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Qual o papel do data center na indústria 4.0?

Desafio de grande relevância é construir redes para lidar com novos dispositivos conectados

A quarta revolução industrial já começou e empresas de todo o mundo correm contra o tempo para entrar na era da chamada indústria 4.0. Na prática, o processo de digitalização da indústria envolve uma rede física com múltiplos dispositivos conectados, sistemas e plataformas com aplicações que contém tecnologia embarcada para comunicar e compartilhar inteligência uma com a outra, com o ambiente externo e com as pessoas. O que não é pouca coisa e vai exigir muito esforço de todos os envolvidos, inclusive dos data centers.

Sob uma demanda operacional crescente, os data centers são fundamentais dentro deste processo evolutivo. A chegada da indústria 4.0 potencializa o uso de diversas plataformas para os quais os data centers já vem se preparando. Ele não será mais restrito ao departamento de TI no organograma da empresa. Por necessidade o data center servirá como a espinha dorsal da produção industrial.

O atual estágio apresenta oportunidades e enormes desafios aos centros de dados, uma vez que o data center passará a ver as aplicações como um todo, o que inclui a sua conexão com áreas como a de processos industriais e a de negócios. Este novo escopo de atendimento será o grande impacto sobre os data centers, implicando em uma nova fase de serviços gerenciados no portfólio de ofertas aos clientes.

Outro desafio, de grande relevância, é o de construir redes para lidar com novos dispositivos conectados. Não é apenas o requisito de largura de banda que vai aumentar, mas a internet industrial vai exigir melhor latência e determinismo dos provedores ao lidar com máquinas de precisão que não podem falhar.

Para acompanhar todas essas mudanças no cenário industrial, os data centers irão se beneficiar da sua própria evolução natural que eles já atravessam há alguns anos por meio da infraestrutura de servidores, redes e storage. As redes SDN (Software Defined Network) são bons exemplos com as quais os centros de dados deverão ganhar mais rapidez, flexibilidade e um sistema mais confiável para seus backbones.

A demanda pela indústria 4.0 já começa a ser notada no Brasil. Apesar da caminhada ser longa, grandes indústrias por aqui já se movimentam a fim de encontrarem soluções tecnológicas que contribuam para o aumento de competitividade, a garantia de redução de custos e o ganho de eficiência, conectando várias plataformas sob a regência de um modelo digital.

Para competir globalmente, com potências como Estados Unidos e Alemanha, companhias e fornecedores precisam estar em sintonia para que estejam a postos para receberem a demanda de seus clientes e, com isso, atenderem esse processo evolutivo da indústria com mais assertividade.

Fonte: Computerworld

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Se você gosta de desafios, vá para a TI

Walkiria Marquetti, diretora-adjunta de tecnologia do Bradesco, conta sua trajetória na instituição e dá dicas para mulheres que querem seguir carreira na área

Quando concluiu a graduação em Matemática, Walkiria Marquetti não sabia como aplicar os conhecimentos adquiridos na vida profissional. Mas foi nessa mesma época que viu um anúncio no jornal sobre um curso de programação e decidiu experimentar aquela nova área. “No transcorrer do curso, dois acontecimentos foram fundamentais para eu seguir carreira em TI. O primeiro motivo foi o desafio intelectual e o outro a satisfação pessoal de superar o desafio. Não foi pelos bits e bites, mas pela capacidade e vivência”, conta hoje a diretora-adjunta da área de Tecnologia da Informação do Banco Bradesco.

Ao finalizar o curso, a turma foi informada sobre o início de um processo de seleção no Bradesco, onde Walkiria já soma 37 anos. “Entrei como assistente de programação e fui galgando posições”, diz.

A executiva foi pioneira em várias frentes no banco. A começar pelo fato de ter sido a primeira superintendente mulher em TI. Depois, a primeira diretora departamental e ainda como diretora-executiva entre as colegas. Hoje, o Bradesco possui em seu quadro de funcionários um total de 52.113 mulheres, o equivalente a 51% do quadro geral. Na área de Tecnologia da Informação, dos 3.963 funcionários, 30% são mulheres.

Walkiria ressalta que apesar de tanto tempo de casa, teve a oportunidade constante de percorrer diferentes desafios na empresa, muito em função do avanço tecnológico e de posicionamento inovador do próprio banco. “Passei, assim, a desenvolver novas competências. Sempre buscando novas habilidades técnicas e comportamentais, conforme eu crescia profissionalmente.”

Ela lembra de vários marcos em sua carreira e concorda que é até difícil pontuar o mais emblemático. Um dos casos citados por ela nos remete aos anos 80, quando o setor financeiro passava por grande transformação. “Buscávamos, na época, automação de processos e redução de prazo de compressão de cheques”, recorda. Já na década de 90, o fenômeno da internet tirou todas as empresas da zona de conforto e o Bradesco logo correu para desenvolver capacidades importantes, como a operação 24×7 e o reforço da segurança, já que o banco não estava mais em um local físico, estático. 

Em 2000, o Bug do Milênio tirou o sono de empresas e profissionais. Walkiria e seu time trabalharam por cinco anos para afastar as, até então, convicções de que um grave problema nos sistemas aconteceria, dizimando empresas. Três anos depois, ela participou da ampliação dos canais alternativos de atendimento. “Na época, a estrutura ficou mais complexa. Foi quando repensamos a arquitetura de aplicações do banco, orientada a serviços, de forma a levar mais flexibilidade aos negócios em linha com a visão do cliente.”

O projeto foi longo, com duração de quase dez anos, algo que Walkiria se orgulha de ter participado. “Somamos mais de 2,5 mil profissionais envolvidos e 11 mil horas de desenvolvimento”, comenta orgulhosa. 

Capacitação como chave

Em todas as fases de mudança tecnológica e transformação do banco, Walkiria relata que um ingrediente foi fundamental em sua carreira: a capacitação. “O desenvolvimento do setor e o incentivo do banco me motivaram a apostar no meu desenvolvimento. Todo profissional deve buscar capacitação, formal e informal”, aconselha.

Ela aponta que passou a agregar ao seu currículo cursos e MBAs, inclusive internacionais nas mais renomadas universidades do mundo, como Harvard e Wharton. “O banco me permitiu uma espécie de período sabático de três meses, quando pude aprimorar minhas capacidades”, conta.

É por isso que Walkiria recomenda que os profissionais, homens ou mulheres, estejam prontos para quando a oportunidade aparecer. “A tecnologia é alavanca para proporcionar esses desafios. Em qualquer setor e em qualquer tipo de empresa, as oportunidades acontecem e você precisa estar pronto. Se você gosta de ser desafiado todos os dias, trabalhe na TI.”

