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Tendências mais fortes em IoT para 2018

O próximo ano promete a aplicação de redes de IoT a muita tecnologia existente, além da conjugação com “edge computing” e melhor analítica.

O IoT tem sido um dos maiores fenómenos das TIC, mas 2018 é o ano em que começa a realmente abalar os utilizadores empresariais à escala mundial, de acordo com Christian Renaud, director de pesquisa sobre o segmento, na 451 Research. Existe um novo grau de sofisticação na forma como as empresas abordam o extremo da analítica, nas estruturas de IoT, acrescenta.

As empresas armazenam cerca de metade dos dados que captam e analisam aproximadamente metade do que está armazenado. “Então, porque paguei tanto dinheiro por esses malditos sensores se não vou fazer nada com todos os dados que eles captam?”, questionam-se os gestores, segundo o analista.

“Mas acho que as pessoas que implantaram os sistemas estão a conseguir perceber melhor que dados captados são importantes e quais não são”. Isso deverá mudar à medida que as empresas reconhecem a importância de processar todos os dados que estão a receber.

A fase de exploração/descoberta acabou e implantação mais generalizada está a caminho. A forma que assumirá esse enfoque na analítica deverá variar de acordo com o sector económico. No de retalho, por exemplo, as empresas estão a interligar sistemas de pontos de venda com todas as suas bases de dados, que estão a multiplicar-se por causa da IoT.

Isso permite o correlação de dados dos PoS com o número de pessoas que entram na loja, indicadores sobre as áreas da loja que visitaram, dados demográficos. E vincular isso às taxas de conversão.

Kilton Hopkins é um empreendedor e o director de um programa de formação sobre IoT na Northeastern University. Diz que a tendência para mensurar está a ser reforçada há algum tempo.

E que a queda dos preços do hardware faz parte dessa equação. “A cada ano que passa, vemos um aumento na medição. Com a diminuição contínua de preços no hardware de sensores e micro-controladores, torna-se mais rentável recolher mais dados ao longo do tempo “, afirmou. “Antes de podermos fazer qualquer analítica e fazer qualquer melhoria nas nossas operações comerciais, precisamos de ter dados. Então, se há alguma coisa que seja preciso medir, talvez 2018 seja o ano para isso”

Nos extremos

A intenção da edge computing, no contexto das IoT, é reduzir a latência, o que, de acordo com Renaud, significa que será uma tendência apelativa em certos tipos de aplicação na “IoT industrial”.

“Os fornecedores de TIC convenceram as pessoas a adoptarem cloud computing nas últimas décadas, e que disseram ‘OK, vamos trazer a cloud para a terra da IoT’. Mas os responsáveis por projectos de IoT ripostaram: “Não vão nada, porque eu tenho aplicações dependentes de latência ultra baixa que não podem suportar demoras de 200ms na AWS”, disse ele.

A tendência mais forte será assim o uso de equipamentos dedicados, nos extremos de redes de IoT, para conectar dispositivos ou fazer alguma forma de analítica de baixa latência ou aplicações de controlo.

“As pessoas a gerirem a compra de soluções de IoT geralmente não são as de TI”, disse Renaud. “São geralmente os donos de fábricas ou o responsável pela frota de automóveis”.

Fonte: Computerworld

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Sete mitos da Transformação Digital

Equívocos comuns podem prejudicar a capacidade da sua empresa para alcançar os resultados desejados

A Transformação Digital tem potencial para ser bem bastante arrojada. Quando feita corretamente, pode permitir que seus negócios obtenham benefícios significativos e bem documentados . Mas como em muitas casos na TI, é preciso  resistir à tendência para o exagero e para a ilusão até que a promessa corresponda à expectativa.

Os conceitos e estratégias subjacentes à Transformação Digital não são novos. A ideia de repensar a forma como uma organização usa tecnologia em busca de novos fluxos de receita ou novos modelos de negócios tem sido fundamental para os negócio,  “desde que começamos a colocar registros corporativos e transações em computadores na década de 1970, e continua a construir e acelerar no mercado”, observa Michael Kanazawa, líder consultivo em inovação da Ernst & Young para as Americas. Para aqueles que estão continuamente inovando e alavancando novas tecnologias, não há hype, acrescenta ele.

“Há um empurrão constante para inovar os negócios tão rápido quanto as novas tecnologias permitem avanços em valor e desempenho empresarial, e essa é uma jornada longa”, diz ele.

Aqui estão sete mitos sobre Transformação Digital apontados por especialistas da indústria e líderes de negócios e TI.

Mito1:: A Transformação Digital é uma função de TI

Com recursos digitais novos e emergentes que afetam todas as áreas do negócio, é importante lembrar que a transformação é tanto sobre a liderança quanto sobre tecnologia, diz Janice Miller, diretora de programas de liderança e gerenciamento de produtos da Harvard Business Publishing Corporate Learning.

“A liderança digital requer uma mentalidade inteiramente nova, que precisa ser considerada por todos os membros de uma organização, em todos os níveis”, diz ela. Para serem bem-sucedidas, “as empresas precisam avaliar como a tecnologia será usada para melhorar seu modelo comercial, gerar valor e se conectar com clientes finais”.

A tecnologia pode ser um poderoso facilitador, concorda Aaron Rubinstein, gerente de serviços compartilhados da Anadarko Petroleum. “Mas, sem uma estrutura organizacional alinhada para apoiar os objetivos do projeto, uma cultura que aceite o raciocínio da mudança e processos de negócios intuitivos que conectem pessoas e sistemas, um resultado verdadeiramente transformacional é muito difícil de alcançar”, diz ele.

