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Agrotis e SAP firmam parceria inédita para atuação no segmento agrícola

Sistemas das empresas serão integrados para ampliar soluções tecnológicas no campo brasileiro

Referência em desenvolvimento de software para o agronegócio, a Agrotis Agroinformática firmou parceria inédita para a integração de soluções tecnológicas no segmento com a SAP, uma das maiores fornecedoras de soluções de gestão do mundo. Pelo acordo, o SAP Business One será customizado para atender as necessidades específicas do segmento do o agronegócio.

Manfred Schmid, diretor-geral da Agrotis Agroinformática, comemora a parceria e afirma que as atividades das empresas serão complementares. “As duas empresas têm culturas muito similares e são referência em excelência no que fazem. A SAP se beneficiará com uma maior penetração no segmento agrícola e a Agrotis vai ganhar em escala para atender a todo o Brasil”.

O diretor de vendas da solução Business One na SAP Brasil, Ricardo Blancas, também está otimista com essa aliança entre as empresas. “A parceria da SAP com a Agrotis vai acelerar o nosso desempenho nessa vertical, onde o know-how do parceiro associado à expertise SAP Business One oferecerá uma grande contribuição para o crescimento do setor no país”.

A SAP Business One é uma solução de gestão empresarial voltada para pequenas e médias empresas alinhado com as melhores práticas de gestão do mundo com um preço acessível ao mercado brasileiro. O sistema, já consolidado em vários segmentos, terá uma versão especialmente voltada para os setores em que a Agrotis atua, como sementes, armazenamento, rações, grãos, fertilizantes, agroindústria e receituário agronômico.

As aplicações de gestão fiscal, contábil e financeira do SAP Business One virão embarcadas e serão totalmente integradas aos módulos Agrotis, para ampla utilização em todos os segmentos do agronegócio.

“Estamos vivendo uma mudança tecnológica, com os dados caminhando para a nuvem, o que permite que a tecnologia chegue amplamente no campo”, reforça Schmid. 

Sobre a Agrotis Agroinformática

Há 26 anos, a Agrotis Agroinformática inova no agronegócio. A empresa foi fundada em Curitiba (PR) por um grupo de engenheiros agrônomos. Hoje, a Agrotis atende milhares de profissionais e empresas em diversas regiões do Brasil, nas áreas de controle da produção rural a gestão estratégica, apresentando soluções completas para os clientes. A Agrotis atua nos setores de agroindústria, sementes, armazenamento, receituário agronômico e fertilizantes.

Fonte:  SAP News Center

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Investimento em inovação é porta de saída para a crise, mostra série do JN

Drone ajuda agricultor a ver como anda a sua lavoura.Com aplicativo, consumidor faz compra sem passar pelo caixa

Na segunda reportagem que o Jornal Nacional apresenta nesta semana sobre o esforço de brasileiros para inovar, Sandra Passarinho mostra que o investimento em inovação é uma porta de saída para a crise e uma entrada para talentos no mercado de trabalho.
Lá vem o drone, uma aeronave não tripulada, dirigida por controle remoto, com múltiplas utilidades. Nesta versão, ele é usado para ajudar o agricultor a ver como a lavoura está indo.

No começo, foi difícil para a Embrapa emplacar essa ideia nova com o dinheiro público.
“Achavam que nós estávamos brincando. E que na verdade era um projeto tecnológico e não de pesquisa”, contou Lúcio André de Castro Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação.
Essa tecnologia só decolou mesmo de dois anos para cá com o objetivo de aumentar a produtividade e os lucros do setor agrícola, sem atingir o meio ambiente.

A novidade é que foram acoplados sensores ao drone. A equipe também criou programas que leem as imagens captadas e podem ser baixados de graça no site da Embrapa. É possível entender as doenças, as pragas. 
“Olhando por cima, fica mais fácil identificar. Nitidamente esta área tem mais verde, tem mais biomassa, tem mais alimento para o gado. Se eu colocar meu gado aqui, como tá sendo manejado, aqui tem falhas e ele vai ter uma perda de peso provavelmente”.
A crise econômica no país não atrapalhou o projeto: o programa já foi baixado mais de 70 mil vezes.
“Muitos agricultores têm nos procurado, porque, justamente num momento difícil, é onde a inovação pode contribuir com aquele salto”, disse Lúcio.
Se o agricultor tem uma tecnologia, o consumidor também pode ter a dele.
“Tá sempre azeda. Muito difícil, muito raro eu comprar uma fruta dessas, e ela estar doce”, diz a dona de casa Simone Eugênio, escolhendo ameixas num supermercado.

Não dá para abrir nem experimentar a ameixa ali na hora, mas dá para descobrir a qualidade das frutas em segundos com a ajuda de uma máquina.
“Seria perfeito. Porque assim o que a gente compra não vai ter o desperdício dentro da nossa casa”, concorda Simone.
Nós fomos atrás desta inovação neste laboratório da Embrapa, em São Carlos, interior de São Paulo. O princípio de funcionamento é semelhante ao de um aparelho de ressonância magnética usado para exames médicos.
“Pegamos a fruta e colocamos ela dentro do ímã que onde vai ser feita a análise. Agora vou colocar outra laranja. O vermelho é uma laranja doce, e o preto, uma laranja que não é doce”, explica Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa.

E dá para testar também o azeite e até a qualidade da carne.
A máquina não substitui a fiscalização da vigilância sanitária, mas ajudaria o consumidor a escolher os produtos. 
Cada vez mais se pensa em inovações para facilitar o dia a dia das pessoas. Quem nunca ficou numa fila grande? 
“Vou ficar sem almoço porque estou na fila”, diz a jovem.

