podem experimentar todos os aspectos de um edifício incluindo iluminação, materiais ou disposição, enquanto os clientes exploram virtualmente as suas novas casas ou edifícios, compreendendo cada detalhe. Os empreiteiros e construtores também poderão compreender melhor o que se espera do processo de concepção. Editar o projecto antes e durante a construção pode significar uma poupança enorme e facilitar as falhas de comunicação.

Retalho

Com a realidade virtual as lojas podem mostrar tudo o que têm desde diferentes modelos de mobília a vários tons de uma camisola, sem ter o produto no local. Também permite aos clientes experimentar os produtos antes de comprar, contribuindo ainda para dar aos comerciantes uma visão diferente do comportamento do consumidor. As compras sociais são um método de realidade virtual que de verá surgir nos próximos anos e que permitirá ao consumidor comprar sem sair de casa. A experiência de compra será adaptada a cada um e poderá permitir experimentar roupa depois de fazer uma digitalização total do corpo. As informações e interacções adicionais dos consumidores poderão contribuir para uma maior satisfação e mais compras.

Indústria aero-espacial

A indústria aeroespacial está a tornar-se mais imersiva uma vez que tecnologia de RV permite a colaboração em todas as fases dos processos de construção e manutenção. As capacidades interactivas suportam a comunicação e melhoram a compreensão entre os colaboradores de diferentes departamentos. Designers, engenheiros e pessoa da manufactura são capazes de criar produtos mais rapidamente com a ajuda de testes de comportamento e visualização. Uma forte relação entre departamentos é possível devido às propriedades de visualização da RV que promove a compreensão em todas as fases de construção e projecto. Os pilotos, pessoal de terra e engenheiros também podem manter os produtos de um modo mais eficiente com as dificuldades de comunicação ultrapassadas.

Educação

A educação é um dos campos mais desenvolvidos da realidade virtual, permitindo a disponibilização virtual de ambientes de ensino mais imersivos. Um exemplo é a Google que está a disponibilizar o “Google Expeditions” para que estudantes e professores possam fazer “viagens virtuais imersivas”. A aplicação foi disponibilizada aos utilizadores em Julho de 2017.

Finanças

A realidade virtual também está no mundo das finanças. Por exemplo, o banco norte-americano Wells Fargo tornou-se num dos primeiros bancos a começar a testar RV quando abriu um laboratório digital para testar o auricular “Oculus Rift” da Facebook em 2014. O objectivo era permitir a entrada dos clientes em balcões virtuais. Várias aplicações bancárias com RV foram lançados entretanto para disponibilizar novas experiências bancárias digitais ao longo dos anos. Em Junho de 2017, BNP Paribas lançou uma aplicação de RV que foi implantada para permitir aos utilizadores da banca de retalho ter acesso à actividade das suas contas e transacções em ambiente de realidade virtual.

Indústria

O fabricante de automóveis Ford tem vindo a utilizar Realidade Virtual para projectar novos veículos, incluindo veículos autónomos nos seus laboratórios de imersão e inovação na América desde 2015. Em Setembro de 2017, a Ford começou uma fase de experiência para começar a testar a realidade mista para prototipagem rápida com auriculares Hololens da Microsoft. Outros fabricantes como BAE Systems e a General Motors também têm realizado testes de RV.

Marketing

O Marketing poderá ser uma das primeiras indústrias a explorar a realidade virtual através de campanhas e publicidade. Em 2014, a Volvo apresentou um teste de condução do modelo XC90 SUV com o “VolvoReality” entregue na forma de uma aplicação que tirava partido do dispositivo Cardboard VR da Google. Projectos mais recentes incluem o lançamento de seus equipamentos de realidade virtual da Samsung em determinadas lojas para promover os seus produtos.

Cinema e entretenimento

Os realizadores Ridley Scott and Steven Spielberg têm trabalhado em projectos usando tecnologia de realidade virtual que se espera irá revolucionar a forma como se assiste a filmes. Quem tem dispositivos de realidade virtual como os Gear VR da Samsung também já pode ver alguns filmes em realidade virtual.

Fonte: Computerworld

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Gartner alerta: Transformação Digital exige agilidade dos gestores

Em até quatro anos, tecnologia avançará de modo a impactar negócios em diversas esferas desde ferramentas às informações. Mudança interna e criação de valor tornam-se essenciais

Os gestores que almejam trazer transformação digital para suas empresas a fim de obter sucesso precisam de uma combinação essencial de três aceleradores de escala. Esta foi uma das principais mensagens lançadas pelo Gartner no evento Gartner Symposium – ITxpo 2017 em Orlando. De acordo com a empresa, os três aceleradores de escala são: destreza digital, tecnologias de efeitos de rede e uma plataforma digital industrializada.

Esse movimento será necessário porque, em 2018, os CIOs serão mais responsáveis do que nunca pela geração de receita, criação de valor e desenvolvimento, além de lançamento de novos modelos de negócios usando tecnologias comprovadas e emergentes. Até 2020, 30% dos gestores incluirão inteligência Artificial nas prioridades de investimentos e 30% dos novos desenvolvimentos incluirão IA como componente de entrega, junto com um time de cientista de dados e desenvolvedores.

Além disso, o evento também apontou que em cinco anos a Internet das Coisas ajudará o consumidor e os negócios a economizarem US$ 1 trilhão por ano em manutenções e consumíveis. Isso mostra que a interrupção da tecnologia está fornecendo oportunidades de crescimento exponencial, mas ainda há barreiras para os negócios. O ambiente continua a ser volátil: taxas de câmbio, lento crescimento macroeconômico, implicações geopolíticas e segurança cibernética. Desse modo, os CIOs e outros líderes digitais – como você profissional de Marketing – tornaram-se mais importantes do que nunca para uma empresa.

