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A Inteligência Artificial e a indústria brasileira

Do medo de automação substituir os trabalhos até a angústia de romper processos existentes, a IA oferece muito valor, mas também gera incertezas

As chamadas buzzwords tecnológicas como Inteligência Artificial (IA), Machine Learning e Internet das Coisas (IoT) têm atraído muita atenção entre os profissionais do segmento industrial. Mais do que tendência, essas tecnologias estão definindo o padrão de eficiência e forçando as empresas a rever os planos de negócios e encontrar uma maneira de incorporá-las.

A pesquisa de 2018 sobre Investimentos em Indústria 4.0 realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a indústria brasileira ainda engatinha no que diz respeito à migração para a digitalização, já que apenas 17% das empresas que investirão em tecnologias digitais pretendem investir em sistemas inteligentes de gestão e inteligência artificial. O relatório da CNI revela ainda que 77,8% das empresas ainda estão nos estágios mais atrasados de aplicação de tecnologia. No estágio seguinte, no qual a integração de áreas é total, estão 20,5% das indústrias pesquisadas. E apenas 1,6% está na dianteira, com integração digital total e uso de inteligência artificial.

Apesar do atraso no processo de incorporação dessas tecnologias, a ligação entre a indústria e a inteligência artificial já gera certo receio nos trabalhadores que temem serem substituídos por máquinas. Os profissionais estão cada vez mais nervosos acreditando que as máquinas podem ocupar suas posições, mas de acordo com a McKinsey, enquanto 51% das tarefas de trabalho podem ser automatizadas, apenas 5% das ocupações podem ser automatizadas. A realidade é que a inovação funciona melhor como um híbrido de tecnologia e trabalho humano, uma vez que essa combinação otimiza o fluxo de trabalho, aumenta a eficiência e os lucros. 

Inteligência Artificial e o trabalhador humano
Para diferenciar a propaganda exagerada da realidade da IA, o machine learning e a IoT e determinar a melhor maneira de implementá-los em um plano de negócios, é essencial entender os principais componentes de cada um deles. A Inteligência Artificial é capaz de realizar um processo de produção com qualidade tão boa, ou melhor, do que a de um ser humano. Isso geralmente envolve um elemento de automação. Já o machine learning é uma vertente da IA na qual os computadores identificam padrões que indicam o desempenho futuro. Por exemplo, a tecnologia pode identificar quais aspectos de uma tarefa influenciam o tempo necessário para realizá-la. Os dados são coletados por sensores ou outro dispositivo conectado, também conhecido como IoT. 

Na indústria, essas tecnologias não substituem o trabalhador humano, mas oferecem a oportunidade de otimizar processos e, utilizando os dados coletados para prever problemas futuros, liberando os funcionários para lidar com problemas mais sofisticados. Fábricas eficientes combinam estrategicamente máquina e humanos para aumentar a produtividade e os lucros, além de aprimorar a vantagem competitiva.

Inteligência Artificial e o agendamento
A inteligência artificial é especialmente adequada para o agendamento. O processo de envio de técnicos para reparar equipamentos críticos é demorado, tedioso e pode proporcionar um uso ineficiente de recursos se realizado tardiamente. Isso acontece porque vários fatores afetam a necessidade de reagendar um compromisso de serviço, incluindo tempo de viagem estimado impreciso e duração do trabalho, peças incorretas ou ausentes e até mesmo condições climáticas. Os ajustes do cronograma são típicos, mas para fins de eficiência, devem ser feitos rapidamente, e os humanos nem sempre têm os dados completos para resolver o problema de maneira ágil. Pequenos problemas podem se transformar em grandes erros de logística.

Ao incorporar a IA no processo de agendamento, os gerentes podem estimar o tempo de viagem e otimizar a rota do técnico, levando em conta as condições climáticas e de trânsito. Baseado no histórico e no tipo de tarefa, também é possível sinalizar os clientes com maior risco de cancelamento e responder de forma proativa e eficiente. Isso economiza um tempo valioso, não apenas para o técnico, que agora pode atender à outro serviço, mas também para os clientes.

Inteligência Artificial e a manutenção preditiva
Quando combinada com a Internet das Coisas, a IA também pode ajudar a agendar compromissos com base no histórico de manutenção. As empresas de manufatura não podem perder seu valioso tempo e produtividade por conta de falhas não planejadas nos equipamentos. A inteligência preditiva fornece um alerta antes da máquina quebrar, permitindo que a empresa antecipe-se e dedique tempo para reparar ou substituir uma peça sem sofrer qualquer tempo de inatividade, mantendo o chão de fábrica funcionando no prazo e sem interrupções indesejadas.

Tecnologia do futuro é aqui e agora
A Inteligência Artificial não é, portanto, a tecnologia do amanhã, pois já impacta na maneira como a indústria opera. Algumas fábricas usam robôs gerenciados por trabalhadores humanos para executar tarefas automatizadas que são coordenadas ao longo da cadeia de suprimentos. A Amazon desenvolveu um sistema de robôs conectados para otimizar o serviço da central de atendimento, reduzindo o tempo gasto na pesquisa de um produto no depósito e aumentando o número de pedidos realizados no dia.

É compreensível que a Inteligência Artificial deixe os trabalhadores nervosos. Do medo de automação substituir os trabalhos até a angústia de romper processos existentes, a IA oferece muito valor, mas também gera incertezas. O fato é que a IA e outras tecnologias são uma grande parte do futuro do trabalho, e aqueles que a enxergam além da propaganda exagerada e a utilizam com responsabilidade, terão ganhos de eficiência. A IA permite que as empresas limitem o tempo gasto pelos trabalhadores humanos em tarefas repetitivas e demoradas e otimiza todo o fluxo de trabalho para maximizar a eficiência, cortar custos e manter uma vantagem competitiva.

Fonte: CIO
Autor: Steve Smith

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Como a internet da coisas impacta o universo do cabeamento

Entender a necessidade e o tipo de corporação é fundamental para remanejar o seu negócio

internet das coisas (IoT) está entre os principais temas discutidos nas grandes empresas, que buscam tecnologias e soluções inovadoras para aplicar em seus negócios. De acordo com o estudo do BNDES “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, em 2025, os benefícios gerados pela IoT atingirão 10% do PIB nacional, movimentando cerca de R$ 200 bilhões por ano. O relatório é parte do recém-lançado Plano Nacional de Internet das Coisas desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que prevê regulamentações, políticas públicas e o posicionamento do Brasil como uma referência mundial no segmento.