Pensar sobre esses projetos de forma restrita como implementações de software muitas vezes resulta em uma falha em perceber todo o potencial do que foi imaginado, diz Rubinstein. Não só você precisa do time certo para liderar um esforço de transformação, como também de uma cultura organizacional pronta para realizar mudanças significativas.

Mito 2:: A verdadeira transformação é uma jornada blue chip

A realidade é que a transformação real vem de disruptores que não possuem grande participação de mercado, diz Stephen Andriole, professor de tecnologia de negócios na Escola de Negócios da Universidade Villanova.

Ainda há muita ignorância em torno do que é a Transformação Digital, diz ele. Alguns entrevistados achavam que era o equivalente a instalar um novo sistema ERP. Conseqüentemente, as grandes corporações pensam que dominam suas indústrias simplesmente porque foram bem sucedidas no passado, diz Andriole, observando que a “Marriott poderia ter feito a AirBnB”.

 

Outras startups, como Amazon, Uber e Netflix, também estão tendo sucesso em cima de players tradicionais em suas respectivas indústrias, ressalta. Mas poucas empresas estabelecidas, como a Starbucks, também estão ficando competitivas olhando para seus processos e experimentando, diz Andriole. “Eles são muito inovadores e promovendo ajustes para melhorar seus processos”, diz ele. “Estão entre os primeiros, eu acredito, em fazer transações sem dinheiro porque querem atrair mais consumidores e vender mais coisas. … Você acha que fazer café é simples, mas não é. ”

A maioria das empresas não investe tempo para entender seus processos de negócios ou criar mapas de processos ativos, diz ele. Somente quando já estão perdendo participação de mercado, ou um executivo começa a se preocupar em perder seu bônus, é que eles se dispõem a tentar coisas novas. 

Mais de 70% dos entrevistados em uma pesquisa feita pela universidade em 2016 manifestaram interesse em transformação de dados. Mas não possuíam mapas de processos ativos, de acordo com Andriole. “As pessoas tendem a não falar sobre transformação de dados e gerenciamento de processos de negócios (BPM) com a mesma intensidade”, diz ele.

Quando as organizações não possuem um inventário completo de seus processos de negócios, não conseguem fazer e responder as perguntas certas. Um processo está quebrado quando não é open e ágil.

Ele cita o tempo em que ele foi CIO global interino na empresa farmacêutica Shire, de 2010 a 2011, como exemplo. Andriole começou a olhar para o BPM e descobriu que muitos processos, como o planejamento da cadeia de suprimentos, estavam quebrados. “Mas o estoque estava aumentando, e não muitos gerentes e executivos que possuíam os processos quebrados estavam prosperando”, ele observa. “Por que chamar a atenção para os problemas quando todos estão ganhando dinheiro?”

Recentemente, porém, o estoque caiu e a necessidade de transformação digital passou a ser óbvia, ele diz. 

Este é o momento em que os CIOs experientes podem resurgir como salvadores . “Quando os tempos são difíceis, todos querem soluções, e ninguém quer processos quebrados”, diz ele. Os CIOs podem aumentar a sua influência nas organizações que precisam de ajuda liderando grandes esforços de transformação digital.  “Claro que, se eles falharem, eles poderiam se tornar uma vítima dos próprios processos que eles estão tentando transformar”.

A transformação digital funciona melhor quando os tempos são difíceis – e não quando tudo está indo bem, diz Andriole. “Então, de forma torcida, os CIOs devem estar prontos para se mover quando os preços das ações caírem”.

Mito 3:: A transformação digital consiste em reduzir a força de trabalho

As transformações digitais costumam fazer uso de inteligência emergente e capacidade de aprendizado de máquinas, levando alguns a acreditar que o fim da transformação digital é um papel menor para humanos. Mas até lá, você ainda precisará de seres humanos, diz Andy Bennett, vice-presidente sênior da IoT EcoStruxure da Schneider Electric. “Estamos ouvindo muito falar sobre esse enorme impacto que vai acontecer com o aprendizado da máquina. Que, em última instância, irá diminuir a força de trabalho e gerar eficiências. Isso é absolutamente algo que não estou vendo hoje.”

Bennett está vendo exatamente o contrário. Quanto mais automação e análise de dados, mais humanos são necessários para gerar os algoritmos e entender o que está acontecendo em edifícios complexos ou fábricas atendidas por ele.

Há “tantas ineficiências cozidas” nos dispositivos conectados, que é uma falácia assumir que a análise de dados permitirá um tempo de reação mais rápido. “Acho que estamos quase indo na direção oposta”, diz ele. A IoT nos ajuda a melhorar a busca de informações “, mas você precisa de muita interação humana”.

Quando Bennett conversa com CIOs, ele diz achar que existe uma crença inerente de que a análise de dados e a IA resultarão em equipamentos que não quebram ou que não precisam ser atendidos, o que não é o caso. “O que poderemos fazer é ser mais proativos; chegare às coisas antes de quebrem, mas você ainda precisará de uma pessoa para aparecer em uma planta e fazer algo sobre isso”.

Mito 4:: A Transformação Digital é toda sobre a tecnologia

Existe a percepção de que as empresas simplesmente precisam trazer novas ferramentas, modelos e habilidades para competir em um novo campo de jogo, diz Seth Robinson, diretor sênior de análise de tecnologia da CompTIA.

No entanto, a pesquisa da CompTIA mostra que, embora as empresas tenham interesse pela TI estratégica, elas não estão necessariamente preparadas para executar essa visão, diz ele. Setenta e oito por cento das empresas entrevistadas dizem que estão usando tecnologia para impulsionar os resultados comerciais, mas apenas 28% estão extremamente confiantes em sua capacidade de aplicar tecnologia aos objetivos comerciais, diz Robinson.

