Notícias em destaque

Byadmin_rs

Três bons motivos para decidir usar a nuvem se você vai empreender

A nuvem tem ajudado as PMEs a lucrar e crescer, com acesso a tecnologia que até pouco tempo era restrita às empresas multinacionais

Para quem trabalha em alguma empresa de tecnologia ou computação, as palavras ‘’Cloud’’ ou “Nuvem” são sinônimos de tecnologia corporativa para armazenar dados, cortar gastos e e ganhar mais flexibilidade. Para todas as outras empresas de diferentes verticais econômicas, as mesmas palavras sinalizam uma parte importante no caminho da transformação digital que precisa entrar na lista de tecnologias obrigatórias. Especialmente se você está começando a empreender.

Vou citar, só para começar, três motivos pelos quais vale a pena você começar a migrar seus dados para a nuvem:

1- Não é necessário investir em máquinas que, além de caras, também ocupam espaço útil;

2- É possível acessar os dados de qualquer lugar;

3- A segurança é garantida pela empresa que você está contratando.

A nuvem está na mira de todas as empresas, das micro às grandes. Recentemente, lançamos uma região de Cloud em São Paulo, com cobrança local, para ajudar as empresas brasileiras nesta jornada da transformação digital.

São diversos serviços que podem ser oferecidos na nuvem, acredito que duas delas muito importantes para o negócio (e que nem sempre são levadas em consideração): fazer análise de dados de maneira eficiente e motivar o trabalho colaborativo em tempo real. De machine learning a máquinas virtuais e plataformas de desenvolvimento, a tecnologia tem conquistado adeptos, especialmente entre startups e PMEs, por ser uma grande aliada de novos mercados.

Mas como migrar, de fato, para a nuvem? Primeiramente, você tem de decidir qual é o tipo de nuvem que mais combina com a sua empresa. Se optar pela nuvem privada, será necessário dedicar uma área na empresa só para o serviço, já que a nuvem privada é um trabalho interno. É possível terceirizar essa supervisão, mas aí o corte de gastos fica comprometido. Na nuvem pública, o serviço sendo prestado por alguma outra fonte. Ou seja, a segurança, o espaço e o suporte estão garantidos, sem exigir esforço do lado de quem está contratando.

É a nuvem que tem ajudado pequenas e médias empresas no quesito lucro e expansão. Agora elas têm acesso à tecnologia que, há alguns anos, era restrita às empresas multinacionais. Com a versão pública de Cloud você não gasta com programas e com a instalação de uma estrutura de TI.

Outro ponto de destaque é a escalabilidade, ou seja, você pode escolher apenas os recursos que quer usar e não pagar por pacotes completos com produtos que não vai usar. Outro fator importante é a oportunidade de aumentar o armazenamento conforme a demanda, o que se mostra benéfico em datas sazonais.

Pense que você tem uma loja e que ela está conseguindo espaço no mercado. Vai ser necessário, cada vez mais, ter flexibilidade no armazenamento e processamento de dados, tudo para deixá-los organizados e prontos para serem usados a seu favor. Vamos desenhar um cenário mais atual: em época de Black Friday, por exemplo, lojas online têm que estar preparadas para o aumento do fluxo das vendas, se antecipando. Neste caso, a nuvem seria ideal, mas é preciso observar a latência, ou tempo de resposta, que  pode ser decisiva na hora do consumidor comprar online. Se o site tem um tempo de resposta lento, as chances do cliente desistir e visitar a loja do concorrente é maior.

Fonte: IDGNOW

Byadmin_rs

SAP S/4 Hana integra funcionalidades de machine learning

A nova versão da solução SAP S/4 Hana passa a integrar capacidades e analítica preditiva da solução solução SAP Leonardo Machine Learning, a fim de reforçar a competitividade das organizações que operam em ambientes de negócio de rápida mudança

A solução SAP S/4Hana é a suite ERP da SAP de última geração, construída totalmente sobre a plataforma SAP Hana, como forma de ajudar as empresas a gerir o seu negócio no atual mundo digital. As novas aplicações, incluídas na SAP S/4 Hana 1709, fornecem conhecimento e contexto de negócio em tempo real, ao mesmo tempo que libertam os recursos de tarefas repetitivas.

Reconhecendo as necessidades individuais das mais diversas indústrias, a solução SAP S/4Hana 1709 disponibiliza novas capacidades para as empresas do retalho e para o sector industrial e de exploração mineira, para além de ser facilmente adotável por empresas de todas as indústrias.

A otimização conferida pela versão SAP S/4Hana 1709 também responde às necessidades dos utilizadores de cada linha de negócio:

  • Financeiro: o cockpit SAP Financial Closing é uma parte do núcleo SAP S/4Hana 1709 e permite um fecho de contas mais célere, ao mesmo tempo que assegura o cumprimento dos requisitos regulamentares. Os gestores de negócio podem obter maior transparência e informação relevante ao longo do ciclo de fecho e, ainda, melhorar a produtividade com tarefas de fecho automatizadas e uma experiência de utilizador otimizada.
     
  • Cadeia de fornecimento: na continuidade da conversão digital da cadeia de fornecimento, a aplicação SAP Transportation Management está agora integrada na parte central da solução. Disponibiliza a convergência da cadeia de fornecimento e do sistema de produção industrial, desde o planeamento e previsão até à produção, execução e transporte.
     
  • Vendas e Marketing: esta nova versão quer ajudar as empresas a harmonizar os processos de faturação financeira, preço e serviços ao cliente para empresas com estratégias distintas, quer em cloud privadas quer com instalação do software nos próprios centros de dados.
     
  • Fabrico: disponível na nova versão, a solução SAP S/4Hana Manufacturing para engenharia de produção e operações combina engenharia de fabrico, operações de produção alargadas e soluções de montagem complexas numa experiência de utilização transversalmente aos processos de negócio, desde o planeamento até à produção. Empresas de linhas de produção podem agora minimizar as interrupções resultantes de roteiros alterados, instruções de trabalho e ordens de produção através do uso pró-ativo da análise de impacto de fabrico, enquanto utiliza o mais recente projeto de engenharia e dados corporativos em tempo real.

Fonte: IT Channel

Byadmin_rs

Para que serve o DANFE se temos a NF-e?

A ideia é fiscalizar possíveis ilegalidades, permitindo conferência e garantindo a transação para a empresa, cliente e transportadora

Em meus artigos, constantemente falo sobre a importância da digitalização de documentos e de como ofuturo da documentação é o universo intangível do digital. Basicamente, toda transação comercial já migrou ou está em processo de migração. Não só pela praticidade em armazenamento, segurança, mas acima de tudo pela gestão. Esse é o caminho. Logo, parece uma contradição do nosso novo modelo de obrigações fiscais exigir que ainda exista um documento como o DANFE.