O engenheiro Fábio Piva teve uma ideia para tentar acabar com as filas nas lojas. Numa livraria de Campinas, ele me mostra como funciona o protótipo de um aplicativo para celular, que permite ao consumidor fazer uma compra sem ter que passar pelo caixa.
“Você aproxima esse aplicativo do produto, obtém informações sobre a história do livro, o preço exato. Isso, ai aparece um botão de compra, você clica nesse botão, se você concordar em comprar, e aí tem um passo extra, que é o diferencial, que você aproxima mais uma vez da etiqueta e aparece a liberação do produto. Então, isso significa que essa etiqueta agora ela não vai mais disparar os alarmes da porta. Cada etiqueta tem a sua senha, então você não pode comprar um produto de 10 reais e tentar desativar uma etiqueta de 200”, explicou Fábio.

O projeto de Fábio está em avaliação numa empresa privada 

Uma reserva ideias vale centavos, não vale nada no mercado. O começo do caminho é definir uma estratégia: o que é possível jogar fora para ficar só com aquilo que poderá fazer uma diferença no mundo real.
“Se você investir em dez projetos, e apenas um der certo, esse único projeto é capaz de cobrir todas as perdas nos outros nove projetos”, disse Caetano Penna, economista da UFRJ.
Para poder tirar uma ideia da cabeça e colocá-la em prática é preciso ter apoio desde cedo, como o próprio Fábio teve.
“Existe uma necessidade de prestar muita atenção nas novas gerações. O aluno de iniciação cientifica de hoje vai buscar uma bolsa, se ele não encontrar, ele vai terminar a graduação dele, talvez ele vai trabalhar fora do país, e aí você perdeu um talento. Então é muito importante a gente cativar e proteger os nossos inovadores”, disse ele.

Fonte: g1.globo.com

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NF-e 4.0: o que mudou e por quê?

O que era genérico vai se tornando cada vez mais específico para atender a novas necessidades advindas da evolução econômica

layout das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) irá sofrer uma nova atualização. A partir de 2 de outubro de 2017 passa a ser obrigatória, para o ambiente de produção, o modelo 4.0 do documento. Em julho, a nota já havia sido implementada para ambientes de homologação, e agora todos tem até 2 de abril 2018 para adequar suas emissões, quando o antigo modelo 3.10 será desativado.

Muitas coisas foram alteradas na nota, mesmo que, na maioria dos casos, isso não interfira na rotina do usuário final. As alterações geralmente são bienais ou anuais, e sempre vem para realizar adequações como novos campos incluídos, alterações em cálculos, dentre diversas necessidades que dialogam com as alterações legais, de impostos e do consumidor.

O mais interessante é que as mudanças são simples. Como esse é um programa que vem evoluindo, o que era genérico vai se tornando cada vez mais específico para atender a novas necessidades advindas da evolução econômica – e melhorar o que antes era feito de um jeito funcional, mas não ideal.

Basicamente, a nota evolui par melhor atender aos usuários nas necessidades em constante mudança no cenário comercial. A Nota Técnica 2016.002 – v 1.20 (atualizada em 31/05/2017) informa todos os detalhes da mudança, e pode ser vista no portal da Nota Fiscal Eletrônica. Para quem emite é necessário que se atualize seu emissor.

O preenchimento incorreto gerará rejeição da nota e, isso pode causar problemas futuros para a empresa. De forma resumida, o que muda no quesito layout é que ao campo indicador de presença foi adicionada uma 5ª opção “Operação presencial, fora do estabelecimento”. Isso diz respeito a vendas ambulantes, mostrando como as notas buscam cada vez mais se adequar à realidade do comércio e sua evolução orgânica no mundo real.

Um novo grupo foi criado, o “Rastreabilidade de produto”, que serve para produtos sujeitos a regulações sanitárias, para que eles sejam rastreados. Exemplos disso são produtos veterinários, odontológicos, remédios e bebidas. O mesmo serve para produtos que sofreram recall, e também agrotóxicos. O grupo pede as informações de lote e data de fabricação. Aqui, um aspecto interessante é da abrangência às necessidades específicas de determinados produtos. Isso é valioso como conhecimento para fornecedor e consumidor, sem falar das medidas de segurança envolvidas.

Outro campo criado é o “Fundo de Combate à Pobreza”, que deve ser preenchido para operações internas ou interestaduais com substituição tributária. Foi também criado o campo “Grupo Total da NF-e”, onde será fornecido o valor total do IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados). Ele é usado quando há a devolução de mercadoria por estabelecimentos que não contribuam com essa taxa.

O campo “Grupo X-Informações do Transporte da NF-e” agora aceita duas novas modalidades, o Transporte Próprio por Conta do Remetente e o Transporte Próprio por Conta do Destinatário. O campo “Formas de Pagamento” agora se chama apenas “Pagamento”, onde também está incluso o valor do troco, enquanto o campo “Forma de Pagamentos do Grupo B” não existe mais.

Foi criado ainda, no campo de “Medicamento”, uma área para informar o código de produto da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para remédios e matérias-primas farmacêuticas. Também foram retirados os campos específicos de medicamento, os quais, agora, integram o “Grupo Rastreabilidade de Produto”. Há também o “Grupo LA” que recebe o campo para indicar os percentuais de mistura do GLP.