Gênero

Walkiria aponta que em sua carreira não sentiu a pressão de ter de provar sua competência todo o tempo pelo fato de ser mulher. “Não sei se foi miopia minha, mas nunca senti tratamento diferenciado”, revela. Ela aponta que, sim, sempre houve um cuidado do time por ela ser mulher, especialmente quando havia a necessidade de participar de projetos que varavam a noite. 

Olhando para sua trajetória no banco e para as futuras gerações, Walkiria relata que, de fato, faltam mulheres no mercado de TI, mas a evolução nos últimos anos foi enorme. “Nunca tivemos um momento tão favorável para a participação mais efetiva das mulheres na TI, em todos os níveis hierárquicos”, opina.

O desafio a ser superado, no entanto, observa ela, é o conflito de meio de carreira, quando há muitas mulheres que assumem cargos gerenciais e ao mesmo tempo formam famílias. “Esse conflito é muito delicado, é íntimo. Contei com ajuda fundamental do meu marido e da minha sogra nessa fase. Mas entendo que nem todas as profissionais têm esse tipo de apoio”, comenta.

Fonte: CIO

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Virtualização: cuidados a tomar

Modelo proporciona inúmeros benefícios para a TIC, mas possui seus pontos de atenção

A virtualização é o processo de criar uma representação baseada em software (ou virtual) de algo, em vez de um processo físico, podendo ser aplicado em: aplicativos, servidores, armazenamento e redes. Cada vez mais utilizado, a virtualização reduz as despesas de TI e aumenta a eficiência e a agilidade em empresas de todos os portes.

Tipos de Virtualização:

  • Virtualização de servidor:na maioria dos ambientes os servidores são subutilizados, operando muito abaixo de sua capacidade. Com a virtualização podem ser criadas várias máquinas virtuais, cada uma com acesso aos recursos computacionais do servidor. Os benefícios são inúmeros: os recursos do servidor são utilizados de forma eficiente reduzindo custos e novas aquisições de servidores, agilidade na implantação de cargas de trabalho, etc.
  • Virtualização de desktop:utilizado e casos de trabalhadores externos e estrutura com filiais.
  • Virtualização de rede:é a reprodução completa de uma rede física no software. Os aplicativos são executados na rede virtual exatamente da mesma maneira como se estivessem em uma rede física. Dessa forma, ela oferece os mesmos recursos e garantias de uma rede física e ainda fornece os benefícios operacionais e a independência de hardware da virtualização. O resultado da virtualização de redes é a redução do número de componentes físicos como switches, roteadores, servidores, cabos e hubs, necessários para criar várias redes independentes. Esse tipo de virtualização é popular principalmente no setor de telecomunicações.
  • Armazenamento definido por software:a virtualização de armazenamento abstrai os discos e as unidades flash dos servidores, combinando-os em pools de armazenamento de alto desempenho e os fornecendo como software. O armazenamento definido por software (SDS) é uma nova abordagem que possibilita um modelo operacional basicamente mais eficiente.

Benefícios da Virtualização:

  • Redução das despesas operacionais com investimento em novas máquinas
  • Otimização dos recursos existentes e economia, tanto em energia quanto de espaço físico
  • Melhor aproveitamento dos recursos dos servidores, onde a taxa de uso do servidor pode chegar a 90%
  • O tempo de inatividade é substancialmente reduzido
  • Aumento da produtividade, eficiência, agilidade e capacidade de resposta da TI
  •   Agiliza o processo de aprovisionamento de aplicativos e recursos
  • Simplifica o gerenciamento da TI

A virtualização usa software para simular a existência de hardware e criar um sistema de computadores virtual.

Com isso, as empresas podem executar mais de um sistema virtual, além de vários sistemas operacionais e aplicativos, em um único servidor.

Máquina virtual – VM 
Através da virtualização podemos ter diversos computadores “virtuais” operando de maneira “independente” dentro de um único computador físico. Essas “máquinas virtuais” ou “VM” ” (sigla em Inglês para Virtual Machine) oferecem os mesmos recursos que computadores físicos, mas que não existem fisicamente. A VM atua como uma máquina distinta, ou seja, cada uma possui seu próprio sistema operacional, endereço IP na rede e funciona exatamente como os servidores físicos.

Colocar múltiplas VMs em um único computador ou servidor permite que vários sistemas operacionais e aplicativos sejam executados em um só servidor físico ou “host”. Cada VM criada pode ter configurações diferentes, ou seja, uma com mais memória, outra com mais processador e assim por diante.

A VM é criada através de um programa de software que divide os recursos físicos para que sejam utilizados por diferentes ambientes virtuais. Esse programa é chamado de Hypervisor. Os mais modernos permitem inclusive dividir o tráfego de acordo com as prioridades definidas para cada VM.

Orientações de SI:

  • Avalie a capacidade do servidor antes de criar as VMs, certifique-se de que o servidor irá suportar a nova carga para isso e considere os requisitos de armazenamento, backup, failovere recuperação.
  • Cuide da segurança do hypervisor ou virtual machine monitor (VMM) da mesma forma que cuidaria em caso de máquinas físicas normais.
  • Backup: defina qual o tipo de backup será realizado e sua periodicidade. É importante realizar o backup de cada VM. O mais usual é realizar somente o backup dos dados que, dependendo se sua importância para o negócio da empresa, deverá ser realizado diariamente. Automatizar o backup é uma prática recomendada.
  •   Avaliar o desempenho da performance do banco de dados antes e depois da migração para o ambiente virtualizado para verificar se o tempo de resposta foi mantido, melhorado ou piorado. Caso haja necessidade, através dos registros da análise feita antes da migração, pode ser avaliada a solução para melhorar o desempenho.
  • Reserve de 30% a 40% dos recursos do hardware para casos de desastre pois o sistema precisará para garantir a disponibilidade dos servidores.
  • Importante verificar a compatibilidade do hardware e do software que irá virtualizar.
  • Utilize padrões para criação e identificação das VMs pois muitas possuem similaridades, o que num ambiente desorganizado pode resultar em graves problemas. Definir um responsável para o processo é uma prática recomendada.
  •    Elabore diretrizes para a configuração da segurança em máquinas virtuais e físicas e realize auditorias regularmente nos sistemas para verificar se as regras estão sendo cumpridas.
  • As atualizações realizadas nos ambientes físicos devem ser feitas também nas máquinas virtuais.
  • Utilize a criptografia em cada VM para aumentar a segurança de suas informações.

