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Cloud é mais sobre agilidade do que sobre custos

Forrester prevê um período de “hipercrescimento” para nuvem pública; receitas devem pular de US$ 91 bilhões em 2015 para US$ 191 bilhões em 2020

Esqueça por um momento que a nuvem reduz custos. Focar unicamente no potencial econômico, real ou imaginário, ofusca um potencial transformador de desenvolvimento mais rápido e ágil, bem como uma provável expansão dos objetivos de uma empresa. É o que indicaram especialistas em nuvem durante uma discussão online promovida pela AWS.

“Enfatizar excessivamente os custos tira a atenção de várias outras coisas que a nuvem oferece”, explica Amit Khanna, vice-presidente e líder de práticas em nuvem da consultora de TI Virtuosa.

John Rymer, vice-presidente e analista da Forrester, incita as empresas que trabalham em plataformas em nuvem a impulsionarem o desenvolvimento de aplicações, apontando que algumas usam seus consumidores para testes iniciais de “produtos minimamente viáveis”.

“As pessoas estão usando ambientes baseados em nuvem para testar ideias em poucos dias”, declara o especialista. “Elas podem descobrir rapidamente se estão no caminho certo e a que isso se deve, se é pela produção de softwares visíveis. Isso é dramático, muda sua capacidade de responder às oportunidades do negócio”, acrescenta.

A Forrester prevê um período de “hipercrescimento” para a computação em nuvem, antecipando que só os gastos com nuvens públicas aumentarão de US$ 91 bilhões em 2015 para US$ 191 bilhões em 2020. A maior parte desse crescimento virá na forma de software como serviço, seguido por implantações em plataforma e infraestrutura.

“Para os CIOs, a mensagem é clara: passe para o banco do motorista ou outros assumirão o controle”, indicou a previsão da consultoria. Não é de se espantar que, para muitas empresas, a principal dúvida com relação a ida rumo à cloud seja prática: não uma questão de se, mas de quando e como farão esse movimento.

A nuvem é a próxima plataforma

“A nuvem é a próxima plataforma”, sentencia Rymer. “Nós não recebemos muitas perguntas de clientes sobre se devem ou não migrar para as nuvens públicas. É uma questão de como se chega lá”. E como se chega lá? Para a Forrester, é essencial superar a lacuna entre o mercado de TI e as linhas de negócios de uma organização.

Rymer também ressalta que a estrutura de preços sob demanda oferecida por muitos fornecedores de cloud é um abandono certo da maneira como os responsáveis por orçamento costumam operar, então seria sábio dar a essas pessoas um lugar na mesa.

“Mude as estruturas de sua empresa”, aconselha o executivo. “Responsabilidade é chave aqui, então as estruturas das organizações desenvolvedoras de aplicativos devem se aproximar mais do que nunca dos negócios”.

Fonte: Computer World

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Cinco passos para começar a mover sua TI para a nuvem

Nenhuma empresa mergulha de cabeça em cloud. “É preciso planejamento e estratégia”, adverte Softline

De acordo com pesquisa divulgada recentemente pela Bain & Company, realizada com mais de 400 companhias, as empresas desejam transferir boa parte de sua estrutura de TI para a nuvem, mas de fato só fazem isso com 18% da carga de trabalho.

“O receio diante de tecnologias disruptivas é muito comum”, afirma Roger Melo, diretor da Softline, empresa especializada em aplicação da tecnologia para tornar as empresas mais produtivas. Segundo ele, nenhuma empresa mergulha de cabeça, ou seja, migra 100% de seus dados e aplicações para a cloud de uma hora para a outra. “É preciso planejamento e estratégia”.

A provedora russa recomenda as seguintes etapas antes de executar qualquer plano de migração.

1. Liste suas prioridades. Nem toda a aplicação merece migrar para nuvem.

2. Avalie sua estratégia de redundância. A nuvem pode ser ótima aliada para redundância e backup.

3. Saiba quais aplicações demandam mais capacidade da sua infraestrutura de TI.Diferente do que se imagina, ao migrar aplicações menos importantes, a infraestrutura própria pode ser suficiente para as aplicações críticas.