Detalhes técnicos sobre cada campo e alteração podem ser vistos na NT. Para o contador e o empreendedor, as mudanças significam atualização de sua plataforma de emissão e preenchimentos novos, embora muitos deles sejam cálculos automáticos. É importante estar a par de como tudo acontece, a fim de saber se não há nada errado com as emissões de uma empresa. Além disso, há detalhes técnicos envolvendo novas regras, alterações de campos e validações sendo feitas de forma diferente, algo que não é simples de se considerar manualmente, daí a importância de um sistema de confiança. A comunicação com o SEFAZ sofre mudanças sempre e é complexo estar atualizado.

Considerando todas essas mudanças, a verdade é que se deve levar em conta que essa é uma medida que começou há mais de dez anos, e vem sempre se renovando e se tornando cada vez mais um reflexo da realidade. O que o consumidor precisa saber, assim como SEFAZ e emissor, está lá, devidamente categorizado e organizado. Há uma importância clara no uso das documentações eletrônicas, que é a da praticidade em se adequar com velocidade, sem custo adicional para a empresa, e sem dor de cabeça diante da legislação.

Como sociedade evoluímos sempre, e a tecnologia vem acompanhar nossos passos para lidarmos com o mundo de uma maneira mais prática e rápida, e mesmo que muito disso seja automático, é importante estar atento para demandar correções, e entendendo-as, se aproveitar da tecnologia para um maior desenvolvimento no mercado. Isso ressalta ainda mais a necessidade de um bom e confiável emissor de notas, que garanta todas as adequações para seu serviço.

Fonte: CIO

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Marketing na era digital

As profundas transformações tecnológicas impuseram novos desafios aos responsáveis de marketing. Importa perceber qual o caminho que se deve seguir neste campo.

O marketing mudou! Mudou nos últimos 20 anos, nos últimos 10, mas, acima de tudo, mudou nos últimos cinco anos talvez mais do que em toda a sua existência, fruto das profundas alterações tecnológicas que se vão impondo dentro das organizações.

Esta é uma área que tem, obrigatoriamente, de se adaptar, de evoluir e de abraçar novas formas de comunicar e de fazer chegar a sua mensagem ao público-alvo.

Hoje em dia torna-se praticamente impossível não apontar o impacto que a transformação digital acabou por ter no mundo do marketing. Não estamos a falar de um conceito para o futuro, mas antes de algo ao qual as empresas actuais devem dar o máximo de atenção para se manterem competitivas e de boa saúde no mercado.

Grosso modo, a transformação digital poderá ser entendida como um processo em que as organizações recorrem às TIC para melhorar o seu desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados superiores. Em meio a todo este processo, a tecnologia assume aqui um papel principal numa mudança que é, cada vez mais, estrutural dentro das empresas.

Na área do marketing, especificamente, são vários os desafios que se apresentam e as tendências a seguir. Deixamos três ideias.

Marketing de conteúdo

Trata-se de uma forma de envolver a marca com o seu público-alvo e fazer crescer a rede de clientes e/ou potenciais clientes por via da criação de conteúdos que sejam, efectivamente, relevantes para quem a eles acede.
Não se trata apenas de colocar um “post” numa rede social ou de escrever um texto num blogue. O marketing de conteúdo prevê a conjugação de diferentes plataformas como as acima mencionadas, associadas a outras como as “newsletters”, os vídeos, os eBooks, os infográficos, entre várias possibilidades.
Dizem os especialistas que passar ao lado do marketing de conteúdo é o caminho mais rápido para uma empresa se tornar totalmente invisível no mercado em que actua.

Investir em várias iniciativas digitais e novas capacidades

Além do marketing de conteúdo, há outras iniciativas digitais associadas à transformação digital que importa ter em conta e explorar. O segredo passa exactamente por saber equilibrar aquilo que se pretende fazer com o que acabará por ser mais relevante para o negócio de cada empresa e, a partir daí, desenvolver novas e importantes capacidades de comunicação.

Por outro lado, torna-se indispensável ajudar todos os elementos da organização no desenvolvimento de iniciativas que possam, de alguma forma, vir a ser importantes na relação com o cliente.

Compreender o cliente e a sua jornada

Hoje em dia já não basta disponibilizar aplicações móveis bonitas e comunicar através delas com os seus clientes. A verdade é que, mais do que esperarem esta possibilidade de interacção com as marcas, os clientes querem que estas mesmas marcas os reconheçam em todos os “touchpoints” e os tratem de forma personalizada.

Conhecer o cliente é, assim, indispensável para uma estratégia de marketing bem-sucedia em plena era digital. Nesse sentido, importa saber trabalhar conceitos como o “big data” com eficácia e tirando partido de tudo o que são ferramentas de analítica que se apresentam, aliás, como a espinha dorsal de uma estratégia de marketing bem-sucedida.

Não falamos aqui apenas na capacidade de analisar e cruzar dados, mas também de identificar tendências e responder a perguntas que ainda não foram formuladas. Trata-se, em última análise, de marketing preditivo, outra tendência segura em tempos de transformação digital.

Fonte: Negócios

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Sua política de segurança de dados está no caminho certo?

As boas práticas de segurança da informação compartilhadas por analistas do Gartner durante a Conferência Segurança e Gestão de Risco 2017, em São Paulo

Que a moeda corrente da nova ordem econômica global são os dados, o “novo petróleo”, já não é mais novidade. O que, sim, desponta como algo novo em relação a esse ativo é a maneira como a segurança pode — aliás, deve — ser trabalhada daqui para frente.

Segundo o Gartner, CISOs e suas equipes têm a missão de adaptar técnicas de segurança para a era digital, marcada por soluções disruptivas (na esteira de recursos como big data, analytics, DevOps e blockchain), e onde os dados (e os perímetros, as linhas imaginárias que separam uma empresa — seus computadores, servidores, etc. — de outras redes, geralmente a internet) permeiam quase todos os lugares.