Para aqueles que não estão familiarizados com a sigla, DANFE significa Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ele, nada mais é do que a representação gráfica da NF-e, ou seja, é um documento de papel, que não chega a ser uma NF-e impressa, mas se aproxima bastante disso. Na verdade, ele contém apenas os dados principais da NF-e.

Por ser impresso, sua função está ligada ao transporte de cargas comercializadas e documentadas através da NF-e. O DANFE viaja com as mercadorias durante o transporte da compra do vendedor até a chegada ao cliente. Um caminhão não pode trafegar sem o DANFE. São geradas multas pesadas caso o motorista seja pego em uma fiscalização trafegando sem o documento.

Como não contém todos os dados da NF-e, o DANFE serve para facilitar o acesso aos dados principais, como a chave numérica de acesso, ou código de barras do produto, e permite que o fiscal, consultando esse número, verifique se há mesmo uma NF-e que comprove aquela transação, online. Ou seja, no fim de contas o DANFE serve à fiscalização, pois na prática não serve como nota nem para vendedor e nem para cliente.

Sendo assim, apesar da gestão ser feita de forma digital, a prática do trânsito de mercadorias precisa de uma documentação que esteja legível, à mão, independente de qualquer equipamento eletrônico e que permita fiscalização de forma rápida. A necessidade momentânea daquela situação demanda um papel.

Pode parecer um retrocesso, mas não é. O DANFE é emitido junto da NF-e, tem caráter oficial, e a consulta numérica permite que ele seja colocado à prova de fraude. Mas um motorista não poderia ter um tablet onde ele mostrasse a NF-e, por exemplo? Talvez em um futuro próximo. O caso é que não é dever do transportador manejar documentos fiscais, ou mesmo transitar com equipamentos do tipo na rodovia. Pode ser um problema em diversas instâncias.

Não falo apenas de roubos, mas a simples falta de bateria já bastaria para parar o trânsito da mercadoria. A inabilidade de um motorista ou outro em mexer no equipamento, pode ser outro fator. Nem todas as transações podem ser feitas de forma digital de maneira fácil, ainda. Talvez mais para frente haja meios. Hoje, a impressão de uma única folha é a maneira mais barata, direta e prática, sem contar que o DANFE não precisa ser usado após o transporte.

O documento pode ser usado ainda com o auxílio na escrituração contábil da transação realizada. Neste caso, o documento deve ser arquivado pelo prazo legal exigido para as notas fiscais, para ser apresentado quando solicitado. Isso em casos especiais, onde é preciso garantias de algumas transações de valores altos, por exemplo. Por último e não menos importante, o documento ainda é utilizado para colher a assinatura do cliente no ato da entrega da mercadoria ou prestação do serviço, servindo de comprovante da entrega.

Ao transitar com o DANFE, o motorista possui de maneira fácil dados referentes à saída da mercadoria, dados da transportadora e do veículo, descrição do produto, etc. A ideia é fiscalizar possíveis ilegalidades, permitindo conferência e garantindo a transação para a empresa, cliente e transportadora. O DANFE serve, sobretudo para quem fiscaliza ilegalidades, para garantir entregas e permitir facilidade do trabalho do transportador.

Talvez hajam soluções mais digitais e que mantenham praticidade e custo futuramente. Por hora, usar o DANFE é o mais prático. Importante é lembrar que as funções de DANFE e NF-e são distintas e não adianta achar que um é inútil em detrimento do outro. Cada um tem sua função e auxilia a cadeia do processo comercial.

Fonte: CIO

Byadmin_rs

Inteligência Artificial: do conceito ao deep learning

Na década de 90, a Inteligência Artificial era considerada ficção científica, e indicava que robôs seriam inteligentes e capazes de interagir com humanos. Hoje, com a informação cada vez mais acessível, entendemos que se trata de uma série de mecanismos e sistemas que podem ser integrados a diversas realidades e negócios.

A inteligência artificial começou em 1957 com os desenvolvedores Allen Newell e Herbert Simon e a tentativa de programar o comportamento humano para resolver problemas universais (GPS – General Problem Solver).

Em maio de 2017 foi anunciada a criação da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), que tem como objetivo mapear iniciativas brasileiras no setor de inteligência artificial (AI), incluindo a formação de mão de obra especializada e os esforços entre as empresas nacionais. Esse movimento reflete que, atualmente, a AI está impactando diretamente na economia.

Com a evolução da tecnologia e principalmente pela acessibilidade entre todos os dispositivos que convivemos, os produtos, os valores, as informações e a quantidade de pessoas interagindo criaram uma quantidade enorme de informações que se distancia muito da capacidade de absorção humana. Para refletir, basta se perguntar se hoje você consegue acompanhar todas as redes sociais e notícias que gostaria de estar atualizado.

Um dos grandes responsáveis pela evolução da AI no mundo é o brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Ele gerou um algoritmo, o Elo Rating System que cria um ranking de jogadores de xadrez. Desta forma, a rede social pôde vincular usuários criando um ranking de ações, que, por sua vez, influenciou inicialmente na inteligência da rede social e impactou em como nos comunicamos hoje.

Este conceito está cada vez mais acessível e, com a diminuição do custo computacional, várias empresas podem se beneficiar com a melhoria de seus processos, ampliando suas logísticas e gerando diferencial competitivo.

Atualmente há um grande esforço de tecnologias de nuvem, como Azure, Google e AWS, para oferecer soluções em AI. Dentre elas, destacam-se as de aprofundamento de aprendizado, robótica, assistentes pessoais digitais, processos de fila, processamento de línguas e capacidade de aprendizado por sensores, ou seja, a IOT (Internet das Coisas).

Com a capacidade de reconhecimento de imagens e vídeos, podemos usar mais recursos de um dispositivo do usuário e de como ele navega pelo site captando os sentimentos, os comportamentos e a forma de comunicação. Isso permite que possam ser criadas realidades de aprendizado e de comportamento de navegação que se adaptam às necessidades. Estes algoritmos podem ser adicionados à lógica de sites e usados como ferramentas de mudança em layouts.

Mesmo com o avanço da AI, os humanos são indispensáveis. A inteligência é artificial, portanto deve ser estudada para ser assertiva. Quando bem composta resulta em inovação e maior absorção pelos usuários. Mas cuidado, leva tempo e especialização para compor uma Inteligência eficiente. Não é ‘auto-mágico’! Fazê-lo pensar pode custar, por isso é importante alinhar sempre ao retorno do investimento da necessidade, pois as máquinas podem evoluir além da necessidade.