Hoje, a IoT emerge como um elemento chave para as estratégias de negócio e o conceito já é aplicado em todos os setores, especialmente saúde, varejo e indústria, nos quais essa tecnologia viabiliza operar equipamentos através da internet ou gerenciar dispositivos totalmente conectados. Na área de cabeamento o cenário não é diferente e é imperativo entender como o segmento pode se beneficiar, utilizar ou se preocupar com esse tipo de tecnologia.

IoT e a rede

Uma rede consiste em diversos processadores interligados que compartilham recursos entre si. A necessidade de trocar informações entre esses módulos de processamento aumentou, dando vez a outros tipos de redes.

As redes do tipo PAN (Personal Area Network), também conhecidas como Redes de Área Pessoal, são utilizadas para que dispositivos muito próximos comuniquem-se dentro de uma distância limitada, como a rede Bluetooth, por exemplo. Já a Rede Local ou LAN (Local Area Networks), é uma rede corporativa e residencial que interliga os computadores presentes dentro de um mesmo espaço físico. Existe ainda a Metropolitan Area Network (MAN) ou Rede Metropolitana, que apesar de ser menos comum, é importante para o segmento de cabeamento, uma vez que conecta diversas redes locais em um raio de alguns quilômetros. Por fim, o Wide Area Network, WAN ou Rede de Longa Distância, abrange uma área maior, como um país ou até mesmo um continente.

A IoT impacta diretamente não somente essas redes, mas também os cabos de cobre, Wi-Fi, backbones, 4G/LTE, Data Centers das operadoras, além da área de Rádio/Fibra nos atuais ISPs. Todas essas são mídias possíveis para conexão dos dispositivos. E o crescente número de conexões impulsionadas pela IoT significa mais dispositivos conectados, exigindo maior consistência e testes em mais padrões de aplicativos.

A internet das coisas já está presente em nossos dispositivos. As Smart TVs são um bom exemplo, pois se conectam à rede via internet. Atualmente existem televisões que estão se beneficiando do PoE ou 3bt para que ela seja matizada através do próprio cabeamento.

IoT e os certificadores

Está claro que uma infraestrutura de rede saudável está diretamente ligada à produtividade, eficiência e expansão de serviços, ou seja, sem uma infraestrutura confiável, não há base para a internet das coisas. Quanto mais inteligentes as empresas se tornem, com a incorporação de uma variedade de tecnologias conectadas através da Internet das Coisas, aumenta a necessidade de segurança e gerenciamento de rede.

Vamos imaginar uma situação: se um cabista está em campo e precisa alterar algo em seu projeto, a conectividade proporcionada pela internet das coisas permite não só a alteração no computador, como a atualização do gerente de TI em tempo real. No smartphone, por exemplo, é possível acompanhar a execução do projeto, os percentuais, as falhas, e ainda ajudar o profissional em campo a resolver problemas. Os certificadores de rede possibilitam carregar, analisar e gerenciar os resultados dos testes de cabeamento a qualquer hora e lugar, otimizando o tempo de conclusão e a eficiência dos projetos.

Para que estes dispositivos de fato agreguem valor, precisam estar conectados à rede de forma contínua, sem interrupções. Isso é essencial para que a IoT atenda às expectativas. Todos, de alguma maneira, utilizarão a IoT em diferentes dispositivos e tipos de conexão. Entender a necessidade e o tipo de corporação é fundamental para remanejar o seu negócio. A internet das coisas vem criando novas demandas nas redes, fazendo com que um sistema conectado seja mais crítico do que nunca para projetar as redes do futuro.

Fonte: Computerworld
Autor: Richard Landim

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Management 3.0: a terceira geração dos processos de gestão

Termo trata da nova maneira de atuar de gestores e lideres e teve seu campo fértil na área da Tecnologia da Informação

Em uma época focada na eficiência como no início do século XX, em que as industrias precisavam produzir mais e mais na linha de produção, em que um determinado material passava por um estágio em que preparava a futura peça para o estágio seguinte, os trabalhadores eram limitados a uma rotina simples de atividades. Desta forma, quem “colocava a mão na massa” seguia a orientação de quem tomava as decisões sobre o que e como fazer.

Com a evolução industrial e a multiplicação dos campos de atuação, este modelo torna-se defasado e obsoleto, já que não se mostrava tão eficiente em atividades fora do âmbito puramente industrial.

Logo surgem teorias e métodos de produção e trabalho focados em aumentar a eficiência dos gestores, por acreditar que eles teriam o necessário para otimizar os processos e que a partir da orientação deles, os executores atingiriam a excelência.

Com a constante evolução em todos os aspectos, não somente para capacitar “quem mandava” deixou “quem fazia” em alto estágio de dependência, revelando problemas em relação a criação de hierarquias desnecessárias, tomada de decisões lentas, entre outros entraves, que deixavam trabalhadores operacionais fora do processo de busca da eficiência e crescimento.

A terceira geração dos modelos de gestão focada em agilidade, uma maior independência das equipes de produção. A autonomia dos times é aumentada, e sua capacidade de se auto organizar em busca de objetivos e metas estabelecidos de forma colaborativa, isso quer dizer que, a visão do Líder/Organização em o que se espera é discutida com todo grupo onde estes podem colaborar na construção do “como”.

A presença do gestor permanece, mas o gerenciamento torna-se responsabilidade do grupo e grupos são formados por pessoas, logo, o foco vai para a maneira como as pessoas se relacionam e se sentem em relação ao trabalho, ambos respeitando as barreiras das responsabilidades de cada grupo…

Management 3.0 – termo criado por um holandês, Jurgen Appelo, em seu livro de mesmo nome, trata desta nova maneira de atuar de gestores e lideres e teve seu campo fértil na área da Tecnologia da Informação, e agora vem se espalhando por outros campos de atuação no mundo corporativo com a mudança na forma com que as equipes se organizam e desenvolvem seu trabalho.