A virtualização proporciona inúmeros benefícios para a TIC. Claro que, como toda tecnologia, possui seus pontos de atenção mas nada que uma boa administração e uma equipe comprometida e competente não tire de letra. A questão agora é: sua empresa e, principalmente, sua equipe estão preparadas?

 Fonte: CIO

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IoT para negócios: usos comerciais da tecnologia RFID

Dispositivos ajudam a rastrear inventários, melhorar eficiência dos cuidados de saúde e aprimorar serviços para clientes

A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), tem sido a palavra da moda nos últimos anos, à medida que as organizações adicionaram controles inteligentes a produtos como refrigeradores, máquinas de refrigeração, lavadoras e secadoras, robôs médicos e lâmpadas.

Embora o consumo de IoT esteja em nossa vida cotidiana, as empresas têm procurado maneiras pelas quais a IoT pode beneficiá-las para melhorar as tarefas do dia a dia.

Um dos maiores benefícios da IoT nas empresas tem sido a simples adição de tags RFID (Identificação por radiofrequência – Radio-Frequency IDentification, na sigla em inglês) para funções operacionais do dia a dia. Algumas etiquetas RFID que possuem baterias, transmissores ativos e eletrônicos integrados para capturar e retransmitir informações custam de US$$ 15 a US$ 50 cada.

Já as tags RFID passivas são extremamente baratas, com valor de 5 a 10 centavos de dólar cada. As tags passivas não possuem eletrônicos ativos, elas simplesmente possuem um código de identificação semelhante a um código de barras, mas ao contrário dos códigos de barras que requerem leitores de linha de visão para digitalizá-los, as tags RFID passivas podem ativar e responder a vários metros de distância, sem necessidade de linha de – acesso à vista.

Mas como a IoT pode impulsionar o uso de RFID para vantagens comerciais? Confira exemplos.

Rastreamento de inventário

As organizações têm visto um valor significativo usando essas tags para comprar inventários mensais, como os varejistas, mas também os hospitais que seguem os suprimentos médicos, os escritórios de negócios rastreando quanto o papel das impressoras que eles têm na mão ou restaurantes rastreando quanto bens não perecíveis eles têm no armário.

As organizações que passam tempo contando itens manualmente ou que tradicionalmente usaram códigos de barras para verificar e contar itens podem se beneficiar de sistemas de etiquetas RFID pelo custo de alguns centavos de dólar.

Um scanner RFID pode ser colocado em uma localização central, ativado e as etiquetas RFID respondem com seus números de identificação, que estão associados a um item e a uma quantidade do item. A marcação pode acompanhar o inventário que tem uma data de validade para garantir que ele seja colocado onde será usado antes que expire.

Para a maioria das empresas que utilizam o RFID, um processo de inventário manual que fazia cinco pessoas completar 100 horas para completar pode demorar apenas duas horas. Mesmo que os cartões parciais sejam contados manualmente e outros sejam contados manualmente como verificação local, o tempo total ainda é inferior a 15 horas – uma economia de 85% do tempo para realizar uma contagem totalmente manual.

Um hospital implementou rastreamento RFID de produtos como bandagens e talas, que identificou a idade dos itens em todas as instalações. O estoque lento em um edifício foi transferido para outro, onde ele se moveu mais rápido e se usou antes que fosse muito velho, ajudando a minimizar o desperdício.

Serviço ao cliente

Assim como o RFID pode ser a tecnologia que rastreia “itens” como inventário, diversos casos de uso comercial de tags RFID e integração IoT foram usados em cenários de atendimento ao cliente. Em vez de itens de rastreamento, as etiquetas RFID rastrearam as pessoas ou os dispositivos associados às pessoas.

No hospital, substituiu as pulseiras de identificação de código de barras do paciente com pulseiras habilitadas para RFID. Isso permitiu o rastreamento em que os pacientes se moviam pela instalação. As tags registraram o horário de entrada e saída de instalações dentro do hospital, ajudando a rastrear cuidados.

Uma instituição de saúde cortou os horários de check-in para os principais clientes de oito minutos para 75 segundos, colocando etiquetas RFID em seus cartões de fidelidade. A equipe foi capaz de reconhecer esses clientes, chamar suas informações de perfil e cumprimentá-las sem ter que ficar em linha.

As tags RFID tiveram um uso benéfico significativo na resolução de cenários de negócios que diminuíram os custos trabalhistas, o aumento da precisão do inventário, o desperdício minimizado e a melhoria da resposta ao serviço ao cliente. Os usos do mundo real das tags RFID fazem parte de uma estratégia IoT com benefícios simples, mas altamente efetivos para organizações de todos os tamanhos, indústrias e mercados.

Fonte:  ComputerWorld

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6 formas de melhorar o suporte aos usuários

Embora os departamentos de TI detestem admitir, os funcionários da companhia na qual estão inseridos também são seus clientes

Se livrar do suporte interno é o sonho de qualquer departamento de TI. Se pudessem tirar os usuários carentes das suas costas, poderiam ter mai tempo para se dedicar a tarefas mais nobres, como apoiar a inovação. Mas apesar dos investimentos em soluções de suporte automatizadas, a noção de que as organizações podem abandonar o suporte presencial é ainda a peça de ficção científica.

Embora os departamentos de TI detestem admitir, os funcionários da companhia na qual estão inseridos também são seus clientes. E muitos deles continuam relatando histórias de péssimo atendimento.

Em um texto chamado “As seis leis da experiência dos usuários”, Bruce Temkin, Customer Experience Transformist and Managing Partner do Temkin Group, explora o tema do atendimento ao cliente (interno ou externo) e apresenta uma série de considerações que devem ser lidas e entendidas por todos os líderes de TI.