O mundo está se adaptando. As extensões da inteligência humana, como computadores, internet etc, já são realidade de quem nasce agora. Várias regras e estruturas de controle estão sendo estabelecidos para que não haja caos na sociedade. Como estamos em um fluxo crescente de produção e de maximização de resultados, a eficácia se tornou ponto chave para que não entremos em um colapso mundial de logística.

Desta forma alguns empregos serão melhorados e talvez extintos, mas outros surgirão, pois precisamos de controle e teremos de nos adaptar. Assim, podemos dizer que será breve a mudança, prova disto é que tecnologia estava sempre vinculada a grandes cidades. Hoje este limite está rompido e cada vez mais todas as formas de trabalho terão uma evolução, do campo ao consumidor. 

Fonte: Canaltech

 

 

Byadmin_rs

Realidade Aumentada: uma nova maneira de enxergar o mundo

Empresas que desejam investir nessa tecnologia não podem desperdiçar seus esforços no desenvolvimento desenfreado de aplicativos. Elas devem focar em entender a melhor forma de interagir com seus clientes através da tecnologia

Engajar e fidelizar clientes são dois desafios constantes no planejamento estratégico e de marketing das principais empresas de varejo. Contudo, junto a esses dois tópicos surge um questionamento importante: como fazer isso?

A facilidade de acesso às novas tecnologias tem feito com que a experiência de compra de um produto seja repensada, pois o marketing da década passada,com campanhas milionárias na TV e outdoors, não é mais suficiente. O ato de comprar um produto vem se tornando uma forma de interação social, diversão e envolvimento com a marca.

O processo de compra de grande parte da população está relacionado à coleta de dados do produto desejado antes da efetuação da compra, seja por meio de sites especializados, seja pelas redes sociais.

Termos como user experience, big data, internet das coisas (IoT) e realidade virtual são constantes em fóruns de discussão sobre novas tecnologias. No entanto, um conceito   ganha destaque como uma das principais apostas de grandes empresas para engajar o consumidor: a “Augmented Reality” (AR) ou, em português, Realidade Aumentada.

Mas o que é a Realidade Aumentada?
Tecnicamente, a Realidade Aumentada é o conteúdo gerado por computador que se sobrepõe ao mundo real, proporcionando uma nova visão do ambiente físico, cujos elementos são “aumentados” através de estímulos sensoriais.

O principal pilar da Realidade Aumentada é a combinação do mundo físico com o virtual por meio da utilização da tecnologia contida em dispositivos de hardware que possuam câmeras, acelerômetros, GPS e/ou sensores. Com a tecnologia, é possível, por exemplo, visualizar a planta de um apartamento em três dimensões com o simples ato de apontar a câmera de um celular para o desenho de sua estrutura.

Vale ressaltar que, ainda que caminhem juntos, há uma grande diferença quando se fala em Realidade Aumentada e Realidade Virtual. A segunda é composta pela imersão completa em um mundo virtual, como a utilização dos óculos de Realidade Virtual que transportam o usuário para um mundo totalmente artificial, diferente da Realidade Aumentada.

 

Realidade Aumentada na Prática
Na busca pela melhor maneira de atingir seu público-alvo, diversas iniciativas estão sendo experimentadas junto ao mercado consumidor. A seguir, são exemplificadas 3 possíveis aplicações de customização:

1 – Customização do espaço físico
Consiste na utilização de aplicativos que permitem transformar o espaço físico, visualizando um produto de um catálogo de móveis em tamanho real na sala de sua casa, por exemplo, apenas apontando seu smartphone para o local desejado.

2 – Customização do usuário
Outra utilização possível é a transformação do próprio usuário, permitindo-o “experimentar“, por exemplo, uma maquiagem através de um espelho digital que sobrepõe o produto sobre o seu rosto, ou apontar um smartphone para os pés e escolher um novo modelo de tênis.

3 – Customização da informação
Por último, soluções que consigam reduzir a quantidade de informações impressas ou de produtos em exposição. Apontando o celular, o consumidor é capaz de visualizar outras cores do mesmo modelo ou mesmo informações complementares, como avaliações de outros clientes.

Desafios
Segundo Gartner, o tema está entre as 10 tendências de tecnologias estratégicas para o ano de 2017. Além disso, de acordo com a International Data Corporation (IDC), a expectativa é de que as receitas mundiais para este mercado de realidade aumentada e realidade virtual (AR/VR) cresçam de US$ 5,2 bilhões em 2016 para um montante de aproximadamente US$ 162 bilhões em 2020.

No entanto, apesar dos avanços destacados nos últimos anos, a tecnologia de AR ainda está em fase de experimentação e aprovação dos usuários. As empresas que desejam investir nessa tecnologia não podem desperdiçar seus esforços no desenvolvimento desenfreado de aplicativos. Elas devem focar em entender a melhor forma de interagir com seus clientes através da tecnologia.

O modo como serão apresentadas ao usuário as possibilidades tecnológicas da realidade aumentada definirá sua aceitação no mercado. Consequentemente, quanto maior a aceitação, maior será o investimento despendido para a tecnologia, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento tecnológico.

É indiscutível o potencial de crescimento da Realidade Aumentada e em poucos momentos da história a sociedade esteve tão receptiva ao avanço tecnológico que ela pode proporcionar. O mercado ainda não possui uma empresa líder nessa tecnologia e a corrida para alcançar o pódio ainda está em progresso. As organizações que entenderem como tornar perceptível aos seus clientes o valor e as infinitas possibilidades dessa “Nova Era” de uso da informação estarão na vanguarda do mercado nessa nova fase.

Fonte: CIO

Byadmin_rs

Dez tendências tecnológicas estratégicas para 2018

Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, além de tecnologias relacionadas com Internet das Coisas são avanços para manter permanentemente no radar

 

O Simpósio do Gartner/ITxpo 2017, realizado na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, serviu de palco para o anúncio das principais tendências tecnológicas estratégicas que poderão afetar a maioria das organizações em 2018. 

Uma “tendência tecnológica estratégica” é algo que tem um potencial disruptivo elevado e que está começando a sair do estado emergente ou algo que apresenta uma evolução de crescimento acelerada com um nível elevado de volatilidade e que deverá atingir um pico durante os próximos cinco anos, explicam os analistas da consultoria.

“As 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas fundamentalmente com o ecossistema de Inteligência Digital. IA estará na base de todos os negócios digitais”, diz David Cearley, vice-presidente, analista e parceiro do Gartner. “Os líderes de TI têm de ter em conta estas tendências tecnológicas nas suas estratégias de inovação ou correm o risco de perder terreno para aqueles que o fizerem”, afirma o executivo.