Este modelo prega a mudança no comportamento do gestor. Ele deve tornar o ambiente “confortável” aos executores visando a melhoria da produção. Se anteriormente ele ditava regras e detalhes sobre como a equipe deveria se portar, hoje ele deve focar em maneiras que incentivem o time a trabalhar, respeitando algumas restrições, para que se chegue a um resultado definido. Assim os participantes terão espaços maiores para atuar em busca do ambiente ideal de trabalho.

O Mangement 3.0 instiga as empresas a repensarem a própria estrutura, tornar os processos mais produtivos, com a implantação de técnicas e ideias que ajudam a energizar as pessoas (motivação, criatividade, atitude), empoderar times (auto-organização, autonomia, confiança por parte dos gestores), alinhar restrições organizacionais (alinhamento de interesses, engajamento, foco), desenvolver competências (autossuficiência, capacitação, evolução das pessoas). Abaixo temos a imagem clássica difundida pelo livro: Leading Agile Developers Developing Agile Leaders, de Appelo Jurgen.

Empoderar Times

Times devem ser auto organizados, mas para isso será necessário empoderamento, autonomia e confiança dos gestores.

Alinhar Restrições

As restrições sempre são importantes para guiar e alinhar o interesse de todos os envolvidos. Visto que, por mais engajadas que as pessoas estejam, se o foco não for único, toda ação tomada pode não atender o objetivo proposto.

Desenvolver Competências

O time deve ser auto organizado e também autossuficiente, ou seja, preparar e evoluir as pessoas deve ser uma prioridade.

Crescer a Estrutura

Toda organização deseja crescer, no Management 3.0 isso não é diferente. Porém o crescimento deve ser consciente e com foco na qualidade do ambiente colaborativo.

Melhorar tudo

Melhoria contínua deve ser lei, ou seja, a receita do sucesso vai ser errar e aprender com os erros, dessa maneira não tem como não atingir os objetivos e metas.

Trata-se de uma ideia, um modelo ou forma de pensar “Mindset” da gestão, transformando o local de trabalho em um ambiente transparente e colaborativo, dando condições para que cada um tome suas decisões e assuma a responsabilidade por elas. A atuação deve ser multidisciplinar, ou seja, o indivíduo não deve apenas realizar o que lhe foi proposto ou somente aquilo a que ele se propõe, criando-se um ambiente a que o colaborar possa atuar da melhor maneira possível e estando feliz com isso.

Aprender com os erros e procurar melhorar sempre deve ser uma regra. A estrutura deve crescer, mas conscientemente, sem causar prejuízos à qualidade do ambiente corporativo. Trata-se de otimizar processos e motivar trabalhadores tornado tudo mais produtivo.

Mas, atenção: não há uma maneira de simplesmente se implantar o método Management 3.0 em uma empresa. Não se trata de um modelo fixo. O próprio conceito permite e até favorece a flexibilização. Cabe ao gestor entender essa prática e como ela pode ser utilizada de acordo com as características de sua empresa.

Fonte: Computerworld
Autor: David Santos

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O futuro pós-nuvem já chegou

Aqui estão algumas de suas características mais marcantes

Para uma boa parte das empresas, Cloud Computing ainda é vista como uma perturbação da ordem estabelecida. Mas para muitas, já em processo de Transformação Digital,  ela já representa o status quo. E como ele é?

Aqui estão algumas características marcantes:

1 – Escalas enormes
Todos os sistemas começam a ser projetados para processar quantidades gigantescas de dados. Aplicativos são escaláveis, para responder às mudança de fluxo nas correntes de bytes. Quando sistemas são desenhados, ninguém pergunta sobre capacidade, porque parte do pressuposto de que a capacidade poderá ser infinita. Os esforços de design presumem isso. Não importa quantos dados uma aplicação possa estar gerenciando ou quantas máquinas virtuais a topologia do programa possa conter, ele deverá ser capaz de expandir para suportar mais. Em essência, podemos presumir que sistemas são projetados para um mundo da “ilusão da infinita capacidade”.

2 – A Internet das Coisas em plena adoção
O CTO da Cisco previu que, em um futuro bem próximo, um trilhão de dispositivos estarão ligados à internet. Há muitas pessoas que preveem que estamos entrando na era pós-PC. Significa que além dos aparelhos com os quais os humanos vão interagir da forma tradicional, como os smartphones, tablets, etc, já estamos cercados por um número muito maior de dispositivos de propósito específico, dedicados a execução de determinadas funções, que se comunicam com programas centralizados rodando na nuvem, e que por sua vez interagem com algo que nós,  ou alguém usando nosso proxy, acha valioso.

Por exemplo, não precisamos mais olhar para o nosso relógio para saber a nossa pressão sanguínea. O relógio mede a pressão e envia o resultado para o sistema de monitoramento, que gera um alerta para o profissional de saúde, baseando-se em uma experiência médica e nas especificidades da nossa saúde individual. Usaremos cada vez mais dispositivos como este relógio, equipados com sensores, e ubíquos, a ponto de sequer prestarmos atenção a eles, a menos que haja necessidade.

Uma década atrás, em um debate com o CEO de uma empresa de chips análogos que equipava o protótipo de um refrigerador inteligente, ele chegou a afirmar que, no futuro, o refrigerador teria uma interface na qual você poderia fazer sua lista de compras baseada em diferentes níveis de observação dos alimentos armazenados. Duvidei de que que a caixa de leite poderia determinar que estaria com nível baixo e então contatar o refrigerador para adicionar leite à lista. Ele respondeu que essa funcionalidade sairia muito cara, na época, para uma caixa de leite. Uma resposta que levava em conta suas tradicionais suposições sobre custo/funcionalidade para a discussão, em vez de extrapolar a tendência que, efetivamente, hoje se impõe.

Em retrospecto, é claro que ele estava subestimando como as coisas aconteceram.  Hoje, em mercado como o norte-americano, a caixa de leite já conversa com o aplicativo da lista de compras na nuvem e essa app contata o e-commerce para organizar seu pedido semanal de caixas de leite. 