“A verdade é que nós tínhamos uma visão de mundo binária que não existe mais. Branco ou preto, bom ou mau, a resposta é que não temos certeza em qualquer extremo. Pode ser qualquer um dos dois. Ou os dois. (…) Ambiguidade é a nova realidade. Adotem o cinza”, orientou Claudio Neiva, vice-presidente de pesquisas do Gartner, durante o keynote de abertura da Conferência Segurança & Gestão de Risco 2017, nos dias 8 e 9 de agosto, em São Paulo.

Em outras palavras, deve-se trabalhar uma visão holística de cibersegurança. Uma política que seja não apenas abrangente, mas também flexível e adaptável. Que, resiliente, esteja em sintonia com velocidade dos negócios. Sempre preparada para a mudança.

Na definição do Gartner, tal postura é refletida pela abordagem Carta (Continuous Adaptive Risk and Trust Assessment, ou análise continua e adaptável de risco e confiança), conforme publicou, em primeira mão, o Computerworld.

“Dados não são gerados da mesma forma, logo não podem ser tratados de maneira padrão”

Essa foi uma das principais orientações passadas por Brian Reed, diretor de pesquisas da entidade, durante a sessão que traçou o panorama da segurança de dados em 2017 para além das tendências — como big data, analytics, inteligência artificial e machine learning.
Assim como outros oradores do evento, Reed destacou o crescimento exponencial de diferentes objetos conectados à Internet (calcula-se mais de 20 bilhões até 2020), chamando atenção para a necessidade de um tratamento diferenciado pelas equipes de segurança às peculiaridades, frequências e protocolos associados a cada um deles.

Por isso, alertou ele, “deve-se mudar a abordagem tradicional, centrada na proteção da infraestrutura [a partir de soluções como firewall e IDS], e direcioná-la à segurança do dado em si. Pois, se você tiver um parceiro que acessa suas informações remotamente, tais recursos serão insuficientes”.

Preconizada pela Carta, essa abordagem de segurança da informação puxada pelos negócios digitais mescla adaptação da arquitetura (atenta ao contexto) e práticas eficazes de segurança (orientadas por políticas e controles claros), conforme modelo abaixo.

Mas, para proteger o “dado em si”, em primeiro lugar é necessário saber o que se está protegendo: qual o valor, a sensibilidade, a importância das informações em jogo. “Mas infelizmente muitas empresas esperam o pior acontecer para depois criar uma política de classificação de dados”, lamentou Reed.

Trabalho em cadeia

O cuidado com a informação, segundo o diretor de pesquisas do Gartner, deve envolver toda a organização, do baixo ao alto escalão, assim como terceiros. Uma política de segurança que englobe o negócio de ponta a ponta, horizontal e verticalmente.

“A informação está em todo lugar — e deve estar. Não apenas em seus data centers. Ela é difusa, em constante movimento e transformação, criando, assim, desafios à segurança da informação”, contextualizou Reed. “E não há um único fornecedor ou produto que vá resolver essas questões. O importante é que você tenha em mente onde ela está e como controlá-la, quem a está acessando e como preservar a segurança do tráfego”, completou.

Melhores práticas: checklist

 

Nesse sentido, concluiu Reed, é necessário que a área de segurança se dedique tanto à visualização e interpretação dos dados quanto a tomadas de decisão neles baseadas.

Para ajudá-lo a se preparar para o novo mindset de política de segurança de dados, o Computerworld separou abaixo um conjunto de dicas passadas por Reed ao final de sua apresentação no evento:

— Envolva stakeholders, usuários finais, profissionais de segurança e risco, e outras partes interessadas;

— Alinhe a governança de segurança de dados com a de governança de dados;

— Priorize controles para mitigar riscos e potenciais ameaças;

— Determine os ativos de dados e o apetite de risco do negócio:

— Descubra os ativos de dados existentes, classifique-os, e determine as necessidades de acesso a eles:

— Tome atitude ao descobrir esses dados, não o faça apenas pela descoberta em si;

— Acompanhe o fluxo de dados, a intersecção de silos e a transformação decorrente: explore as capacidades que você eventualmente já possua e trabalhe ferramentas de DCAP para combinar silos de dados e infraestrutura;

— Comece pequeno, aprenda ao mesmo tempo em que estiver trabalhando, depois expanda.

Fonte: Computerworld

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Gestão de pessoas é a chave para a inovação, afirma especialista em RH

Deli Matsuo aponta as diferenças entre as grandes empresas de TI e porque elas conseguem faturar tanto em comparação com as outras. Mais do que tecnologia, elas investem em capital humano e ele explica como isso pode ser feito.

Durante o 7º Seminário de Gestão de Empresas de Serviços Contábeis (GESCON), promovido pelo sindicato do setor, o Sescon-SP, ontem (8/8), Deli Matsuo explicou que a adoção da tecnologia não é a chave para a inovação nas empresas. Diretor da Appus, companhia especializada em Recursos Humanos, Matsuo comenta que manter os colaboradores engajados é o segredo para o desenvolvimento tecnológico e explica como fazer isso.

Em seu painel “H.R. Analytics”, o especialista mostrou que as empresas de TI estão cada vez mais valorizadas devido ao capital intelectual. “Por que a Amazon vale tanto? Pois sua rentabilidade é maior por fazer mais com menos”, disse. O valor não está mais nos ativos físicos, e sim nos funcionários. Além disso, por contar com equipes menores, essas companhias têm menor custo com folha de pagamento.