Previsões
Alguns pontos levantados no evento mostram o quanto a tecnologia será acelerada nos próximos anos e ganharão mais relevância nos negócios. Por exemplo, até 2021, as empresas que redesenharem seus sites para suportar pesquisas visuais e de voz aumentarão a receita de comércio digital em 30%. Outro chamariz é que nesses três anos, mais de 50% das empresas estarão gastando mais por ano em bots e criações de chatbot do que os desenvolvimentos tradicionais de aplicativos para dispositivos móveis.

Até lá, 40% da equipe de TI será versátil, ocupando vários papéis, a maioria dos quais será de negócios, e não de tecnologia. Por outro lado, em menos de dois anos a tecnologia IoT estará em 95% dos eletrônicos para novos projetos de produtos e ainda a IA se tornará um motivador de emprego líquido positivo, criando mais de dois milhões de postos de trabalho, porém, eliminando outros 1,8 milhões.

Até 2020, a criação de “realidade falsa”, baseada em IA, ou conteúdo falso, superará a capacidade da AI de detectá-la, fomentando a desconfiança digital. Além disso, cinco dos sete principais gigantes digitais irão se “self-disrupt” intencionalmente para criar sua próxima oportunidade de liderança e o setor bancário obterá US$ 1 bilhão em valor comercial a partir do uso de cripto moeda baseada em blockchain.

Quando o prazo se estende até 2022, a Gartner prevê que a maioria das pessoas em economias maduras consumirá mais informações falsas do que informações verdadeiras e que metade de todos os orçamentos de segurança para a IoT irão para remediação de falhas, recuperações e falhas de segurança em vez de proteção.

Transformações necessárias
Ter uma cultura digital ativa será fundamental para o futuro dos negócios. As empresas precisarão de pessoas com habilidades digitais, colaborativas, ágeis, analíticas, inovadoras e criativas. A área de Recursos Humanos passará a captar um número maior de pessoal com capacidade de explorar tecnologias existentes e emergentes para melhores resultados comerciais.

Para isso, as companhias terão que fazer mudanças internas para que o reconhecimento externo chegue. Além da Inteligência Artificial e Internet das Coisas, a Interface de Programação de Aplicativos (APIs) passará a demandar mais atenção. Enquanto a IoT escala o mundo físico, as APIs escalam os relacionamentos nos ecossistemas. Eles permitem que os CIOs se conectem facilmente com parceiros, funcionários e até concorrentes.

Por fim, a criação de valor utilizando as ferramentas será mais do que essencial. Durante o evento falou-se sobre a industrialização da plataforma digital, que consiste em usar uma plataforma digital para criar novos mercados digitais. Ou seja, definir sua ambição digital, determinando o tipo de organização que querem ser.

Fonte:  Mundo do Marketing

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Nuvem pública ou infraestrutura de TI híbrida, qual a melhor opção?

Agora que a nuvem pública amadureceu, as empresas estão reconhecendo que a combinação certa de infraestrutura de TI híbrida oferece uma melhor abordagem

Ninguém sabe o que o futuro nos reserva, entretanto, é possível fazermos algumas previsões com base no que conhecemos hoje. Muitos em TI estão nessa posição: com a peteca na mão e deve decidir como avançar em termos de estratégia de TI.

Conforme converso com os clientes e observo as tendências da indústria, fica mais claro que a nuvem pública está se tornando uma extensão do data center como uma nova opção para o deslocamento da carga de trabalho. Embora as nuvens pública e privada continuem crescendo em popularidade, vejo mudanças dramáticas. O setor de TI agora tem mais informações sobre as opções de nuvem — com mais discernimento e mais cuidado sobre onde devem colocar suas cargas de trabalho de missão crítica.

As empresas estão cada vez mais preocupadas com questões como falta de controle, problemas de latência/desempenho e o custo em espiral da nuvem pública. Também tenho ouvido relatos de companhias que estão deixando a nuvem pública e adotando uma infraestrutura de TI híbrida, que combina nuvens pública, privada e TI tradicional. Além disso, as organizações estão começando a avaliar o risco financeiro ao adotar vários modelos de implementação para cada aplicativo — comparando o modelo Opex (gastos operacionais com serviços) da nuvem pública versus o modelo Capex TI (investimentos em equipamentos e infraestrutura), local ou nuvem privada.

Ultimamente, os CTOs e os administradores de TI também estão adotando novas tecnologias, como composable infraestructure e hiperconvergência. Essas inovações oferecem muitos dos benefícios da nuvem pública, tais como controle, segurança e custo de implementação nas instalações. Adicione a isso micro serviços, Azure Stack, entre outros benefícios, e você vai entender as complexidades que as empresas enfrentam ao traçar seu curso no futuro.

Simplificando a TI híbrida

Agora que a nuvem pública amadureceu, as empresas estão mais preparadas para avaliar seus prós e contras. E mais, elas estão reconhecendo que a combinação certa de infraestrutura de TI híbrida oferece uma melhor abordagem. Ao invés de mover tudo para a nuvem pública, as equipes de TI experientes estão utilizando a nuvem pública como mais uma ferramenta, dentro do seu leque de soluções. Os especialistas em TI sempre analisaram suas cargas de trabalho e tomaram cuidado para configurá-las nos modelos de implantação mais efetivos (como fazendas de máquinas virtuais, um cluster dedicado para aplicativos HPC ou um banco de dados anexado a uma tecnologia SAN).