A seguir, alguns trechos do documento:

  1. Toda interação gera uma reação
    Asimpressões do cliente devem ser levadas em conta quando se trata de avaliar o nível de serviços. Segundo Temkin, de nada adianta os atendentes resolverem o problema do usuário e o chamado constar em uma avaliação formal. “O resultado final é quase inútil quando o cliente ficou horas no telefone esperando uma resposta e teve uma experiência frustrada com a equipe de atendimento”, diz Temkin.
  1. É preciso que todos falem a mesma língua
    O executivo sugere que os atendentes assumam que, muitas vezes, entendem mais sobre o assunto tecnologia do que seus clientes e deixem de usar termos técnicos e jargões que só especialistas entenderiam. Para ele, essa é uma das principais falhas das áreas de suporte. 
  1. E que cada um faça o seu trabalho
    “Mesmo que não acordem já pensando em fazer a vida dos clientes um inferno, os responsáveis pelo atendimento de TI acabam frustrando aqueles que o contatam”, diz Temkin, que complementa: “Cada um tem uma responsabilidade: o pessoal do suporte – como o próprio nome da área já diz – deve ajudar o cliente. Só isso.”
  1. Funcionários insatisfeitos não criam usuários satisfeitos
    Temkin diz que os gestores não podem simplesmente culpar os atendentes pelo mau serviço, eles devem consertar o que está provocando a má realização das tarefas. “Se aumenta a quantidade de trabalho e o mesmo não acontece com o número de funcionários do suporte, é natural que as pessoas fiquem desmotivadas e sobrecarregadas”, afirma ele.
  1. Apenas as metas claras podem ser alcançadas
    Se o gestor não esclarece à equipe de TI que a satisfação dos usuários do suporte é essencial para a continuidade da área, será difícil cobrar os funcionários por isso. Os líderes devem ter metas objetivas e recompensar os colaboradores que as atingirem.
  1. Não há meio-termo
    “Ou a experiência do cliente é uma prioridade da área ou não é”, diz Temkin, que complementa: “Se não há compromisso, não há bom desempenho”.

Fonte: CIO

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10 ações para garantir segurança na nuvem pública

Estudo da McKinsey indica práticas para a estruturação um programa de segurança cibernética

Quais são as melhores práticas de segurança da nuvem, e como elas diferem do que as empresas estão fazendo hoje? Para responder a essas perguntas, a McKinsey realizou pesquisas com executivos de segurança cibernética em quase 100 empresas, analisando fatores como barreiras à adoção da nuvem, os passos as empresas estão tomando para proteger seus dados na nuvem pública, e como sua segurança cibernética afeta o ritmo da adoção da nuvem.

Segundo a pesquisa “Making a secure transition to the public cloud”, fazer uma transição segura para a nuvem pública é um desafio multidimensional e compartilhado entre as empresas usuárias e os provedores de serviço.

Os resultados mostram que, desenvolvendo modelos de segurança centrados na nuvem, projetando controles fortes em oito áreas de segurança, clarificando as responsabilidades com CSPs e usando DevOps, as empresas podem deslocar as cargas de trabalho para a nuvem pública com maior certeza que suas os ativos de informações mais críticas estarão protegidos. Claramente, essas tarefas serão prioridades para CISOs bem como para líderes de negócios e tecnologia.

A pesquisa também encontrou duas decisões comuns de segurança que as empresas tomam ao adotar os serviços da nuvem: (1) definir o perímetro e (2) decidir rearquitetar aplicativos para maior capacidade de gerenciamento, desempenho e segurança na nuvem (interessantemente, apenas 27% das empresas pesquisadas realmente fazem isso – a mudança é difícil).

E quatro práticas para a estruturação um programa de segurança cibernética de nuvem pública:

  1. Desenvolver um modelo de segurança centrado na nuvem

No mundo da nuvem híbrida/multicloud, ampliar simplesmente os controles de segurança on-premise para a nuvem pública provavelmente não será suficiente. As empresas precisam fazer escolhas sobre como gerencie seu perímetro na nuvem e como reescrever as aplicações de uma maneira alinhada à sua tolerância ao risco, à arquitetura existente, aos recursos disponíveis e à estratégia de cloud computing traçada.

  1. Redesenhar o conjunto completo de controle de segurança cibernética para a nuvem pública

A implementação de segurança pode ser definida como uma combinação de oito áreas de controle: gerenciamento de identidade e acesso, segurança de dados, segurança de perímetro, monitoramento e resposta operacional, segurança da aplicação, segurança do hardware, segurança do end-point, e governança. As organizações precisam determinar o nível de segurança necessário para controle em cada uma dessas áreas, o quão rigoroso precisa ser e quem será responsável por fornecê-los.

O estudo descobriu que 60% das empresas estão usando soluções IAM on-premise, hoje, mas esse percentual deve cair para a metade em apenas três anos. A maioria dos entrevistados criptografa dados em repouso e em trânsito. Cerca de 40% das empresas estão usando controles de segurança existentes na rede local, mas isso diminuirá, com apenas 13% esperando usar a mesma abordagem em 3 anos. A maioria (65%) define padrões de configuração de segurança para aplicativos baseados em nuvem e 64% usam ferramentas SIEM existentes para monitorar aplicativos em nuvem.

Além disso, praticamente metade (51%) dos entrevistados tem um alto nível de confiança na abordagem de segurança do provedor de serviços de nuvem.

  1. Clarificar as responsabilidades internas para cibersegurança versus o que os provedores já oferece

A nuvem pública requer um um modelo de segurança compartilhado, com fornecedores e seus clientes responsáveis por funções específicas. As empresas precisa entender esta divisão de responsabilidades – que, no início, parecerá muito diferente de um tradicional arranjo de terceirização e redesenho interno de processos. Trabalhando em estreita colaboração com CSPs, as empresas podem ganhar melhor visibilidade e transparência nos modelos operacionais de segurança para projetar e configurar controles para multicloud de forma integrada com outras ferramentas e modelos operacionais.

  1. Aplicar DevOps à segurança cibernética

As empresas devem garantir que os processos de segurança suportam o desenvolvimento de aplicativos na velocidade que a nuvem pública oferece. E uma opção para estabelecer uma relação mais ágil entre desenvolvimento e operações de TI, com relação à segurança, é a adoção do DevSecOps. Este modelo transforma a segurança em um componente central de cada etapa do ciclo de desenvolvimento e implantação de aplicativos.
Entretanto, configurar um programa de segurança considerando essas quatro etapas pode ser uma tarefa complicada.

10 passos práticos:

Este plano de trabalho com dez passos, criado pela McKinsey com base nos resultados do estudo, ajudará as empresas a desenvolver e implementar seus programas de segurança cibernética na nuvem.