As empresas geralmente clamam pela Transformação Digital porque vêem os ambientes de negócios e as demandas dos clientes mudarem. Mas recentes avanços, em particular em torno da nuvem, construíram algumas expectativas que nem sempre são válidas, diz Robinson. A tecnologia sozinha, enfatiza, não é a panacéia alardeada quando os executivos não param de considerar a totalidade das exigências e habilidades necessárias.

“À medida que as empresas buscam a Transformação Digital, terão de investir na construção da cultura certa e também na transformação da função de TI, incluindo novas habilidades e oportunidades de parceria”.

Kanazawa, da E&Y, concorda. “O mito-chave é que a Transformação Digital é apenas sobre tecnologia, em vez de ser sobre a criação de incríveis novas experiências e valor para clientes, parceiros e funcionários”.

Mito 5:: O buy-in executivo é certo

Para que qualquer projeto seja bem-sucedido, você precisa de buy-in e suporte contínuo da alta administração; as transformações digitais não são diferentes. No entanto, os executivos seniores muitas vezes estão relutantes em exibir esses projetos porque são muitas vezes complexos e assustadores, diz Andriole, que também é consultor de negócios.

Muitas vezes, eles têm a síndrome do “se não está quebrado, não conserte”, diz ele.

Nesses casos, o conselho de Andriole é “encontrar um grande espelho e olhar para ele.” O que você realmente vê? Se não há motivos reais para implantar uma iniciativa ou compromisso digital por parte da administração, não faça, diz ele.

Mito 6:: A Transformação Digital traz harmonia de TI e negócios

As transformações digitais bem-sucedidas requerem colaboração entre a TI e o negócio, mas se você acha que a harmonia de negócios de TI é o resultado garantido de uma Transformação Digital, é melhor pensar novamente, diz Bennett, da Schneider Electric. 

É um mito acreditar que, apenas porque dispositivos conectados estão se movendo para as empresas, TI e OT “convergirão de maneira natural e preditiva”, afirma Bennett. 

Existe uma crença persistente por parte dos empresários de que eles estão sendo restringidos por TI em vez de habilitados por ela, diz ele. 

Mito 7:: A jornada digital termina na implementação
Dan Doggendorf aprendeu com a experiência que a Transformação Digital nem sempre é a bala de prata para resolver um problema do negócio. Doggendorf, vice-presidente de operações de negócios e CIO da equipe de hóquei Dallas Stars, diz que seus olhos foram abertos após a implantação de um novo sistema de telefone com recursos de relatórios para rastrear dados de vendas. Quando começaram a olhar para os sistemas, “os requisitos começaram a ser cada vez maiores, e cada vez que os executivos de vendas viam uma demo, eles queriam mais”.

Ele comprou um sistema com muita funcionalidade, e com toda sinceridade, a única coisa que eles usam é o dashboard, ele observa.

“Muitas vezes os usuários nos trazem uma solução que eles consideram legal, mas sobre a qual realmente não sabem como usar”. No caso do sistema de telefone, ele oferece a capacidade de fazer análise de dados e business intelligence, mas não está sendo usado em todo seu potencial, diz ele.

Fonte: CIO

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Indústria 4.0 saltará de 1,6% para 21,8% das empresas em uma década

Sondagem da CNI identifica como inovações disruptivas vão impactar a competitividade do setor produtivo brasileiro

 

Pesquisa inédita, realizada pelo Projeto Indústria 2027, mostra que 21,8% das indústrias projetam ter o processo produtivo totalmente digitalizado nos próximos dez anos. A perspectiva representa um salto significativo, uma vez que hoje apenas 1,6% das empresas ouvidas afirma já operar na fronteira tecnológica, conhecida como indústria 4.0. A pesquisa foi feita com 759 grandes e médias empresas, entre junho e novembro deste ano. O Indústria 2027 é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com os institutos de economia das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo do projeto é identificar como inovações disruptivas vão impactar a competitividade do setor produtivo brasileiro.

“Os dados mostram que a indústria brasileira reconhece a importância do desenvolvimento tecnológico para a sua competitividade, mas é preciso ir além. Precisamos de um empenho nacional nesse sentido. As empresas devem desenhar e executar estratégias e a política pública precisa amparar esse desenvolvimento”, afirma Paulo Mól, superintendente nacional do IEL. Também conhecida como quarta revolução industrial, a indústria 4.0 resulta do uso integrado de tecnologias avançadas da automação, controle e tecnologia da inovação em processos de manufatura. “Passaremos os próximos dez anos em um processo de transformação industrial muito intenso, com as empresas, de fato, buscando trazer essa tecnologia disruptiva e implementando essas práticas dentro do seu modo de produção”, avalia Mól. Ele sublinha que essas transformações tecnológicas servirão para aumentar a produtividade, reduzindo o custo de produção e tornando as empresas brasileiras mais competitivas.

A pesquisa também averiguou o planejamento das empresas quanto a estudos e perspectivas para incorporar tecnologias digitais de última geração, como internet das coisas, inteligência artificial, armazenamento em nuvem, big data, entre outros. Apenas 15,1% delas têm projetos em execução. A maioria (45,6%) está realizando estudos iniciais ou têm planos aprovados sem execução. Por fim, 39,4% não têm nenhuma ação prevista no tema. O economista e coordenador-adjunto do Indústria 2027, David Kupfer, avalia que é necessária maior mobilização. “É preciso disparar o processo de adoção dessas tecnologias, principalmente porque as transformações acontecem em alta velocidade e atrasos comprometem ainda mais a capacidade das empresas acompanharem a onda tecnológica. Por enquanto, não observamos um movimento consolidado para equiparar o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira ao de países como Alemanha e Estados Unidos”, afirma.