Os administradores de TI estão fazendo o mesmo, adicionando uma variedade de opções na nuvem para sua infraestrutura no local. Eles estão ansiosos para ganhar a agilidade e o modelo Opex de nuvem pública para determinadas cargas de trabalho, mas reconhecem que certos aspectos de sua atual infraestrutura tradicional ainda são a melhor opção para muitas cargas de trabalho. À medida que novas tecnologias começam a surgir, eles estão cada vez mais confortáveis em avaliá-las e adotá-las conforme necessário.

Vivemos em um mundo que está se movendo extremamente rápido e parto do princípio de que aqueles que trabalham em TI assimilam isso melhor do que a maioria, uma vez que devem evoluir constantemente para atender o ritmo rápido e acelerado do negócio. Entretanto, para acompanhar novas tecnologias e novas estratégias de TI, muitos estão buscando especialistas da indústria para ajudá-los a entender suas opções e desenvolver uma estratégia de TI híbrida que lhes permita avançar com rapidez e sucesso.

O mundo se converteu para um mundo em nuvem. As empresas que tirarem proveito dela sobreviverão. Já aquelas que não o fizerem, não. A peteca está na sua mão. Qual é o próximo passo?

Fonte: COMPUTERWORLD

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Três bons motivos para decidir usar a nuvem se você vai empreender

A nuvem tem ajudado as PMEs a lucrar e crescer, com acesso a tecnologia que até pouco tempo era restrita às empresas multinacionais

Para quem trabalha em alguma empresa de tecnologia ou computação, as palavras ‘’Cloud’’ ou “Nuvem” são sinônimos de tecnologia corporativa para armazenar dados, cortar gastos e e ganhar mais flexibilidade. Para todas as outras empresas de diferentes verticais econômicas, as mesmas palavras sinalizam uma parte importante no caminho da transformação digital que precisa entrar na lista de tecnologias obrigatórias. Especialmente se você está começando a empreender.

Vou citar, só para começar, três motivos pelos quais vale a pena você começar a migrar seus dados para a nuvem:

1- Não é necessário investir em máquinas que, além de caras, também ocupam espaço útil;

2- É possível acessar os dados de qualquer lugar;

3- A segurança é garantida pela empresa que você está contratando.

A nuvem está na mira de todas as empresas, das micro às grandes. Recentemente, lançamos uma região de Cloud em São Paulo, com cobrança local, para ajudar as empresas brasileiras nesta jornada da transformação digital.

São diversos serviços que podem ser oferecidos na nuvem, acredito que duas delas muito importantes para o negócio (e que nem sempre são levadas em consideração): fazer análise de dados de maneira eficiente e motivar o trabalho colaborativo em tempo real. De machine learning a máquinas virtuais e plataformas de desenvolvimento, a tecnologia tem conquistado adeptos, especialmente entre startups e PMEs, por ser uma grande aliada de novos mercados.

Mas como migrar, de fato, para a nuvem? Primeiramente, você tem de decidir qual é o tipo de nuvem que mais combina com a sua empresa. Se optar pela nuvem privada, será necessário dedicar uma área na empresa só para o serviço, já que a nuvem privada é um trabalho interno. É possível terceirizar essa supervisão, mas aí o corte de gastos fica comprometido. Na nuvem pública, o serviço sendo prestado por alguma outra fonte. Ou seja, a segurança, o espaço e o suporte estão garantidos, sem exigir esforço do lado de quem está contratando.

É a nuvem que tem ajudado pequenas e médias empresas no quesito lucro e expansão. Agora elas têm acesso à tecnologia que, há alguns anos, era restrita às empresas multinacionais. Com a versão pública de Cloud você não gasta com programas e com a instalação de uma estrutura de TI.

Outro ponto de destaque é a escalabilidade, ou seja, você pode escolher apenas os recursos que quer usar e não pagar por pacotes completos com produtos que não vai usar. Outro fator importante é a oportunidade de aumentar o armazenamento conforme a demanda, o que se mostra benéfico em datas sazonais.

Pense que você tem uma loja e que ela está conseguindo espaço no mercado. Vai ser necessário, cada vez mais, ter flexibilidade no armazenamento e processamento de dados, tudo para deixá-los organizados e prontos para serem usados a seu favor. Vamos desenhar um cenário mais atual: em época de Black Friday, por exemplo, lojas online têm que estar preparadas para o aumento do fluxo das vendas, se antecipando. Neste caso, a nuvem seria ideal, mas é preciso observar a latência, ou tempo de resposta, que  pode ser decisiva na hora do consumidor comprar online. Se o site tem um tempo de resposta lento, as chances do cliente desistir e visitar a loja do concorrente é maior.

Fonte: IDGNOW

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SAP S/4 Hana integra funcionalidades de machine learning

A nova versão da solução SAP S/4 Hana passa a integrar capacidades e analítica preditiva da solução solução SAP Leonardo Machine Learning, a fim de reforçar a competitividade das organizações que operam em ambientes de negócio de rápida mudança

A solução SAP S/4Hana é a suite ERP da SAP de última geração, construída totalmente sobre a plataforma SAP Hana, como forma de ajudar as empresas a gerir o seu negócio no atual mundo digital. As novas aplicações, incluídas na SAP S/4 Hana 1709, fornecem conhecimento e contexto de negócio em tempo real, ao mesmo tempo que libertam os recursos de tarefas repetitivas.