3 – O custo dos componentes de TI cai vertiginosamente
Não me refiro a chips ou HDs. Falo de cada elo da corrente de fornecedores de TI. De sistemas operacionais, middleware e software muito mais baratos.

Anos atrás era comum escutar muitas pessoas opinando que os fornecedores de software “não permitiriam” a mudança para a nuvem, reduzindo seus preços ou margens de lucro. hoje, a maioria dos grandes fornecedores de software vem abandonando as licenças perpétuas em prol de assinaturas de serviços na nuvem. E aqueles que ainda se prendem ao antigo modelo correm o risco de serem substituídos por novos participantes com preço mais amigável.

Paradoxalmente, os gastos totais em TI correm o risco de aumentar muito. Em certos setores de Cloud Computing há muita discussão sobre o Paradoxo de Jevon, que afirma que à medida que os avanços tornam o uso de um recurso mais barato e eficiente, sua utilização total não diminui; pelo contrário, só aumenta.

Jevons disse o seguinte: à medida que as pessoas começaram a utilizar o carvão em quantidades cada vez maiores, aprenderam também como utilizá-lo de forma cada vez mais eficiente. Desta maneira, para o mesmo peso de carvão passou a produzir-se mais calor e energia. Poderíamos pensar que isto levaria as pessoas a utilizar menos carvão. Mas de facto as pessoas passaram a utilizar mais carvão. Quanto mais eficiente se tornava o carvão, mais barato ficava, e mais dinheiro sobrava às pessoas para gastar noutras coisas. Essas outras coisas implicavam a queima de mais carvão nos comboios, fábricas e moinhos, e no aquecimento de casas maiores.

Da mesma forma, se as funcionalidades em TI insuflam as ofertas de negócio atuais, e toda nova oferta de negócios contém TI, o aumento de todas as iniciativas aumentará o investimento em TI. 

À medida que a tecnologia de nuvem, pública ou privada, torna a computação mais fácil e mais barata para os consumidores, novos casos de uso surgirão rapidamente. Olhando para o futuro, podemos prever que “a Inteligência Artificial, o 5G, a transformação das redes e a mídia imersiva vão promover a inovação em todo mercado. Veremos avanços do tipo function-as-a-service, mudando o paradigma da programação e tonando-a mais fácil e rápida para desenvolvedores, de modo a possam estimular a próxima onda de inovação.

4 – TI reestrutura a TI
O lado ruim de ser parceiro de negócios está no negócio. O surgimento de novos provedores de nuvem públicas gerou um benchmark de comparação para a oferta de serviços feita pela equipe interna de TI. Não ser capaz de oferecer transparência comparável aos serviços comerciais, facilmente contratados, será o beijo da morte.

Na decisão da estratégia de implementação o custo é um entre muitos fatores, incluindo privacidade, requerimentos como largura e latência de banda para os aplicativos, etc, que podem determinar se o aplicativo é implementado interna ou externamente. A suposição de que a decisão padrão de implementação seja a interna, se tornou uma fantasia. CIOs já reconhecem que seu papel é gerenciar a infraestrutura, não possuindo equipamentos. Aqueles que pensam diferente disso estão sendo obrigados lidar com a adoção crescente da Shadow IT.

Junto com a contratação de serviços na nuvem direto pelas áreas de negócio, o maior desafio que as organizações de TI encontram na era pós-cloud é o suporte aos sistemas legados.  No mundo pós-nuvem não já não é suficiente gerenciar aplicativos legados com o menor gasto possível. Esses aplicativos carregam um alto custo de estrutura e manutenção. Custo esse muito mais alto que as ofertas de cloud disponíveis. Nesse cenário, a equipe de TI tem que ser muito mais agressiva e proativa para fazer todas as coisas necessárias. Todo CIO precisa avaliar os sistemas atuais e montar um plano para reduzir o custo, incluindo entre as opções a migração para um SaaS equivalente ou a terceirização de operações para um provedor mais barato.

5 – IaaS é o local onde estar 
Muitas pessoas ainda pensam da computação em nuvem como máquinas virtuais sob demanda. A indústria se moveu rapidamente para além disso. A nuvem se transformou na plataforma, de fato, em que as empresas estão alimentando sua Transformação Digital e modernizando as áreas de TI.

Os desenvolvedores de aplicativos perdem seu tempo quando têm de contratar arquitetos para implementar escalabilidade e elasticidade. A infraestrutura deve lidar com isso, liberando os desenvolvedores de aplicativos para focar na funcionalidade do negócio, não na infraestrutura.

Quem teria pensado que as plataformas de IaaS se tornariam mais do que apenas armazenamento e serviços de computação? Não os provedores de PaaS. Mas foi exatamente o que aconteceu.

O impulso inicial de PaaS foi em torno da explosão de serviços de plataforma que agora são uma grande parte das nuvens de IaaS. Esses serviços, juntamente com os análogos de plataforma para aplicativos migrados, agora estão todos nas mesmas plataformas de IaaS.

Desenvolvedores, que hoje em dia são os maiores encarregados da migração de cargas de trabalho de aplicativos para as nuvens públicas de IaaS, precisam evitar a PaaS. Isso ocorre porque as nuvens de PaaS normalmente exigem aderência a modelos de programação, idiomas, bancos de dados e plataformas específicos. Assim, enquanto PaaS é boa para novos aplicativos baseados em nuvem, não é possível adaptar facilmente alguns aplicativos tradicionais baseados em LAMP em uma plataforma de PaaS. Isso significa um grande esforço para reescrevê-los, alto custo e risco. Então, adeus, PaaS. 

Muito do que a PaaS oferece, incluindo ferramentas de desenvolvimento rápidas e fáceis, de implantação rápida, foi substituído por provedores de IaaS. Nuvens IaaS públicas, como o Amazon Web Services, agora oferecem recursos como desenvolvimento baseado em containers, computação sem servidor, Analytics e Machine Learning que tornaram a plataforma IaaS, rica em recursos. O melhor local para criar e implantar aplicativos baseados em nuvem. Além disso, fornecedores IaaS oferecem segurança em nuvem de última geração, bem como serviços operacionais, como gerenciamento, monitoramento e continuidade de negócios e recuperação de desastres.