4. Verifique se há algum impedimento legal para a migração.

5. Já pensou em utilizar a nuvem como ambiente para teste? A nuvem pode ser um excelente ambiente para teste de stress antes de colocar as aplicações no ambiente de produção

Fonte: Computer World

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Até onde a ‘Internet das Coisas’ pode chegar?

A tecnologia está, cada vez mais, presente na vida da população. Hoje em dia é impossível imaginar viver sem acesso à internet ou sem um smartphone. As novas gerações, como a chamada Z, desde pequenos já têm acesso a dispositivos eletrônicos conectados e estão mais dependentes da tecnologia nas atividades do dia-a-dia, seja para assistir conteúdos online, manter relações interpessoais ou realizar atividades cotidianas como ver as horas em um  aparelho digital, deixando de lados os relógios analógicos.

E o que esperar para as próximas gerações com a ‘Internet das Coisas’ (IoT) ​? Onde a vida se moldará em torno das tecnologias oferecidas. Estamos vivendo, atualmente, uma revolução tecnológica que conectará toda a nossa rotina à rede mundial de computadores. Todos os dias, novas tecnologias e protótipos são pensados, desenvolvidos e testados. As empresas já se preparam para atender uma demanda futura onde qualquer inovação já precisa estar conectada à internet e com funções inteligentes e independentes do comando humano, são serviços que nascem para facilitar a vida.

Imagina sua casa, seu carro, seu smartphone e todos os seus dispositivos conectados. Isso já é realidade. Do seu celular ,você programa o destino de sua casa e no seu carro o GPS já apresenta o melhor caminho para fugir dos pontos de trânsito. Ao chegar próximo de casa é possível acender as luzes, por meio do seu smartphone.

Para entrar em sua residência basta posicionar os olhos em frente a um leitor óptico ou, então, colocar a digital, não carregando mais chaves. Ligar TV ou rádio por meio de comando de voz e escolher a música ou programação que gostaria. Parece muito futurístico? Mas muitas delas já existem e outras inovações estão por vir.

A Internet das Coisas traz significado ao conceito de conectividade onipresente para empresas, governos e consumidores com gestão, monitoramento e análise. Do ponto de vista mercadológico, a ‘Internet das Coisas’ consiste em várias tecnologias interligadas e para que isso funcione as empresas precisam criar um ecossistema para viabilizar novos modelos de negócio.

As oportunidades de produtos inteligentes são infinitas: carros sem motorista (Driverless Car) usando GPS, pagamentos por aproximação (NFC) usando smartphone ou smartwatch, objetos inteligentes como lâmpadas, geladeiras, fornos e até escova de dentes que monitora escovação e fornece feedback sobre a pressão, ângulo, e duração da escovação. As tecnologias ajudarão até os médicos a coletar informações de pacientes remotamente e serem avisados sempre que houver um problema.

A ‘Internet das Coisas’ vem para revolucionar o mundo em que vivemos, fazendo com que tudo que esteja conectado se comunique um com o outro, seguindo o conceito dos Data Centers e Nuvens. Digitalizando, simplificando e facilitando todas as demandas dos consumidores que estão por vir. São tantas as possibilidades de aplicação que é impossível prever qual é o limite. Aliás, o céu é o limite!

Fonte: Convergência Digital

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Quem não investir na nuvem não terá espaço, literalmente

Empresas que continuarem receosas com o armazenamento em nuvem tendem a ficar para trás

Quem já migrou para a nuvem garante: este é, definitivamente, um jogo de ganha-ganha. Não dá para fugir, “cloud computing” é o presente e o futuro da tecnologia. É o avanço que está fazendo com que a área de TI das organizações assumam posições mais estratégicas e menos operacionais. Se a empresa ainda tem medo da “nuvem”, seja por questões de segurança, armazenamento, ou porque gosta de reter operações de missão crítica “em casa”, cuidado para não perder o “timing” e ficar para trás.

A maior parte das empresas já percebeu que a cloud, como tem sido chamada a computação virtual que não fica em uma galáxia distante, mas não necessariamente próxima, seja ela pública, privada ou híbrida, agrega um potencial enorme para uma gestão computacional mais eficiente. Porém, a grande preocupação na migração para este novo modelo computacional recai sobre a sua gestão posterior. De acordo com recente pesquisa da Bain & Company, consultoria global de negócios, aplicada em mais de 400 companhias, em geral, as organizações migram apenas 18% da carga de trabalho para cloud e têm como objetivo migrar 50% , mas ainda estão muito distantes da meta.