Reconhecendo as necessidades individuais das mais diversas indústrias, a solução SAP S/4Hana 1709 disponibiliza novas capacidades para as empresas do retalho e para o sector industrial e de exploração mineira, para além de ser facilmente adotável por empresas de todas as indústrias.

A otimização conferida pela versão SAP S/4Hana 1709 também responde às necessidades dos utilizadores de cada linha de negócio:

  • Financeiro: o cockpit SAP Financial Closing é uma parte do núcleo SAP S/4Hana 1709 e permite um fecho de contas mais célere, ao mesmo tempo que assegura o cumprimento dos requisitos regulamentares. Os gestores de negócio podem obter maior transparência e informação relevante ao longo do ciclo de fecho e, ainda, melhorar a produtividade com tarefas de fecho automatizadas e uma experiência de utilizador otimizada.
     
  • Cadeia de fornecimento: na continuidade da conversão digital da cadeia de fornecimento, a aplicação SAP Transportation Management está agora integrada na parte central da solução. Disponibiliza a convergência da cadeia de fornecimento e do sistema de produção industrial, desde o planeamento e previsão até à produção, execução e transporte.
     
  • Vendas e Marketing: esta nova versão quer ajudar as empresas a harmonizar os processos de faturação financeira, preço e serviços ao cliente para empresas com estratégias distintas, quer em cloud privadas quer com instalação do software nos próprios centros de dados.
     
  • Fabrico: disponível na nova versão, a solução SAP S/4Hana Manufacturing para engenharia de produção e operações combina engenharia de fabrico, operações de produção alargadas e soluções de montagem complexas numa experiência de utilização transversalmente aos processos de negócio, desde o planeamento até à produção. Empresas de linhas de produção podem agora minimizar as interrupções resultantes de roteiros alterados, instruções de trabalho e ordens de produção através do uso pró-ativo da análise de impacto de fabrico, enquanto utiliza o mais recente projeto de engenharia e dados corporativos em tempo real.

Fonte: IT Channel

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Para que serve o DANFE se temos a NF-e?

A ideia é fiscalizar possíveis ilegalidades, permitindo conferência e garantindo a transação para a empresa, cliente e transportadora

Em meus artigos, constantemente falo sobre a importância da digitalização de documentos e de como ofuturo da documentação é o universo intangível do digital. Basicamente, toda transação comercial já migrou ou está em processo de migração. Não só pela praticidade em armazenamento, segurança, mas acima de tudo pela gestão. Esse é o caminho. Logo, parece uma contradição do nosso novo modelo de obrigações fiscais exigir que ainda exista um documento como o DANFE.

Para aqueles que não estão familiarizados com a sigla, DANFE significa Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ele, nada mais é do que a representação gráfica da NF-e, ou seja, é um documento de papel, que não chega a ser uma NF-e impressa, mas se aproxima bastante disso. Na verdade, ele contém apenas os dados principais da NF-e.

Por ser impresso, sua função está ligada ao transporte de cargas comercializadas e documentadas através da NF-e. O DANFE viaja com as mercadorias durante o transporte da compra do vendedor até a chegada ao cliente. Um caminhão não pode trafegar sem o DANFE. São geradas multas pesadas caso o motorista seja pego em uma fiscalização trafegando sem o documento.

Como não contém todos os dados da NF-e, o DANFE serve para facilitar o acesso aos dados principais, como a chave numérica de acesso, ou código de barras do produto, e permite que o fiscal, consultando esse número, verifique se há mesmo uma NF-e que comprove aquela transação, online. Ou seja, no fim de contas o DANFE serve à fiscalização, pois na prática não serve como nota nem para vendedor e nem para cliente.

Sendo assim, apesar da gestão ser feita de forma digital, a prática do trânsito de mercadorias precisa de uma documentação que esteja legível, à mão, independente de qualquer equipamento eletrônico e que permita fiscalização de forma rápida. A necessidade momentânea daquela situação demanda um papel.

Pode parecer um retrocesso, mas não é. O DANFE é emitido junto da NF-e, tem caráter oficial, e a consulta numérica permite que ele seja colocado à prova de fraude. Mas um motorista não poderia ter um tablet onde ele mostrasse a NF-e, por exemplo? Talvez em um futuro próximo. O caso é que não é dever do transportador manejar documentos fiscais, ou mesmo transitar com equipamentos do tipo na rodovia. Pode ser um problema em diversas instâncias.

Não falo apenas de roubos, mas a simples falta de bateria já bastaria para parar o trânsito da mercadoria. A inabilidade de um motorista ou outro em mexer no equipamento, pode ser outro fator. Nem todas as transações podem ser feitas de forma digital de maneira fácil, ainda. Talvez mais para frente haja meios. Hoje, a impressão de uma única folha é a maneira mais barata, direta e prática, sem contar que o DANFE não precisa ser usado após o transporte.

O documento pode ser usado ainda com o auxílio na escrituração contábil da transação realizada. Neste caso, o documento deve ser arquivado pelo prazo legal exigido para as notas fiscais, para ser apresentado quando solicitado. Isso em casos especiais, onde é preciso garantias de algumas transações de valores altos, por exemplo. Por último e não menos importante, o documento ainda é utilizado para colher a assinatura do cliente no ato da entrega da mercadoria ou prestação do serviço, servindo de comprovante da entrega.