As primeiras tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas com a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática e o modo como estão se infiltrando em praticamente tudo, representando uma área de concorrência forte para os fabricantes de tecnologia nos próximos cinco anos. As quatro tendências seguintes focam-se na mistura entre os mundos digitais e físicos para criação de um ambiente imersivo e digitalmente enriquecido. Finalmente, as três últimas dizem respeito à exploração das relações entre pessoas e empresas, dispositivos, conteúdos e serviços para disponibilizar negócios digitais.

1 – Alicerces da IA
Criar sistemas que aprendem, adaptam-se e agem potencialmente de forma autônoma será um dos principais campos de batalha para os fabricantes de tecnologia, até pelo menos 2020. A capacidade de utilizar a IA para melhorar a tomada de decisões, reinventar modelos e ecossistemas de negócio e melhorar a experiência do consumidor vai começar a compensar as iniciativas digitais até 2025.

“As técnicas de IA estão evoluindo rapidamente e as organizações vão precisar investir significativamente em competências, processos e ferramentas para poder explorar essas técnicas com sucesso e construir sistemas melhorados de IA”, diz Cearley. “As áreas de investimento podem incluir a preparação e integração de dados, algoritmos e seleção de metodologias de criação e treinamento de modelos. Múltiplas disciplinas, incluindo Ciência de Dados, programação e gestão do negócio vão precisar de trabalhar juntas, em harmonia.”

2 – Aplicações e análise inteligentes
Durante os próximos anos, virtualmente todas as aplicações, fixas ou móveis, além dos serviços, vão incorporar algum tipo de Inteligência Artificial. Algumas das apps não poderão existir sem a IA e o Machine Learning. Outras serão utilizadores discretos de IA, atuando nos bastidores.

As apps inteligentes criarão uma nova camada intermediária de inteligência entre as pessoas e os sistemas e terão o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local de trabalho.

“Explorar as apps inteligentes é uma forma de aumentar a capacidade humana e não apenas uma forma de substituir as pessoas”, diz Cearley. “A ‘analítica aumentada’ é uma área de crescimento particularmente estratégica,  que  começará a tirar partido do Machine Learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de visões aprofundadas  e o compartilhamento das mesmas com um maior número de usuários de negócio, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

A IA constitui o próximo grande desafio em um vasto conjunto de segmentos de software e serviços, incluindo temas  da gestão do negócio (como os ERPs). Os fornecedores de software e serviços em pacote devem delinear a forma como vão utilizar a IA para acrescentar valor de negócio em novas versões na forma de análise avançada, processos inteligentes e experiência avançada do usuário.

3 – Coisas “inteligentes”
As coisas inteligentes são objetos físicos, mas que vão além da execução de modelos de programação rígidos, e tiram partido da IA para suportar os seus funcionamentos avançados e  interagir mais naturalmente com sistemas e pessoas. A IA está contribuindo para o desenvolvimento de novas coisas inteligentes (automóveis autônomos, robôs ou drones) e para melhorar as capacidades de coisas que já existem (tal como a Internet das Coisas ligou o consumidor aos sistemas fabris).

Atualmente, a utilização de veículos autônomos em ambientes controlados (agricultura ou mineração) é uma área de crescimento acelerado das coisas inteligentes. Até 2022, iremos provavelmente ver exemplos de veículos autônomos em estradas bem delimitadas e controladas, mas a utilização generalizada irá, incialmente, obrigar a ter alguém no lugar do condutor em caso de falha inesperada da tecnologia”, considera Cearley. “Pelo menos nos próximos cinco anos, antecipamos o domínio de cenários semi-autônomos, híbridos, que obrigarão a ter um condutor humano. Durante este período, os fabricantes vão continuar a testar a tecnologia, ao mesmo tempo que as matérias não-tecnológicas, como as questões legais e de aceitação cultural, vão sendo acauteladas”.

4 – Gêmeo digital 
O gêmeo digital diz respeito à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. No contexto da internet das Coisas, os gêmeos digitais são particularmente promissores nos próximos três a cinco anos.

Estes gêmeos digitais estão interligados com as suas partes no mundo real e são utilizados para compreender o estado das coisas ou dos sistemas, dar respostas a mudanças, melhorar operações e adicionar valor. 

Em um primeiro momento, as organizações vão implementar gêmeos digitais e, gradualmente, fazê-los evoluir, melhorando a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as regras e análises corretas e dar respostas eficazes aos objetivos do negócio.

“Com o tempo, as representações digitais de, virtualmente, todos os aspectos do nosso mundo, estarão dinamicamente conectados com a sua versão no mundo real, e uma com a outra, e terão capacidades de IA integradas para permitir simulações, operações e análises avançadas”, explica Cearley. “Quem planeja as cidades, os ‘marketeers’ digitais, os profissionais de saúde e os gestores industriais vão beneficiar desta mudança de longo prazo rumo à integração ptoporcionada pelos gêmeos digitais”.

5 – Da Cloud às extremidades
A Edge Computing descreve uma tipologia de computação em que o processamento da informação, a coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximas das fontes de informação. Os desafios de conectividade e latência, constrangimentos de largura de banda e funcionalidades de maior dimensão estão inseridas nas extremidades dos modelos distribuídos.

As empresas devem começar a usar normas de design para suportar a computação nos extremos das redes, nos seus modelos para a arquitetura de infraestrutura, especialmente aquelas com uma quantidade significativa de elementos de IoT.

Apesar de muitos olharem para a  Cloud e a Edge Computing como abordagens concorrentes, elas são complementares. A Cloud envolve um estilo de computação em que as capacidades tecnológicas escaláveis e elásticas são disponibilizadas como serviços e que não obriga necessariamente a um modelo centralizado.

“Quando utilizados como conceitos complementares, a cloud pode ser o tipo de computação utilizado para criar um modelo orientado para o serviço e uma estrutura de coordenação e controle centralizadas, com a Edge sendo utilizada em um modo de entrega para execução de processos distribuídos e desconectados, em determinados aspectos, do serviço cloud”, assinala Cearley.

6 – Plataformas de conversação
As plataformas de conversação vão levar à próxima mudança de paradigma na forma como as pessoas interagem com o mundo digital. A responsabilidade de traduzir intenções passa do usuário para o computador.

A plataforma recebe a questão ou o comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando algum conteúdo ou pedido informações adicionais. Ao longo dos próximos anos, as interfaces de conversação bem desenhadas vão tornar-se um dos principais objetivos na produção de aplicações, para melhorar a interacção com os usuários e serão distribuídas através de hardware dedicado, funcionalidades “core” nos sistemas operacionais, plataformas e aplicações.