Gerações tecnológicas
Para chegar ao diagnóstico, a pesquisa estabeleceu classificações de quatro gerações de tecnologias digitais. A Geração 1 é a produção rígida, com uso pontual de tecnologias da informação e comunicação (TIC) e automação rígida e isolada. A Geração 2 envolve automação flexível ou semi-flexível, com uso de TICs sem integração ou integração apenas parcial entre áreas da empresa. Já a Geração 3 consiste no uso de TICs integradas e conectadas em todas as atividades e áreas da empresa. A Geração 4, também chamada de produção conectada e inteligente, tem tecnologias da informação integradas, fábricas conectadas e processos inteligentes, com capacidade de subsidiar gestores com informações para tomada de decisão.

Atualmente, segundo o estudo, 77,8% das empresas brasileiras ainda estão nas gerações tecnológicas 1 e 2.  No entanto, os dados mostram que as empresas estão cientes do tamanho da influência das inovações no futuro. Para 67,5% delas, essas mais avançadas terão alto ou muito alto impacto no setor onde atuam. A pesquisa também avaliou como as tecnologias 4.0 influenciarão cinco aspectos dos negócios: relacionamento com fornecedores, desenvolvimento de produto, gestão da produção, relacionamento com clientes e gestão de negócios. Para 77,3% dos ouvidos, há probabilidade alta ou muito alta de as tecnologias digitais serem dominantes no relacionamento com os fornecedores. Para 71,3%, o mesmo acontecerá na relação das empresas com seus consumidores.

Fonte: Revista Amanhã

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Lavoura high tech: A importância do uso da tecnologia no agronegócio

A transformação digital é a resposta aos grandes desafios do agronegócio, além de possibilitar aos produtores rurais melhor planejamento

O uso da tecnologia no agronegócio já é uma realidade. De acordo com levantamento recente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas no país já adotaram algum tipo de inovação tecnológica, dentro ou fora do campo. Responsável por 23% do PIB brasileiro, o agronegócio tem impulsionado a economia e, por isso, é imperativo que os players do setor se especializem e conheçam as novas demandas tecnológicas para destacarem-se nesse mercado cada vez mais competitivo.

O mais recente levantamento do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) medido pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apontou que a confiança de industriais do agronegócio aumentou no terceiro trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior.

Nesse cenário de recuperação econômica, a transformação digital é a resposta aos grandes desafios atuais do agronegócio. A tecnologia promove a praticidade, facilita a execução de tarefas na rotina diária do campo, além de possibilitar aos produtores rurais melhor planejamento, mensuração e utilização correta de uma infinidade de informações e dados, para otimizar a produção. Já existem hoje no mercado soluções avançadas de gestão com algoritmos desenvolvidos especificamente para atender as demandas desse setor. Dessa forma, a agroindústria consegue alcançar seus objetivos operacionais, aumentar a produtividade e os ganhos de safra das fazendas, além de diminuir os custos.

Seguindo a mesma linha de inovação, a mobilidade também chega como um fator essencial para a evolução do agrobusiness, já que a utilização de dispositivos móveis integrados a uma plataforma tecnológica promove inteligência ao processo de gerenciamento das fazendas.
A utilização de drones no cultivo é outra ferramenta tecnológica que ganhou espaço na agricultura e na pecuária. Por tratar-se de um equipamento versátil, uma vez que é capaz de desempenhar diferentes funções na fazenda, o valor do investimento é justificável e rapidamente recuperável. Os softwares embarcados nos drones podem captar imagens georeferenciais em tempo real, identificar problemas e fornecer informações precisas de falhas no plantio, trechos com excesso ou falta d’água, pragas, entre outros dados que agilizam e tornam mais inteligente o processo de tomada de decisão.

A agricultura de precisão traz mais eficiência no campo, diminuindo as perdas por meio de um processo de trabalho mais eficiente. Os agricultores contam hoje com soluções avançadas de controle das máquinas com auxílio de GPS, sistemas de mapeamento da colheita, além de softwares de gestão de toda a cadeia produtiva, que oferecem suporte à decisão agronômica.

Abraçar a transformação digital exige não só a adoção das tecnologias disponíveis como manter-se à procura da próxima inovação tecnológica para o setor. Só assim será possível dar continuidade a este processo de evolução produtiva das operações no campo.

Fonte: Computerworld

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Blockchain também transformará o varejo

Sem dúvida, o uso da tecnologia é um passo qualitativo nos processos de negócio que, até o momento, eram estabelecidos pelos comerciantes e vendedores

 Que o Blockchain começa a se estabelecer como uma aposta estratégica de futuro para as empresas não é nada novo. Já faz anos que o setor bancário aposta nesta tecnologia que permite compartilhar informação digital de maneira segura e transparente e, o que é mais importante, fazer transferências (sejam elas bancárias ou de outros tipos) entre duas pessoas sem a necessidade de um terceiro, como ocorria até agora, com todos os benefícios possíveis em matéria de segurança e confiança para ambas as partes. Trata-se de uma revolução que reclama também seu espaço no setor do varejo. Finalmente, existem poucas coisas que sejam tão revolucionárias como os próprios consumidores.

Hoje em dia, a Transformação Digital está por todas as partes e, associadas a ela, surgem tecnologias que estão mudando a forma de fazer e conceber os comércios em busca de uma maior rentabilidade e benefício. O Blockchain pertence a este âmbito mas seu potencial vai mais além. Sim, já existem aplicações de controle que podem operar através de sistemas de base de dados, mas o Blockchain aporta um enfoque diferenciador, mais colaborativo, transparente e totalmente confiável. Com um crescimento exponencial, sua aplicação é inevitável na evolução que atualmente está vivendo este setor.