  1. Decida quais cargas de trabalho devem migrar para a nuvem pública.
    Muitas organizações escolhem iniciar a migração por aplicações menos sensíveis e em ambientes controlados, como ambientes de teste e desenvolvimento. Aí tentam burlar a segurança do sistema até estarem satisfeitas com a proteção do serviço contratado.
  1. Identifique pelo menos um CSP capaz de fornecer requisitos de segurança para as cargas de trabalho.
    As empresas podem escolher vários fornecedores para diferentes cargas de trabalho, mas essas seleções devem ser consistente com os objetivos das estratégias gerais de nuvem.
  2. Atribua um arquétipo de segurança para cada carga de trabalho com base na facilidade de migração, postura de segurança, considerações de custo e experiência interna.
  1. Para cada carga de trabalho, determine o nível de segurança para cada uma das oito áreas de controle.
    Por exemplo, as empresas devem determine se o IAM deve usar um único fator autenticação, autenticação multifatorial ou uma abordagem mais avançada, como autenticação com base na análise de comportamentais.
  2. Decida quais soluções usar para cada uma das oito áreas de controle.
    Considerando a capacidades do CSP (ou CSPs) identificadas para cada carga de trabalho, as empresas podem determinar se usarão soluções de segurança on-prenise, fornecidas pelos provedores de serviços de cloud ou soluções de terceiros. Ou ainda se irá combiná-las.
  1. Trabalhe em estreita colaboração com o CSP para implementar o controles necessários e integrá-los com outras soluções existentes.
    Isso exige que as empresas tenham uma compreensão completa dos recursos de segurança disponibilizados pelo CSP e dos processos de execução de segurança. Os CSPs precisam ser transparentes sobre esses aspectos de suas ofertas.
  1. Procure saber se cada controle pode ser padronizado e automatizado.
    Isso envolve analisar o conjunto completo de controles decidir quais padronizar e quais para automatizar.
  1. Priorize o primeiro conjunto de controles a implementar.
    Os controles podem ser priorizados de acordo com sua importância para as aplicações que estão sendo migradas para o ambiente de nuvem pública.
  1. Implemente os controles e o modelo de governança.
    Para controles que possam ser padronizados, mas não automatizado, as empresas podem desenvolver listas de verificação e treinar desenvolvedores sobre como segui-los. Para controles que podem ser padronizados e automatizados, as empresas podem criar rotinas para implementar os controles e fazer cumprir a padronização usando uma abordagem DevSecOps.
  2. Use a experiência adquirida durante a primeiro onda de implementação para escolher o próximo grupo de controles a implementar.

Fonte: Computerworld

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Por que a Internet das Coisas é tão importante?

Porque evitar falhas, ter redundâncias e saber priorizar o que é necessário é fundamental

Com volumes gigantescos de dados, em um ambiente cada vez mais conectado e repleto de métricas, a “internet das coisas” tem conquistado importância com uma velocidade assustadora. Seja em sistemas simples, ou naqueles mais complexos e intrincados, a IoT tem se revelado uma tecnologia de grande valia para a captação, gestão e utilização racional das informações.

Tida como uma das molas propulsoras da transformação digital, por impulsionar e amparar processos de inovação em todas as áreas, com segurança e escalabilidade, a internet das coisas terá nada menos do que 34 bilhões de aparelhos conectados até 2020, em um número que pode ser revisto para cima brevemente.

Porque esta tecnologia é tão atraente? Que benefício traz para os negócios? Neste novo mundo que estamos vivendo, com ecossistemas inteligentes, líquidos, 24 x 7 — algo que insistimos em mencionar sempre que possível —, evitar falhas, ter redundâncias e saber priorizar o que é necessário é fundamental. Por isso, a IoT cresceu a — e ainda crescerá — muito!

Não é demais coletar os dados direto na nuvem? Não é sensacional e infinitamente mais inteligente mensurar tudo, mas só registrar aquilo que é realmente importante, o que de fato traz algo novo ou insights autênticos? 

Podemos evitar muitos ruídos e perdas de tempo gerenciando, desde a origem, o que é realmente determinante em áreas específicas, contribuindo para a criação dos chamados “data marts”: repositórios de dados voltados a respostas direcionadas. Bingo!

Se o seu negócio quer ingressar no século XXI — caso ainda não tenha conseguido — a IoT é um dos temas que você e sua equipe precisam considerar para otimizar sua estrutura e amplificar os resultados.

Fonte: CIO

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Disrupção ocorre na convergência tecnológica

Tentar desenhar estratégias isoladas para mobilidade, IA e Cloud Computing é o primeiro sintoma do insucesso que colocará em risco a sobrevivência dos CIOs

 

Nos mais de 30 anos de minha vida profissional venho acompanhando de perto a trajetória do setor de TI e o papel dos seus gestores. Os títulos variaram ao longo do tempo. Já convivi com muitos gerentes de CPD quando o mainframe era a única computação disponível nas empresas. No início da década de 80 surgiu o termo CIO, em um livro chamado “Information Resource Management: Opportunities and Strategies for the 1980s”, publicado em 1981. Aos poucos, a sigla foi se espalhando e hoje é basicamente o título de quem assume a gestão de TI nas organizações.

Durante algumas décadas, dos anos 90 até poucos anos atrás, o CIO se manteve firme, controlando de forma monopolista a adoção de tecnologias nas empresas. A ambição máxima de quem entrava em computação era chegar a esta posição. Nos últimos anos, principalmente com a rápida disseminação de tecnologias móveis (smartphones) e conceitos transformadores, como uso mais intenso de cloud computing e apps móveis, a velocidade da disseminação das tecnologias nas empresas se acelerou muito.  A inovação tecnológica evoluiu e continua evoluindo exponencialmente, e em consequência, os métodos, processos e papéis dos CIOs, conforme estruturados e consolidados ao longo das últimas décadas, se tornou obsoleto.  

As inovações disruptivas surgiram e continuam surgindo diariamente. Apesar destas mudanças, a maioria dos CIOs continuou concentrando seu foco na gestão dos bastidores, fazendo o “trabalho pesado”,  garantindo (ou tentando) que hackers não invadam seus sistemas, mantendo o parque computacional operando sem interrupções (em cloud computing torna-se mais complicado fazer isso com os processos atuais, pois o CIO não tem controle sobre os equipamentos e nem sobre o data center onde estes equipamentos operam), mantendo o ERP atualizado, negociando contratos com fornecedores de tecnologia e assim por diante.

O fato é que a grande maioria dos CIOs não tem conseguido acompanhar este ritmo, e como resultado, surgem comentários maldosos do tipo “colocar CIO e inovação na mesma frase é uma contradição em termos”. Não que a culpa seja, necessariamente, dos CIO s(embora conheça muitos que se mantém na sua zona de conforto tecnológica, sem maiores envolvimentos com o negócio), mas principalmente devido ao papel que são obrigados a cumprir nas suas empresas. Eles têm a responsabilidade de manter os sistemas legados, que são o cerne dos processos atuais, e 80% ou mais do seu budget é para manter “as luzes acesas” ou seja, o dia a dia da operação da TI sem down-times.

Consequentemente, para falar de inovação acaba-se indo ao CMO (Chief Marketing Officer) ou ao CEO. Devido a importância da digitalização da economia e dos negócios, recorre-se à figura de um CDO (Chief Digital Officer) e pelo tsunami de dados que estão disponíveis para análises cria-se o Chief Data Scientists, Machine Learning Engineers ou títulos correlatos. 