“As plataformas conversação atingiram um ponto de inflexão em matéria de compreensão da linguagem e intenções básicas dos usuários, mas ainda é pouco”, diz Cearley. “O desafio que as plataformas de conversação enfrentam está relacionado com o fato de os usuários terem de se comunicar de forma muito estruturada. O que é, muitas vezes, uma experiência frustrante. O principal diferencial das plataformas  será a robustez dos seus modelos de conversação e da interface da aplicação e modelos de eventos utilizados para acessar, invocar e orquestrar serviços de terceiros para disponibilizar resultados complexos”.

7 – Experiência imersiva
Enquanto as interfaces conversação estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as Realidades Virtual, Aumentada e Misturada (ou Combinada, segundo a Intel) estão mudando a forma como as pessoas entendem e interagem com o mundo digital. Os mercados de Realidade Virtual (RV) e Aumentada (RA) são ainda nascentes e fragmentados.

O interesse é elevado, o que resulta em muitas novidades na área de aplicações de RV que se traduzem em um valor de negócio relativamente baixo, exceto nos sistemas de entretenimento avançado, como o dos videogames e vídeos de 360º. Para conseguir lucros tangíveis reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real em que a RV e a RA podem ser aplicadas para tornar os empregados mais produtivos e melhorar os processos de desenho, formação e visualização.

A Realidade Misturada, por sua vez, como tipo de imersão que funde e alarga as funcionalidades técnicas da RA e da RV, está ganhando terreno,  melhorando a forma como as pessoas vêem e interagem com o seu mundo. A Realidade Misturada é abrangente e tira partido de dispositivos como capacetes e óculos, mas também de aplicações de RA em smartphones e tablets e ainda sensores de ambiente.

A Realidade Misturada pode abranger tudo o que diz respeito à percepção e interação das pessoas com o mundo digital.

8 – Blockchain
A tecnologia de Blockchain está evoluindo de uma infraestrutura de criptomoeda para uma plataforma de transformação digital. É um afastamento radical das atuais transacções centralizadas e sistemas para guardar registos e pode servir de base para negócios digitais disruptivos, tanto para empresas estabelecidas como para startups.

Embora a promoção exacerbada que envolve a Blockchain tenha sido originalmente focada na indústria de serviços financeiros, a tecnologia pode ter muitas aplicações potenciais, incluindo na Administração Pública, Saúde, indústria fabril , distribuição de mídia, verificação de identidades, registo de títulos e cadeias de abastecimento. 

Apesar de ser uma promessa de longo prazo e de as tecnologias associadas serem ainda imaturas, O Blockchain será uma realidade nos próximos dois a três anos, e irá, sem dúvida, criar disrupção, diz o Gartner.

9 – Foco nos eventos
Central nos negócios digitais é a ideia de que as empresas estão sempre prontas explorar novos momentos. Os eventos de negócio podem ser qualquer coisa assinalada digitalmente, e que refletem mudança de estado. Por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra.

Com o uso de corretores de eventos, IoT, Cloud Computing, Blockchain, gestão de dados in-memory e Inteligência Artificial, os eventos podem ser detectados mais rapidamente e analisados com mais detalhe. Mas a tecnologia por si só, sem mudança cultural e na liderança, não consegue entregar a totalidade do valor do modelo focado em eventos.

Os negócios digitais criam a necessidade de uma mudança nos líderes de TI, responsáveis por planejamento, e nos arquitetos, que têm de envolver-se no pensamento por evento.

10 – Adaptação continua do risco e da confiança
Para fazer avançar, em segurança, iniciativas de negócio digital em um mundo de ataques avançados e direcionados, os líderes de segurança e gestão de risco devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco e confiança (Continuous adaptive risk and trust assessment – CARTA) que permite a tomada de decisões baseadas na confiança e no risco em tempo real com respostas adaptadas. As infraestruturas de segurança têm de se adaptar em qualquer lugar para tirar partido da oportunidade – e gerir os riscos – que advém da disponibilização de segurança que se move à velocidade do negócio digital.

Como parte da abordagem CARTA, as organizações têm de ultrapassar as barreiras que existem entre as equipes de segurança e as de aplicações, através, por exemplo, de processos e ferramentas de DevOps, que mitigam as barreiras entre o desenvolvimento e as operações. Os arquitetos de segurança de informação devem integrar os testes de segurança em múltiplos pontos nos fluxos de trabalho DevOps, de forma colaborativa, de modo transparente para os programadores e que preserve o trabalho de equipe, a agilidade e velocidade das DevOps e agilize os ambientes de desenvolvimento, disponibilizando “DevSecOps”.

A CARTA também pode ser aplicada nos processos de execução com abordagens como tecnologias de ilusão. Avanços em tecnologias como as de virtualização e de redes definidas por software tornaram mais fácil a implantação, gestão e monitoração de “honeypots” adaptativos,  o componente básico de mecanismos baseados em rede, para iludir atacantes.

Fonte: CIO

Byadmin_rs

O que o Brasil precisa para se tornar mais inovador

Criar espaços de fomento ao empreendedorismo dentro do ambiente universitário é uma das medidas mais importantes

O Brasil tem potencial para crescer e se transformar em um país inovador e com melhor qualidade de vida nos próximos anos. É nisso em que acredita Guilherme Potenza, associado sênior da Veirano Advogados. Potenza mediou, na tarde desta quinta-feira (05/10), uma conversa sobre o que o país precisa para se desenvolver em termos de tecnologia. O bate-papo ocorreu durante a 4ª edição da Conferência Brasileira de Venture Capital, evento realizado pela Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital.
Jorge Audy, presidente da Anprotec e professor da PUC-RS, reiterou a fala de Potenza. Além da confiança na capacidade do país, o docente também expressou o que para ele é uma das principais razões pelas quais o Brasil ainda não consegue ter grandes polos tecnológicos. “Temos muita capacidade de inovar, mas nosso grande desafio é conseguir conectar o conhecimento com as grandes corporações. As universidades podem ajudar no crescimento do país, mas elas precisam ser conectar com o mercado para gerar valor. Os grandes polos de inovação do mundo funcionam dessa forma, basta olhar para o Vale do Silício (Califórnia) e Tel-Aviv (Israel). Eles estão dentro das universidades”, afirma.

Camila Folkman, sócia da Mindset Ventures, concorda. “Um dos principais fatores de sucesso do Vale do Silício é o incentivo que as universidades oferecem aos seus estudantes. É uma espécie de empoderamento. As universidades formam os profissionais do futuro e são elas que criam o mindset de empreendedor nos alunos”, diz.