Blockchain é uma tecnologia que pode fazer a diferença em toda a cadeia de valor das empresas. Por exemplo, em produtos de marca, um registro digital em Blockchain pode ser associado ao objeto físico (mediante etiquetas inteligentes), para proporcionar garantia de autenticidade e rastreabilidade de bens, tanto na cadeia de fornecimento como para a venda e pós-venda. Algumas soluções permitem instalar um código no produto para rastrear seu histórico desde o momento da fabricação, recolhendo diferentes aspectos relacionados à autenticidade, propriedade e garantia, assim como com o monitoramento de peças ou características do produto sujeitas à reparações. Em outras palavras, é como se agisse como uma impressão digital que nos permite saber, a cada momento, a rastreabilidade do produto: onde está e o que está acontecendo. E isto é fundamental para a rentabilidade do negócio, que pode estabelecer um novo canal de comunicação com os consumidores, já que lhes permite obter conhecimento em profundidade sobre os produtos e realizar compras com mais informação, contribuindo para sua fidelização e reduzindo custos associados a atrasos e erros humanos.

Em resumo, o Blckchain aporta valor a toda a cadeia de fornecimento, desde que o produto é uma matéria-prima até que chegue às mãos do consumidor, e que pode ser aplicada a todos os setores e negócios. Por exemplo, em consumo, garante a origem do produto e que há seguido processos de produção socialmente responsáveis, com um grande potencial em setores sensíveis como o da alimentação orgânica, certificando a origem e qualidade; ou o monitoramento da cadeia de fornecimento no caso de produtos frescos.

Também em luxo e moda, seu principal aporte consiste em garantir a autenticidade da peça ou acessório, de maneira que se apresente como um filtro indispensável no momento de combater o alto grau de falsificações presentes em alguns países. Além disso, no ramo da joalheria, pode certificar que, por exemplo, um diamante não procede do mercado negro ou tenha sido roubado; ou no de arte, legitimando a origem da obra. Inclusive o mercado de segunda mão pode ser beneficiado, já que garante a autenticidade e a origem do produto na venda e, por isso, incrementa e assegura a confiança do consumidor.

Avanços que supõem um ponto de inflexão para as transações comerciais. Mas as possibilidades do Blockchain se ampliam e inclusive podem chegar a outro tipo de relações de negócio, como é o caso dos Contratos Inteligentes (Smart Contracts), aqueles acordos que tem a capacidade de se executarem automaticamente uma vez que tenham sido definidos pelas partes. Seu conceito não é algo novo, mas graças ao Blockchain e a tecnologia de cadeia de blocos, sua execução é mais possível que nunca, ajudando as relações profissionais e tornando possível, por exemplo, a formalização de acordos entre varejistas e fornecedores em todo o mundo, com condições de imutabilidade, segurança e transparência únicas. Sem dúvida, é um passo qualitativo nos processos de negócio que, até o momento, eram estabelecidos pelos comerciantes e vendedores.

A tecnologia está aí. O Blockchain, insisto, não é algo novo ainda que sua utilização quem sabe o seja. A inovação de nada vale se, no final, não encontra uma aplicação real. Por isso, mais além de previsões, avaliações e análise de tendências, é importante que as empresas adotem esta nova tecnologia e sejam conscientes dos benefícios que ela pode aportar ao negócio. Na Indra, tiramos vantagem desta tecnologia graças a uma oferta que incorpora ativos tecnológicos, experiência real e visão estratégica. Já não falamos de Blockchain. Fazemos Blockchain.

Certamente, o futuro é promissor e o setor varejista assiste a uma nova revolução na qual as tecnologias, algumas emergentes e outras já perfeitamente aplicáveis, se estabelecerão como a força motora de toda essa mudança. Contudo, todo avanço deve ser abordado e liderado com as melhores soluções e com os parceiros que saibam aproveitar essas capacidades e as coloquem a serviço de seus clientes. Porque essa é a verdadeira chave da inovação tecnológica. Que muito além do que promete, seja a chave do futuro para tornar a transformação das empresas em algo real, de ponta e que, acima de qualquer coisa, suponha um impacto real para a conta de resultados. Sem ele, não há revolução possível.

Fonte: CIO

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Indústria 4.0: O que é? O que esse mercado espera dos profissionais?

O futuro já está na nossa porta: a Indústria 4.0 é o novo movimento tecnológico que está mudando a perspectiva das empresas e do mercado de trabalho do mundo todo. Alavancado pela internet, indica um futuro muito mais integrado e com manufaturas muito mais inteligentes através do conceito chamado “Internet das Coisas”.

Já estamos na quarta revolução industrial?
Sim! O mundo já passou por 3 grandes revoluções industriais que causaram grandes reviravoltas no setor produtivo: a primeira, que aconteceu na Inglaterra em meados do Século XVII, responsável por introduzir a máquina a vapor e a locomotiva ao utilizar o carvão como força motriz. Tal mudança fez com que surgisse a primeira ideia de manufatura ao nascerem as primeiras fábricas que substituíam pouco a pouco a produção artesanal. A introdução dessas máquinas foi responsável por alterar a percepção mundial do que era comércio.

Na segunda metade do século XIX, o mundo se deparou com a energia elétrica, o petróleo e novas tecnologias foram surgindo, como o telégrafo. Com novas possibilidades de transformação de energia, sistemas mais eficientes e com rendimentos melhores surgiram (como o motor a combustão) e, assim, os antigos se aprimoraram (locomotivas e máquinas mais eficientes). Isso fez com que as indústrias conseguissem obter resultados mais positivos, mas a busca por aprimoramentos não parou por aí. 