Elas visam com a cloud a redução de custos, porém a questão é: se os gestores compreendem os benefícios da cloud, o que os impede de investir com mais intensidade nesse tipo de arquitetura?

Apesar de os fornecedores possuírem plataformas de gestão e ferramentas de automação, existe ainda alguma confusão sobre quais as capacidades que estas ferramentas têm de agregar na gestão estratégica de seus ambientes computacionais. Não enxergam claramente vantagens fundamentais, como real redução de custos, ganhos de agilidade, sistemas melhores e maior resiliência às falhas de infraestrutura, isso classificando apenas os ganhos básicos.

Outro obstáculo visível é o dilema de escolher o modelo correto de cloud, entre as alternativas de cloud pública, privada ou híbrida. Muitos gestores acreditam que optar por uma cloud privada vai proporcionar mais potencial de extrair valor para a companhia com mais segurança. Na realidade, nem uma coisa nem outra. Na verdade, obter os benefícios esperados vai depender muito mais do modelo e criticidade do negócio, associados a um projeto bem elaborado, considerando-se , de uma maneira absolutamente racional, a viabilidade técnica e econômica para seguir neste caminho.

Em algumas situações e para determinadas cargas de trabalho – especialmente aquelas que sofrem restrições por compliance, segurança ou requisitos de IP – a cloud privada pode ser de fato a opção mais segura, porém trás em geral apenas 1/3 dos benefícios que podem ser encontrados em ambientes híbridos. Para a nossa realidade brasileira, basta considerar um dos grandes problemas da atualidade e que tendem a piorar devido a mudanças climáticas e os eternos problemas de infraestrutura e falta de planejamento: menos água gera crise hídrica, que gera crise elétrica, que podem fazer muitos Data Centers pararem simplesmente por falta de energia.

A questão portanto é, quem não investir em Cloud Computing , perderá espaço, literalmente. O segredo de uma migração bem sucedida é avaliar o modelo correto para a empresa e ter coragem para enfrentar um reforma completa do modelo tradicional de TI.

As mudanças, de uma forma ou de outra, tem sido norteadas pelas mudanças da tecnologia. A TI sempre esteve em constante alteração e a maior diferença, no caso da computação em nuvem, está em abrir mão do total controle da tecnologia, da propriedade, dos sistemas e ainda assim continuar responsável por eles.

O gerenciamento de infraestrutura está mudando, mas não deixará de existir, apenas incorporará outra forma. É preciso pensar na gestão, interação com fornecedores, análise das soluções, tomadas de decisão, políticas de backup e principalmente, na recuperação de desastres. Enfim é necessário haver uma total integração com os processos e demandas da empresa. A cada dia a TI ganha uma nova roupagem, foco na inovação e nas necessidades dos negócios.

Com a nuvem, o provisionamento de um novo ambiente não precisa levar semanas, meses ou até anos. Em horas é possível disponibilizar ambientes para desenvolvimento, homologação e produção. Bancos de dados podem ser colocados em produção e replicados facilmente, sem contar as vantagens de armazenamento e alta disponibilidade da informação, fundamental no mundo moderno.

O mercado tem mostrado que as empresas que continuarem receosas com o armazenamento em nuvem tendem a ficar para trás e, sem dúvida alguma, com atraso de muitos anos, o que muitas vezes pode ser fatal para a vida de uma empresa. Apostar em inovações tecnológicas é investir em evolução.

Fonte: Computer World

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Adoção da comunicação digital vai crescer nos próximos dois anos

Maioria das empresas que já fez a troca e se mostraram “muito satisfeitas” com os resultados, de acordo com pesquisa da IDC

evolução na comunicação digital nas empresas vai experimentar um crescimento dramático nos próximos dois anos, de acordo com novo estudo da IDC.
Segundo a consultoria, esse movimento irá ganhar impulso à medida que as companhias começarem a perceber osbenefícios de investirem em soluções digitais.
 
Quase todas as empresas (82%) que experimentaram adaptar o seu modelo de comunicação para o digital se mostraram “muito satisfeitos” com os resultados, aponta o estudo.
 