Algumas iniciativas no sentido de fomentar o empreendedorismo dentro das universidades já estão acontecendo no Brasil. É o caso do Porto Digital, espaço em Recife; o Sapiens Park, em Santa Catarina; o TecnoPuc e Tecnosinos, ambos no Rio Grande do Sul; o BH-Tec, em Minas Gerais; e o Vértice, espaço que abriga startups na Unicamp, em Campinas.

Além de criar espaços de fomento ao empreendedorismo dentro do ambiente universitário, outra forma para se ampliar a inovação tecnológica são os espaços de incentivo à cultura empreendedora criados por grandes empresas. Por exemplo, o Cubo, do Itaú, e o Visa Brasil Co-Creation Center, implementado por Enrico Fileno, diretor de inovação da Visa. “Esse tipo de iniciativa é importante. As grandes corporações devem ter como objetivo a criação de hubs de inovação. Devemos fortalecer o diálogo entre startups e grandes empresas”, diz Fileno.

Os palestrantes também discutiram a importância dos incentivos governamentais. Segundo Camila, da Mindset Ventures, ainda há um longo caminho a percorrer. “Nós ainda precisamos de maior aporte governamental no sentido de se criar oportunidades para aperfeiçoamento do conhecimento. Além disso, podemos nos inspirar em nossos vizinhos latino-americanos, como Chile e Argentina, por exemplo, e facilitar a burocracia para se criar uma empresa. Nesses dois países, um negócio pode sair do papel em apenas um dia”, afirma.

Porém, ainda que haja muito o que melhorar, o ecossistema empreendedor brasileiro já está despontando em alguns aspectos — e quem afirmou isso foi sueco Joakim Pops, sócio-gerente da Webrock Ventures: “Os estrangeiros veem no Brasil uma possibilidade enorme de crescimento. Aqui é o melhor mercado emergente para se investir. Há um cenário bem desenvolvido no que diz respeito à tecnologia, a espaços de coworking e muita boa vontade dos brasileiros em fazer negócios”.

Fonte: Época Negócios

Byadmin_rs

“Agronegócio precisa estar aberto à inovação”

Francisco Jardim, sócio-fudador da SP Ventures, falou sobre a participação das startups na renovação do mercado agrícola durante evento da Apex-Brasil realizado em São Paulo

O Agronegócio vai passar por um período de grande disrupção, e precisamos estar preparados para isso. “É preciso investir em startups que tragam inovação para o setor”. A frase de Francisco Jardim, sócio da SP Ventures, deu o tom às discussões realizadas na manhã de hoje dentro do painel “Tendências das Agritech para um Mundo em Crescimento.” O debate aconteceu durante o evento Corporate Venture in Brasil, uma iniciativa da Apex-Brasil para estimular o desenvolvimento de programas de corporate venture dentro das empresas brasileiras. Durante o encontro, Francisco Jardim falou sobre a criação do Pulse, hub de inovação voltado para o agronegócio, lançado em julho deste ano pela Raízen, uma das maiores produtoras de etanol e açúcar do país, em parceria com a SP Ventures. A base da aceleradora fica em Piracicaba, no interior de São Paulo – região que concentra as startups de tecnologia agrícola do país. “Queremos que o Pulse seja um divisor de águas, algo como o que foi o Cubo em São Paulo. Algo extremamente plural e colaborativo” afirmou Jardim.

Segundo Lago, a ideia de criar um hub exclusivo para startups começou como um simples programa interno. “Pedimos para os funcionários da Raízen nos mandarem ideias”, disse. “Mas, depois que fizemos uma seleção, percebemos que precisávamos de mais. Aquelas sugestões não seriam o suficiente para nos adaptarmos ao futuro. Depois de seis meses de planejamento, lançamos o Pulse.”

A proposta é abrigar até doze empresas no espaço, em programas com seis meses de duração. “Não procuramos apenas startups focadas no agronegócio. Existe espaço para fintechs, empresas de mobile commerce ou negócios sociais, desde que suas ideias possam ser aplicadas à agricultura”, afirma Jardim.

Segundo o investidor, não há pressa por resultados. “Queremos ver como os times funcionam e avaliar se existe mercado em potencial para suas ideias. Na minha opinião, a ruptura e a inovação ocorrem muito mais facilmente dentro das startups. Elas conseguem romper com vícios antigos e criar novos cenários”, diz Jardim. “É isso que estamos procurando.”

Mudança na cadeia
“A utilização de bancos de dados na tomada de decisões está mudando a cara do agronegócio”, afirmou Bernardo Nogueira, venture partner da gigante do agronegócio Monsanto, durante o painel sobre as agritechs. Segundo ele, o fazendeiro passou muito tempo tomando decisões importantes com base no que o pai dele fazia, no que os colegas faziam, ou no que ele acreditava que ia dar certo. “O que as agritechs fazem é associar esse aprendizado à aplicação das últimas tecnologias para o campo.”

Nos próximos cinco anos, os maiores competidores virão de outros setores, diz Nogueira. “A Amazon acabou de adquirir o Wholefoods, e o Google já anunciou que está de olho nessa área. Ou seja, temos que ficar prontos, porque essas empresas estão mais abertas a repensar o mercado”, diz Nogueira.

É esse mesmo movimento que está levando as grandes corporações a abrir suas portas para startups em busca de tecnologias disruptivas. “A parceria com os grandes é boa porque dá a quem está começando o direcionamento e as conexões necessárias para avançar”, afirmou Dan Philips, diretor geral da empresa de venture capital Cultivian Sandbox, que também participou do painel.

No futuro, toda a cadeia de fornecimento do agronegócio poderá mudar, na opinião de Nolan Paul, diretor de estratégia e tecnologia na produtora americana Driscoll’s. “Uma grande aposta é o indoor farming, o cultivo em ambientes fechados. Hoje já temos tecnologias que tornam isso possível”, afirma. “Se a tendência se estabelecer, as grandes produtoras precisarão repensar todo sua cadeia de suprimentos.”

Fonte: Época Negócios

Byadmin_rs

CIOs brasileiros vão aumentar investimentos em IoT em 2018, diz estudo

As principais barreiras para adoção de IoT estão relacionadas à dificuldade de se chegar a uma justificativa financeira (ROI) e uma argumentação sólida capaz de quebrar resistências culturais

Pelo segundo ano consecutivo, a Logicalis analisou o mercado brasileiro para chegar a um retrato fiel da maturidade em relação à adoção de soluções de Internet das Coisas (IoT). Para 37% dos entrevistados, IoT já é importante ou muito importante para os negócios – aumento significativo frente aos 27% da primeira edição do estudo. Além disso, para 71% dos respondentes, IoT terá importância alta ou muito alta dentro dos próximos três a cinco anos – frente a 62% no ano anterior. E 68% delas investirão mais em IoT em 2017, se comparado a 2016.