Ao transitar com o DANFE, o motorista possui de maneira fácil dados referentes à saída da mercadoria, dados da transportadora e do veículo, descrição do produto, etc. A ideia é fiscalizar possíveis ilegalidades, permitindo conferência e garantindo a transação para a empresa, cliente e transportadora. O DANFE serve, sobretudo para quem fiscaliza ilegalidades, para garantir entregas e permitir facilidade do trabalho do transportador.

Talvez hajam soluções mais digitais e que mantenham praticidade e custo futuramente. Por hora, usar o DANFE é o mais prático. Importante é lembrar que as funções de DANFE e NF-e são distintas e não adianta achar que um é inútil em detrimento do outro. Cada um tem sua função e auxilia a cadeia do processo comercial.

Fonte: CIO

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Inteligência Artificial: do conceito ao deep learning

Na década de 90, a Inteligência Artificial era considerada ficção científica, e indicava que robôs seriam inteligentes e capazes de interagir com humanos. Hoje, com a informação cada vez mais acessível, entendemos que se trata de uma série de mecanismos e sistemas que podem ser integrados a diversas realidades e negócios.

A inteligência artificial começou em 1957 com os desenvolvedores Allen Newell e Herbert Simon e a tentativa de programar o comportamento humano para resolver problemas universais (GPS – General Problem Solver).

Em maio de 2017 foi anunciada a criação da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), que tem como objetivo mapear iniciativas brasileiras no setor de inteligência artificial (AI), incluindo a formação de mão de obra especializada e os esforços entre as empresas nacionais. Esse movimento reflete que, atualmente, a AI está impactando diretamente na economia.

Com a evolução da tecnologia e principalmente pela acessibilidade entre todos os dispositivos que convivemos, os produtos, os valores, as informações e a quantidade de pessoas interagindo criaram uma quantidade enorme de informações que se distancia muito da capacidade de absorção humana. Para refletir, basta se perguntar se hoje você consegue acompanhar todas as redes sociais e notícias que gostaria de estar atualizado.

Um dos grandes responsáveis pela evolução da AI no mundo é o brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Ele gerou um algoritmo, o Elo Rating System que cria um ranking de jogadores de xadrez. Desta forma, a rede social pôde vincular usuários criando um ranking de ações, que, por sua vez, influenciou inicialmente na inteligência da rede social e impactou em como nos comunicamos hoje.

Este conceito está cada vez mais acessível e, com a diminuição do custo computacional, várias empresas podem se beneficiar com a melhoria de seus processos, ampliando suas logísticas e gerando diferencial competitivo.

Atualmente há um grande esforço de tecnologias de nuvem, como Azure, Google e AWS, para oferecer soluções em AI. Dentre elas, destacam-se as de aprofundamento de aprendizado, robótica, assistentes pessoais digitais, processos de fila, processamento de línguas e capacidade de aprendizado por sensores, ou seja, a IOT (Internet das Coisas).

Com a capacidade de reconhecimento de imagens e vídeos, podemos usar mais recursos de um dispositivo do usuário e de como ele navega pelo site captando os sentimentos, os comportamentos e a forma de comunicação. Isso permite que possam ser criadas realidades de aprendizado e de comportamento de navegação que se adaptam às necessidades. Estes algoritmos podem ser adicionados à lógica de sites e usados como ferramentas de mudança em layouts.

Mesmo com o avanço da AI, os humanos são indispensáveis. A inteligência é artificial, portanto deve ser estudada para ser assertiva. Quando bem composta resulta em inovação e maior absorção pelos usuários. Mas cuidado, leva tempo e especialização para compor uma Inteligência eficiente. Não é ‘auto-mágico’! Fazê-lo pensar pode custar, por isso é importante alinhar sempre ao retorno do investimento da necessidade, pois as máquinas podem evoluir além da necessidade.

O mundo está se adaptando. As extensões da inteligência humana, como computadores, internet etc, já são realidade de quem nasce agora. Várias regras e estruturas de controle estão sendo estabelecidos para que não haja caos na sociedade. Como estamos em um fluxo crescente de produção e de maximização de resultados, a eficácia se tornou ponto chave para que não entremos em um colapso mundial de logística.

Desta forma alguns empregos serão melhorados e talvez extintos, mas outros surgirão, pois precisamos de controle e teremos de nos adaptar. Assim, podemos dizer que será breve a mudança, prova disto é que tecnologia estava sempre vinculada a grandes cidades. Hoje este limite está rompido e cada vez mais todas as formas de trabalho terão uma evolução, do campo ao consumidor. 

Fonte: Canaltech

 

 

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Realidade Aumentada: uma nova maneira de enxergar o mundo

Empresas que desejam investir nessa tecnologia não podem desperdiçar seus esforços no desenvolvimento desenfreado de aplicativos. Elas devem focar em entender a melhor forma de interagir com seus clientes através da tecnologia

Engajar e fidelizar clientes são dois desafios constantes no planejamento estratégico e de marketing das principais empresas de varejo. Contudo, junto a esses dois tópicos surge um questionamento importante: como fazer isso?

A facilidade de acesso às novas tecnologias tem feito com que a experiência de compra de um produto seja repensada, pois o marketing da década passada,com campanhas milionárias na TV e outdoors, não é mais suficiente. O ato de comprar um produto vem se tornando uma forma de interação social, diversão e envolvimento com a marca.

O processo de compra de grande parte da população está relacionado à coleta de dados do produto desejado antes da efetuação da compra, seja por meio de sites especializados, seja pelas redes sociais.