De acordo com o vice-presidente de pesquisa de soluções em documentos, impressão e imagem da IDC, Keith Kmetz, a evolução para o modelo digital está produzindo um valor significativo ao permitir um conteúdo dinâmico e interativo para o público-alvo. “Esse novo nível de comunicação é um meio de transmissão eficaz que continuará a aumentar seu uso”, observou.
 
O estudo também apontou que metade de todas as empresas adotou o modelo digital, com destaque para o setor bancário, seguros e grandes empresas.
Fonte: ITForum
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Tecnologia é prioridade para CEOs

O Gartner revela que a maioria dos CEOs espera condições positivas para os negócios e as inovações tecnológicas aceleradas em 2015. Segundo a pesquisa “CEO Survey 2015”, o crescimento ainda é prioridade máxima e as mudanças relacionadas à tecnologia são vistas como a principal ferramenta para atingir esta meta este ano e em 2016.

“Todos os anos, pedimos aos CEOs uma lista com suas cinco prioridades para os negócios. Neste ano, o crescimento foi, mais uma vez, citado como a principal preocupação”, diz Mark Raskino, Vice-Presidente e Associado do Gartner. “Contudo, as menções explícitas ao crescimento foram inferiores ao ano passado. Atribuímos este declínio não a um menor interesse em crescimento, mas ao interesse crescente no mecanismo que irá propiciá-lo.”

A pesquisa do Gartner foi realizada com 400 líderes de negócios de organizações globais durante três meses. A maioria das empresas participantes do levantamento possui receita anual igual ou superior a 1 bilhão de dólares. Os resultados indicam condições positivas para os negócios, embora não espetaculares, num cenário no qual a estabilidade é fundamental para garantir investimentos estratégicos.

“A segunda categoria mais importante entre as prioridades para os negócios em 2015 e 2016 está relacionada à tecnologia. Essa é a posição mais alta já alcançada por este item na pesquisa, desde 1999, e acreditamos plenamente que os CEOs estejam mais concentrados do nunca nesta área”, diz o analista do Gartner. “Quando examinamos o contexto das respostas, o interesse dos CEOs em tecnologia se torna óbvio. Mais da metade das respostas está relacionada a questões tecnológicas de receitas e crescimento, tais como a multiplicidade de canais, o e-commerce e o comércio móvel.”

Os tópicos referentes ao consumidor permanecem no plano principal para a maioria dos entrevistados. Sobre investimentos em tecnologia nos próximos cinco anos, 37% dos líderes de negócios classificaram a gestão participativa dos consumidores como uma capacidade de liderança proporcionada pela tecnologia, seguida por digital marketing (32%) e business analytics (28%).

Os negócios baseados em Nuvem também alcançaram alto reconhecimento, uma vez que os CEOs perceberam que este é o local onde as novas plataformas industriais de ruptura e controle são criadas. No entanto, a revelação da pesquisa deste ano foi a ascensão meteórica da Internet das Coisas, tecnologia que apareceu muito pouco nos anos anteriores.

Com o digital começando a alterar fundamentalmente a natureza da indústria, os CEOs também estão mais preocupados com segurança e riscos. Segundo a pesquisa, 77% dos líderes concordam que “o mundo digital está criando novos tipos e níveis de risco para os negócios”, e 65% percebem que “os investimentos em práticas de gestão de riscos não estão acompanhando os novos e mais altos níveis de risco”.

“Embora esta tenha sido uma conclusão parcial, também verificamos uma forte evidência da crescente preocupação em outras respostas”, diz Raskino. “Os CEOs estão certos em se preocupar. Na medida em que os produtos e serviços tornam-se digitais, eles acrescentam muito mais utilidade ao consumidor, mas também atribuem um poder muito maior para forças que poderiam usurpar o controle digital. Os CEOs e CIOs deveriam colaborar para mobilizar a equipe de executivos quanto aos riscos cibernéticos”, afirma o analista do Gartner.

Fonte: Decision Report

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Segurança embarcada: tendência da IoT

O universo da internet das coisas (IoT) está cada vez mais no alvo dos cibercriminosos devido às informações valiosas contidas nos mais diversos dispositivos. Cenário que desafia os gestores da Segurança da Informação no desenho de estratégias de defesa contra ataques direcionados.