Em suma, as plataformas IaaS de hoje fornecem os recursos Pass que as plataformas PaaS fornecem, além dos recursos de PaaS que os provedores de PaaS nunca forneceram.

6 – Escassez de bons desenvolvedores de aplicativos
O Paradoxo de Jevon significa uma explosão de demanda em TI. Em particular, uma demanda de criadores de aplicativos. Pessoas que saberão como construir ofertas de negócios integrando múltiplos aplicativos em um novo, implementando chamadas para APIs de serviços externos que terão uma demanda muito alta. Mas, ao mesmo tempo em que cresce o número de vagas disponíveis, faltam profissionais qualificados. 

Segundo a Code.Org, em 2020 haverá 1,4 milhão de novas vagas para programadores só nos Estados Unidos. No Brasil, a situação não é muito diferente.

Fonte: CIO

Autor: Redação CIO

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5 maneiras como o BI pode revolucionar a manufatura

Ferramentas de BI podem trazer o diferencial necessário para conferir mais eficiência, flexibilidade e visibilidade

O crescimento tecnológico nos últimos 15 anos teve efeitos gigantescos no cenário industrial. Inovações como conectividade, análise de dados e outras transformaram a maneira como empresas de manufatura lidam com suas operações.

Hoje, organizações que não estão atentas à digitalização perdem dinheiro e competitividade de forma galopante.

Do acompanhamento dos funcionários à gestão de processos, suprimentos, produção e logística, a indústria é um dos segmentos que mais precisa de dados para ser bem gerida. Por isso, é uma das verticais que mais tem a ganhar com a tecnologia de Business Intelligence (BI).

Ferramentas de BI podem trazer o diferencial necessário para conferir mais eficiência, flexibilidade e visibilidade, baseando-se na coleta e análise do imenso fluxo de dados – estruturados e não-estruturados – que é produzido nos diversos departamentos de uma companhia.

Muitos CIOs e CEOs de grandes corporações já sabem disso. Segundo uma pesquisa da McKinsey, 69% dos gestores industriais acreditam que analytics em áreas como manutenção preditiva de equipamentos, marketing e análise de produtos, será crucial para o sucesso dos negócios. Jogamos em cima tecnologias emergentes, como a internet das coisas, e o BI ganha ainda mais peso.

Mas existem ainda mais benefícios que o BI pode trazer à manufatura. Vejamos alguns:

  1. Mais segurança na tomada de decisões

Com a ajuda do BI e sua capacidade analítica dos dados gerados pela empresa, gestores de negócio podem ter um conhecimento mais assertivo da organização, compilando dados de diferentes setores em interfaces simplificadas, com indicadores de performance (KPIs) e resultados. Isso contribui para uma tomada mais segura e informada das decisões, reduzindo o risco estratégico para o negócio

  1. Maior eficiência operacional

O uso do BI acelera o ritmo de melhoria nos processos internos, por meio da análise rápida de grandes volumes de dados gerados em diversos departamentos. Assim, gestores podem analisar diversos fatores, como performance das equipes, custos , qualidade de produtos, e, a partir disso, melhorar os ambientes e métodos com a alocação apropriada de recursos.
Praticamente qualquer processo interno de uma empresa, da gestão da matéria-prima até a entrega do produto final, pode ser simplificado com o BI.

  1. Melhor gestão financeira

As ferramentas de BI podem ser empregadas para analisar lucros e perdas na operação, otimizando recursos e melhorando o retorno sobre o investimento (ROI) realizado. Com estas soluções, é possível identificar novos caminhos para rentabilizar as capacidades produtivas do negócio, assim como reavaliar o custo-benefício de estratégias que estão com rendimento abaixo do esperado.

  1. Maior controle logístico e produtivo

Gerenciar e avaliar a performance de sua logística pode ser muito aprimorada com o uso do BI. Com a análise rápida dos dados, empresas podem ter a agilidade necessária para garantir entregas com a precisão e qualidade adequada. Além disso, diminui-se os riscos de falha nestes processos, resultando também na redução de custos em logística. Novos indicadores de qualidade também podem ser adicionados, como o feedback de clientes.

  1. Qualificação e controle de storage e warehouse

As empresas também podem qualificar o controle de seus estoques com o BI, analisando informações para rastrear e controlar melhor as matérias-primas e lotes de produtos. Estas soluções também podem ser usadas nos testes de novos produtos, colaborando na melhoria de processos e soluções de possíveis problemas na hora de mandá-los para a linha de produção.

Fonte: Computerworld
Autor: Augusto Fleck

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8 dicas para a sua segurança digital, e a da sua empresa, nas férias

Ameaças não deixam de existir só porque você está na praia ou no campo

Estamos na temporada de férias, sem dúvida uma das mais esperadas épocas do ano, porém definitivamente não a mais segura. Enquanto as crianças aproveitam seus dispositivos eletrônicos, os profissionais se preocupam em se desconectar completamente de suas responsabilidades de trabalho.

É aí que está o problema: as ameaças de segurança não param só porque você está na praia ou no campo. Os hackers ainda podem atacar seus dispositivos enquanto você está curtindo suas merecidas férias. Por isso, é crucial que você esteja ciente dos riscos e das precauções a serem tomadas. Confira oito dicas importantes de Marc Pletinckx, Instrutor de Vendas Corporativas da OneSpan.