Após a Segunda Guerra Mundial, no meio do século XX, foram desencadeados estudos mais complexos para gerar tecnologia de ponta através dos novos conhecimentos da eletrônica. Na Terceira Revolução Industrial, já podemos falar sobre a automação de máquinas e da robótica, estudos e aprimoramento dos computadores, da microeletrônica e de circuitos eletrônicos. Esses novos conhecimentos foram responsáveis por aumentar a capacidade da interação entre regiões e nações devido ao largo uso das mídias de comunicação, além de criar sistemas mais integrados com uma maior efetividade no processamento de pedidos e de dados, no fluxo de mensagens, de pessoas e de produtos.

É aí que descobriram o segredo do sucesso: com sistemas mais integrados, mais inteligentes e, consequentemente, mais competentes, é possível tornar tudo mais rápido, reduzir custos e, assim, utilizar a agilidade como estratégia competitiva.
Agora o intangível ganha força e uma nova concepção de pensamento toma forma ao conectar a produção com toda a conectividade que a internet pode oferecer: chegamos à Quarta Revolução Industrial.

O que muda na Quarta Revolução Industrial?

Também conhecida como a “Indústria Inteligente”, esse movimento tomou força na Alemanha, pioneira nessas tecnologias. A Indústria 4.0 apresenta novos conceitos através da “Internet das Coisas, dos Dados e dos Serviços”. Com ela, a interação entre o real e o virtual traz uma nova perspectiva para os processos dentro de uma indústria, como apresentado anteriormente. 

A Indústria 4.0 traz um novo paradigma ao descentralizar a produção através dos avanços tecnológicos que permitiram uma lógica reversa ao sistema produtivo convencional. Com o desenvolvimento dos sistemas ciber-físicos, o maquinário que era o responsável por processar o produto, agora terá que fazer o que o “produto” comunicar a ele.

Dentro das manufaturas, o desenvolvimento dos sistemas ciber-físicos significa maiores vantagens competitivas quando comparado com o sistema tradicional, ao possibilitar produtos com maior qualidade em um tempo e custo menores. Além disso, por ser um sistema orientado, é possível reduzir gastos desnecessários, representando um serviço mais sustentável, flexível e autoadaptável.

Isso é possível pela integração de sistemas que processa dados e traz informações em tempo real, fazendo com que seja possível tomar ações também em tempo real. Em qualquer hora e em qualquer lugar, você pode dar instruções de como fazer a manutenção de uma máquina ou alterar o processamento de uma matéria prima, tudo de acordo com as necessidades da sua produção ou do seu cliente, tornando muito mais fácil a aplicação de métodos já conhecidos e consagrados, como o Just in Time.

O ERP (Enterprise Resource Planning), como no software SAP, é um exemplo deste tipo de inovação ao trazer os dados de uma empresa já processados e em tempo real para qualquer setor, tudo isso de forma integrada e de acordo com a necessidade do funcionário para o desempenho de suas atividades.

Como devo me preparar para as novas exigências do mercado de trabalho?

As empresas estão cada vez mais em busca de pessoas que tenham habilidade para solucionar problemas, com boas relações interpessoais e com boas capacidades de comunicação. Isso exige um bom domínio de raciocínio lógico, memória e habilidade de enxergar o macroambiente, para agir pontualmente e criar soluções de forma precisa e efetiva.

Fique por dentro das inovações tecnológicas que já estão ocorrendo para entender que tipo de conhecimento as empresas estão precisando na sua área de atuação. Busque se especializar em algo que te faça único: ferramentas consagradas e amplamente utilizadas dentro das grandes empresas, tais como o SAP; banco de dados; armazenamento na nuvem; ou então conhecimentos que são extremamente requisitados e motivadores das grandes mudanças, como o setor de energia, tecnologia da informação e a automação.

Fonte: Portogente        

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O que mercado exige de um profissional para projetos de Blockchain?

Entre outras coisas, entender o aspecto do negócio ao qual o Blockchain será aplicado é extremamente importante

Está se tornando consensual que o sistema de registo distribuído utilizado para a autenticação de pagamentos em criptomoedas pode ser adaptado para uma vasta gama muito mais alargada de processos.

A Computerworld do Reino Unido falou com Niamh O’Connell e Gavin Pacini, do laboratório de blockchain da Deloitte, para recolher alguns conselhos sobre como desenvolver as habilidades dos profissionais deTi para trabalhos que envolvam Blockchain. 

A procura de peritos para desenvolver projetos piloto e lançar produtos tem crescido acentuadamente.  Há indícios de que o crescimento da contratação está em vários setores e verticais da indústria. Alguns têm as estratégias Blockchain mais desenvolvidas, outros, como os bancos Barclays ou BBVA, estão a investigar a tecnologia, enquanto que outros já têm conhecimento, mas estão ainda a testar o terreno.

As empresas estão contratando vários perfis relacionados com Blockchain. Para algumas isto significa recrutar peritos com experiência no desenvolvimento e acompanhamentos de sistemas de produção. Mas por vezes, grandes organizações preferem criar uma equipe em torno de um núcleo de peritos em Blockchain. Neste caso, o que precisam, além de profissionais com fortes competências em programação de software e engenharia, é ter conhecimentos sólidos sobre os princípios que regem a tecnologia.

Naturalmente, o Blockchain é apenas mais uma peça na engrenagem da tecnologia. Os engenheiros especializados em redes ou segurança, por exemplo, têm um papel vital a par daqueles com competências específicas em desenvolvimento de software.

Conhecer ferramentas modernas como a de contentores Docker ou arquiteturas de microsserviços é uma vantagem também.

Qualificações necessárias para um programador de Blockchain
Obviamente, em primeiro lugar, esse profissional necessita de conhecimentos em Ciências de Computação ou Engenharia. A partir daí é possível fazer cursos de formação em Blockchain adicionais. No entanto, esses cursos são escassos, uma vez que a tecnologia ainda é recente. A experiência em funções de desenvolvimento de back-end é crucial, sendo que é essencial ter algumas noções de criptografia.