Assim, pelas restrições que os CIOs impuseram ao longo das décadas, assumindo o controle da homologação de quais tecnologias poderiam entrar ou não na empresa, os usuários se incomodam em ver que em casa, eles e seus filhos, usam tecnologias mais avançadas e intuitivas que as que dão obrigadas a usar no escritório. Isto leva a disseminação da “Shadow IT” e faz com que os budgets de tecnologia das empresas acabem sendo maiores fora da TI tradicional.

Além disso, a cada dia vemos mais e mais a intimidade com a tecnologia, principalmente da nova geração, se espalhando pelas atividades profissionais. Usar sofisticadas apps em nuvem hoje é tão corriqueiro para um profissional de TI quanto para um agrônomo, um fazendeiro ou um advogado.

A realidade nua e crua é que o conceito da jornada da transformação digital está ganhando substância e a transformação digital, como o primeiro passo para a transformação dos negócios, não espera por ninguém, nem pelo CIO. Ele já está perdendo _ se já não perdeu _ o controle da inovação digital nas empresas. Os executivos de negócio estão cada vez mais envolvidos e conscientes que o futuro e a vantagem competitiva das suas empresas estão no mundo digital. Já entendem que ficar para trás nesta corrida é perder competitividade e, pior, colocar em risco a sua própria sobrevivência empresarial.  Já perceberam que a transformação digital não é um fim em si mesmo, mas apenas o fundamento, os pilares para algo maior: a transformação dos negócios na era pós-digital. Transformações que serão dramáticas e virarão os negócios atuais de ponta cabeça. Portanto, se a transformação digital é a fundação, e se a área de TI pouco pode contribuir, passa-se por cima dela.

Este alerta foi dado no Fórum Mundial de Davos, lá em janeiro de 2016, quando seu chairman, Klaus Schwab, disse que uma mudança estrutural estava em andamento na economia mundial, no que já se configura como o início da Quarta Revolução Industrial. Segundo ele, esta revolução aprofundaria elementos da Terceira Revolução, da computação e faria uma “fusão de tecnologias, borrando as linhas divisórias entre as esferas físicas, digitais e biológicas”.

Esta nova revolução, unindo mudanças socioeconômicas e demográficas, terá impactos nos modelos e formas de fazer de negócios e no mercado de trabalho. Afetará exponencialmente todos os setores da economia e todas as regiões do mundo. Mas não do mesmo modo. Haverá ganhadores e perdedores. “As mudanças são tão profundas que, da perspectiva da história humana, nunca houve um tempo de maior promessa ou potencial perigo”. Administrar essa mudança de paradigma é essencial para assegurar a estabilidade econômica e social e consequentemente a sobrevivência das empresas. O grande desafio, segundo Schwab, é que as autoridades políticas e os executivos frequentemente prisioneiros do pensamento tradicional, estão absorvidos demais por questões imediatas para pensar estrategicamente sobre as formas de disrupção e inovação que estão modelando o futuro.

A quarta revolução se apoia na terceira, conhecida como revolução digital, e que permitiu a proliferação de computadores e smartphones.

Esta nova onda de transformações difere da anteriores por três razões:

  1. a) As inovações nunca foram difundidas tão rapidamente como agora.
  2. b) A queda dos custos marginais de produção e o surgimento de plataformas que agregam e concentram atividades em vários setores elevam a economia de escala.
  3. c) Essa revolução afetará todos os países e terá impactos sistêmico em várias áreas.

O consumidor, por exemplo, fica cada dia mais engajado, e transforma-se em “ consumi-ator”, com as novas maneiras de usar a tecnologia para mudar comportamentos e sistemas de produção. O mercado de trabalho será afetado dramaticamente, inclusive com trabalhos intelectuais mais repetitivos substituídos pela robotização, com intenso uso de Inteligência Artificial.  As mudanças não são perspectivas, mas reais. Já estão aí. As empresas precisam se antecipar e preparar-se para elas. É questão de sobrevivência e não de opção.

Diante deste cenário, como ficará o CIO?

A função de manter “as luzes acesas” continua, mas as luzes serão acesas em data centers espalhados por provedores de serviços de nuvem. Os sistemas legados também continuam, mas novos sistemas os substituem pouco a pouco. O ERP, que era o motivador de muitas áreas de TI, perdem seu espaço, tornando-se legados e “comoditizados”. Os novos sistemas, apps móveis, contextuais, baseados em algoritmos de IA, estão sendo desenvolvidos fora da TI atual, em startups ou em labs que não estão ligados à TI.

O que fazer então para não perder a relevância profissional?

Vejo com satisfação que muitos estão começando a agir, mas observo que a grande maioria dos CIOs, embora já investindo em tecnologias como mobilidade, IA e Cloud Computing, ainda fazem ações isoladas e desconectadas das estratégias de transformação dos negócios. Alguns ainda falam em “estratégia de cloud”, “estratégia de mobilidade” e “estratégia de IA” como se fossem ações isoladas e independentes. Não são. Cloud computing será a nova infra, mobilidade (apps e chaatbots) será é o meio de acesso a informação, mídias sociais refletem os hábitos da sociedade (seus clientes e funcionários) e IA será o a base das killer applications. São parte integrante e indissolúveis da transformação digital e tentar desenhar estratégias isoladas para cada uma é o primeiro sintoma do insucesso à frente. A disrupção ocorre na convergência tecnológica.

Para continuar relevante, os CIOs precisam assumir de forma estratégica e proativa a liderança da transformação dos negócios, sendo o interlocutor de tecnologia junto ao CEO e aos demais C-levels. Não podem continuar exercendo apenas uma função operacional. Têm que sair do contexto atual, exemplificado com primor por um CIO americano ao dizer “ My former boss used to say: “there are only two types of projects: business successes and IT failures”.

Isso implica mudanças significativas, principalmente contratando e mantendo expertise adequada para novas expectativas tecnológicas, que vão muito além de desenvolvedores Java e gerentes de rede. Muda o perfil da TI, muda o perfil de seus profissionais, e muda o perfil do CIO.

Sim, o CIO pode reocupar o espaço que está sendo perdido.  Mas, tem apenas duas alternativas: assumir a liderança de execução do processo de transformação digital ou perder de vez a relevância. Para assumir a liderança da transformação digital precisa agir, sair da casca e da zona de conforto. Deve começar a considerar como benchmark as empresas nativas digitais como Amazon, Spotify, Google, e o que outras indústrias estão fazendo. As “best practices” do seu setor podem não ser as que oferecem as melhores experiências digitais para os seus clientes. Seu setor, como um todo, pode estar caminhando em bloco para a obsolescência. O CIO precisa ampliar seu horizonte.