O estudo IoT Snapshot investigou o mercado brasileiro nos meses de julho e agosto de 2017, foram realizadas entrevistas com 172 executivos de grande empresas brasileiras, além de três operadoras de telecomunicações e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). A amostra buscou refletir a realidade do mercado em termos de verticais abordadas, e se concentrou nas empresas de maior porte. Foram realizadas 176 entrevistas, sendo 160 quantitativas e 16 entrevistas qualitativas. Das empresas participantes, 37% fatura acima de R$ 500 milhões.

gr1Atualmente, 18% dos entrevistados já adotam e 19% estão em processo de adoção de soluções de IoT. Para 2018, 28% dos respondentes já tem planos concretos de adoção de IoT. Os investimentos cresceram consideravelmente em 2017, acompanhando o amadurecimento das empresas em relação ao tema. Apenas 25% dos entrevistados não possui orçamento dedicado a IoT, contra 47% na edição passada. Entre os que já têm, a maioria (35%) afirma ser um investimento inicial e 33% garante que o valor dedicado a esse tipo de projeto é maior do que no ano passado.

gr2
O setor de utilities e o agronegócio despontam como os mais avançados na adoção de IoT – 45% e 30% dos entrevistados, respectivamente, já possuem projetos. No segmento de agronegócio, 56% das iniciativas se dá por decisão estratégica em vez da comprovação de ROI – sendo a única vertical que pende para a inovação.

Já o segmento de manufatura, apesar do alto potencial de resultados, é o mais conservador em relação à IoT – apenas 12% já adotam a tecnologia. Isso se deve à falta de garantia de retorno antes de investir: apenas 31% da indústria adota IoT se não tiver garantia de retorno. Esse, inclusive, é um dos principais desafios para adoção da tecnologia em todos os segmentos.

Os principais benefícios esperados a partir da adoção de internet das coisas são aumento de inteligência e suporte à tomada de decisão, seguido por novas fontes de receita e por melhoria na experiência do consumidor. No ano passado, as empresas buscavam produtividade, eficiência operacional e redução de custos.

gr3

Maturidade

Dois fenômenos paralelos vêm impactando a forma como o mercado lida com a internet das coisas. Se por um lado percebe-se uma evolução do conhecimento a respeito do tema e, consequentemente, uma maior facilidade de se conceituá-lo; paralelamente, percebe- se uma tendência de se classificar como tal uma série de iniciativas que ainda não são exatamente IoT, mas sim soluções simples de automação e/ou sensorização.

De modo geral, pode-se dizer que o entendimento da maioria é que se pode chamar de internet das coisas as iniciativas que envolvam dispositivos e sensores que, via internet, gerem dados a serem consumidos para gerar melhorias nos processos e nos negócios, ainda que não seja levada em consideração a profundidade de análise e tratamento desses dados.

A complexidade das soluções parece tornar- se mais evidente para os executivos, conforme passam a ser citadas ao se descrever uma arquitetura de IoT. Enquanto, em 2016, viam-se apenas “sensores”, “rede” e ” analytics “, este ano já se nota a inclusão de uma plataforma de IoT – que faça a integração das partes –, uma camada de inteligência artificial e/ou machine learning e o aumento da importância da segurança nessa equação. Finalmente, as aplicações mostraram- se uma parte importante da arquitetura de uma solução de IoT, na visão dos entrevistados.

A maturidade do mercado fica evidente quando se pergunta sobre a complexidade das soluções. Em 2016, os respondentes relacionavam a projetos de IoT apenas sensores, rede e analytics. Neste ano, já se nota a inclusão de uma plataforma de IoT, uma camada de inteligência artificial e/ou machine learning e o aumento da importância da segurança. 
gr4
Potecial de mercado
Na opinião dos autores do estudo, o potencial de mercado das soluções de Internet das Coisas no Brasil está claro. Conforme cresce o entendimento sobre o conceito, aumenta também a importância dada ao tema pelas empresas. Hoje, IoT é assunto estratégico para grande parte das organizações e os benefícios esperados estão cada vez mais ligados à tomada de decisões e à transformação dos modelos de negócios.

Mas, ainda de acordo com o estudo, as principais barreiras para adoção de IoT estão relacionadas à dificuldade de se chegar a uma justificativa financeira (ROI) e uma argumentação sólida capaz de quebrar resistências culturais. Apontada por 28% dos entrevistados, a análise de retorno do investimento é o principal desafio, enquanto a falta de casos de sucesso e soluções testadas aparece em terceiro lugar, citada por 21%.

Ambas as questões, ainda que típicas dos conceitos incipientes, são fruto também da imaturidade dos fornecedores, que ainda não se mostram preparados para apoiar os CIOs na construção de uma argumentação convincente para a alta gestão das empresas. As barreiras culturais e a falta de conhecimento sobre IoT – questões mais internas às empresas – foram citadas por 24% dos respondentes e ocupam a segunda posição entre os entraves para a IoT.

gr5

 

Quem lidera os projetos?
Conforme o conceito de transformação digital se fortalece e se dissemina, o tema “inovação” ganha força dentro das organizações. Assim, 26% das empresas entrevistadas hoje já possuem uma área dedicada a iniciativas inovadoras. Apenas em, aproximadamente, um terço dos casos (29%), a inovação está inserida no departamento de tecnologia da informação, enquanto na maior parte das situações (43%), essas áreas são independentes e reportam a uma unidade de negócios. Em sua minoria (19%), tratam-se de áreas com posição estratégica, que reportam diretamente ao presidente/CEO.

Quando existe uma área de inovação, a tendência é que os projetos de IoT sejam liderados por elas – isso é o que ocorre em 57% dos casos identificados pela pesquisa. A grande tendência, porém, é que as iniciativas de internet das coisas sejam tocadas em conjunto por TI e negócios, sendo que, em geral, as demandas partem das áreas de negócios e são atendidas pelo CIO e sua equipe.

gr6
Fonte: CIO

Byadmin_rs

A disrupção vem de todos os lados

Mudar mindset, proposta de valor e perfil de atuação não é simples, principalmente no atual contexto econômico. Sua empresa está preparada?