Se o programador tiver essas bases pode começar a aprender mais sobre as diversas plataformas Blockchain, o que vai acabar por se tornar mais sistematizado, explica Gavin Pacini, do laboratório de Blockchain na Deloitte. Existem algumas opções em linguagem de programação para Blockchain, mas Pacini diz que muitas das APIs e dos SDKs desenvolvidos são criados em Javascript. Mais especificamente, em Node.js. “Sendo uma plataforma relativamente nova e de rápida implantação, as pessoas na indústria do Blockchain estão tentando acompanhar o ritmo e não querem usar tecnologias antigas”, explica.

De qualquer modo os engenheiros de software poliglotas, que são capazes de programar em várias linguagens, parecem estar entre os preferidos. Conhecimentos de Java e C++ estão entre os requisitos de muitas ofertas de emprego.  

Profissionais que vão trabalhar em projetos Blockchain também precisam ser adaptáveis e ter vontade de interagir com outros programadores. Geralmente falta documentação para se apoiar e os programadores precisam se sentir confortáveis na busca de código de opensource. “Não é uma plataforma consolidada, por isso não existe ainda uma curva de aprendizagem real. Tivemos casos em que tivemos de pesquisar o código fonte de projetos de código aberto, com mais intensidade que o normal”, disse Pacini. As equipes vão precisar usar o  Reddit, para se manterem  atualizados  com as discussões relevantes na indústria, e o GitHub, para aprenderem com os seus pares e compartilharem código.  Tal como muitas coisas na vida, quanto maior o empenho, maiores os resultados.

Além disso, O’Connel lembrar que entender o aspecto do negócio ao qual o Blockchain será aplicado é extremamente importante para trabalhar com a tecnologia. Um dos desafios únicos do seu papel no laboratório tem sido educar os clientes sobre as características únicas da tecnologias e analisar se ela é aplicável ou não para os seus negócios.

 “O interesse no Blockchain tem aumentado, especialmente no último ano, e isto significa que as pessoas estão interessadas em utilizá-lo, mesmo sem compreender de que modo é que deve ser utilizado em comparação com uma base de dados tradicional”, disse. “Os clientes vinham nos procurar com casos de uso que pretendiam explorar, e,depois de algumas sessões de formação, concluíamos que o Blockchain não fazia sentido para os seus negócios”, acrescentou.

 

Fonte: CIO

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eSocial: versão final está aberta para testes e governo capacita auditores para fiscalização

A temporada de testes da versão 2.4.01 está aberta desde o dia 27 de novembro. Essa será a versão que será a adotada no início de obrigatoriedade do eSocial, em janeiro/2018. A principal novidade do teste é a validação do NIS – Número de Inscrição Social, na base do CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais.

Uma das premissas para o envio de informações e recolhimento das obrigações por meio do eSocial é a consistência dos dados cadastrais enviados pelo empregador, o que está disponível para testes a partir desta versão. Será necessário, então, que o empregador realize a Qualificação Cadastral dos trabalhadores, dado que não está sendo cumprido pelas empresas, de acordo com o portal eSocial.

Para facilitar o trabalho de regularização cadastral, e como medida preventiva à rejeição dos dados, foi disponibilizado no Portal do eSocial a aplicação CQC (Consulta Qualificação Cadastral) para identificar possíveis divergências associadas ao nome da pessoa, à data de nascimento, ao CPF e ao NIS. Eventuais divergências serão apontadas pelo sistema que apresentará uma mensagem orientativa de como proceder à correção dos dados.

Simultaneamente, o Ministério do Trabalho está capacitando auditores-fiscais para a atuação no eSocial. A Inspeção do Trabalho recém-formou 82 auditores-fiscais do Trabalho na fiscalização do eSocial em todo país, sistema que unifica a prestação de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais pelos empregadores, inclusive os domésticos. Os auditores vão atuar como multiplicadores do eSocial, realizando palestras para esclarecimento de dúvidas ao público sobre o sistema em todos os estados da federação.

A partir de janeiro de 2018, o Comitê Gestor do eSocial inicia o cronograma de implantação do programa, inicialmente para empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões que passam ter a utilização obrigatória do programa a partir de 8 de janeiro. Esse grupo representa 13.707 mil empresas e cerca de 15 milhões de trabalhadores, aproximadamente 1/3 do total de trabalhadores do país. 

Numa segunda etapa serão as demais empresas privadas, incluindo Simples, MEIs e pessoas físicas que possuam empregados cuja utilização obrigatória está prevista para 16 de julho do ano que vem; e na terceira etapa serão os entes públicos, obrigatório a partir de 14 de janeiro de 2019.

Obrigatório no país a partir de janeiro de 2018, o eSocial será a nova forma de prestação de informações do mundo do trabalho e integrará a rotina de mais de 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores, um projeto que integra o Ministério do Trabalho, a Caixa Econômica Federal, a Secretaria de Previdência, o INSS e a Receita Federal.

Fonte: Convergência Digital

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Aprimorar a postura de segurança é o melhor investimento para o futuro

Obter conhecimento detalhado sobre a estrutura, o funcionamento dos produtos e saber onde estão os riscos é a forma mais eficiente de investir em segurança atualmente

A segurança da informação está cada vez mais complexa, as empresas agregam diversos produtos ao seu ambiente tentando fechar todas as portas para as ameaças, novos projetos de segurança são implementados a cada ano, novas soluções são adquiridas e o esforço exigido das equipes continua aumentando, assim como o volume de ameaças. 

De olho no futuro, o mercado desenvolve novas tecnologias buscando estar sempre à frente dos cibercriminosos. Automação, sensores, inteligência artificial e machine learning são alguns termos que temos ouvido bastante ultimamente.