Termos como user experience, big data, internet das coisas (IoT) e realidade virtual são constantes em fóruns de discussão sobre novas tecnologias. No entanto, um conceito   ganha destaque como uma das principais apostas de grandes empresas para engajar o consumidor: a “Augmented Reality” (AR) ou, em português, Realidade Aumentada.

Mas o que é a Realidade Aumentada?
Tecnicamente, a Realidade Aumentada é o conteúdo gerado por computador que se sobrepõe ao mundo real, proporcionando uma nova visão do ambiente físico, cujos elementos são “aumentados” através de estímulos sensoriais.

O principal pilar da Realidade Aumentada é a combinação do mundo físico com o virtual por meio da utilização da tecnologia contida em dispositivos de hardware que possuam câmeras, acelerômetros, GPS e/ou sensores. Com a tecnologia, é possível, por exemplo, visualizar a planta de um apartamento em três dimensões com o simples ato de apontar a câmera de um celular para o desenho de sua estrutura.

Vale ressaltar que, ainda que caminhem juntos, há uma grande diferença quando se fala em Realidade Aumentada e Realidade Virtual. A segunda é composta pela imersão completa em um mundo virtual, como a utilização dos óculos de Realidade Virtual que transportam o usuário para um mundo totalmente artificial, diferente da Realidade Aumentada.

 

Realidade Aumentada na Prática
Na busca pela melhor maneira de atingir seu público-alvo, diversas iniciativas estão sendo experimentadas junto ao mercado consumidor. A seguir, são exemplificadas 3 possíveis aplicações de customização:

1 – Customização do espaço físico
Consiste na utilização de aplicativos que permitem transformar o espaço físico, visualizando um produto de um catálogo de móveis em tamanho real na sala de sua casa, por exemplo, apenas apontando seu smartphone para o local desejado.

2 – Customização do usuário
Outra utilização possível é a transformação do próprio usuário, permitindo-o “experimentar“, por exemplo, uma maquiagem através de um espelho digital que sobrepõe o produto sobre o seu rosto, ou apontar um smartphone para os pés e escolher um novo modelo de tênis.

3 – Customização da informação
Por último, soluções que consigam reduzir a quantidade de informações impressas ou de produtos em exposição. Apontando o celular, o consumidor é capaz de visualizar outras cores do mesmo modelo ou mesmo informações complementares, como avaliações de outros clientes.

Desafios
Segundo Gartner, o tema está entre as 10 tendências de tecnologias estratégicas para o ano de 2017. Além disso, de acordo com a International Data Corporation (IDC), a expectativa é de que as receitas mundiais para este mercado de realidade aumentada e realidade virtual (AR/VR) cresçam de US$ 5,2 bilhões em 2016 para um montante de aproximadamente US$ 162 bilhões em 2020.

No entanto, apesar dos avanços destacados nos últimos anos, a tecnologia de AR ainda está em fase de experimentação e aprovação dos usuários. As empresas que desejam investir nessa tecnologia não podem desperdiçar seus esforços no desenvolvimento desenfreado de aplicativos. Elas devem focar em entender a melhor forma de interagir com seus clientes através da tecnologia.

O modo como serão apresentadas ao usuário as possibilidades tecnológicas da realidade aumentada definirá sua aceitação no mercado. Consequentemente, quanto maior a aceitação, maior será o investimento despendido para a tecnologia, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento tecnológico.

É indiscutível o potencial de crescimento da Realidade Aumentada e em poucos momentos da história a sociedade esteve tão receptiva ao avanço tecnológico que ela pode proporcionar. O mercado ainda não possui uma empresa líder nessa tecnologia e a corrida para alcançar o pódio ainda está em progresso. As organizações que entenderem como tornar perceptível aos seus clientes o valor e as infinitas possibilidades dessa “Nova Era” de uso da informação estarão na vanguarda do mercado nessa nova fase.

Fonte: CIO

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Dez tendências tecnológicas estratégicas para 2018

Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, além de tecnologias relacionadas com Internet das Coisas são avanços para manter permanentemente no radar

 

O Simpósio do Gartner/ITxpo 2017, realizado na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, serviu de palco para o anúncio das principais tendências tecnológicas estratégicas que poderão afetar a maioria das organizações em 2018. 

Uma “tendência tecnológica estratégica” é algo que tem um potencial disruptivo elevado e que está começando a sair do estado emergente ou algo que apresenta uma evolução de crescimento acelerada com um nível elevado de volatilidade e que deverá atingir um pico durante os próximos cinco anos, explicam os analistas da consultoria.

“As 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas fundamentalmente com o ecossistema de Inteligência Digital. IA estará na base de todos os negócios digitais”, diz David Cearley, vice-presidente, analista e parceiro do Gartner. “Os líderes de TI têm de ter em conta estas tendências tecnológicas nas suas estratégias de inovação ou correm o risco de perder terreno para aqueles que o fizerem”, afirma o executivo.

As primeiras tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas com a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática e o modo como estão se infiltrando em praticamente tudo, representando uma área de concorrência forte para os fabricantes de tecnologia nos próximos cinco anos. As quatro tendências seguintes focam-se na mistura entre os mundos digitais e físicos para criação de um ambiente imersivo e digitalmente enriquecido. Finalmente, as três últimas dizem respeito à exploração das relações entre pessoas e empresas, dispositivos, conteúdos e serviços para disponibilizar negócios digitais.