1  Não configure seu dispositivo para se conectar a pontos públicos de Wi-Fi automaticamente e certifique-se de sempre se conectar à rede correta. Os hackers falsificam conexões Wi-Fi de resorts com nomes semelhantes. No entanto, isso não ocorre só com hotéis. Em um voo, por exemplo, algumas companhias aéreas oferecem conectividade Wi-Fi no avião. Fique atento ao nome da rede Wi-Fi. Ao se conectar a uma rede desconhecida, você pode estar compartilhando suas credenciais de login. As redes públicas são de fato muito públicas;

2  Muitos navegadores hoje farão isso automaticamente, mas certifique-se de que sua conexão com um site seja criptografada. Preste atenção em “https” ao invés de “http” no endereço de URL e procure o pequeno cadeado na barra de endereço;

3  Use a conectividade VPN ao acessar aos seus aplicativos comerciais;

4  Use autenticação de dois fatores em todos os aplicativos que permitem isso;

5  Não anuncie seus planos ou atualizações de viagem nas mídias sociais;

6 Certifique-se de ter instalado um software de rastreamento/limpeza remota, caso seu dispositivo seja perdido ou roubado;

7  Mantenha a segurança de aplicativos móveis em mente. Baixe apenas novos aplicativos através da loja oficial. Os criminosos segmentam jogos e aplicativos novos e populares. Depois os remontam para posterior distribuição através de canais não oficiais. Pode parecer que você está usando o aplicativo oficial, mas pode ser um aplicativo impostor com código malicioso projetado para roubar informações pessoais, incluindo credenciais bancárias;

8 Se viajar para o exterior em férias, pode valer a pena deixar seu dispositivo comercial em casa, levando um estritamente dedicado para viagem. Isso fornecerá uma completa segurança contra quaisquer agentes mal-intencionados que por ventura penetrem na rede corporativa.

Embora as regras acima possam abranger os passos fundamentais que você deve seguir ao se conectar à Internet durante as férias, há várias boas práticas gerais a serem observadas em sua vida cotidiana. Certifique-se de que os seus dispositivos estejam protegidos e que as suas aplicações e sistemas operacionais estejam com as mais recentes atualizações dos fornecedores de soluções de segurança. Essas são partes essenciais para o uso seguro dos dispositivos móveis.

Fonte: CIO
Autor: Redação CIO

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11 habilidades que headhunters buscam em profissionais de TI

Profissional, em geral, precisa apresentar mais do que habilidades e competências com o ambiente básico de TI, alerta especialista em RH

Mais do que competências técnicas, o novo cenário da Tecnologia da Informação (TI) ligada a negócios exige diversas outras habilidades para que profissionais se destaquem.

Daniel de Paiva, sênior partner da Havik Innovate Executive Search – consultoria de recrutamento e seleção de talentos -, comenta que tem observado que os profissionais de TI, principalmente os que exercem posições de liderança, têm sido exigidos de várias atribuições mais voltadas ao desempenho e performance do business da empresa do que somente as bases de operação da TI.

“A inserção de informações de base da empresa Data Lake às frentes de Inovação capitaneadas, muitas vezes, por TI, faz com que as habilidades tradicionais como infraestrutura, sistema e suporte não sejam suficientes para que o ambiente se desenvolva e, com isso, atuar com temas ligados ao ambiente digital e inovação baseada em expectativas e tendências de consumo, leva o profissional a vivenciar grandes desafios profissionais, em um ambiente de constante mudança, randômico, variável”, alerta o headhunter responsável pelas áreas de Tecnologia e Energia da Havik.

Mas o que um headhunter busca em um profissional do setor de tecnologia?

“O profissional, em geral, precisa apresentar mais do que habilidades e competências com o ambiente básico de TI”, garante o especialista, que lista 10 habilidades essenciais. São elas:

  1. Trazer consigo capacidade para lidar com gestão de pessoas, dados e de projetos
  2. Comunicar-se de forma eficiente, clara e direta
  3. Amparar suas atividades, bem como as da equipe, no desenvolvimento de negócios (atuais e futuros)
  4. Demonstrar prática em experimentos para que os riscos sejam controlados
  1. Traços de Pós-Modernidade (um diferencial entre os profissionais de transformação), algo que será certamente um dos diferenciais do profissional a ser contratado
  2. Conhecimentos técnicos para certificar-se de qual estrutura possui para mapear melhorias que darão suporte ao crescimento do negócio
  3. Senso Crítico para diagnóstico de equipe, ferramentas e orçamento
  4. Flexibilidade, responsabilidade e paciência, pois a rotina será baseada em resolver questões entre áreas, pessoas, prazos e valores envolvidos
  5. Gestão do tempo (próprio e da equipe)
  6. Visão analitica financeira, pois os investimentos em tecnologia são sempre muito relevantes e com margem de erro praticamente nula. Essa é uma característica de um perfil Econômico Utilitário, que sabe onde e como investir
  7. Futurista, para manter-se conectado com todas as novidades e possibilidades que os estudo de futurismo apresentam e que podem ser inseridos no negócio, bem como para mapear as ameaças que esses estudos representem.

“Creio que esses pontos definem bem competências, habilidades e atitudes do atual profissional de TI que as empresas têm buscado, ou melhor, precisam para adequar sua base tecnológica ao negócio”, finaliza Paiva.

Fonte: Computerworld
Autor: Redação Computerworld

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Você conhece o conceito de Cyber Kill Chain?

Conceito é chamado de cadeia porque, se algum dos pontos for perdido, todo o processo pode ser prejudicado

As forças armadas americanas foram as primeiras a formalizar o conceito de “Cyber Kill Chain”, definido como as seis etapas de uma cadeia percorrida para eliminar um alvo: localizar, corrigir, rastrear, segmentar, envolver e avaliar.

O conceito é chamado de cadeia porque, se algum dos pontos for perdido, todo o processo pode ser prejudicado. Ela refere-se às sete etapas que são geralmente necessárias para criar um ataque cibernético. São elas:

– Reconhecimento: coleta de informações e reconhecimento do alvo. Isso pode ser feito por meio da coleta de endereços de e-mail ou de técnicas de engenharia social, como em redes sociais ou qualquer outra informação disponível na web. Também podem ser feitas varreduras de servidores abertos.

– Armamento: é criado um sistema de ataque, ou seja, uma maneira de comprometer a rede, encontrando o malware certo para o trabalho. Por exemplo, um trojan de acesso remoto e uma técnica que atrairá o alvo.

– Entrega: entregar um pacote para a vítima via e-mail, web, USB, entre outros.

– Exploração: usar uma vulnerabilidade no sistema de destino para executar o código malicioso.

– Instalação: instalar o referido código.

– Comando e Controle: após o alvo estar totalmente comprometido, o sistema retorna ao atacante, meio de um bot, zumbi ou outro sistema comprometido.

– Ações em Objetivos: é onde o atacante alcança o que planejou. Pode ser desde espionagem a comprometer sistemas mais profundos na rede, roubar credenciais, instalar ransomware ou simplesmente causar estragos.