Mas antes de olhar para o futuro precisamos primeiro olhar para o passado. As ameaças antigas como ransomware, malware de macro, phishing e tantas outras conhecidas há décadas ainda causam muitos estragos. Ataques bem sucedidos ainda são realizados com pen drives infectados e e-mails falsos, e os criminosos continuam explorando com sucesso vulnerabilidades há muito tempo conhecidas.

O Machine Learning e a Inteligência Artificial vão ajudar muito a automatizar os processos, analisar comportamento das ameaças, acelerar dos diagnósticos e reduzir os esforços das equipes já tão sobrecarregadas, mas ainda não é a bala de prata. São apenas novos elementos dentro de algo muito maior.

Antes de abraçar novas tecnologias a empresa precisa avaliar qual é a sua real postura de segurança. Será que uma nova solução com inteligência artificial é o que a empresa precisa no momento ou será que um projeto de classificação de dados seria mais eficiente para proteger os dados sensíveis da companhia? Existem vulnerabilidades no endpoint, na rede, na nuvem ou são os processos de segurança que precisam ser revistos?

Os cibercriminosos não são diferentes dos bandidos tradicionais, eles sempre vão atacar quem estiver menos protegido e vão procurar até encontrar o que existe de mais valioso. Se a empresa está bem protegida, o atacante vai tentar acesso por meio da rede de um parceiro que tenha segurança falha, tentar acesso via um dispositivo móvel desprotegido ou então usar engenharia social para tentar ganhar acesso com a ajuda de um colaborador menos atento aos procedimentos de segurança. Eles também vão procurar pelos dados mais preciosos da empresa, seja no terminal, na nuvem ou no data center.

Cada empresa é diferente, é preciso conhecer de fato quais são as vulnerabilidades de cada uma e estudar como elas devem ser tratadas. Uma análise de postura irá apontar onde devem ser feitos os investimentos e também como aproveitar os investimentos anteriores. Muitas vezes os produtos necessários para uma boa segurança já estão lá, mas estão mal configurados, não estão integrados ou a equipe não está utilizando todos os recursos disponíveis.

O universo de coisas que as empresas consomem envolvendo tecnologia é gigantesco e por isso elas acabam perdendo a visibilidade do ambiente corporativo como um todo. Obter conhecimento detalhado sobre a estrutura, o funcionamento dos produtos e saber onde estão os riscos é a forma mais eficiente de investir em segurança atualmente.

Fonte: CIO

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Inteligência Artificial ou Inteligência Aumentada?

Quais aplicações darão o suporte necessário para a tomada de decisão?

Inteligência artificial (IA) está em alta. Uma infinidade de empresas tem investido na tecnologia e o Gartner estima que quase todos os softwares terão IA integrada até 2020. Segundo a consultoria, essa deve ser uma das cinco prioridades de investimento para mais de 30% dos CIOs no mundo.

No entanto, muito do que temos hoje não pode ser considerado IA, mas sim inteligência aumentada. A diferença pode parecer pequena, mas as aplicações desses conceitos funcionam de forma bastante distinta. A inteligência artificial é a ideia de um sistema que reproduz a cognição humana e funciona de forma autônoma. Já a inteligência aumentada tem como base sistemas com tecnologia cognitiva que apoia o ser humano, seus planejamentos e análises.

As duas vertentes tiveram início na década de 1950, mas o termo inteligência artificial passou a ser aplicado de forma mais ampla, nomeando inclusive alguns produtos que são resultado de pesquisas em inteligência aumentada. E é nessa tecnologia que aposto para o futuro. Isso por que o ser humano não será retirado da equação, ou seja, do momento da decisão.

Há muitos riscos em uma inteligência artificial que, de fato, tome decisões por si só. Há, inclusive, uma infinidade de filmes apocalípticos sobre o tema. No mais famoso — O Exterminador do Futuro — a IA de uma empresa chamada Skynet se rebela e passa a destruir o mundo. Guardadas as devidas proporções, fantasias e viagens no tempo, há de se convir que o ser humano precisa ter controle sobre a tecnologia. O físico Stephen Hawking já disse que a inteligência artificial pode acabar com a humanidade se não soubermos controlá-la.

Quando deixamos de lado o filme estrelado por Arnold Schwarzenegger e pensamos em algo palpável e próximo à nossa realidade, como os carros autônomos, os perigos reais começam a surgir. No caso de um acidente iminente e sem chances de ser evitado, por exemplo, a máquina deverá escolher quem será ferido com mais gravidade ou até morrer. Como lidar com isso? Quem será responsável pelo acidente? Como as montadoras e seguradoras devem agir nesse caso?

Os dilemas morais, éticos, tecnológicos e de responsabilidade existem e precisarão ser enfrentados com muito cuidado se algum dia chegarmos a esse patamar. E esse tipo de questão torna as aplicações de IA pouco viáveis, porque retiram o ser humano da jogada e o substitui quase que completamente.

Já a inteligência aumentada se aproxima, de fato, do que há hoje. Podemos usá-la em aplicações que verificam informações online sobre diagnósticos e apoiam o parecer de um médico ou em análises financeiras parcialmente interpretadas que suportam tomadas de decisão. Esse tipo de uso, com base na análise de dados e que caminha lado a lado com a decisão humana, é mais simples, eficiente e seguro.

Acredito que o ser humano é — e sempre será — essencial para tomar decisões. As máquinas não são capazes de captar e interpretar todas as nuances das nossas relações, ou mesmo ter algo próximo à inexplicável intuição. Isso é inerente da nossa espécie. Esse é o uso que precisamos de imediato, e é nele que devemos investir, ao menos enquanto não soubermos como mitigar os riscos da inteligência artificial e transformá-la em algo que não sairá do controle.

Fonte: CIO