A transformação digital muda o cenário para o qual o CIO foi preparado: estável, de planos estratégicos de TI para cinco anos. Hoje o competidor não está no radar e você nem sabe quem ele é. É uma startup que que ele nem ouviu falar. E que não usa as mesmas regras de negócio que você.

Qual o cenário competitivo a que o CIO deve se acostumar? O de setores de indústria bem definidos, com competidores estabelecidos e conhecidos, para setores convergindo e assumindo atividades uns dos outros. Com parceiros e clientes de hoje podendo ser os competidores amanhã. Startups desconhecidas crescendo de forma rápida e tomando espaço tão arduamente conseguido por empresas estabelecidas há décadas. Usuários cada vez mais empoderados pela tecnologia digital, sabendo mais que você sobre você mesmo, e novos modelos econômicos como a “shared economy” que mudam por completo o seu modelo de negócios. 

Para continuar relevante, o CIO deve entender que a transformação digital vai atingir de forma disruptiva todos os setores, em maior ou menor grau. E que é a base da fundação de uma transformação muito mais ampla, que é a transformação dos negócios na era digital. Portanto é apenas o ponto de partida, a base, que vai permitir construir novos e inovadores negócios.  A questão é se o CIO quer participar do jogo ou ser mero espectador.

Fonte: CIO

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Grandes empresas têm até esta quarta-feira (28/02) para incluir os dados de empregadores no sistema do eSocial

As grandes empresas do país têm até esta quarta-feira (28/2) para enviarem ao sistema do eSocial suas informações enquanto empregadores e as respectivas tabelas. A medida faz parte da etapa inicial da implantação do eSocial destinada a empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões. Os empregadores que não observarem este prazo estarão sujeitos a penalidades e multas.

Ao todo, estão incluídas neste grupo mais de 14,4 mil empresas e 15 milhões de trabalhadores. Essa primeira etapa foi dividida em cinco fases – distribuída entre os meses de janeiro, março, maio e julho deste ano e janeiro de 2019 – nas quais as grandes empresas do país deverão gradativamente incluir suas informações no eSocial.

Diante disso, a partir da próxima quinta-feira (1º/3) os grandes empregadores já precisam enviar informações relativas aos seus trabalhadores e seus vínculos com as empresas ao sistema, como admissões, afastamentos e demissões, por exemplo. É importante destacar que  os empregadores que não observarem o prazo para o envio das informações iniciais relativas às empresas não conseguirão incluir os chamados  eventos não periódicos –  relativos aos trabalhadores – já que o envio das informações iniciais das empresas é condição para a inclusão das informações seguintes.

“Estamos agora concluindo a primeira etapa em que os dados cadastrais dos empregadores já estão povoando a nova base do eSocial. A partir desta segunda fase – que começa agora nesta quinta feira – o eSocial passará a contar com os dados de mais de 15 milhões de trabalhadores. Essa fase é fundamental para o projeto porque, a partir de agora, a gente passa, de fato, a contar com  os vínculos trabalhistas já na base do novo sistema do eSocial. Isso já começa a nos dar, pelo volume de dados que nós passamos a ter na base, a solução tecnológica definitiva que tantas vantagens trará ao setor produtivo, aos trabalhadores e ao governo brasileiro”, comentou o assessor especial para o eSocial, Altemir Linhares.

Próximas etapas

A partir do próximo mês de julho, o eSocial dá início a segunda etapa de implantação do programa destinada a todos os demais empregadores privados do país, incluindo micro e pequenas empresas e MEIs. Para este segundo grupo, o processo de incorporação ao programa também se dará de forma escalonada entre os meses de julho, setembro e novembro de 2018 e janeiro de 2019. Já para os empregadores públicos, o processo de implantação ao eSocial começa em janeiro de 2019 e segue até o mês de julho do ano que vem.

Confira o calendário completo de implantação do programa:

cronograma-e-social

Entenda o eSocial

O eSocial é uma forte medida de desburocratização do Estado brasileiro que unificará todas as obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias que todas as empresas e empregadores do país precisam cumprir em uma mesma plataforma, de forma mais simples, barata e eficiente.

A iniciativa permitirá que todos os empregadores brasileiros possam realizar o envio de suas informações ao poder público de forma unificada e padronizada o que reduzirá, na prática, custos, processos e tempo gastos hoje pelo setor produtivo com essas ações. Quando totalmente implementado, o eSocial representará a substituição de até 15 prestações de informações ao governo – como GFIP, RAIS, CAGED e DIRF – por apenas uma.

Fonte:  Mix Vale

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Liderança transformacional: um modelo para motivar a inovação

Esse estilo de liderança foca em inspirar os trabalhadores a aceitar mudanças, promovendo a cultura da responsabilidade, propriedade e autonomia no local de trabalho

Já ouviu falar em  liderança transformacional? É um estilo de liderança no qual os líderes incentivam, inspiram e motivam os funcionários a inovar e criar mudanças que ajudarão a empresa a crescer e moldar seu futuro. A ordem é inspirar pelo exemplo das camadas mais altas, através de um forte senso de cultura corporativa, propriedade dos funcionários e independência no local de trabalho.

Os líderes transformacionais evitam a microgestão e focam em inspirar e motivar sua força de trabalho. Eles confiam em funcionários treinados para tomar decisões em suas esferas de atuação. É um estilo de gerenciamento projetado para dar aos funcionários mais autonomia para serem criativos, olhar para o futuro e encontrar novas soluções para problemas antigos. Empregados na trilha de liderança também estarão preparados para se transformar em líderes transformacionais através de mentoria e treinamento.

O conceito de liderança transformacional começou com James V. Downton, em 1973, e foi expandido por James Burns, em 1978. Em 1985, o pesquisador Bernard M. Bass ampliou o conceito para incluir formas de medir o sucesso da liderança transformacional. Este modelo encoraja os líderes a demonstrar uma liderança autêntica e forte, com a ideia de que os funcionários serão inspirados a seguir o seu exemplo.

Embora date dos anos 70, a liderança transformacional ainda é um estilo de liderança eficaz se praticado hoje – esse estilo de liderança autêntica nunca muda. O que muda são os os ambientes em que é usado. É aplicável em todas as indústrias, mas é especialmente vital para indústrias onde inovação e agilidade podem ser determinantes para o sucesso.

Características
De acordo com Bass, algumas características diferenciam um líder transformacional dos demais.