Assim como o Cyber Kill Chain, um ataque típico normalmente exige que todos esses passos sejam bem-sucedidos para que o ataque como um todo tenha sucesso. A maior parte dos ataques segue esse modelo, enquanto ataques mais sofisticados podem estar em desenvolvimento ou fazem uso de automação.

Cyber Kill Chain

Em um documento técnico da Lockheed Martin (empresa de segurança) de 2015, autoridades analisam algumas das medidas de precaução que as organizações podem tomar para limitar os danos de cada etapa.

O Reconhecimento é difícil de ser evitado, porque pode contar com a exploração de informações disponíveis na web. Quando ocorrem violações de dados, esses detalhes acabam à venda na deep web ou até na web, como no Pastebin. O que pode ser feito é coletar logs de visitantes para que seja possível pesquisar por eles se ocorrer um ataque.

O Armamento acontece em grande parte do lado dos atacantes, então é improvável que seja possível identificá-lo até o ataque. Mas é possível impor regras rigorosas de correção em toda a organização e incentivar o treinamento dos funcionários. Duas das linhas mais comuns para invasores são conformidade com correção ou atualização incorreta e erro humano comum.

Já para a Entrega – qualquer organização deve ter soluções de proteção de firewalls e, idealmente, verificação ativa de ameaças na própria rede. Mas se o firewall não tiver sido configurado corretamente, torna-se apenas atividade de registro, em vez de impedir ou sinalizar atividades maliciosas. Do lado técnico, é preciso executar varreduras de vulnerabilidades regulares e colocar equipes em testes de penetração regulares.

Na Instalação, se detectado um malware na rede, a empresa deve fazer o melhor para isolar o ataque, ainda que isso reduza as operações do dia. Em seguida, deve examinar os processos de terminais para procurar novos arquivos incomuns e usar um sistema de prevenção de invasões de host para alertar ou bloquear caminhos comuns de instalação.

O Comando e Controle é a última chance do defensor bloquear a operação. Para isso, é preciso descobrir a infraestrutura do ataque por meio da análise de malware, deixar a rede mais segura consolidando o número de pontos de presença na Internet e solicitando proxy para todos os tipos de tráfego.

Por fim, sobre as Ações sobre objetivos, muitos ataques não são detectados por dias, semanas, meses ou até anos. Então, ao detectar uma invasão, metade do caminho está feito. Mas isso significará mitigação de danos e rapidez: descobrir quais dados vazaram, para onde o malware se espalhou e procurar por credenciais não autorizadas. Dependendo da gravidade do ataque, talvez seja necessário trazer ajuda externa especializada.

Fonte: Computerworld

Autor: Tamlin Magee – Computerworld UK

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Por que a Transformação Digital tornou-se chave para a TI?

Nuvem e outras tecnologias emergentes são a chave da mudança. Sua empresa já iniciou essa jornada?

 

Em 2018, a Transformação Digital nas empresas é mais do que uma realidade. Trata-se de uma necessidade para qualquer organização que pretenda ter sucesso em seu campo de atuação. O setor de tecnologia como um todo está buscando se reinventar, sobretudo por meio da jornada à nuvem, se apoiando nas principais inovações da última década. Essa migração não é restrita apenas ao armazenamento de dados, mas se estende a praticamente toda a operação.

Para se ter uma ideia de como essa tendência é real e crescente, o mercado global de computação em nuvem deve movimentar cerca de US$ 160 bilhões em 2018, de acordo com projeções da consultoria IDC, com alta anual na casa dos 20%, nos próximos três anos. No Brasil, esse número foi de US$ 4,5 bilhões no ano passado, um incremento superior a 50%, com estimativa de que esse montante alcance US$ 20 bilhões em 2020.

Ainda de acordo com o último levantamento da Abes (Associação Brasileira de Software), os licenciamentos em SaaS (softwares como serviços) e PaaS (plataformas como serviços) – acesso às soluções por meio da nuvem – ultrapassaram US$ 700 milhões no Brasil e já superam o modelo de aquisição de produtos on-premise, como são chamados os softwares e as plataformas instalados dentro das máquinas da empresa.

E por que essa transformação está acontecendo? Porque há benefícios para todos os envolvidos no negócio. O cliente, por exemplo, não precisa se preocupar em manter um servidor, adquirir um hardware compatível, comprar sistemas operacionais, investir em segurança de dados e ter especialistas para fazer a manutenção de tudo isso. A empresa que fornece a solução já faz tudo e oferece o pacote completo, a um valor mensal estabelecido. Imagine o ganho de tempo e de dinheiro que a empresa obtém ao longo do tempo!

Essas vantagens são ainda maiores em casos de produtos extremamente especializados, como os utilizados para gestão fiscal, tributária, jurídica ou de comércio exterior. São setores onde há mudanças legais a cada duas ou três horas, que afetam diretamente a funcionalidade da solução. Agora pense no caso de a empresa ter que gerenciar tudo isso? Por mais que o fornecedor envie uma nova versão do programa, perde-se tempo fazendo a atualização e a um custo muito grande. Isso sem contar a redução da complexidade na integração dos sistemas. Os softwares em nuvem que possuem certificação com os principais ERPs do mercado, proporcionam uma integração completa e até mais fácil do que em um programa físico.

Um outro ponto interessante é que, com soluções na nuvem, o tempo de disponibilização de novas funcionalidades e/ou tecnologias fica muito reduzido. Isso se torna um diferencial competitivo em um tempo que todas as empresas estão buscando adoção de tecnologias como Machine Learning, artificial intelligence e analytics aplicadas aos processos empresariais.

O ganho em segurança também é muito nítido. Um exemplo claro é o GDPR, legislação de proteção dos dados pessoais da União Europeia, que entrou em vigor no dia 25 de maio último. Em vez de a empresa fazer toda a adaptação de seus softwares à nova regulamentação, o sistema na nuvem já é atualizado automaticamente a todos os requerimentos. O Brasil está indo pelo mesmo caminho e em breve leis semelhantes estarão valendo também em território nacional.