Mas o que a tecnologia tem a ver com a gestão de pessoas? Matsuo disse que a transformação digital vai fazer com que todas as empresas de todos os segmentos se tornem uma empresa de tecnologia. Ele lembra que a Amazon se tornou a maior varejista sem ter um mercado (mesmo que agora tenha adquirido uma rede de supermercados), enquanto o Facebook é a maior empresa de mídia sem precisar produzir um conteúdo se quer. “O que essas empresas tinham era a vontade de inovar e uma equipe disposta a fazer isso”, afirmou.

Dessa forma, o foco dos gestores deve ser em atrair “cabeças pensantes” que estejam alinhados com os valores e a missão de sua empresa e dar espaço para a inovação, independente do segmento em que se encontra.

Com uma equipe de três ou quatro pessoas, já é possível montar um time voltado à inovação, sem precisar fazer grandes investimentos em software, já que se pode utilizar os algoritmos abertos divulgados por empresas como o Facebook e o Google, de acordo com Matsuo. “Imaginem o que uma empresa contábil pode fazer utilizando as tecnologias desenvolvidas por esses desenvolvedores com os dados que vocês tem de seus clientes?”, questionou à plateia, formada por contabilistas.

Mas para que isso dê certo, o especialista destaca que a cultura das empresas precisa mudar. A nova geração de trabalhadores não deseja apenas ganho financeiro, querem qualidade de vida aliada a um emprego que dê sentido à vida. Ele apontou três passos para que isso seja possível engajar colaboradores que pensam assim:

  • Deixar as crianças crescerem: a nova mão de obra deseja participar mais da empresa, ser mais ativo e quer poder de decisão. Por isso, é preciso que eles sejam treinados para que aprendam como lidar com a responsabilidade e que possam errar sem serem crucificados. “Mas é preciso saber qual tipo de poder esse colaborador pode ter, sem deixar tomar grandes decisões que possam impactar a empresa”, aconselhou Matsuo.
  • Gerente incrível: como comentado no primeiro item, é preciso que os colaboradores sejam treinados e eles querem isso. Segundo Matsuo, colaboradores querem um acompanhamento e feedbacks sobre sua atuação para se sentirem motivados. Além disso, eles valorizam um ambiente amigável dentro das empresas, desde o chefe até seu nível.
  • Qualidade de vida: e não estamos falando de menos serviço ou videogame no horário de trabalho. Cada pessoa é uma e, enquanto a diminuição da carga horária pode ser um motivador para um, outro colaborador pode reagir melhor a mais trabalho, desde que ele sinta algum valor no que faz. “Dar liberdade para que o funcionário escolha o que deseja fazer em parte do horário do trabalho, seja relaxar na sala de descanso durante meia hora ou participar de realizar alguma atividade não relacionada ao seu trabalho, como o desenvolvimento de um novo negócio.”

Para Matsuo, seguindo estes passos, é possível que qualquer empresário tenha a capacidade de transformar sua empresa e até mesmo o seu setor, basta ter uma ideia inovadora e investir em capital humano. “Mas a zona de conforto faz com que as empresas não se movam. O resultado será o colapso, como acontece no mercado de mídia hoje. Eu acredito que a maioria de vocês retornará às suas empresas e não vão aplicar o que eu disse, mas estejam atentas, porque o mercado irá cobrar vocês no futuro”, finalizou.

Fonte: IP News

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O varejo brasileiro está pronto para a Internet das Coisas?

Cases de sucesso não faltam para quem ainda tem dúvidas. Mas atente-se a alguns pontos antes de adotar a tecnologia

Quais são as perspectivas quanto ao futuro do varejo no Brasil? Mesmo considerando os entraves financeiros e econômicos que têm dificultado seu desenvolvimento, acredito que esse é um setor em que há muito a ser explorado. Os varejistas têm observado, de uns três anos para cá, que é importante abandonar despesas extras, o que fez como que novos nichos se destacassem e muitas lojas – que já não traziam a mesma rentabilidade de antes – fossem fechadas. Imagino, portanto, que o cenário pode ser visto como instável por muitos, mas o encaro como promissor. 

Porque é em momentos mais sensíveis que o mercado tende a se reinventar e aprimorar suas ofertas. O varejo tem investido cada vez mais em soluções tecnológicas para otimizar seus recursos e promover o aumento das vendas. A Internet das Coisas (IoT), por exemplo, tem se popularizado no segmento. Seja com o uso em devices ou na nuvem, o conceito do IoT já representa um importante diferencial competitivo onde foi aplicado. No Brasil, enxergo a tecnologia no varejo como incipiente, mas acredito que seja questão de tempo para sua popularização.

Algumas empresas varejistas vêm apresentando resultados bem expressivos, com aplicações que vão desde a manutenção preditiva de equipamento ao transporte inteligente e mapeamento de interesse do consumidor dentro das lojas. Aqui ressalto a importância do varejista criar sua estratégia baseando-se em dados obtidos por meio de inteligência analítica, que permitirá a gestão das ações de acordo com a necessidade dos seus clientes. 

Por isso acredito que sim, o nosso varejo está pronto para o uso do IoT. Cases de sucesso não faltam para quem ainda tem dúvidas. Mas atente-se a alguns pontos antes de adotar a solução: avalie se a estrutura do seu negócio comporta o IoT nesse momento. Há outras ferramentas que têm grande aplicabilidade no varejo, como o Big Data e o Analytics que, sem dúvidas, quando bem aplicadas, trazem melhorias comprovadas e significativas na performance da cadeia de suplementos.