Nos últimos 25 anos vivenciamos mudanças significativas no cenário de negócios. Analisando mais a fundo essas mudanças, podemos dividir esse período em três eras. Na primeira, cujo livro ícone foi “Estratégia Competitiva: Técnicas para Análise de Indústrias e da Concorrência”, de Michael Porter, era consagrado o cenário típico da sociedade industrial. Tanto que Porter propunha que a inovação seria top-down. Já Clayton Christensen, em “Innovator´s Dilemma”, entrava com outra visão: a da inovação bottom up, com disruptores começando a ameaçar as empresas dominantes por baixo, conquistando espaços em mercados considerados pouco atraentes por elas. Posteriormente, em “Blue Ocean”, W. Chan Kim e Renée Mauborgne atualizaram a visão bottom up, considerando uma mudança gradual, como proposto por Christensen, com exemplos de inovadores que não pensavam nos produtos e competidores tradicionais, mas entravam em novos mercados ou rompiam mercados existentes com inovações disruptivas. Um exemplo típico citado por eles é o Cirque du Soleil, que criou um novo segmento, o de circos sofisticados, acabando com os circos tradicionais, inovando com eliminação dos números com animais e criando performances artísticas completamente diferentes.

Hoje, entramos em uma quarta era, onde a disrupção vem de todos os lados. Das startups, das empresas do mesmo setor ou das empresas de setores completamente diferentes. Os planos estratégicos meticulosamente preparados pela cartilha de Poter podem virar pó de um dia para o outro. Mesmo Christensen, com sua proposta de avaliar potenciais concorrentes que entraram em mercados considerados pouco atraentes para as empresas dominantes, não vislumbrava a velocidade das disrupções atuais. O próprio conceito do Blue Ocean também não segura a entrada repentina de disruptores. 

A nova competição não considera as regras e limites dos atuais setores de indústria. O Uber não se limitou a atuar debaixo da regulação dos táxis. O Airbnb ignorou o modelo de crescimento linear da indústria hoteleira, que dependia de construção ou aquisição e prédios para crescer. O WhatsApp ignorou as regras econômicas de cobrar por mensagens SMS e entrou com modelo de mensagens gratuitas. As FinTechs colocaram em prática processos inteiramente digitais, sem papel, que os bancos acreditavam que eram imutáveis, como obrigar o cliente a abrir conta na agência, diante do gerente. Novas regras para novos jogos.

O grande desafio das empresas e seus líderes é como sobreviver e prosperar neste cenário conturbado. Criar um novo negócio como uma startup e transformar um já existente são coisas completamente diferentes. Por outro lado, as empresas têm que fazer ambos: otimizar o atual e se reinventar. Ao mesmo tempo. 

Para promover uma transformação não linear é importante absorver o conceito de que o tempo é um continuum. O futuro não fica em um horizonte distante e não dá para adiar a sua construção.  O fato do país passar por crise econômica e ajustes não é desculpa. Inovar quando a economia cresce bem é relativamente fácil, mas a sobrevivência futura está em saber como se reinventar em períodos difíceis.

Liderar uma transformação demanda uma série de aprendizados. Primeiro é preciso ser altamente disciplinado e focado. As iniciativas de transformação da empresa não podem ser desconectadas e isoladas umas das outras. Os líderes têm que estar profundamente convencidos da necessidade da transformação, que é uma questão de sobrevivência e não apenas algo como “nice to have”. É essencial ter os talentos adequados e que todos estejam imbuídos e comprometidos com a jornada. E, resiliência é fundamental, pois tropeços, críticas, erros e acertos fazem parte do jogo. Uma transformação leva tempo, não é uma tarefa fácil e exige coragem para assumir riscos.

Não existem mapas para trilhar caminhos não navegados, mas alguns livros ajudam a criar sua própria trilha. Um deles é “A estratégia das 3 caixas”, de Vijay Govindarajan. É um método simples que identifica os três grandes desafios enfrentados pelas empresas que lidam com inovação, que são criar continuamente o futuro, sem deixar de otimizar o negócio atual (que gera a receita que paga as contas no fim do mês), e se desapegar de práticas e métodos do passado, que ainda impulsionam a empresa hoje, mas prejudicam seu futuro.

Ler livros é interessante, mas colocar em prática é outra coisa. Estou tendo a oportunidade de fazer isso, como conselheiro de inovação na SBK. A empresa já está dando seus primeiros passos exponenciais para isso, criando seu próprio futuro. Seu propósito é sair do modelo de empresa de “Business Process Outsourcing” para empresa de “Business Solutions”. 

Mudar mindset, proposta de valor e perfil de atuação não é simples, principalmente no atual contexto econômico. Mas já existe todo um processo de reinvenção da organização, com a criação do SBK Labs e a futura introdução de práticas organizacionais ágeis, baseadas no praticado pelo Spotify. Aliás, algumas empresas de porte no exterior já fizeram isso, como o ING Bank na Holanda. Leiam o artigo “ING’s agile transformation” e vejam como o banco atualmente trabalha, segundo eles mesmos, em “The ING Way of Working”.

A transformação em curso na SBK, baseada nos conceitos das 3 caixas, mostra que não é fácil lidar na prática com a tensão natural existente entre os valores de preservação, destruição e criação. Embora o conceito seja simples, colocá-lo em prática é difícil. 

Nenhuma transformação é possível sem reformular a cultura e a forma como as coisas são feitas. Cultura reflete a atitude das pessoas e, nesse aspecto, a SBK tem uma vantagem, pois é um terreno fértil para inovação. Em seus princípios não há barreiras entre os funcionários e o seu CEO. Por outro lado, é uma empresa bastante orientada para processos e hoje, como o ritmo de mudanças é cada vez mais acelerado, o sucesso não é alcançado apenas por que existe excelência de processos  Six Sigma. Os processos estão sendo simplificados, modelos ágeis estão sendo adotados e novos talentos estão sendo fomentados. 

O SBK Labs é o embrião, ou o MVP, da futura SBK. Produtos novos estão sendo gerados, já com forte ênfase em IA e processos de criação baseados nos modelos startups. Além disso, detalhes que podem parecer simples, como a criação de espaços de descontração e adoção de reuniões rápidas no “meeting point” com mesinhas sem cadeiras, mostram que existe um compromisso com a mudança, e essas ações, por menores que sejam, são um claro sinal para toda a empresa que as mudanças já estão em curso.

O processo ainda está em seu início, mas uma primeira lição já pode ser citada: inovar, mesmo em momentos de ajuste, é eficaz. Cria novas oportunidades e reposiciona a empresa perante seu mercado atual e abre novas oportunidades. Em cenários de incerteza, com disrupções e exponencialidades sendo as novas regras do jogo, é essencial experimentação, mas de baixo custo que possam testar ideias e validar concepção de modelos de negócios escaláveis. A base da experimentação está no aprendizado e a cada dia vemos mais um passo de criação do futuro, mas balanceada com a destruição de práticas legadas que devem ser eliminadas e a otimização do dia a dia. É um processo entusiasmante: participar da transformação de uma empresa, de linear para exponencial. E instigo aqui: porque não fazer também em suas empresas?

Fonte: CIO