Por tudo isso, com o cloud, o TCO (sigla em inglês para custo total de propriedade) se reduz muito. Basta que a empresa se preocupe em ter uma máquina com requisitos para acessar a solução e uma conexão com internet. Tudo vai estar disponível e atualizado de maneira rápida e eficiente. O fornecedor mantém os servidores e o sistema atualizado, enquanto o cliente se preocupa com seu core business.

E para a empresa que desenvolve a solução, a nuvem também é muito vantajosa. É um processo ganha-ganha. Com produtos on-premise, o suporte precisa visitar ou se conectar com o cliente, o que muitas vezes é trabalhoso e caro de se fazer. Globalmente, a Thomson Reuters já tem 86% de seu faturamento por meio de contratos recorrentes. Essa tendência é mundial e não tem volta e por esses números globais, a Thomson Reuters já está muito bem posicionada.

Por conta disso, dessa jornada ao SaaS, outra transformação do segmento é que empresas de tecnologia estão se tornando companhias de conteúdo e vice-versa. A junção da melhor tecnologia, com melhor conteúdo disponibilizado no cloud é uma vantagem competitiva extremamente significativa. As soluções podem já contar com conteúdo embarcado sobre impostos, taxas, regulamentações, jurisprudências, súmulas e outras informações relevantes.

Como os clientes não vão adquirir o software físico, mas sim assinar um serviço, quanto mais se oferecer um conteúdo confiável e único, mais valor será agregado. É uma proposta de valor única que a empresa oferece ao cliente. Por isso, ano a ano, os investimentos em cloud estão crescendo. Na Thomson Reuters Brasil, 90% de tudo o que investimos já é em soluções em nuvem. Em breve esse número deve chegar a 100%. No geral, a satisfação dos clientes de softwares em nuvem é 20% superior em relação a quem tem programas on-premise.

Outro ponto importante da jornada à nuvem é proporcionar soluções em data centers locais. Algumas empresas possuem necessidades específicas, seja de performance das soluções ou por questões legais, e por isso precisam ter esse armazenamento mais próximo e direto. Nós inauguramos o nosso primeiro data center no Brasil no começo desse ano e os clientes que precisam dessa alternativa já estão usufruindo do mesmo.

A combinação entre SaaS e nuvem, com os mesmos produtos, as mesmas ofertas, mas com redução de tempo, de custos e maior praticidade, proporciona uma experiência muito melhor ao usuário. E você, já iniciou a sua jornada?

Fonte: CIO
Autor: Menotti Franceschini

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4 dicas para adequar sua empresa ao eSocial

A partir de julho, companhias com faturamento inferior a R$ 78 milhões deverão enviar seus dados cadastrais e tabelas no novo sistema do governo

O eSocial, novo sistema de envio de informações da folha de pagamento e encargos trabalhistas ao governo, segue seu cronograma. O prazo para as empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões de reais por ano aderirem ao sistema termina no dia 16 de julho.

Para evitar inconsistências no processo de adequação, e consequentemente multas, o ideal é que uma série de medidas preparatórias sejam adotadas, como adaptação de processos, capacitação dos profissionais, dentre outras.

Patrícia Capistrano, especialista em eSocial e Reforma Trabalhista e Assessora de conhecimento da Fortes Tecnologia – empresa que atua há mais de 30 anos oferecendo softwares de gestão contábil, financeira e de pessoas – lista quatro dicas fundamentais para o processo.

1. Enviar dados dentro do prazo

Algumas empresas possuem o hábito de deixar tudo para a última hora. Com o eSocial isso não será mais possível e é fundamental que os contratantes reorganize, por exemplo, seus processos de admissão. É necessário rever o tempo para realizar a contratação, criar prazos para substituição de colaboradores e entrega de documentos, para que não sejam aplicadas multas devido ao envio de informações fora de época. A aquisição de um sistema de gestão de pessoas que esteja adequado ao eSocial e apto a transferir arquivos passa a ser primordial. Nesse momento ter um bom sistema, além de dar mais confiabilidade às informações que serão geradas, facilitará a complexidade dos processos e evitará o envio de informações erroneamente e fora do prazo.

2. Rever cadastro dos dependentes

Para passar por este procedimento de forma tranquila, é aconselhável atualizar todas as informações dos funcionários, Da mesma forma que é necessária a regularização do cadastro dos trabalhadores no banco de dados do empregador, os dados dos dependentes também precisam ser organizados e preenchidos corretamente, incluindo o CPF dos dependentes acima de 12 anos. Sem estes dados, o registro do colaborador nem chega a ser recebido pelo eSocial. Os dados dos dependentes são extremamente relevantes, principalmente para aqueles trabalhadores que possuem desconto de pensão alimentícia, estes também precisam informar o CPF do pensionista.

São muitas empresas que ainda desconhecem esse processo e ele é muito importante para todas as fases seguintes do eSocial. Alguns sistemas inclusive disponibilizam ferramentas para essa conferência de forma otimizada, mas também é possível no Portal do eSocial, através de uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Receita Federal para realizar a consulta de qualificação cadastral.

3. Planejamento da folha de pagamento

É comum as empresas apurarem a folha de pagamento de um mês para o outro, a fim de ganhar tempo para fazer lançamentos de horas extras, gratificações, bônus etc. Caso um funcionário faltasse, o seu registro era feito na folha apenas no mês seguinte. No entanto, isto não poderá mais ocorrer no eSocial, porque o mês é calculado a partir do dia 1 ao último dia do mês. No eSocial as empresas não poderão mais lançar verba de um mês em outro mês, por isso é importante ter um planejamento assertivo. Este fato deve estreitar a relação empresa X escritório de contabilidade, que devem sempre permanecer alinhados e trabalhando em sintonia e em tempo real.

4. Mudança cultural

É muito importante que os responsáveis pelo departamento pessoal do escritório tenham uma alta organização para o eSocial, a fim de declarar corretamente as informações e saber passar para as empresas com clareza o caminho do preenchimento correto dos dados no eSocial. Por isso, é essencial estreitar a comunicação entre colaboradores, gestores e diretoria para que as informações sejam fiéis e enviadas para o eSocial em tempo hábil e de forma alinhada à equipe.

Fonte: Computerworld
Autor: Redação Computerworld