Minha outra dica é investir em sistemas robustos e seguros. Recente pesquisa feita pela Irdeto*, especialista em segurança para plataformas digitais, aponta que 90% dos consumidores, de seis países diferentes temem ciberataques em dispositivos que são conectados à internet. Os brasileiros são os mais receosos quanto a esse tipo de invasão: 88% dos participantes têm essa preocupação. Portanto, a prevenção de intervenções nos dados dos clientes é fundamental para não perder a sua confiança.

Pelo que temos observado, podemos dizer que a tendência é que os próximos anos tragam a tão esperada recuperação do mercado. A menor pressão inflacionária tende a refletir no aumento do poder aquisitivo das famílias e, consequentemente, em crescimento das vendas. Sua empresa estará preparada para esse momento? Quais diferenciais você terá a oferecer aos seus clientes quando o mercado reaquecer? Pense sobre essas questões e avalie como investir assertivamente no seu negócio

Fonte: CIO

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Como faremos pagamentos em 5 anos?

Como as criptomoedas, os wearables, a NFC e outras tendências vão ser traduzidas para a vida real em pouco tempo

Os meios de pagamento estão em constante mudança. São criptomoedas, wearables, NFC, Internet das Coisas, Machine Learning, Big Data, entre muitas outras tecnologias inovadoras que têm transformado a forma como vivemos, consumimos e nos relacionamos.

Entre os desafios da aplicabilidade dessa sopa de letrinhas e palavras em inglês, uma tendência muito discutida é a de um mundo cashless – ou seja, sem dinheiro em papel. Uma pesquisa do banco holandês ING, realizada em 13 países europeus, EUA e Austrália no início de 2017, aponta que 34% dos europeus, 38% dos americanos e 24% dos australianos estão prontos para viver em um mundo sem notas e moedas. Sabemos que esta é uma tendência a caminho – ainda muito distante, mas possível.

No entanto, até lá, nossos pagamentos ainda passarão por muitas reviravoltas. Algumas mais próximas que outras. Como serão, então, os pagamentos em 5 anos? Essa é uma pergunta difícil de responder, mas vou arriscar alguns palpites.

De acordo com uma pesquisa da We are Social em parceria com a Hootsuite, divulgada no início de 2017, 50% da população mundial já é usuária de internet e esse número tende a aumentar cada vez mais. Por isso, não há dúvidas: o futuro é digital. Ospagamentos por celular via NFC, por exemplo, estão mais próximos da realidade. A Near Field Communication é uma tecnologia que permite a troca de informações entre dispositivos sem a necessidade de cabos. Se o consumidor tiver seus cartões cadastrados em uma carteira virtual, por exemplo, já há lugares onde basta tocar o smartphone em um sensor para finalizar a compra.

Quer um exemplo prático? O Bilhete Único da cidade de São Paulo permite a recarga via smartphone que possua a tecnologia NFC. Você paga pelos créditos em um aplicativo e, após a aprovação, basta encostar o cartão no celular e ele reconhece a recarga imediatamente. Isso economiza o tempo das pessoas, que não precisam mais parar em um terminal, inserir o cartão na máquina de recarga e aguardar que ele libere os créditos. Em 5 anos, ou até menos, isso não soará tão revolucionário quanto parece hoje.

Não só o smartphone, mas todo tipo de dispositivo será, em breve, um meio de pagamento – é a era da Internet das Coisas. Relógios, televisores, carros, óculos… as opções são incontáveis. Um estudo da Ovum, em parceria com a ACI Worldwide, aponta que 49% das organizações nos EUA já estão desenvolvendo ou planejam oferecer capacidades de pagamento integradas a novos dispositivos. Em cinco anos nós provavelmente andaremos por aí não apenas sem dinheiro – o que já é bastante comum –, mas também sem nossos cartões.

As redes Sociais também são um importante canal. Elas mudaram nosso modo de comprar. A Pesquisa Nacional de Varejo, realizada pelo Sebrae, aponta que os canais preferidos dos e-commerces para concretizar as vendas já são as Redes Sociais. E elas têm se movimentado para abraçar essa tendência.

O app Telegram, por exemplo, permitirá pagamentos via bots, aplicações que simulam interações humanas de forma automatizada. O usuário pedirá um produto ou serviço ao robô, que computará a venda e disponibilizará o botão “pagamento”, onde serão pedidas informações de cartão, endereço de entrega e confirmação de compra. Algo bastante semelhante também está em desenvolvimento para o Messenger, app de conversação do Facebook. O Whatsapp, por sua vez, integrará, na Índia a funcionalidade de pagamento entre pessoas – um tipo de carteira virtual, por meio da qual será possível transferir valores para qualquer um, sem a intermediação de instituições financeiras.

Em alguns anos, esse tipo de sistema será incrementado com Machine Leaning, a tecnologia de análise de dados que alimenta soluções voltadas para inteligência artificial. Imagine, então, um bot inteligente, que conhece seus gostos e hábitos de consumo, capaz de realizar um atendimento e venda personalizados, com sugestões de preços, produtos e formas de pagamento que sigam os seus gostos e costumes. Quase mágico, não? Talvez até um pouco preocupante.

É por essas e outras que a segurança também será ponto crucial dessa evolução. Cada vez mais será preciso investir em tecnologias de prevenção à fraude na Internet das Coisas e na proteção dos dados considerados Big Data. Afinal, toda essa exposição online faz usuários e empresas mais vulneráveis. E a última coisa que nós queremos é que nossas informações caiam em mãos erradas.