Um líder transformacional é alguém que:

  • – Incentiva a motivação e o desenvolvimento positivo de seus liderados;
  • – Exemplifica padrões morais dentro da organização e encoraja o mesmo nos outros;
  • – Promove um ambiente de trabalho ético com valores, prioridades e padrões claros;
  • – Desenvolve a cultura da empresa incentivando os funcionários a passarem de uma atitude de interesse próprio para uma mentalidade onde eles estão trabalhando para o bem comum;
  • – Enfatiza a autenticidade, cooperação e comunicação aberta.
  • – Fornece coaching e orientação, permitindo que os funcionários tomem decisões e assumam suas tarefas.

Liderança transformacional em TI

Embora o conceito de liderança transformacional possa se aplicado a todas as indústrias – incluindo cuidados de saúde, educação e agências governamentais – é cada vez mais importante em TI,  à medida que as empresas adotam a Transformação Digital. Adaptar-se às tecnologias que mudam rapidamente requer inovação e forte liderança para se manter à frente da curva e permanecer competitivo.

Como líderes em TI, os CIOs são responsáveis por dar o exemplo como líderes transformadores – especialmente considerando que eles são, em grande parte, os responsáveis pela Transformação Digital no negócio. O Gartner informa que 40 por cento dos CIOs são líderes da Transformação Digital em suas organizações, enquanto 34 por cento dizem que são responsáveis pela inovação. Inspirar e motivar empregados é uma parte importante  do planejamento da Transformação Digital, pois o sucesso depende de todos comprando e abraçando o crescimento e a mudança.

Embora haja uma necessidade cada vez maior de manter o olho no futuro – seja em segurança, novas tecnologias ou plataformas de mudança – nem todas as partes da TI se beneficiarão de liderança transformacional. Alguns processos, procedimentos e projetos de desenvolvimento requerem mais estrutura, consistência e confiabilidade. Isso é chamado de liderança transacional.

Liderança transacional versus transformacional

A liderança transacional é exatamente o oposto da liderança transformacional – baseia-se na motivação dos funcionários através de recompensas e punições. Requer supervisão, organização e monitoramento de desempenho. Este modelo de liderança não tenta inovar. Em vez disso, está preocupada em manter as coisas consistentes e previsíveis ao longo do tempo. Erros e falhas são investigados de perto e o objetivo geral é criar procedimentos de rotina eficientes.

Este estilo é mais adequado para departamentos ou organizações que exigem rotina e estrutura – áreas onde as empresas precisam  reduzir o caos ou a ineficiência. Mas não permite a inovação ou o planejamento futuro da mesma forma que a liderança transformacional faz.

A liderança transformacional suporta ambientes ágeis, especialmente quando a falha traz menos risco. Você quer que o desenvolvimento e a manutenção de um produto atual permaneçam consistentes e sem erros, mas você não quer que isso impeça o progresso e o crescimento de futuras atualizações e melhorias.

A liderança transacional cuida da criação de um processo de desenvolvimento consistente, enquanto a liderança transformacional deixa as pessoas livres para criar a partir de novas ideias e olhar para o futuro dos produtos e serviços. 

Treinamento e certificação

Embora as habilidades de liderança transformacional sejam consideradas habilidades suaves, ainda existem muitos recursos, certificados e programas de treinamento destinados a desenvolver líderes transformacionais.

Aqui está uma pequena lista de recursos online para treinar e certificar gestores em liderança transformacional.

  • – Escola de Estudos Contínuos da Universidade de Georgetown: Instituto de Liderança Transformacional
  • – Escola de Estudos Contínuos da Universidade de Georgetown: Certificado em liderança transformacional
  • – Universidade de Notre Dame Mendoza College of Business: certificado executivo em liderança transformacional sem fins lucrativos
  • – Coursera: liderança transformacional: desenvolvimento de outros
  • – Universidade de Washington: Programas de Desenvolvimento de Liderança Transformacional da Escola de Negócios de Bothell

    Exemplos de líderes transformacionais

A Harvard Business Review analisou empresas na lista S&P e Fortune Global 500 para descobrir os melhores exemplos de liderança transformacional. Essas empresas foram avaliadas em “novos produtos, serviços e modelos de negócios, reposicionando seu core business e desempenho financeiro”.

  • Jeff Bezos, Amazon:o status de “insider, outsider”, entre os atributos da Harvard Business Review, o torna um excelente líder de transformacional. Como alguém que pulou do mundo das finanças, ele trouxe uma nova perspectiva para o comércio eletrônico através de anos de experiência em uma indústria diferente.
  • Reed Hastings, Netflix: Hastings empatou em primeiro lugar junto com Bezos, e por motivos semelhantes. A partir do setor de software, ele não estava enraizado em processos e procedimentos pré estabelecidos na indústria da televisão.
  • Jeff Boyd e Glenn Fogel, Priceline:Boyd e Fogel reinventaram as reservas de viagem cobrando taxas de comissão menores, focadas em mercados de nicho menores (pousadas, pousadas e apartamentos), gerando o Booking.com.
  • Steve Jobs e Tim Cook, Apple:A HBR aponta para a Apple como um exemplo de “dupla transformação”: os trabalhos inovaram em produtos originais da Microsoft ao mesmo tempo que criavam um ecossistema de software. Cook estendeu na visão de Jobs, mantendo o foco na inovação, software e fidelidade da marca.
  • Mark Bertolini, Aetna:Bertolini é conhecido por sua abordagem de gestão realista no setor de saúde. Ele diz que seu objetivo é construir estratégias em torno de uma visão realista do futuro.
  • Kent Thiry, DaVita:Thiry conseguiu ftransformar uma empresa em falência em um negócio próspero através de valores fundamentais firmes que incluíam “excelência no serviço, trabalho em equipe, responsabilidade e diversão”, de acordo com Harvard Business Review.
  • Satya Nadella, Microsoft:Nadella começou na Microsoft em 1992 e trabalhou no caminho o crescimento corporativo, eventualmente executando os esforços de computação em nuvem do negócio, que o colocaram na posição executiva.
  • Emmanuel Faber, Danone:Faber começou como arquiteto para a Danone e ganhou o cargo de CEO depois de ter ajudado a desenvolver a visão da empresa para transformar-se uma empresa sustentável de saúde e nutrição.
  • Heinrich Hiesinger, ThyssenKrupp:Hiesinger tornou-se CEO da ThyssenKrupp em 2011 e ajudou a aliviar a pressão dos concorrentes asiáticos no mercado de aço, abraçando novas formas de fabricação, incluindo a impressão em 3D. São “novas áreas de crescimento” que agora representam 47% das vendas do negócio.

Fonte: CIO