Na visão de Bruno Zani, gerente de Engenharia de Sistemas da Intel Security, por mais desafiador que seja, a internet das coisas pode contribuir para aumentar a segurança em outros setores. “Com ela, teremos mais informações do usuário e do dispositivo. Com isso, podemos saber identificar, por exemplo, qual aparelho está acessando uma aplicação na internet, qual o risco do usuário, entre outros recursos.”

Em entrevista à Risk Report, Bruno Zani fala como a internet das coisas pode ajudar a aumentar a postura de proteção nas empresas e da tendência da segurança embarcada como estratégia de defesa.

Risk Report: Com o avanço da internet das coisas, como você vê o potencial de crescimento do mercado de segurança embarcada?

Bruno Zani: O potencial é bastante grande. Do lado da Intel Security, há um foco grande de fazer com que a internet das coisas seja criada já pensando em segurança. Grande parte dos esforços de integração de McAfee e Intel Security estão inseridas nesse contexto. Existe um setor específico que só cuida de segurança embarcada e já temos muitas coisas sendo lançadas, como impressoras multifuncionais, equipamentos médicos, por exemplo, que já saem com segurança no sistema operacional.

RR: Qual o maior desafio de desenvolver e ofertar soluções de segurança para uma variedade de dispositivos?

BZ: É, sem dúvida, a variedade de sistemas operacionais. Pensando só em smartphones, existem diferentes versões e aplicações, ou seja, a segurança tem que estar adequada a esse cenário, às ameaças, que são diferentes, e às versões de software.

RR: Como integrar, com segurança, esses dispositivos às redes corporativas?

BZ: O dispositivo móvel e de internet das coisas tem que tentar chegar o mais próximo possível ao nível de segurança que os dispositivos convencionais têm. Então, para isso, existem ferramentas como MDM (Mobile Device Management) e controle de acesso – que faz com que o dispositivo tenha que passar por uma certificação de segurança antes de entrar na rede. Elas certificam de que, colocando o dispositivo na rede da empresa, ele não vai trazer ameaças e não será infectado.

RR: Em qual vertical de negócio a segurança embarcada é mais desafiadora?

BZ: O desafio é muito parecido em todas elas. O setor financeiro tem adequação maior à segurança, pois é uma vertical mais regulamentada com normas e compliances, o que facilita a adequação.

Os mercados de internet e de agências são mais permissivos, o que dificulta a adequação da segurança, porque dependem da percepção do usuário. Uma vertical mais permissiva não aceita muito monitoramento.

RR: E como a Intel Security está inserida nesse contexto? Esse setor tem grande representatividade nos negócios da empresa?

BZ: A Intel Security é um grande incentivador da internet das coisas, além de ser um desenvolvedor também. Nosso papel é fazer com que a IoT nasça com segurança e que os dispositivos possam ser utilizados e que a segurança não seja uma barreira para isso.

Para fornecer essa segurança embarcada, existem várias empresas com quem temos parcerias, mas nem todos os acordos são públicos. Uma delas é a Wind River, também parte do grupo Intel, que desenvolve sistema operacional para dispositivo embarcado.

RR: Qual são as expectativas da Intel Security para esse setor?

BZ: As expectativas são bastante grandes, porque é um mercado que cresce muito. Já vimos alguns estudos que mostram que o número de dispositivos conectados à internet em 2020 pode passar de 25 bilhões. E hoje já estamos chegando perto dos 5 bilhões, segundo o Gartner.

Junto com isso, a segurança tem que crescer e sabemos que ela pode ser uma barreira para a adoção da internet das coisas, caso não se desenvolva. A miscelânea de dispositivos vai fazer com que ela tenha que se adequar e desenvolver proteções customizadas.

Fonte: Decision Report

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Meta de CIOs é migrar metade do trabalho para nuvem

Atualmente, apenas 18% da carga de trabalho é migrada, em média, segundo 400 líderes de TI ouvidos por estudo da Bain & Company

Uma pesquisa recente da Bain & Company, realizada com mais de 400 companhias, revelou que a migração de 50% das suas cargas de trabalho para cloud é um objetivo de empresas que realmente buscam redução de custos.