Como comentei, é impossível dizer com precisão como faremos pagamentos em 5 anos, mas uma coisa é certa: usaremos menos dinheiro em papel – e até menos o cartão de crédito em sua versão física. O futuro é, cada vez mais, dos dispositivos e redes que nos conectam ao mundo virtual. E não há como fugir disso.

Fonte: CIO 

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Leonardo Center: Iniciativa da SAP quer Acelerar a Transformação Digital

Na última quinta-feira (3), fomos até o Rio Grande do Sul para conhecer a mais nova iniciativa da SAP no Brasil: a abertura do SAP Leonardo Center na cidade de São Leopoldo. A ideia do espaço é fornecer um centro de coinovação no qual os parceiros da empresa podem acelerar sua busca por inovação e transformação digital.

Esse novo laboratório sediado no Sul do país é o terceiro de seu tipo no mundo – depois de Nova York e Paris – e se aproveita do polo tecnológico desenvolvido na região, incluindo o próprio núcleo da SAP Brasil, para oferecer tanto um ambiente propício para a criatividade quanto ferramentas voltadas para a digitalização e aprimoramento de novos negócios.

Quem fez a introdução desse novo cenário durante a nossa visita ao SAP Labs foi Tanja Rueckert, presidente da unidade de negócios IoT & Digital Supply Chain da SAP. Segundo a executiva durante o bate-papo, a empresa alemã acredita que toda a plataforma e os recursos existentes em torno das iniciativas Leonardo devem formar um novo pilar que se encaixa perfeitamente na estratégia global da marca.

Repetindo as palavras do próprio CEO da companhia, Bill McDermott, Rueckert disse que a plataforma tem tudo para se tornar maior que a própria SAP – efetivamente dobrando sua operação no mercado mundial. A frase não parece ser da boca para fora, já que a gigante tem previsão de investir nada menos que 2 bilhões de euros no setor de Internet das Coisas – um dos grandes destaques do kit do SAP Leonardo – até 2020.

Caixa de ferramentas inteligente

Claro que todo esse investimento traz uma certa expectativa do que os clientes poderão fazer com acesso ao novo centro de inovação da casa. A ideia não é nada tímida: mudar completamente a forma eles veem os seus negócios. Ou seja, o objetivo é se apoiar em metodologias ágeis como Design Thinking e aproveitar um pacote repleto de ferramentas, como machine learning, blockchain, Big Data, analytics e, claro, IoT, para aprimorar produtos existentes já no catálogo de seus parceiros ou criar serviços complementares.

Se depender do chefão global da SAP, “o SAP Leonardo vai desbloquear o verdadeiro potencial das corporações inteligentes”. A visão da companhia, de acordo com Rueckert, é que as bases desse novo projeto e a forma como ele aborda e utiliza informações vai muito além de medidas pontuais nas empresas. “É uma mudança que afeta a sociedade, a indústria e a forma como vemos dados em relação a segurança, investimentos e produção”, explica.

“SAP Leonardo ajuda você a pensar fora da caixa. Ele oferece ferramentas que, juntas ou separadas, ajudam nossos consumidores a encontrar onde seu negócio pode prosperar ou se expandir”, analisa a executiva. O diferencial, aqui, é a oferta de dados relevantes em tempo real, um elemento que dá uma vantagem considerável sobre os métodos tradicionais de captura e análise de dados.

É possível, por exemplo, conectar todas as diferentes partes interessadas no negócio em um só sistema e fazer com que essas “engrenagens” conversem entre si e trabalhem de forma mais inteligentes. O resultado? Otimização de produção, distribuição e comunicação em todos os níveis do ecossistema que determinada empresa participa. Isto é, a oportunidade de expandir seus negócios sem que seja preciso, necessariamente, aumentar sua estrutura física. Automação, afinal, não significa só a adoção de robôs ou aplicação no chão de fábrica, certo?

De ponta a ponta

Para exemplificar como esse tipo de inovação digital pode estar presente desde a concepção até a entrega de novos produtos e serviços de seus clientes – de um modo que essas opções criativas abram um novo leque de modelos de negócios –, Rueckert citou a parceria da SAP com a UPS, um dos principais nomes de entrega e logística dos EUA.

“Não pretendemos entrar no setor de hardware ou de impressão 3D, mas estamos nos unindo a outras companhias que têm interesse nesses segmentos para oferecer soluções customizadas. O trabalho com a UPS, que começou há cerca de um ano, por exemplo, prevê a criação de fazendas de impressão que trazem a produção para mais perto do consumidor e diminuem custos de armazenamento”, comenta.

A ideia da SAP é acompanhar a jornada dos seus clientes do começo ao fim

Com a evolução das impressoras 3D industriais, que podem usar todo tipo de material para formar produtos finalizados, a ideia se torna bem mais interessante e acaba resolvendo um dos principais problemas de qualquer operação baseada em logística: estoques imensos e envio de produtos para o cliente final. No final das contas, isso permite trabalhar de forma mais eficiente ao mesmo tempo em que reduz custos que, até pouco tempo atrás, dificilmente seriam passíveis de mudança.

Outro grande diferencial da iniciativa, segundo Rueckert, e algo que foi reforçado inúmeras vezes durante a nossa visita ao SAP Labs, é que a SAP assume uma postura neutra quanto às plataformas e produtos que seu cliente quer ou precisa usar no seu negócio. Afinal, todo o sistema está na nuvem e funciona de forma multicloud, com suporte a soluções da Amazon (AWS), Google (Google Cloud) e Microsoft (Azure).