1 – Alicerces da IA
Criar sistemas que aprendem, adaptam-se e agem potencialmente de forma autônoma será um dos principais campos de batalha para os fabricantes de tecnologia, até pelo menos 2020. A capacidade de utilizar a IA para melhorar a tomada de decisões, reinventar modelos e ecossistemas de negócio e melhorar a experiência do consumidor vai começar a compensar as iniciativas digitais até 2025.

“As técnicas de IA estão evoluindo rapidamente e as organizações vão precisar investir significativamente em competências, processos e ferramentas para poder explorar essas técnicas com sucesso e construir sistemas melhorados de IA”, diz Cearley. “As áreas de investimento podem incluir a preparação e integração de dados, algoritmos e seleção de metodologias de criação e treinamento de modelos. Múltiplas disciplinas, incluindo Ciência de Dados, programação e gestão do negócio vão precisar de trabalhar juntas, em harmonia.”

2 – Aplicações e análise inteligentes
Durante os próximos anos, virtualmente todas as aplicações, fixas ou móveis, além dos serviços, vão incorporar algum tipo de Inteligência Artificial. Algumas das apps não poderão existir sem a IA e o Machine Learning. Outras serão utilizadores discretos de IA, atuando nos bastidores.

As apps inteligentes criarão uma nova camada intermediária de inteligência entre as pessoas e os sistemas e terão o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local de trabalho.

“Explorar as apps inteligentes é uma forma de aumentar a capacidade humana e não apenas uma forma de substituir as pessoas”, diz Cearley. “A ‘analítica aumentada’ é uma área de crescimento particularmente estratégica,  que  começará a tirar partido do Machine Learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de visões aprofundadas  e o compartilhamento das mesmas com um maior número de usuários de negócio, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

A IA constitui o próximo grande desafio em um vasto conjunto de segmentos de software e serviços, incluindo temas  da gestão do negócio (como os ERPs). Os fornecedores de software e serviços em pacote devem delinear a forma como vão utilizar a IA para acrescentar valor de negócio em novas versões na forma de análise avançada, processos inteligentes e experiência avançada do usuário.

3 – Coisas “inteligentes”
As coisas inteligentes são objetos físicos, mas que vão além da execução de modelos de programação rígidos, e tiram partido da IA para suportar os seus funcionamentos avançados e  interagir mais naturalmente com sistemas e pessoas. A IA está contribuindo para o desenvolvimento de novas coisas inteligentes (automóveis autônomos, robôs ou drones) e para melhorar as capacidades de coisas que já existem (tal como a Internet das Coisas ligou o consumidor aos sistemas fabris).

Atualmente, a utilização de veículos autônomos em ambientes controlados (agricultura ou mineração) é uma área de crescimento acelerado das coisas inteligentes. Até 2022, iremos provavelmente ver exemplos de veículos autônomos em estradas bem delimitadas e controladas, mas a utilização generalizada irá, incialmente, obrigar a ter alguém no lugar do condutor em caso de falha inesperada da tecnologia”, considera Cearley. “Pelo menos nos próximos cinco anos, antecipamos o domínio de cenários semi-autônomos, híbridos, que obrigarão a ter um condutor humano. Durante este período, os fabricantes vão continuar a testar a tecnologia, ao mesmo tempo que as matérias não-tecnológicas, como as questões legais e de aceitação cultural, vão sendo acauteladas”.

4 – Gêmeo digital 
O gêmeo digital diz respeito à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. No contexto da internet das Coisas, os gêmeos digitais são particularmente promissores nos próximos três a cinco anos.

Estes gêmeos digitais estão interligados com as suas partes no mundo real e são utilizados para compreender o estado das coisas ou dos sistemas, dar respostas a mudanças, melhorar operações e adicionar valor. 

Em um primeiro momento, as organizações vão implementar gêmeos digitais e, gradualmente, fazê-los evoluir, melhorando a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as regras e análises corretas e dar respostas eficazes aos objetivos do negócio.

“Com o tempo, as representações digitais de, virtualmente, todos os aspectos do nosso mundo, estarão dinamicamente conectados com a sua versão no mundo real, e uma com a outra, e terão capacidades de IA integradas para permitir simulações, operações e análises avançadas”, explica Cearley. “Quem planeja as cidades, os ‘marketeers’ digitais, os profissionais de saúde e os gestores industriais vão beneficiar desta mudança de longo prazo rumo à integração ptoporcionada pelos gêmeos digitais”.

5 – Da Cloud às extremidades
A Edge Computing descreve uma tipologia de computação em que o processamento da informação, a coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximas das fontes de informação. Os desafios de conectividade e latência, constrangimentos de largura de banda e funcionalidades de maior dimensão estão inseridas nas extremidades dos modelos distribuídos.

As empresas devem começar a usar normas de design para suportar a computação nos extremos das redes, nos seus modelos para a arquitetura de infraestrutura, especialmente aquelas com uma quantidade significativa de elementos de IoT.

Apesar de muitos olharem para a  Cloud e a Edge Computing como abordagens concorrentes, elas são complementares. A Cloud envolve um estilo de computação em que as capacidades tecnológicas escaláveis e elásticas são disponibilizadas como serviços e que não obriga necessariamente a um modelo centralizado.

“Quando utilizados como conceitos complementares, a cloud pode ser o tipo de computação utilizado para criar um modelo orientado para o serviço e uma estrutura de coordenação e controle centralizadas, com a Edge sendo utilizada em um modo de entrega para execução de processos distribuídos e desconectados, em determinados aspectos, do serviço cloud”, assinala Cearley.