No entanto, o estudo revela que a situação atual ainda está distante da ideal. Segundo os dados coletados pela Bain & Company, as empresas transferem, em média, apenas 18% da carga de trabalho. A variação é maior ou menor dependendo do segmento industrial.

Executivos de TI e de negócios conhecem todas as vantagens de transferir suas cargas de trabalho para a computação em nuvem, entre elas a agilidade no TTM (Time To Market), sistemas mais flexíveis e redução de custos em data center. Então, o que os impede de investir com mais intensidade nesse tipo de arquitetura?

A pesquisa indica que muitos líderes de TI ainda hesitam diante do que seria considerada uma grande mudança e adiam a tarefa deslocando apenas uma parcela da carga para cloud, justamente pelo receio das tecnologias disruptivas, que interferem em processos, organizações e às vezes até em indústrias inteiras.

Um ob犀利士
stáculo que ainda aparece no estudo é o dilema de escolher o modelo certo de nuvem, entre as alternativas de nuvem pública, privada ou híbrida. Muitos executivos acreditam que optar por cloud privada pode aumentar o potencial de extrair valor para a companhia.

Em algumas situações e para determinadas cargas de trabalho,  especialmente aquelas que sofrem restrições por compliance, segurança ou requisitos de IP, a nuvem privada é de fato a opção mais segura. No entanto, segundo os analistas da Bain & Company, a nuvem privada gera apenas 1/3 dos benefícios que podem ser encontrados na nuvem pública.

Para extrair todo o potencial do armazenamento em nuvem, a indicação do estudo é incentivar uma abordagem cloud-first. Uma vez que as cargas de trabalho estejam  armazenadas na nuvem, as equipes de desenvolvimento e operações podem acessar ambientes e outros recursos, sem qualquer obstáculo que encontrariam no processo tradicional de TI.

Manter servidores próprios pode parecer a decisão mais segura, mas não tem protegido as vítimas dos ataques cibernéticos de alto perfil, incluindo Sony e JPMorgan Chase. O segredo de uma migração bem sucedida é avaliar o modelo correto para a empresa e ter coragem para enfrentar um reforma completa do modelo tradicional de TI.

O estudo compra mais uma vez o que vem sendo provado constantemente: as empresas que continuarem receosas com o armazenamento em nuvem tendem a ficar para trás. Apostar em inovações tecnológicas é investir na evolução da empresa.

Fonte: CIO

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CTO é peça-chave na evolução do digital

Chief Technology Officer da EMC aconselha profissional a garantir alinhamento com CIO para obter sucesso em um mundo de rápida mudança tecnológica

Chief Technology Officer (CTO) ganhou notoriedade na era digital. Em meio à avalanche de dados, que pipocam de todo lado, agravada pela internet das coisas (IoT), ele é promessa de agilidade, análise e resgate inteligente de dados estratégicos. Esse profissional, portanto, tem lugar garantido em companhias de TI que desejam tomadas de decisões mais rápidas e alto nível de competitividade. Mas o pulo do gato é estar em linha com o CIO, quando torna-se ainda mais estratégico.
 
“Acredito que grande parte do trabalho do CTO deve ser evangelizar os clientes e outra olhar cada negócio de forma muito particular, aconselhando o CIO e a empresa sobre o que eles devem fazer”, afirma Sal DeSimone, vice-presidente e CTO da divisão de Software Avançado da EMC. Segundo ele, há uma tensão saudável entre CTO e CIO e se as duas figuras estiverem em linha, poderão juntos obter excelentes resultados de negócios.
 
Na entrevista que segue, concedida durante o EMC World, que acontece de 4 a 7 de maio em Las Vegas (EUA), DeSimone lista a importância do CTO no desenvolvimento de tecnologias, as características necessárias para obter sucesso nessa posição e como a digitalização está mudando o papel do CTO.
 
IT Forum 365 – Em algumas empresas, o CIO responde para o CTO. Mas essa configuração é mais comum em empresas de TI. Como é esse modelo na EMC?
DeSimone – Na EMC temos muitos CTOs, mas há um CTO corporativo. Toda divisão na empresa tem seu CTO. Em alguns casos, até mesmo um produto, tem um CTO. Ao todo, são cerca de 20 CTOs. Sou CTO para a divisão de tecnologias emergentes e minhas responsabilidades estão na divisão de software defined storage, elastic cloud e infraestrutura hiperconvergente que estarão disponíveis até o final deste ano, além de produtos para data center, como rede.
 