Tempero brasileiro

Ok, já temos empreitadas desse tipo funcionando lá fora em grandes capitais mundiais. Porém, no caso do Brasil, por que a escolha por São Leopoldo? “Porque o cliente não quer promessas ou apresentações de PowerPoint, ele quer profissionais especializados, com conhecimento e que possam ajudá-lo a implementar esses novos produtos e projetos de forma imediata”, explica a executiva.

“São Leopoldo já tem há tempos esse tipo de mão de obra e infraestrutura, o que naturalmente permitiu que esse tipo de iniciativa fosse fomentada no Brasil e desse origem a uma nova casa para o SAP Leonardo”, completa. A escolha parece estar dando certo, já que nomes como Incor, Boticário, Cielo, Eurofarma e Burger King, por exemplo, já trouxeram alguns de seus desafios para o novo centro de inovação da SAP na cidade gaúcha.

Além disso, ainda que todos os SAP Leonardo Center tenham ferramentas e plataformas em comum, é quase natural que cada endereço traga seu próprio charme e expertise à mesa. Enquanto alguns deles trabalham com robótica em escala industrial, se adequando a necessidades do próprio ambiente ao seu redor, São Leopoldo já mostrou em pouquíssimo tempo um talento especial para soluções de agricultura. O case máximo nesse sentido é a parceria com a Stara, que deu origem a um projeto líder no segmento.

O novo centro brasileiro também já coleciona bons números desde a sua inauguração e coloca uma expectativa alta para o próximo laboratório do tipo – a ser construído em Bangalore, na Índia. Afinal, o local já recebeu 4.300 visitantes individuais, 950 empresas, 180 eventos, 290 tours e 180 workshops, além de contar com mais de 900 funcionários e ter ao menos três projetos de inovação já engatilhados. E você, é dessa área ou trabalha com os sistemas da SAP? O que achou da novidade? Deixe a sua opinião mais abaixo, na seção de comentários.

Fonte: Tecmundo

Byadmin_rs

Com história no agronegócio, Piracicaba ‘persegue’ inovação tecnológica do setor

Será lançado nesta quinta-feira (3) espaço de negócios que tem como objetivo ‘acelerar’ startups de tecnologia.

Historicamente ligada ao cultivo da cana-de-açúcar e do café e às indústrias do setor metal mecânico e de equipamentos ligados à produção de açúcar, a economia de Piracicaba (SP), cidade que comemora 250 anos neste mês, tem tradição no agronegócio. O desafio atual é fomentar mecanismos que possibilitem a inovação tecnológica.

“Os pólos tecnológicos ou os espaços de formação de uma maneira geral no interior de São Paulo estão num estágio não tão maduro, ou com bastante oportunidade de desenvolvimento”, afirma Fabio Mota, diretor de tecnologia da informação da Raízen.

“O agronegócio tem evoluído, experimentado, testado, mas ele está um passo atrás de outros setores no Brasil e isso não seria diferente no ecossistema de inovação, onde estão as startups”, explica.

Segundo Mota, Piracicaba é privilegiada no setor, devido à proximidade com o campo de trabalho e as pesquisas constantes, realizadas principalmente pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade. “Se for comparar, Piracicaba está na frente por conta dessa concentração de startups e pela proximidade com a Esalq”.

Concentração de startups

Um estudo divulgado no final de 2016 pela Agtech Valley, incubadora de empreendimentos e novas tecnologias sediada na Esalq, indicou que Piracicaba concentra 38% das startups do estado de São Paulo voltadas para o agronegócio.

As empresas de tecnologia em etapa inicial ligadas ao setor na cidade correspondem a 18,6% do total de iniciativas dessa natureza no Brasil, que possui 75 startups que desenvolvem tecnologias voltadas para o campo. Desse total, 37 ficam no estado de SP e 14 delas em Piracicaba.

“O fato de 38% das startups de um mesmo setor se concentrarem na mesma cidade, é algo muito relevante”, opina Mota.

Incentivo

Para fomentar os novos negócios, será lançado nesta quinta-feira (3), o Pulse. Financiado pela Raízen, está instalado no bairro Santa Rosa e tem como objetivo a “aceleração” de startups e realização de eventos voltados ao setor de tecnologia no setor do agronegócio.

No local, que é chamado internamente de um hub (lugar físico de conectividade que vai além da definição de um “espaço compartilhado de trabalho”), estarão integrados investidores, centros acadêmicos e grandes empresas, que trabalharão junto às startups, com o objetivo de aperfeiçoar soluções e identificar oportunidades de negócio.

“Grandes corporações, por questões de estrutura, são menos ágeis que estruturas de uma startup, que é muito menor, com pessoas juntas, com apetite maior para começar e recomeçar do zero”, explica o diretor de inovação da tecnologia.

Força na tecnologia

De acordo com Francisco Crócomo, que é coordenador do banco de dados do curso de ciências econômicas da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), a economia local é dinâmica e tem a tecnologia como um importante setor.

“Piracicaba possui uma economia forte e dinâmica. Ela é capaz de produzir bens e serviços para o Brasil e também commodities de grande valor agregado, ou seja bens e serviços, para exportação”, afirma.

“Podemos dizer que a cidade não depende somente de um setor da economia, já que o setor de transformação industrial e agroindustrial é ativo e possui um importante centro de serviços relacionado a formação de tecnologia. Além disso, Piracicaba sedia importantes instituições de ensino, de qualificação e geração de tecnologia, de forma integrada á sua produção de bens e serviços”, completa o professor.

Fonte: g1.globo.com