6 – Plataformas de conversação
As plataformas de conversação vão levar à próxima mudança de paradigma na forma como as pessoas interagem com o mundo digital. A responsabilidade de traduzir intenções passa do usuário para o computador.

A plataforma recebe a questão ou o comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando algum conteúdo ou pedido informações adicionais. Ao longo dos próximos anos, as interfaces de conversação bem desenhadas vão tornar-se um dos principais objetivos na produção de aplicações, para melhorar a interacção com os usuários e serão distribuídas através de hardware dedicado, funcionalidades “core” nos sistemas operacionais, plataformas e aplicações.

“As plataformas conversação atingiram um ponto de inflexão em matéria de compreensão da linguagem e intenções básicas dos usuários, mas ainda é pouco”, diz Cearley. “O desafio que as plataformas de conversação enfrentam está relacionado com o fato de os usuários terem de se comunicar de forma muito estruturada. O que é, muitas vezes, uma experiência frustrante. O principal diferencial das plataformas  será a robustez dos seus modelos de conversação e da interface da aplicação e modelos de eventos utilizados para acessar, invocar e orquestrar serviços de terceiros para disponibilizar resultados complexos”.

7 – Experiência imersiva
Enquanto as interfaces conversação estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as Realidades Virtual, Aumentada e Misturada (ou Combinada, segundo a Intel) estão mudando a forma como as pessoas entendem e interagem com o mundo digital. Os mercados de Realidade Virtual (RV) e Aumentada (RA) são ainda nascentes e fragmentados.

O interesse é elevado, o que resulta em muitas novidades na área de aplicações de RV que se traduzem em um valor de negócio relativamente baixo, exceto nos sistemas de entretenimento avançado, como o dos videogames e vídeos de 360º. Para conseguir lucros tangíveis reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real em que a RV e a RA podem ser aplicadas para tornar os empregados mais produtivos e melhorar os processos de desenho, formação e visualização.

A Realidade Misturada, por sua vez, como tipo de imersão que funde e alarga as funcionalidades técnicas da RA e da RV, está ganhando terreno,  melhorando a forma como as pessoas vêem e interagem com o seu mundo. A Realidade Misturada é abrangente e tira partido de dispositivos como capacetes e óculos, mas também de aplicações de RA em smartphones e tablets e ainda sensores de ambiente.

A Realidade Misturada pode abranger tudo o que diz respeito à percepção e interação das pessoas com o mundo digital.

8 – Blockchain
A tecnologia de Blockchain está evoluindo de uma infraestrutura de criptomoeda para uma plataforma de transformação digital. É um afastamento radical das atuais transacções centralizadas e sistemas para guardar registos e pode servir de base para negócios digitais disruptivos, tanto para empresas estabelecidas como para startups.

Embora a promoção exacerbada que envolve a Blockchain tenha sido originalmente focada na indústria de serviços financeiros, a tecnologia pode ter muitas aplicações potenciais, incluindo na Administração Pública, Saúde, indústria fabril , distribuição de mídia, verificação de identidades, registo de títulos e cadeias de abastecimento. 

Apesar de ser uma promessa de longo prazo e de as tecnologias associadas serem ainda imaturas, O Blockchain será uma realidade nos próximos dois a três anos, e irá, sem dúvida, criar disrupção, diz o Gartner.

9 – Foco nos eventos
Central nos negócios digitais é a ideia de que as empresas estão sempre prontas explorar novos momentos. Os eventos de negócio podem ser qualquer coisa assinalada digitalmente, e que refletem mudança de estado. Por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra.

Com o uso de corretores de eventos, IoT, Cloud Computing, Blockchain, gestão de dados in-memory e Inteligência Artificial, os eventos podem ser detectados mais rapidamente e analisados com mais detalhe. Mas a tecnologia por si só, sem mudança cultural e na liderança, não consegue entregar a totalidade do valor do modelo focado em eventos.

Os negócios digitais criam a necessidade de uma mudança nos líderes de TI, responsáveis por planejamento, e nos arquitetos, que têm de envolver-se no pensamento por evento.

10 – Adaptação continua do risco e da confiança
Para fazer avançar, em segurança, iniciativas de negócio digital em um mundo de ataques avançados e direcionados, os líderes de segurança e gestão de risco devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco e confiança (Continuous adaptive risk and trust assessment – CARTA) que permite a tomada de decisões baseadas na confiança e no risco em tempo real com respostas adaptadas. As infraestruturas de segurança têm de se adaptar em qualquer lugar para tirar partido da oportunidade – e gerir os riscos – que advém da disponibilização de segurança que se move à velocidade do negócio digital.

Como parte da abordagem CARTA, as organizações têm de ultrapassar as barreiras que existem entre as equipes de segurança e as de aplicações, através, por exemplo, de processos e ferramentas de DevOps, que mitigam as barreiras entre o desenvolvimento e as operações. Os arquitetos de segurança de informação devem integrar os testes de segurança em múltiplos pontos nos fluxos de trabalho DevOps, de forma colaborativa, de modo transparente para os programadores e que preserve o trabalho de equipe, a agilidade e velocidade das DevOps e agilize os ambientes de desenvolvimento, disponibilizando “DevSecOps”.

A CARTA também pode ser aplicada nos processos de execução com abordagens como tecnologias de ilusão. Avanços em tecnologias como as de virtualização e de redes definidas por software tornaram mais fácil a implantação, gestão e monitoração de “honeypots” adaptativos,  o componente básico de mecanismos baseados em rede, para iludir atacantes.

Fonte: CIO