ITF 365 – Você trabalha na EMC há cerca de dez anos. O que você aprendeu nessa década que hoje são fundamentais para seu trabalho atualmente?
DeSimone – Podemos dizer que estou há 20 anos na EMC, pois antes trabalhava em uma empresa adquirida pela EMC. Quando cheguei à fabricante, como engenheiro de software, tinha uma forte base em sistemas de rede, não tinha muito conhecimento em storage e dados. Por isso, foi ótimo acumular experiência em storage. Mas hoje, rede e storage estão muito relacionados e conectados, especialmente agora que tudo está se tornando ‘definido por software’. É muito difícil ser expert em apenas uma área e fica até difícil de lidar com esse novo mundo apenas olhando um setor. Nos últimos três anos, desde o início da estratégia de hiperconvergência e defined storage, tenho acompanhado de perto o desenvolvimento dessas áreas e esse meu conhecimento prévio me ajuda bastante a desempenhar meu papel hoje.
 
ITF 365 – Qual sua principal função como CTO?
DeSimone – Todo o meu trabalho envolve focar na tecnologia que estamos construindo. Além de ver o lado da arquitetura, precisamos construir soluções que têm o selo ‘estado da arte’. Com software defined, muita inovação está por vir e desenhar soluções no estado da arte é desafiador. Temos de construir tecnologias que são o estado da arte, mas que resolvam problemas de nossos clientes. Em alguns casos, quando foca somente na tecnologia, pode não resolver o problema. Tento buscar esse balanço. Além disso, sou muito próximo do time de produtos. Geralmente, CTOs são muitos focados em clientes, passando 95% do tempo falando com clientes e o restante com a equipe interna. Passo dois terços do meu tempo com a equipe interna.
 
ITF 365 – Quais características um CTO precisa ter para ser bem-sucedido?
DeSimone – Ele precisa ter influência para liderar o time. Precisa ter capacidade de colaboração e paciência. Tem de ser tecnicamente inteligente para entender um nível muito profundo sobre os princípios tecnológicos, mas também ter a habilidade de falar com clientes sobre negócios. Precisam ainda resolver um problema e explicar como as tecnologias podem solucioná-lo. 
 
ITF 365 – Qual seu principal desfio como CTO?
DeSimone – Acredito que é conquistar o estado da arte. Mas construir soluções com essas características consome tempo. Por outro lado, o mundo atual não permite que você passe quatro anos, por exemplo, construindo soluções. É preciso encontrar um caminho e assumir riscos. Encontrar esse balanço é vital. É preciso investir em soluções que realmente têm diferencial, que levem valor para os clientes.
 
ITF 365 – Você comentou sobre assumir riscos. Muitas empresas querem que seus colaboradores assumam riscos, mas quando algo sai errado culpam as pessoas. Por que isso acontece?
DeSimone – Riscos soam bem até que eles dão errado. Muitos dos nossos clientes são focados em storage. Eles estão na lista de pessoas que mais arriscam na empresa, porque eles estão lidam com dados e ao perdê-los pode acabar com tudo. A maioria dos nossos clientes vem uma mudança, uma evolução de empresas tradicionais, para empresas construídas com base na web. Eles também lidam com esse conflito de precisar de tecnologias estáveis e sólidas, mas não podem consumir anos e anos. Da mesma forma que estamos tentando encontrar o balanço para o risco, nossos clientes também. Alguns clientes são muito conservadores e isso está bom para eles, porque é o perfil da empresa, outros estão em setores que precisam ter mais riscos. Nosso objetivo como companhia é dar produtos e serviços para os clientes para lidarem com riscos. Assuma riscos e seja bem-sucedido, porque há empresas como EMC ajudando nessa tarefa.
 
ITF 365 – Para ser bem-sucedido, é preciso que o CTO tenha um forte alinhamento com o CIO?
DeSimone – Se você tiver CTOs com tecnologias que não podem ser implementadas pelo CIO, então você simplesmente não tem nada. Acredito que um bom CTO entende isso. Tem de haver um entusiasmo com as novas coisas, que ao final do dia não é tecnologia por tecnologia, mas para ajudar os negócios a serem bem-sucedidos. Há uma tensão saudável entre CTO e CIO e é bom ter isso, mas se todos operaram com as prioridades dos negócios e colocar isso na frente, podem usar a situação para obter excelentes resultados de negócios. 
 
ITF 365 – Como você vê o papel do CTO no futuro, uma vez que estamos vivenciando diversas transformações na indústria de TI?
DeSimone – Em razão da digitalização, negócios estão muito mais dependentes de tecnologia, mais do que antes. De alguma forma, isso torna o papel do CTO mais estratégico e importante, porque é preciso fazer grandes apostas tecnológicas para obter sucesso e ficar em linha com os objetivos de negócios. Por isso, acredito que grande parte do trabalho deve ser evangelizar os clientes e outra olhar cada negócio de forma muito particular, aconselhando o CIO e a empresa sobre o que eles devem fazem, porque há muitas opções, muitos riscos. Ajudar a companhia a construir a fundação que são necessárias é algo que o CTO tem de prover. Com a evolução do digital, o papel do CTO se torna mais crítico. 
 
ITF 365 – Você acha que o CTO vai roubar o lugar do CIO no futuro próximo?
DeSimone – Não, porque CIOs precisam entregar. Geralmente, o CTO não precisa entregar. Em algumas empresas precisam, mas de forma geral, não. É bom ter alguém focado em tecnologia e outro para entregar as funções do dia a dia. Se você tentar fazer os dois, pode, muitas vezes, ser mais conservador e não evoluir da forma esperada.
Fonte: ITForum
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Os CIOs estão preparados para a chegada dos wearables nas empresas?

Robert Half Technology aponta que líderes de TI observam rápida adoção da tecnologia no ambiente de trabalho, mas precisam deixar a casa em ordem para recebê-la

Wearables estão ganhando popularidade no mercado. Agora, é apenas uma questão de tempo para que os aplicativos comecem a surgir no mercado corporativo. A constatação é de um estudo realizado pela Robert Half Technology com 270 CIOs em empresas com cem ou mais funcionários no Canadá.
 
O levantamento mostra que 63% dos CIOs acreditam que os dispositivos vestíveis, como óculos e relógios inteligentes, vão ser ferramentas comuns no local de trabalho. Entre os líderes de TI que acreditam no uso da tecnologia no trabalho, 20% esperam que essa onda chegue ao ambiente corporativo nos próximos cinco anos.
 
Na avaliação de Deborah Bottineau, gerente regional sênior da Robert Half Technology, será interessante observar o impacto das tecnologias vestíveis nas empresas. No entanto, a chegada dessas tecnologias vai exigir investimentos consideráveis por parte da TI. Com o aumento da mobilidade e da conectividade, profissionais da área terão de apoiar essa nova tecnologia, tornando-a benéfica para o dia a dia profissional. 
 
O uso prático desses dispositivos, no entanto, ainda é uma dúvida para os líderes de TI. Por isso, a Robert Half Technology aconselha que os CIOs façam três perguntas para considerar a adoção dos wearables:
 
1. A implementação vai aprimorar nossos negócios e/ou a produtividade? 
Considere os benefícios das tecnologias e como ela irá adicionar valor ao negócio. Isso é vital para medir os benefícios de longo prazo de dispositivos vestíveis e como eles poderão impactar positivamente o ambiente de trabalho. Responder a essa pergunta vai ajudar a comunicar o valor potencial dos líderes na organização.
 
2. Estou consciente dos riscos de segurança e a empresa está equipada para lidar com eles? 
As novas tecnologias têm o potencial de gerar vulnerabilidades para a segurança. Líderes de tecnologia devem entender – e se comunicar com outros líderes empresariais – para entender os riscos dos wearables e como é possível mitigá-los ao criar planos e políticas.
 
3. Já preparei uma boa política, plano de comunicação e estratégia de formação em torno da tecnologia wearable? 
É crucial ter uma abordagem de comunicação que irá incluir novas políticas e treinamento. Preparação será fundamental para o sucesso na adoção de wearabless nas empresas.
Fonte: ITForum